Fluminense Federal University

REVISTA POIÉSIS
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    607 research outputs found

    Tunga e Georges Bataille

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    O texto propõe uma aproximação entre a linguagem plástica de Tunga e o pensamento filosófico de Georges Bataille, articulando questões formais, matéricas e conceituais, presentes no pensamento do filósofo francês e nas obras do artista, relacionando tais problemas com o erotismo e o informe, que ambos abordaram

    A visualidade háptica no cinema de poesia de Joel Pizzini

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    Através de uma breve análise dos curta-metragens: Glauces - Estudo de um Rosto (2001) e Enigma de um Dia (1996) do diretor Joel Pizzini procura-se pensar as materialidades da comunicação dentro de uma corrente pós-hermenêutica. No contexto de cena ampliada e do cinema expandido que se configura a partir do trânsitos e diversidade de suportes, dispositivos e experiências, e nas multiplicidades temporais fragmentarias, vislumbramos os filmes de Pizzini como potências sensoriais e afetivas, nos focando em suas forças poéticas e plásticas, mais do que na narração ou em seus aspectos linguísticos. Para tal iremos nos utilizar das ideias presentes no livro “The Skin of the Film” da americana Laura Marks (2000), principalmente do conceito de percepção háptica - de uma percepção do olho que vê mas também toca- .descrita por autores tais como Jacques Aumont (2004) e Deleuze e Guatarri (2005) para analisar suas obras cinematográficas

    Expediente - Poiésis v. 17, n. 27 (2016)

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    Daniel Senise: pintura como abrigo da imagem

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    Daniel Senise é um dos mais emblemáticos pintores da chamada“Geração 80” no Brasil. A partir da obra de Senise, este ensaio procura entender a arte egressa dos 1980 não apenas como a “volta da pintura” — o retorno conservador a um tipo de linguagem ou suporte —, e sim como o reestabelecimento de uma relação mais íntima com a imagem. O artista recorre a figuras de mães, mulheres e construções arquitetônicas para enfatizar a criação de um abrigo para as imagens da história da arte ou de elementos cotidianos, cuja escolha é orientada pela memória e pelo afeto. Com apagamentos e ausências, sua obra evidencia o encerramento e o reinício de ciclos para essas imagens

    Na presença do vazio há algo que se escreve

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    Em O Inquilino obra de Cao Guimarães e Rivane Neuenschwander tem--se uma bolha como protagonista. Por vezes, ela afirma a sua própria invisibilidade ao percorrer os espaços vazios de uma casa durante o tempo de duração do vídeo, sem nunca estourar. Este texto parte da obra de Cao e Rivane para refletir sobre questões como a ideia de vazio e ausência, tecendo breves paralelos com o teórico Michel de Certeau em A invenção do cotidiano. A necessidade de ter o espaço circunscrito por algo tão frágil e delicado como é a natureza da própria bolha dialoga com a ideia de uma presença constante de algo que nunca se concretizacompletamente, é da ordem de uma ausência ou de um esquecimento. Como se houvesse uma apropriação do lugar em si feita pela própria bolha, constitui-se como uma lembrança que insiste em retornar assumindo o lugar de uma falta que parece estar sempre ali presente entre um cômodo e outro e por todo o tempo de duração do vídeo

    Veladas, 2014.

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    Acción Pública - 11ª Bienal de Artes Mediales

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    Ser Cubano (entrevista com Tania Bruguera)

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    Tania Bruguera nasceu em Havana, Cuba, em 1968, filha de Miguel Bruguera, conselheiro político cubano na Embaixada de Cuba em Paris e embaixador no Líbano e no Panamá, e de Argelia Fernandez, tradutora de espanhol-inglês com bacharelado em Ciências Sociais. Tania Bruguera estudou no Liceu Francês durante sua infância e, dos 12 anos em diante, em uma escola de arte em Havana, se graduando pelo Instituto Superior de Arte em 1992. Nos últimos sete anos [1998 a 2005], ela tem vivido em Chicago e em Havana, dividindo o ano entre duas cidades, duas culturas e duas ideologias, “entre passado e futuro”, como ela disse. Essas idas e vindas entre continente e ilha, intercaladas com extensas viagens internacionais, têm aguçado o entendimento de Bruguera sobre o que significa “ser cubano” e o que é necessário para realizar uma obra que seja relevante tanto localmente quanto internacionalmente. “Posso utilizar o mesmo modelo dentro e fora de Cuba?” – ela se questiona. Sua consciência de viver em uma animada matriz política, de consequências ligadas a ações, proporciona a bússola ética à obra de Bruguera. Esse também foi o foco de nossa conversa que começou no último janeiro na Cidade do México e continuou em Miami e em Nova York

    Eu, robô? o trânsito do ser humano ao pós-humano em Stelarc

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    O artigo aborda a poética do artista australiano Stelarc a partir da perspectiva teórica da influência paradigmática das imagens técnicas sobre o campo ampliado da arte contemporânea. Analisa também, de uma perspectiva fenomenológica, o modo como certas proposições conceituais audaciosas podem gerar resultados práticos indesejáveis a partir da percepção do corpo como objeto passível de manipulação no horizonteoperacional das novas tecnologias

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