Revista Nova Paideia
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    A RELAÇÃO ENTRE AS PREOCUPAÇÕES DOCENTES E AS POLÍTICAS PÚBLICAS

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    Este estudo investiga como as políticas públicas e as condições de trabalho influenciam as preocupações e o engajamento dos professores do Ensino Fundamental I na rede municipal de Laranjeiras do Sul (PR), especialmente no contexto da pandemia de Covid-19 e no retorno às aulas presenciais. A pesquisa parte de evidências da literatura que indicam preocupações recorrentes dos docentes com questões como carga horária excessiva, remuneração inadequada e políticas de avaliação e ensino (Riopel, 2006; Vieira, 2017; Favatto e Both, 2019). Além disso, a prática docente é afetada por decisões governamentais em níveis macro e micro, o que reflete na comunidade escolar (Both, 2011). O problema de pesquisa esta relacionado as principais preocupações dos professores de Laranjeiras do Sul/PR em relação às políticas públicas e condições de trabalho, e como essas preocupações afetam seu engajamento. O objetivo geral é investigar essas preocupações e o engajamento docente, identificando como as experiências no ensino remoto e no retorno presencial impactaram a prática pedagógica. O presente estudo é fruto de uma dissertação de mestrado em andamento. A metodologia adotada foi descritiva, de corte transversal e de abordagem mista. Na fase quantitativa, foi aplicado um questionário sociodemográfico e a Escala de Engajamento no Trabalho de Professores (EPP) a 64 professores do Ensino Fundamental I, complementada por testes estatísticos como Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e Análise de Cluster pelo Método Ward. A fase qualitativa envolveu entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo segundo Bardin (1977). Além disso, foram utilizadas categorias de preocupações docentes propostas por Vieira (2022) – políticas públicas e questões sociais. Este estudo oferece uma compreensão dos desafios enfrentados pelos professores da rede municipal de Laranjeiras do Sul, apontando para a importância de políticas públicas mais eficazes e condições de trabalho adequadas para garantir o engajamento e bem-estar docente. Os resultados do estudo revelam que o impacto das políticas públicas é uma preocupação central para os professores, moldando significativamente o ambiente escolar e as condições de trabalho. As políticas públicas, vistas como responsabilidade do Estado, envolvem decisões que incluem órgãos governamentais e agentes sociais (Hofling, 2001)

    DIVERSIFICAÇÃO DO PROCESSO AVALIATIVO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA): reflexões necessárias

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    Ainda que os (as) educandos (as) que fazem parte da Educação de Jovens e Adultos (EJA) tenham o direito à educação garantido em lei, sabe-se que, na prática, a concretude deste acesso só será possível se os professores, e todos os envolvidos no processo formativo dos (as) educandos (as), estiverem dispostos e atentos à necessidade de se debater sobre as práticas a serem adotadas junto a este público. Nesse sentido, este artigo tem por objetivo contribuir para o debate sobre o processo de avaliação na EJA, por meio da adoção de instrumentos diversos, que promovam o envolvimento e o aprendizado dos (as) educandos (as) e, sobretudo, lhes garantam a permanência na escola e o êxito nos estudos. Para tanto, o estudo pode ser considerado exploratório (Gil, 2008), com abordagem qualitativa, sem a pretensão de apresentar elementos conclusivos, mas contribuir para o debate proposto. A diversificação dos instrumentos avaliativos na EJA se configura como uma prática que tende a ser relativamente simples e fácil de ser implementada. Porém, para isso, exige não só dos professores, mas de toda equipe que faz parte do processo formativo, envolvimento, comprometimento e, sobretudo, vontade, no sentido de querer fazer

    EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: heterogênea e diversificada

