607 research outputs found
Sort by
O cubo é redondo: um relato em 10 atos de uma tarde de sábado no Museu de Arte Contemporânea de Niterói
O artigo apresenta uma visão crítica do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, e, por extensão, dos museus de arte contemporânea. O texto traz uma análise da arquitetura do museu, e de suas funções, discutindo questões que são essenciais para o debate acerca da ideologia do modernismo: autonomia, isolamento, pureza e a busca do sublime
Os Cartazistas face a história ou a história da “Action Non-Painting”
Neste texto escrito em 1996, a autora propõe uma revisão histórica do papel dos “cartazistas” frente à ditadura da pintura abstrata em meados do século XX. Expondo as diferentes intenções que permearam as atitudes dos artistas, sobretudo as de Hains e Villeglé, mas também de Rotella e Vostel, nega que tenha havido um movimento organizado em torno do “cartaz”, mas antes reações individuais, porém sintonizadas, em relação à pintura abstrata. Questiona a adesão dos artistas às idéias de um Novo Realismo proposto por Pierre Restany, a coerência e mesmo a pertinência de uma tal proposta. Por fim, ao expor as concepções de Restany às críticas de Mario Pedrosa, questiona se já não estaria na hora de abrirmos o campo histórico para além das fronteiras da Europa e dos Estados Unidos
A fratura iconológica
O artigo utiliza a teoria crítica de W.J.T. Mitchell para estabelecer uma aproximação entre sua metodologia de análise da imagem e a tradição de leitura alegórica, tecnicamente denominada como alegorese. A partir daí investiga-se as conexões ramificadas e fragmentárias que podem ser estabelecidas entre o visível e o legível, não apenas em obras de arte de diversas épocas, mas também em uma campanha publicitária. O objetivo final é apresentar estratégias iconológicas que permitam enfrentar os pontos cegos que habitam as interfaces entre as imagens que nos cercam
Outro Teatro: Arte e educação entre a tradição e as experiências performáticas
“Outro teatro” é a definição aplicada às performances artísticas e culturais que envolvem narrativas, danças, cantos e elementos cenográficos, utilizadas principalmente pelas tradições africanas, asiáticas e ameríndias que se tornaram conhecidas como importantes para o mundo das artes cênicas através de diretores de vanguarda da Europa no século XX. São levantadas questões sobre a importância dessas tradições, sobretudo no Brasil, onde as performances afro-ameríndias são os pilares das manifestações espetaculares
Paisagem vernacular: aldeamentos salineiros
Este texto pretende fazer uma breve reflexão sobre assentamentos tradicionais e a sua relação com a paisagem onde se inserem. Seu referencial conceitual trata da fotografia. Poucas vezes esta paisagem foi vista como um meio de expressão artístico. Para encaminhar esta questão elegemos um recorte do território do Estado do Rio de Janeiro, a paisagem das salinas que se implantam ao redor da Lagoa de Araruama
O faroeste em John Ford e Glauber Rocha: a verdade e o mito da imagem
Este artigo visa estudar como o retrato do gênero faroeste, nos filmes O homem que matou o facínora, de John Ford e Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, pode questionar a verdade, no sentido iluminista, teleológico, que uma imagem carrega, ou pretende carregar. Utilizo como apoio para minha reflexão os livros sobre cinema de Gilles Deleuze, Imagem-tempo e Imagem-movimento
A inserção da arte nas revitalizações urbanas
Um conjunto de trabalhos artísticos foi produzido no interior de uma antiga fábrica em desuso. As obras trazem à tona temas vinculados aos processos de revitalização urbana, iluminando conflitos e ambiguidades replicadas em nível local e mundial, colocando em questão o papel da arte em meio aos modelos de cidade na contemporaneidade
Tunga: estrutura de uma poética
Este texto trata da constituição estrutural da poética de Tunga. O objetivo é expor a lógica de sua produção plástica. A partir da análise de um certo número de obras, procuramos verificar o modo como o artista compõe seu jogo poético. Percebe-se que ele desenvolveu um vocabulário plástico próprio e recorrente, mas por vezes de sentido ambíguo. Sua produção artística assume diversas formas, mas à fisicalidade de sua obra ele integra uma imagética advinda de narrativas enigmáticas, formando uma engrenagem de associações no campo simbólico. Enfim, seu trabalho é crítico e nos incita a refletir sobre a conexão fundamental entre ser e mundo
Arte e consumo
Resenha crítica da exposição Andy Warhol, From A to B and Back Again, Whitney Museum of American Art, Nova York