607 research outputs found
Sort by
Memorial da Terra: AMZ.21
Memorial da Terra é um projeto de investigação permanente que busca propor desde os lugares da arte, miradas críticas a cerca das dinâmicas territóriais na Amazônia - os modelos de ocupação e exploração, as violências estruturais, os modos de representação, os processos de identificação, desvios e silenciamentos. Trabalho de inventari_ação sempre inacabado, pode assumir diferentes formas ao se tornar público. Desde os arquivos acumulados, AMZ.21 apresenta um remix de fotocópias produzidas aravés de emulsões fotosensíveis de jenipapo e urucum, extraídas e processadas na Ilha de Caratateua, a nomes de 420 pessoas, ambientalistas, indígenas, sindicalistas, quilombolas, trabalhadores sem-terra, vítimas direta dos conflitos pela terra na Amazônia brasileira do século XXI
Histórias críticas da fotografia nas Amazônias e arte é resistência decolonial
Based on accounts and rewrites, this article intends to think about paths in photography history, their connections between ethics and use of image and narrative appropriations. Taking the Pará Amazon as a place of reflection, an effort is made to rethink the power relationship constituted by a specific point of view in the history of image. This text had the collaboration of Izabelle Louise Anaúa Tremembé, an indigenous student at Federal University of Pará (UFC). In her accounts, she talks about appropriation culture, exotification of sacred objects, and sexualization of female bodies, as well in her speech, she affirms the lack of knowledge when it comes to their rituals and even brought up that indigenous autonomy in making art has always existed. The accounts were articulated on the occasion of the meeting between teachers and photography and cinema producers, in April, 2019, Alcantara/MA.En ese artículo se pretende, a partir de relatos y reescrituras, pensar en los caminos de las historias de la fotografía en sus relaciones entre la ética y el uso de la imagen y la apropiación de historias en un intento de repensar la relación de poder constituída desde un punto de vista en la historia de la imagen a partir de Amazonía del Estado de Pará, como lugar de reflexión. Este texto fue hecho con la colaboración de Izabelle Louise Tremembé, una estudiante indígena de la Universidad Federal de Ceará (UFC), quién relató sobre la cultura de la apropiación, la mistificación de objetos sagrados y la sexualización de los cuerpos femeninos, así como, en su discurso, ella afirma sobre el desconocimiento de sus rituales, y aun sobre la autonomía de los pueblos indígenas en hacer arte, que siempre ha existido. Este artigo pretende, a partir de relatos e reescritas, pensar sobre percursos das histórias da fotografia nas suas relações entre ética e uso da imagem e apropriação de histórias, na tentativa de repensar a relação de poder constituída a partir de um ponto de vista na história da imagem, partindo da Amazônia paraense como lugar de reflexão. Este texto tem a colaboração de Izabelle Louise Anaúa Tremembé, estudante indígena da Universidade Federal de Ceará (UFC), que fez um relato sobre a cultura da apropriação, da exotificação dos objetos sagrados e sexualização dos corpos femininos, assim como, em sua fala, ela afirma a ausência de conhecimento acerca de seus rituais e, ainda, que a autonomia dos povos indígenas em fazer arte sempre existiu. Os relatos foram articulados no encontro entre professores e produtores de fotografia e cinema em Alcântara/MA, em abril de 2019
Revista Poiésis 37 (v. 22, n.37, jan./jun. 2021) - Edição completa - 16 Mb: Amazônidas: arte, política e resistência no Norte do Brasil
Complete edition of issue 37 of Revista Poiésis.Edição completa da edição 37 da Revista Poiésis
A língua, o chapéu, o elefante e a caixa do carneiro: a nova imaginação em Duchamp e Saint-Exupéry
The article brings together two productions from different fields, the book The Little Prince, by Antoine de Saint-Exupéry, and the work of Marcel Duchamp, especially With My Tongue on My Cheek, to treat them as tips of the same iceberg, namely the change of the historical paradigmatic sign regime referenced in the symbol for the post-historic, which has the index as reference, according to the definitions of Charles Sanders Peirce\u27s semiotics, as well as the influence of technical images in this process, based on the analysis of Vilém Flusser, which focuses on the cultural dynamics of the West, and the resumption of the hegemony of imagination inherent in the domain of logic that produces meaning by devices.El artículo reúne dos producciones de diferentes campos, el libro El Principito, de Antoine de Saint-Exupéry, y la obra de Marcel Duchamp, especialmente Con la lengua en la mejilla, para tratarlos como puntas de un mismo iceberg, a saber, el cambio de el régimen histórico paradigmático del signo referenciado en el símbolo de lo poshistórico, que tiene como referencia el índice, según las definiciones de la semiótica de C. S. Peirce, así como la influencia de las imágenes técnicas en este proceso, a partir del análisis de Vilém Flusser que se centra en las dinámicas culturales de Occidente, y la reanudación de la hegemonía de la imaginación inherente al dominio de la lógica que produce significado por dispositivos.O artigo aproxima duas produções de campos diferentes, o livro O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, e a obra de Marcel Duchamp, em especial Com a minha língua na minha bochecha, para tratá-las como pontas do mesmo iceberg, a saber a mudança do regime sígnico paradigmático histórico referenciado no símbolo para o pós-histórico, que tem como referência o índice, segundo as definições da semiótica de C.S. Peirce; assim como a influência das imagens técnicas neste processo, com base na análise de Vilém Flusser que incide sobre a dinâmica cultural do Ocidente e a retomada da hegemonia da imaginação inerente ao domínio da lógica produtora de sentido por aparelhos
