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Prototeses para travecametodologias de criação em arte contemporânea
This writing is part of a study on transvestite methodologies of creation in art, the traveca-methodologies. I venture into writing prototheses for traveca-methodologies, understanding them as a spell, as weapons to combat language, understanding them in the betrayal of the genre, in the refusal of transparency, in the access to layers of delirium, and in their constant process of breathing with the other transgender, black and indigenous knowledge.Este escrito forma parte de un estudio sobre las metodologías travesti de creación en el arte, las metodologías-traveca. Me aventuro a escribir prótesis de traveca-metodologías, entendiéndolas como hechizo, como armas para combatir el lenguaje, entendiéndolas en la traición del género, en la negación de la transparencia, en el acceso a capas de delirio y en su constante proceso de respirando con el otro saber transgénero, negro e indígena.Esta escrita é parte de um estudo sobre metodologias travestis de criação em arte, as travecametodologias. Arrisco na escrita de prototeses para as travecametodologias, entendendo-as como feitiço, como armas de combate à linguagem, entendendo-as na traição ao gênero, na recusa à transparência, no acesso a camadas de delírio e em seu constate processo de resfolego com os demais saberes transgêneres, pretos e indígenas
Cinzas, cacos e rastros: apontamentos sobre a noção de vesígio
This article presents some reflections on the notion of vestige, from the artistic works of Claudio Parmiggiani, Alberto Giacometti and Carlos Vergara. Some theoretical-critical perspectives of Jean-Luc Nancy and Georges Didi-Huberman are considered in this analysis. It seeks to think about possible relations between art and vestige, in view of the understanding of artistic operation as something that concerns or includes destructive and disappearance procedures.Este artículo presenta algunas reflexiones sobre la noción de vestigio, a partir de las obras artísticas de Claudio Parmiggiani, Alberto Giacometti y Carlos Vergara. En este análisis se consideran ciertas perspectivas teórico-críticas de Jean-Luc Nancy y Georges Didi-Huberman. Se busca pensar en posibles relaciones entre arte y vestigio, teniendo en vista el entendimiento de la operación artística como algo que concierne o incluye procedimientos destructivos y de desaparición.Este artigo apresenta algumas reflexões sobre a noção de vestígio, a partir de trabalhos artísticos de Claudio Parmiggiani, Alberto Giacometti e Carlos Vergara. São consideradas nesta análise certas perspectivas teórico-críticas de Jean-Luc Nancy e Georges Didi-Huberman. Busca-se pensar sobre possíveis relações entre arte e vestígio, tendo em vista o entendimento da operação artística como algo que diz respeito ou inclui procedimentos destrutivos e de desaparecimento
“Belinografização”, Telecinema e Videocinema
The arrival of television is the event which set in motion one of the greatest “existential” crises the cinema has known – a crisis which is barely coming to an end now that the supremacy of “videocinema” (defined as a phenomenon which brings together everything pertaining to this cinema, located outside the classical framework delineated by projection) is ensured by the domination of the digital over all audiovisual media. The authors of this article, after having associated this “videocinema” with a possible “third birth” of cinema, with reference to debate around the “telecinema” of the 1940s and 50s, propose to raise up the bélinographe (one of the earliest devices for transmitting photographs across distances in a fast and simple manner) as an emblematic benchmark for understanding television, videography and, more broadly, the digital image as part of an “archaeology of the desconstructed image.”La llegada de la televisión fue el elemento desencadenante de una de las mayores crisis "existenciales" que ha conocido el cine, una crisis que apenas está llegando a su fin ahora que la supremacía del "videocine" (definido como el fenómeno que recoge todos los resultados de ese cine que se ofrece fuera de los marcos clásicos delimitados por la proyección) queda atestiguada por el dominio queejerce lo digital sobre el conjunto de medios audiovisuales. Después de haber asociado este "videocine" a un posible "tercer nacimiento" del cine y de haber evocado las reflexiones sobre el "telecine" de los años 1940-1950, los autores de este artículo