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    A Educação de Jovens e Adultos – EJA teve seus avanços e retrocessos em um país pluricultural. E a história continua. A EJA é destinada a pessoas que não tiveram oportunidade, em tempo convencional, assim como relata a legislação. Esse grupo de pessoas que não tiveram a oportunidade em tempo hábil possuem um perfil. Esse perfil pode ser definido através de características sociais, econômicas e culturais em um determinado território marcado, demarcado, estipulado que as pessoas convivem humanamente. Poderíamos ter vários perfis em um espaço territorial muito menor.  A EJA é heterogênea, pois é reduto de vários grupos. Se a escola pública é diversificada, a modalidade da EJA é mais diversificada consideravelmente. A diversidade realça, quando estamos em uma escola pública situado no bairro do Jardim Catarina, bairro mais populoso da cidade de São Gonçalo, uma das cidades com maiores índices demográficos do país.  Agora imaginem a proporcionalidade das divergências e conflitos. As escolas devem proporcionar aos alunos que são jovens, adultos, idosos e deficientes uma proposta pedagógica ou melhor andragógica, compatível com a maturidade e com as suas necessidades principalmente. Temos uma escola com alunos iguais e ao mesmo tempo diferentes com suas peculiaridades

    UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA COM MATERIAL DOURADO PARA O ENSINO DE DIVISÃO

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    Este artigo tem como objetivo relatar a construção e aplicação de uma proposta pedagógica, que trata do conteúdo de divisão de Números Naturais, desenvolvida por estudantes do Curso de Licenciatura em Matemática, entre os meses de fevereiro e junho de 2023, sendo estes bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) - Centro de Formação de Professores (CFP), localizado na cidade de Amargosa-BA. Para o desenvolvimento da atividade, buscou-se possibilitar aos estudantes a compreensão do algoritmo usual da divisão com números naturais, por meio da utilização do material dourado. Esta oficina foi elaborada para ser aplicada em turmas do 6º ano da Escola Municipal Monsenhor Antônio José de Almeida, onde tivemos como supervisor de nossas atividades um professor da instituição. Concluímos ao final da construção e desenvolvimento dessa proposta, que ela proporcionou contribuições importantes para nossa formação como futuros professores e, a partir dos resultados obtidos, acreditamos que também promoveu a aprendizagem dos estudantes de forma significativa, sobre o conteúdo trabalhado

    UM PANORAMA SÓCIO-HISTÓRICO DO SISTEMA DE JUSTIÇA JUVENIL BRASILEIRO

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    O presente trabalho, decorrente de uma pesquisa mais ampla, tem o objetivo de apresentar um panorama sócio-histórico do sistema de responsabilidade penal juvenil brasileiro, denominado como sistema socioeducativo, com ênfase nos seus dispositivos legais e na sua realidade contemporânea. Realizou-se uma análise documental da legislação referente a responsabilização penal dos adolescentes no Brasil e uma pesquisa de cunho bibliográfico acerca da temática. Destacam-se, primeiramente, os primórdios e a evolução do Sistema de Justiça Juvenil brasileiro. Em seguida, trata-se da gênese e configuração dos seus atuais dispositivos. Conclusivamente, destaca-se a evolução de caráter normativo em relação aos direitos da infância e juventude no Brasil, pontuando-se, contudo, que ainda é presente na sociedade brasileira uma lógica punitivista e excludente a respeito dos adolescentes que são atendidos pelo sistema socioeducativo. Importa, portanto, estabelecer uma conexão entre a socioeducação e uma sociologia da educação interpelante que escrutine políticas e práticas pensadas para o referido público

    A FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES QUE ATUAM NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO: uma discussão pela perspectiva da epistemologia da práxis

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    O presente trabalho pretende apresentar pressupostos filosóficos para uma formação continuada de professores do ensino médio integrado dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, na perspectiva da epistemologia da práxis, como uma possibilidade de repensar a formação continuada, em diálogo com o materialismo histórico dialético. Assim, por meio de pesquisa bibliográfica e tendo como referência autores marxistas, problematiza-se a epistemologia da práxis como uma possibilidade de contribuir na formação continuada de professores de forma consciente e transformadora da prática educativa. Com base nessas referências, propõe-se uma análise acerca do ensino médio integrado dos Institutos Federais, do papel do professor nesta modalidade de ensino, da importância da formação continuada e a práxis como eixo dessa formação. Desta forma, se conclui que a formação continuada na perspectiva da epistemologia da práxis afirma-se como uma possibilidade de formação orientada no sentido de propor  alternativas para novas interpretações e elaborações da realidade escolar a partir da unidade teoria e prática

