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Colocar uma pedra nesse assunto
O artigo desenvolve os relatos apresentados no VI Fórum Bienal de Pesquisa em Arte (Pará, 2013) e o submetido ao Seminário Poéticas daCriação. Discute questões pertinentes a uma proposta prática, integrantedo projeto DeslocamentoFricçãoGalpão/Capanema, contemplado com oprêmio Projéteis Funarte de Arte Contemporânea, ocorrida em setembrode 2012 no pátio do Palácio Gustavo Capanema, Rio de Janeiro. Trata darealização de um trabalho sem uma forma final, que se constrói a partir da desconstrução de suas próprias partes. Nela, a palavra ASSUNTO, se completa (constrói) com o desmanche de outra parte, constituída pela palavra COLOCAR. A proposta acontece como um happening/oficina. Apresenta uma organização formal subordinada à linguagem, realizada de forma a permitir a geração de significados além do expresso na forma linguística, onde o material pedra e a ação contribuem para o significado da experiência com implicações culturais e associações de tempo e local onde acontece
Utopia antropofágica das raízes do Brasil
A convergência e divergência entre arte, instituição e vida são focos de um debate que se prolonga da antropofagia utópica e a Poesia Pau-Brasil de Oswald de Andrade, passa através das raízes do Brasil em Sergio Buarque de Holanda, ressurgindo como estética existencial recitada nos manifestos internacionais da contra-cultura e anti-arte pós anos 60, ou da passagem da arte concreta para a experiência Neoconcreta. As indagações críticas debatidas neste artigo giram em torno do que e como os museus de arte ou centros de cultura contemporânea podem responder ao legado das práticas estéticas e éticas emergentes a partir dos anos 60, considerando como microgeografias da esperança a complexidade e as utopias antropofágicas das raízes do Brasil
Em Que o Tango Pode Ser Bom para Tudo?
Refletimos neste artigo sobre a dança de salão Tango, configurando-se numa nova estética de dança. O tango nos aponta um modelo corporal que transgride com a ideia de dança linear, desconstruindo estereótipos corporais e a movimentação distinta de padrões de beleza convencionais e unilaterais. Um dos trabalhos mais expressivos da reconfiguração e ressignificação do tango podem ser encontrados nas obras de Carlos Saura, diretor de cinema espanhol e na Dança-teatro da coreógrafa alemã Pina Bausch
Ficção e realidade na Arquitetura Radical Italiana
O seguinte ensaio propõe uma leitura dos projetos utópicos produzidos no final dos anos 1960 por dois grupos da chamada arquitetura radical italiana: Archizoom e Superstudio. A sua produção envolveu projetos que nunca quiseram sair do papel ou configurar visões de um futuro alarmante. O objetivo era, por um lado, provocar uma reflexão crítica sobre o fracasso dos ideais da arquitetura e do urbanismo moderno e, por outro, estabelecer uma relação irônica com uma sociedade demasiado confiante nas virtudes do consumo e da tecnologia. Seus projetos, muitas vezes considerados como fantasias tecnológicas ou meros exercícios gráficos, tiveram uma inesperada repercussão na crítica arquitetônica dos anos 1970. Nosso objetivo é decodificar as intenções presentes das produções utópicas de Archizoom e Super-studio assim como entender qual foi a sua repercussão, através de uma análise critica de dois projetos: No-Stop City (1968-1972) do grupo Archizoom e Monumento Continuo (1969- 1970) do grupo Superstudio
Fronteiras e compartilhamentos
Para atravessar a produção de João Modé, este ensaio considera o espaço de fronteira como ponto de origem. (BENJAMIN, 2006) Aqui a fronteira, seja geográfica, geopolítica ou simbólica, constitui um plano de exterioridades, para além dos limites – a linha de fronteira – e admite uma pluralidade de territórios, cujas identidades são sempre ultrapassadas. As fronteiras, como escreveu Deleuze (1994), são lugares de excesso, transbordamento e mutação. São zonas de deslizamentos e de alianças. Nessa topografia de correspondências e atravessamentos é que se constituem as comunidades flutuantes intercidades, em que predominam os compartilhamentos, especialmente no campo da arte e da cultura
Impermanências literais
Larry Bell, 6 x 6 An Improvisationde 28 de abril a 18 de junho de 2017White Cube Bermondsey, LondresMais informações: http://griffingallery.co.uk/exhibitions/david-mac
Arte contemporânea é arte pós-conceitual
Este ensaio expõe o sentido da proposição especulativa “arte contemporânea é arte pós-conceitual”. Partindo de uma elaboração conceitual do contemporâneo como uma forma disjuntiva do tempo histórico (como ideia, problema, ficção, e realidade globalmente transnacional), ele passa a dar um relato das convergências e mudanças que se reforçam mutualmente no caráter da obra de arte e nas relações sociais dos espaços artísticos. Trata-se da tradução da conferência realizada na Fondazione Antonio Ratti, Villa Sucota, Roma, Itália, em 9 de Julho de 2010
Desfazer/refazer a condição pós-conceitual
Este artigo visa mostrar como os trabalhos de Daniel Buren e de Gordon Matta-Clark uma desconstrução ao mesmo tempo dos limites da autonomia da arte e da arquitetura. Mas se, por um lado, a crítica da autonomia da arte, que incorpora o nível exclusivo/inclusivo da crítica da arte conceitual - feita pelo “trabalho in situ” de Daniel Buren -, acaba por provocar uma situação de não- -arquitetura na medida em que ele trabalha sob e sobre a arquitetura; por outro, a radicalização desta situação só se dará efetivamente nas operações feitas por Matta-Clark quando este ataca os fundamentos mesmos da arquitetura em nome de uma “anarquitetura”. Comunicação apresentada na Jornada de estudos La condition postconceptuelle — De l’art contemporain que aconteceu na Universidade Paris 8, no dia 9 de maio de 2014