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Dispositivo e experiência: relações entre tempo e movimento na arte contemporânea
A arte contemporânea vem construindo dispositivos que fazem da obra um ativador que promove uma experiência de virtualidade e abre caminho para uma experimentação no tempo. A proposta é pensar sobre o dispositivo tendo em vista uma concepção que admite uma rede de agenciamentos de elementos heterogêneos, promovendo deslocamentos nas relações entre tempo e movimento e novos papéis para os observadores
Em busca do olhar virgem: a propósito das fotografias de Pierre-Verger em torno do mundo, 1932-1946
Entre 1932 e 1946, Pierre Verger (1902-1996) percorreu o mundo como fotógrafo, recusando os seus determinismos culturais. Utilizando a câmera como instrumento da intuição e da espontaneidade, ele pretendia fazer imagens guiado pelo seu próprio inconsciente. Este artigo analisa a estética de suas imagens e a sua prática fotográfica nesse período
Produção artística contemporânea: a cibercepção em Rara Avis e Verbarium
O presente artigo trata da relevante presença da produção de Arte & Tecnologia no sistema da arte atual, trazendo para a discussão a questão da percepção em Rara Avis, obra de Eduardo Kac, e Verbarium, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau. Percepção que segundo Ascott (2002) pode ser denominada Cibercepção. Deste modo, será realizada em um primeiro momento uma abordagem conceitual de tal termo e posteriormente a análise das obras acima mencionadas
O close e o closet: fisiognomonia, typecasting e outros estereótipos
O artigo relaciona a prática da fisiognomonia – presente nas artes plásticas e na ciência há séculos – com a idéia de typecasting – seleção de elenco calcada sobretudo nas características físicas do ator – no cinema. Depois se desenvolve o argumento de que, na comédia O Closet, o cineasta francês Francis Veber, se contrapõe à fisiognomonia e ao typecasting, propondo um deslocamento do olhar e uma fuga dos estereótipos
Arte e experiência estética na tradição pragmatista
O autor traz um olhar atualizado do pragmatismo, filosofia nascida em terras norte-americanas, a partir das questões referentes à arte tratadas, sobretudo, por John Dewey em sua obra maior Art as Experience, de 1934. Discutindo a relação intrínseca que a arte mantém com a cultura, Cometti relativiza a noção de arte ao inscrever seu objeto no horizonte das culturas e, assim, no contexto dos usos. Defendendo o ponto de vista de uma arte como experiência, questiona a autonomia artística, associando a experiência com a obra às outras experiências mundanas, conquanto estejam em permanente troca. Por fim, questiona se existiria de fato uma estética pragmatista