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Imagens-lembrança e identidades no cinema intercultural de Tila Chitunda
This article proposes a reflection about the presence of the family archive images presented in the short film FotogrÁFRICA, by Tila Chitunda, which leads us to think together with the Deleuzian concept of recollection-image. We carry out this analysis understanding the film as the product of an intercultural cinema, which is located at the intersection of two cultural knowledge regimes, in this case Brazil and Angola, countries on the Black Atlantic route. In view of these images, we access what is visible and virtual and explore its paradoxical aspects. At the time they are presented as family records, the photographs also expose colonial oppression and violence committed against identities and individualities.Este artículo propone una reflexión acerca de la presencia de imágenes de archivo familiar presentadas en el corto FotogrÁFRICA, de Tila Chitunda, que nos lleva a pensar junto al concepto deleuziano de imagen-memoria. Realizamos este análisis entendiendo la película como producto de un cine intercultural, que se ubica en la intersección de dos regímenes de conocimiento cultural, en este caso Brasil y Angola, países de la ruta del Atlántico Negro. A la vista de estas imágenes, accedemos a lo visible y virtual y exploramos sus aspectos paradójicos. En el momento en que se presentan como registros familiares, las fotografías también exponen la opresión colonial y la violencia cometida contra identidades e individualidades.Este artigo propõe uma reflexão sobre a presença das imagens de arquivo familiar apresentadas no curta FotogrÁFRICA, de Tila Chitunda, que nos encaminha a pensar junto ao conceito deleuziano de imagem-lembrança. Fazemos esta análise compreendendo o filme como produto de um cinema intercultural, que se situa na intersecção de dois regimes culturais de conhecimento, neste caso Brasil e Angola, países da rota do Atlântico Negro. Diante dessas imagens, acessamos o que é visível e virtual e exploramos seus aspectos paradoxais. Ao tempo em que se apresentam como registros familiares, as fotografias também expõem a opressão colonial e violência cometida contra identidades e individualidades
Um excesso de mundo: a internet está morta?
Deconstructing expectations that the internet would be a vector for the democratization of knowledge, the essay sarcastically reveals the expansion of old media monopolies within social networks. The growth of ideologies, the appearance of fake news, and unexpected attacks at users\u27 opinions, far from being spontaneous attitudes, are instead planned procedures to secure the power of a privileged few.Deconstruyendo la expectativa de que Internet sería un gran vector para la democratización del conocimiento, el texto revela con sarcasmo la expansión de los viejos monopolios ediáticos dentro de las redes sociales. El crecimiento de las ideologías, la aparición de fake news y los ataques intempestivos a las opiniones de los usuarios serían actitudes no espontáneas, sino procedimientos destinados a asegurar el poder de unos pocos privilegiados.Desconstruindo a expectativa de que a Internet seria um grande vetor de democratização do conhecimento, o texto revela de forma sarcástica a expansão de antigos monopólios midiáticos dentro das redes sociais. O crescimento de ideologias, o surgimento de fake news e os ataques intempestivos à opinião de usuários não seriam atitudes espontâneas, mas procedimentos planejados para assegurar o poder a poucos privilegiados
À Mesa, em abismo
From the text À Mesa, by the French writer and poet Francis Ponge and published in a collection of texts by Ponge, and from Derrida\u27s book on the writer, entitled Signéponge = Signsponge, the author develops a poetic text in abyss, over the thing and the object, as alterities, their emergence in and for the word, the subject and the signature, both spectating each other and the thing/object, making relationships with the artists\u27 visual arts works: the duo Andréa Hygino and Lz Coimbra, and their series of prints Prova de Estado, Cildo Meireles – and the works Inmensa and Antes –, and Milton Machado – with his work Diáfora – , whose theme is the table and its unfolding in infinities, abysses and sonorities.A partir del texto À Mesa, del escritor y poeta francés Francis Ponge y publicado en una colección de textos de Ponge, y del libro de Derrida sobre el escritor, titulado Signéponge = Signsponge, el autor desarrolla un texto poético en el abismo, sobre la cosa y el objeto, como alteridades, su emergencia en y para la palabra, el sujeto y la firma, ambos espectándose entre sí y con la cosa/objeto, relacionándose con las obras plásticas de los artistas: el dúo Andréa Hygino y Lz Coimbra, y sus serie de estampas Prova de Estado, Cildo Meireles – y las obras Inmensa y Antes –, y Milton Machado –con su obra Diáfora –, cuyo tema es la mesa y su despliegue en infinitos, abismos y sonoridades.A partir do texto À Mesa, do escritor e poeta francês Francis Ponge e publicada numa coletânea de textos de Ponge, e do livro de Derrida sobre o escritor, intitulado Signéponge = Signsponge, o(a) autor(ra) desenvolve um texto poético em abismo, sobre a coisa e o objeto, como alteridades, seu surgimento na e para a palavra, o sujeito e a assinatura, ambos espectrando um ao outro e à coisa/objeto, fazendo relações com trabalhos de artes visuais dos artistas: a dupla Andréa Hygino e Lz Coimbra, e sua série de gravuras Prova de Estado, Cildo Meireles – e os trabalhos Inmensa e Antes –, e Milton Machado – com seu trabalho Diáfora – , que têm como tema a mesa e seus desdobramentos em infinitos, abismos e sonoridades