    AUTOCONCEITO EM MATEMÁTICA DE ALUNOS DO ENSINO SECUNDÁRIO MOÇAMBICANO

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    Este estudo teve como objetivo analisar o autoconceito em Matemática de um grupo de alunos do ensino secundário moçambicano e a sua relação com o sexo, ano escolar, área de estudo e desempenho acadêmico. Participaram 270 alunos do 10º (38.9%) e 12º (61.1%) anos de escolaridade, 140 (51.8%) do sexo masculino e 130 (48.1%) do sexo feminino, com uma média de idade de 17.8 anos (DP=1.8). Trata-se de um estudo descritivo-correlacional de natureza quantitativa. Para avaliar o autoconceito matemático, foi aplicada uma Escala de Autoconceito em Matemática e os resultados indicaram uma associação positiva, porém baixa (r=.15**) entre o autoconceito matemático e o desempenho escolar na disciplina de matemática. Não foram observadas diferenças significativas do autoconceito matemático em razão do sexo e área de estudo, mas somente nos fatores competência e interesse. Em relação ao ano de escolaridade os resultados suportam diferenças significativas com os alunos do 10º ano escolar a apresentar maiores níveis de autoconceito matemático do que os alunos do 12º ano escolar. Estes achados são discutidos à base da literatura

    A PRÁTICA DA MATEMÁTICA NO AMBIENTE ESCOLAR E SEU POTENCIAL NO DESENVOLVIMENTO DE UMA MENTALIDADE DE CRESCIMENTO

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    Este artigo busca investigar, por meio de uma metodologia qualitativa de pesquisa-ação, o potencial das atividades práticas de matemática no ambiente escolar para o desenvolvimento de uma mentalidade de crescimento.  A referida pesquisa foi realizada com 20 alunos do 5º ano do Ensino Fundamental - Anos Iniciais, em uma escola municipal na cidade de Pindamonhangaba, no Estado de São Paulo. Por meio de uma atividade prática envolvendo o conceito de perímetro, os alunos foram motivados a encontrarem estratégias para resolução de um problema real, usando o conhecimento prévio como ancoragem para aquisição de novos conhecimentos. Os resultados obtidos apontam para um desenvolvimento significativo de conhecimento cognitivo e socioemocional, bem como evidencia a atividade colaborativa como uma conquista para a autonomia da aprendizagem e aquisição de uma mentalidade de crescimento. As evidências e observações obtidas nesta experiência corroboram com novas pesquisas e o desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos alunos por meio de práticas matemáticas que utilizem o ambiente escolar como recurso de aprendizagem

    UMA IMERSÃO NAS PRÁTICAS DE MENTALIDADES MATEMÁTICAS COM O 6º ANO

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    Entre os vários fatores que influenciam a relação dos alunos com a Matemática pode incluir-se o seu tipo de mentalidade, a existência de alguns neuromitos e  mensagens que a sociedade, o meio familiar e a escola lhes enviam. Procurando inverter a relação negativa que os alunos têm com a matemática e que se vai intensificando com o avanço na escolaridade, afigurou-se que o 6º ano seria o momento de introduzir uma nova abordagem pedagógica que propõe uma mudança de paradigma, que abrange não só as mentalidades, mas também, novas formas de intervenção pelo professor e novos tipos de tarefas que valorizam diferentes estratégias no tratamento das mesmas. A aplicação dessa abordagem nas turmas do 6º ano, em conformidade com as competências e habilidades a desenvolver que constam da BNCC bem como com os objetos de conhecimento que constam da base é o cerne desta proposta de projeto de ensino que é apresentada no presente trabalho

    APRENDIZAGEM MATEMÁTICA DE MULHERES: REFLEXÕES E PROPOSTAS

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    Este trabalho desmistifica ideias equivocadas sobre a aprendizagem Matemática das mulheres, refletindo sobre os estereótipos de gênero e o seu impacto no desenvolvimento acadêmico e nas mentalidades. Por meio de pesquisa bibliográfica, foi realizado um levantamento teórico necessário para demonstrar que a capacidade de aprender não está relacionada a gênero e que a neuroplasticidade cerebral é uma característica presente durante toda a vida. Neste trabalho, também sistematizamos um conjunto de práticas de ensino baseadas na abordagem das Mentalidades Matemáticas. Estas práticas podem ser adotadas para garantir que qualquer aluno possa aprender sem reproduzir as atitudes sexistas predominantes na sociedade

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