proponen erigir el belinógrafo (que fue uno de los primeros dispositivos en permitir la transmisión de fotografías a distancia de forma sencilla y rápida) como referencia emblemática para aprehender - en el marco, sobre todo, de una "arqueología de la imagen descompuesta" - la televisión, el videógrafo y, más ampliamente, la imagen digital.A chegada da televisão foi o elemento desencadeador de uma das maiores crises “existenciais” que o cinema conheceu – uma crise que mal chega ao fim agora que a supremacia do “videocinema” (definido como o fenômeno que reúne tudo os resultantes desse cinema que se oferece fora dos quadros clássicos delimitados pela projeção) é atestado pela dominação exercida pelo digital sobre o conjunto dos meios audiovisuais. Depois de ter associado esse “videocinema” a um possível “terceiro nascimento” do cinema e evocado as reflexões abordando o “telecinema” nos anos 1940-1950, os autores deste artigo propõem erigir o belinógrafo (que foi um dos primeiros aparelhos a permitir a transmissão de fotografias à distância de modo simples e rápido) como referência emblemática para apreender – no quadro, notadamente, de uma “arqueologia da imagem decomposta” – a televisão, o videógrafo e, mais amplamente, a imagem digital
Balada do corpo solar
Solar Body Ballad is an open series that in 2022 turns 25 years old and is still running.Balada del Cuerpo Solar es una serie abierta que en 2022 cumple 25 años y sigue en marcha.A Balada do Corpo Solar é uma série aberta de fotografias iniciada em 1997 que completa 25 anos em 2022 e segue em andamento
Apresentação: Pergunte à Terra
With the title Indigestible Tropics, the Dossier of issue 39 of Revista Poiésis aims to propose a critical reflection around the process - geographical, historical and symbolic - of the construction of a discourse of Brazilianness. In the political and social context of the last few years, we have observed a growing interest in the productions of some artists in questioning not only the symbols of national identity - flags, banners, and monuments - but also the spaces in which the hegemonic discourse on Brazilian identity was historically produced.Con el título Trópicos indigestos, el dossier del número 39 de la Revista Poiésis pretende proponer una reflexión crítica sobre el proceso -geográfico, histórico y simbólico- de construcción de un discurso de la brasileñidad. En el contexto político y social de los últimos años, hemos observado un creciente interés en las producciones de algunos artistas por cuestionar no sólo los símbolos de la identidad nacional -banderas, estandartes y monumentos- sino también los espacios en los que se produjo históricamente el discurso hegemónico sobre la identidad brasileña.Com o título Indigestos Trópicos, o Dossiê da edição 39 da Revista Poiésis visa propor uma reflexão crítica em torno do processo - geográfico, histórico e simbólico - de construção de um discurso da brasilidade. Diante do contexto político e social dos últimos anos, observamos um crescente interesse nas produções de algumes artisties, em questionar não apenas os símbolos da identidade nacional - bandeiras, estandartes e monumentos - como os espaços em que o discurso hegemônico sobre a identidade brasileira se produziu historicamente
Os Baobás do fim do mundo: trechos líricos de uma etnografia com religiões de matriz africana no sul do Rio Grande do Sul
The present essay assembles poems written by Marília Kosby and paintings from José Darci, which compose the first edition of the book Os Baobás do fim do mundo. Resulting from the partnership between poet and painter, the book investigates poetic possibilities through the ethnographic encounter with terreiras communities in the region of Pelotas, located on the southern region of Rio Grande do Sul state. The poems and images picture guias and pathways of a force called axé, with an ability to root and to spread itself that constitute a shared knowledge, informed by the experience of the African diaspora.El ensayo recoge poemas de Marília Kosby y pinturas de José Darci, que componen la primera edición del libro Os Baobás do fim do mundo. Realizada a través de la colaboración entre poeta y pintor, el trabajo investiga posibilidades poéticas mediante el encuentro etnográfico realizado junto a terreiras en la región de Pelotas, al sur del departamento de Rio Grande do Sul. Los poemas y imágenes describen guías y caminos de una fuerza llamada axé, portadora de una capacidad de germinar y de extenderse que constituye un saber generado y transmitido a través de la experiencia de la diáspora africana.O ensaio reúne poemas de Marília Kosby e pinturas de José Darci, que compõem a primeira edição do livro Os Baobás do fim do mundo. Realizada em parceria entre a poeta e o pintor, a obra investiga possibilidades líricas através do encontro etnográfico realizado junto a terreiras na região de Pelotas, sul do Rio Grande do Sul. Os poemas e as imagens descrevem guias, caminhos e vertentes de uma força chamada axé, cuja arte de brotar, se desdobrar e espalhar é um saber gerado, transmitido e atualizado a partir da experiência da diáspora africana