Plantações , retomadas e colheitas de sonhos
In this performative writing endeavor, I make a way back to my child, to return to the herb kept in my little dream box to treat wounds and find new crossroads to deal with the urban necrocapital. This text is born from the will to plot futures, understanding that for this it is necessary to find in the edge of the ravines and in the fields, the legacy of my ancestors, the necessary tools to fight stellar battles. the right to dream and reverie, the penumbra, the enchantment, the sorcery present in the junction of words and in the echo of silences.En esta aventura de escritura performativa hago un camino de regreso a mi niño, para volver a la hierba guardada en mi pequeña caja de sueños para tratar las heridas y encontrar nuevas encrucijadas para lidiar con el necrocapital urbano. Este texto nace de la voluntad de urdir futuros, entendiendo que para ello es necesario encontrar en el borde de los barrancos y en los campos, el legado de mis antepasados, las herramientas necesarias para librar batallas estelares. El derecho al sueño y al ensueño, la penumbra, el reencantamiento, la brujería presente en el cruce de las palabras y en el eco de los silencios.Nessa empreitada escrita performativa faço um caminho de volta para minha criança, retorno a erê guardada em minha caixinha de sonhos para tratar feridas e reencontrar novas encruzilhadas para lidar com o necrocapital urbano. Esse texto nasce da vontade de tramar futuros entendendo que para isso é preciso encontrar na beirada dos barrancos e nos campos, legado de minhas ancestrais as ferramentas necessárias para travar batalhas estelares. o direito ao sonho e ao devaneio, a penumbra, o reencanto, a feitiçaria presente na junção das palavras e no eco dos silêncios
A mulher, pra ser ouvida, precisa gritar muito alto
An interview, at the Parque Lage School of Visual Arts\u27s library, part of the Arte Sonora [Sound Art] project, is the starting point for the essay that addresses how the condition of women and generational issues impacted production, the sound dimension and the notion of “unstructured time” by this singular artist who is Jocy de Oliveira.Una entrevista, realizada en el balcón de la biblioteca de la Escuela de Artes Visuales Parque Lage como parte del proyecto Arte Sonora, es el punto de partida para el ensayo que aborda cómo la condición de la mujer y las cuestiones generacionales tuvieron efectos en la producción, en la dimensión sonora y en la noción de “tiempo desestructurado” de esta singular artista que es Jocy de Oliveira.Uma entrevista, realizada na varanda da biblioteca da Escola de Artes Visuais do Parque Lage no âmbito do projeto Arte Sonora, é o ponto de partida para o ensaio que aborda como a condição de mulher e as questões geracionais impactaram a produção, a dimensão sonora e a noção de “tempo não estruturado” desta artista singular que é Jocy de Oliveira
Imagem trans: transe, fabulação e sobrevivências na fronteira
At a crossroads of confluences and divergences between cinema, anthropology, and visual arts, the objective of this text is articulated with the development of a feature film on the network of sons and daughters of santo and the terreiro of Pai Jairo, and the border in the city of Tabatinga (AM) -between Brazil, Peru, and Colombia. We are based on a hybrid experience of research with the network of young gays and trans people acting in the local production of Umbanda and more or less engaged with the sexual markets in this triple border. We bet on the power of the image, the narrative and fabulation act as keys to inhabit and transit through hostile worlds and make counterpowers emerge to transform the real. The speculative territory occupies a special place in the creation of worlds of this network, and the spaces of narrative communion mark its ordinary. Our encounters with this network are traversed by the narrative performances of the young participants and their companion entities. Based on these interactions, we were also able to invent and propose methodological devices for storytelling. To support our analysis, we present here some of the many intimate narrative sequences that emerged from these encounters.En una encrucijada de confluencias y divergencias entre el cinema, la antropología y las artes visuales, el objetivo de este texto se articula con el desarrollo de un largometraje sobre la red de hijos e hijas de santo y el terreiro de Pai Jairo, y la frontera en la ciudad de Tabatinga (AM), entre