Ykamyabas: poéticas de um corpo-território
This article travels through the rivers and lands of a territorial body in to a lived and imagined Amazon, a place of origin and affection that, telling the stories of the Ykamyabas - a tribe of women without husbands who lived in the lower Amazon river region -, gather the traces left for their mythical imagery in the archetypal relationship of the wild woman in narratives that come mainly through orality, from ways of life that subvert the split of the world operated by the dualisms culture/nature, male/female, body/mind. To articulate scenes and, through photography, reconstruct realities, in a knowledge revealed by the mythical fact of the dream, of becoming an artist, of the subjectivity invested with the body, planting clues to other possible worlds.Este artículo viaja a través del territorio corporal de ríos y tierras de una Amazonía vivida e imaginada, un lugar de origen y afecto que, contando las historias de los Ykamyabas, una tribu de mujeres sin maridos que vivían en la región amazónica inferior, cosecha los rastros que quedan por sus imágenes míticas en la relación arquetípica de la mujer salvaje en narraciones que provienen principalmente de la oralidad, de formas de vida que subvierten la división del mundo operado por los dualismos cultura / naturaleza, hombre / mujer, cuerpo / mente. Articular escenas y, desde la fotografía, reconstruir realidades, en un conocimiento revelado por el hecho mítico del sueño, de convertirse en artista, de la subjetividad invertida en el cuerpo, sembrando pistas sobre otros mundos posibles.O presente artigo percorre o corpo-território de rios e terras de uma Amazônia vivida e imaginada, lugar de origem e afeto que, contando as histórias das Ykamyabas – tribo de mulheres sem maridos que viviam na região do baixo amazonas –, colhe os vestígios deixados por seu imaginário mítico na relação arquetípica da mulher selvagem em narrativas que chegam principalmente pela oralidade, de modos de vida que subvertem a cisão do mundo operada pelos dualismos cultura/natureza, masculino/feminino, corpo/mente. Para articular cenas e, a partir da fotografia, reconstruir realidades, em um conhecimento revelado pelo fato mítico do sonho, do fazer-se artista, da subjetividade investida de corpo, plantando pistas para outros mundos possíveis
O "Manifesto Quieto" e as vozes da cidade
The artistic intervention Júlio Manso’s Manifesto Quieto took place in an abandoned quarry in the city of Curitiba in 1992. It brought as discussions: rethinking the impact of urban policies, denouncing the abandonment of urban spaces, conducting a survey of the memories of its occupation and propose an artistic action with the locals and interested people. The present research seeks to reflect on the set of intervention actions and configuring them as critical and poetic strategies and affirming their relevance in the narratives of contemporary Brazilian art.La intervención artística Manifesto Quieto, del artista Júlio Manso, realizada en una cantera abandonada en la cuidad de Curitiba – Brasil en el año 1992, trajo discusiones como: repensar el impacto de políticas urbanas, denunciar el abandono de espacios de la ciudad, realizar un inventario de su ocupación y proponer una acción artística junto a los habitantes e interesados. La presente pesquisa busca reflexionar acerca del conjunto de acciones de dicha intervención, configurarlo como estrategia crítica y poética y afirmar su relevancia en las narrativas del arte contemporáneo brasileño.A intervenção artística Manifesto Quieto, do artista Júlio Manso, realizada numa pedreira abandonada na cidade de Curitiba em 1992, trouxe como discussões: repensar o impacto de políticas urbanas, denunciar o abandono de espaços da cidade, realizar um levantamento de sua ocupação e propor uma ação artística junto aos moradores e interessados. A presente pesquisa procura assim refletir sobre o conjunto de ações da intervenção, configurá-los como estratégias críticas e poéticas e afirmando sua relevância nas narrativas da arte contemporânea brasileira
Bicicruze Mil Grau
Bicicruze foi um experimento artístico que aconteceu entre março e setembro, 2019, junto à comunidade residente no Distrito Cruzeiro dos Peixotos, Uberlândia-MG. Nesse contexto foram construídas, de maneira partilhada e colaborativa com um grupo de crianças, oito bicicletas não tradicionais. Apresento nesse ensaio visual parte do processo construtivo de três delas, as Bicis de Éric, Talison e Rick