Três modos autorais: impessoal, irônico e estocástico
This brief article proposes three categories of authorship that conceive it as an ambiguous form of identity according to different strategies of artistic making. The Sample&Hold synthesizer module, uncreative writing and Markov chains illustrate distinct ways of dealing with the question of "how to be an artist without being an author", formulated through indeterminacy, irony and statistics respectively. Observations made in this text are conceptual results of a personal process of research and artistic practices.Este breve artículo propone tres categorías de autoría que la conciben como una forma ambigua de identidad em funcion de diferentes estrategias de realización artística. El módulo de sintetizador Sample&Hold, la escritura no creativa y las cadenas de Márkov ilustran distintas formas de abordar la cuestión de "cómo ser artista sin ser autor", formulada a través de la indeterminación, la ironía y la estadística, respectivamente. Las observaciones realizadas en este texto son resultados conceptuales de un proceso personal de investigación y prácticas artísticas.Este breve artigo propõe três categorias de autoria que a concebem como forma ambígua de identidade segundo diferentes estratégias do fazer artístico. O módulo de sintetizador Sample&Hold, a escrita não-criativa e as cadeias de Markov ilustram modos distintos de tratar a questão de “como ser artista sem ser autor”, formulada através da indeterminação, ironia e estatística respectivamente. As observações feitas neste texto são resultados conceituais de um processo pessoal de pesquisa e práticas artísticas
Abraham Palatnik: a luz como meio de expressão plástica
The text reflects on the creation of the Cinechromatic Apparatus authored by the Brazilian Abraham Palatnik (1925-2020) and his participation in the 1st São Paulo International Biennial (1951), as well as the difficulty of Brazilian critics to dialogue with the unusual object endowed with light in movement, for distancing itself from the traditional artistic duopoly, although it did not fail to insinuate itself simultaneously as a sculptural and pictorial object. Although this pioneering kinetic object was still a tributary of the Space-Light Modulator (1930), by the Hungarian artist Moholy-Nagy, the Brazilian Abraham Palatnik showed boldness and perseverance when creating his first lumino-chromatic work in a country which, at the time, was very technologically outdated.
El texto reflexiona sobre la creación del Aparato Cinecromático, del brasileño Abraham Palatnik (1925-2019) y su participación en la I Bienal Internacional de São Paulo (1951), así como la dificultad de la crítica brasileña para dialogar con el objeto insólito dotado de luz en movimiento, por alejarse del tradicional duopolio artístico, aunque no deja de insinuarse a la vez como objeto escultórico y pictórico. Aunque este objeto cinético pionero era todavía afluente del Space-Light Modulator (1930), del artista húngaro Moholy-Nagy, el brasileño Abraham Palatnik mostró audacia y perseverancia al crear su primera obra lumino-cromática en un país que, en ese momento, estaba muy desactualizado tecnológicamente.O texto reflete sobre a criação e a participação do Aparelho Cinecromático de autoria do brasileiro Abraham Palatnik (1925-2019), na I Bienal Internacional de São Paulo (1951), bem como a dificuldade da crítica brasileira de dialogar com o inusitado objeto dotado de luz em movimento, por se distanciar do tradicional duopólio artístico, embora o mesmo não deixasse de se insinuar simultaneamente como objeto escultórico e pictórico. Se esse pioneiro objeto cinético não deixava de ser tributário do Modulador de Espaço-Luz (1930), de autoria do artista húngaro Moholy-Nagy, é inegável a ousadia e a perseverança de Palatnik, ao criar obras lumino-cromáticas em um país defasado tecnologicamente.