Brasil, Peru y Colombia. Tenemos como base una experiencia híbrida de investigación junto a la red de jóvenes gays y trans actuantes en la producción local de la Umbanda y más o menos cercanos a los mercados sexuales en esta triple frontera. Apostamos en las potencias de la imagen y del acto narrativo y fabulativo como llaves para habitar y transitar por mundos hostiles y hacer emerger contrapoderes para transformar lo real. El territorio especulativo ocupa un lugar especial en la creación de mundos de esta red, y los espacios de comunión narrativa marcan su cotidiano. Nuestros encuentros con esta red son atravesados por las performances narrativas de las jóvenes y de sus entidades compañeras. Con base en estas interacciones, pudimos también inventar y proponer dispositivos metodológicos para contar historias. Para dar soporte a nuestro análisis, presentamos aquí algunas de las muchas secuencias narrativas íntimas que emergieron de estos encuentros.Em uma encruzilhada de confluências e divergências entre cinema, antropologia e artes visuais, o objeto deste texto se articula com o desenvolvimento de um longa-metragem sobre a rede de filhos e filhas de santo e o terreiro do Pai Jairo, e a fronteira na cidade de Tabatinga (AM), entre Brasil, Peru e Colômbia. Temos como base uma experiência híbrida de pesquisa junto à rede de jovens gays e trans atuantes na produção local de Umbanda mais ou menos próximos do mercado do sexo nesta tríplice fronteira. Apostamos nas potências da imagem e do ato narrativo e fabulativo enquanto chaves para habitar e transitar por mundos hostis e fazer emergir contrapoderes para transformar o real. O território especulativo ocupa um lugar especial na criação de mundos dessa rede, e os espaços de partilha narrativa marcam o seu cotidiano. Os nossos encontros com ela são atravessados pelas performances narrativas das jovens e de suas entidades companheiras. Com base nessas interações, pudemos também inventar e propor dispositivos metodológicos de "contação de estórias". Para sustentar nossas análises, apresentamos aqui algumas das muitas sequências narrativas íntimas que emergiram desses encontros
Cenas do corpo e segredo
"Cenas do corpo e segredo" rubs the processes of self-management that escape the bureaucratic fields of identity, proposing new imaginaries and strategies of emancipation to the corporalities. Through the field of secrecy as a space of political force and refusal of hegemonic realities, the weaving of other ways of happening and relating is made visible. Here is presented a state of relation altered by the understanding of the world where events are implied."Cenas do corpo e segredo" roza los procesos de autogestión que escapan a los campos burocráticos de la identidad, proponiendo nuevos imaginarios y estrategias de emancipación a las corporalidades. A través del campo del secreto como espacio de fuerza política y de rechazo a las realidades hegemónicas, se hace visible el tejido de otras formas de suceder y relacionarse. Aquí se presenta un estado de relación alterado por la comprensión del mundo en el que están implicados los acontecimientos.“Cenas do corpo e segredo” fricciona processos de autogestação que escapem aos campos burocráticos de identidade, propondo novos imaginários e estratégias de emancipação às corporalidades. Através do campo do segredo enquanto espaço de força política e recusa às realidades hegemônicas, se visibiliza a tecitura de outras maneiras de acontecer e relacionar. Se apresenta aqui um estado de relação alterado pela compreensão do mundo onde os acontecimentos se implicam
Estratégias estético-políticas para fugir da captura
Escape. To run away. Create escape routes. slip away. fade away. All these are qualities of dissident bodies, bodies that interest us here from the perspective of creating border zones that allow their total and full action of gender contraversion. From the point of view of anti-art, non-art, unintentional art and performance associated with aesthetic-political actions, the article presents itself as an experimentation on the issues that cross transvestigeneric bodies.Escapar. Huir. Crear rutas de escape. deslizarse. desvanecerse. Todas estas son cualidades de los cuerpos disidentes, cuerpos que aquí nos interesan desde la perspectiva de crear zonas fronterizas que permitan su acción total y plena de contraversión de género. Desde el punto de vista del antiarte, el no-arte, el arte no intencional y la performance asociada a acciones estético-políticas, el artículo se presenta como una experimentación sobre las cuestiones que atraviesan los cuerpos transvestigenéricos.Escapar. Fugir. Criar rotas de fuga. Escapulir. Esvair-se. Todas essas são qualidades de corpos dissidentes, corpos que aqui nos interessam sob a perspectiva de criação de zonas fronteiriças que permitam a sua total e plena ação de contraversão dos gêneros. Sob a ótica da antiarte, da não-arte, da arte não intencional e da performance associada às ações estético-políticas, o artigo se apresenta como uma experimentação sobre as questões que atravessam os corpos transvestigeneres