607 research outputs found
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Memória e experiência no trabalho do performer: o Workcenter de Grotowski e Thomas Richards
Em visita ao Workcenter de Grotowski e Thomas Richards localizado na cidade de Pontedera na Itália, em junho de 2013, buscamos compreenderin loco o treinamento do ator, a partir do legado de Grotowski, no entendimento da Arte como Veículo. Neste artigo, iremos nos deter àseguinte questão: é possível compreender a arte como veículo enquanto um “antídoto”, uma saída, para o declínio da experiência, apontado por Benjamim
Provocações de agentes tecnológicos como artistas
O presente artigo propõe uma reflexão sobre processos miméticos que envolvem a atribuição do status de artista a agentes tecnológicos seja emulando o gesto artístico – quando robôs simulam a prática de pintura e desenho – ou assumindo personas criadoras – quando artistas criam personas supostamente com algum poder de criação disseminando--as através das redes digitais. Estas propostas ocupam-se de uma desmitificação crítica do fazer artístico, questionando a figura emblemática do criador ou o seu discurso. Em proximidade a estas reflexões, temos a experimentação de Mimo Steim, onde um suposto artista tecnológico baseado em Linguagem de Marcação de Inteligência Artificial (AIML) conversa com visitantes na web
Espaço público em fuga: arte e arquitetura brasileiras na virada dos anos 1960s
Este artigo analisa o espaço público na arte e na arquitetura brasileiras no fim dos anos 1960. Mostra como houve uma fulguração de radicalidade política no campo da arte, privilegiando em suas análises o caso da arquitetura e do urbanismo a partir das figuras emblemáticas deVilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha em suas respectivas propostasde politizar o pensamento sobre o urbano no Brasil de então
O clássico como problema
Este texto tem um duplo propósito. Em primeiro lugar, ele introduz o tema desse dossiê, questões clássicas na teoria da arte contemporânea, examinando a persistência de padrões clássicos no discurso geral sobre arte no século vinte. A seguir, o objetivo é discutir a possibilidade de um conceito de clássico, através do qual uma certa polissemia do termo poderia ser minimizada
Peter Szondi e a filosofia da arte
O artigo a seguir discute a base filosófica da teoria da literatura de Peter Szondi. Analisando alguns dos principais textos museológicos do autor, o objetivo é mostrar como Szondi pensou a questão da historicidade no contexto de uma teoria da compreensão e da interpretação de obras literárias
Arte é coisa mental: reflexões sobre o pensamento de Leonardo da Vinci sobre a arte
Este artigo busca discutir a concepção de Leonardo da Vinci relativamente à Arte, particularmente examinando a afirmação de que “a arte é coisa mental”. O pensamento de Leonardo da Vinci, neste caso, é contraposto ao de seus contemporâneos, e ao mesmo tempo, em uma referência ao final do artigo, comparado com os artistas modernos que tempos depois se beneficiariam da noção de que a arte é um processo mental
Pequena viagem à terra do melhor conhecimento: um caminho aberto com Klee
Este artigo relata o processo de realização de um vídeo coletivo, em três turmas da disciplina “Arte e educação”, do primeiro período do curso de Pedagogia do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ). O título dos vídeos, “Pequena viagem ao país do melhor conhecimento – a biblioteca”, remete ao texto Confissão criadora, de Paul Klee. A partir da poética suscitada pelas ideias de Klee e pela reverberação das colocações de Agamben sobre os múltiplos papéis da singularidade na “comunidade que vem”, busca-se – na arte – sua aproximação com a educação e as possibilidades pedagógicas provenientes da tensão entre ambas.
Dizer o indizível: histeria e heteronímia
Em uma de suas últimas correspondências, Fernando Pessoa apresentou um diagnóstico de si com o intuito de explicar a gênese da heteronímia, procedimento que o tornara notável entre os poetas de sua geração. Apontando a histeria como sintoma disparador da produção de seus outros “eus”, o poeta remete a origem dos heterônimos a um impulso orgânico para a despersonalização, que o permitiria alcançar um campo de indiscernibilidade entre sua própria personalidade e as de suas simulações. A partir de sua autoclassificação como histérico, tendo em vista a intensidade de sua produção, investigamos a potência de elementos referidos à histeria para pensar a literatura e a arte em geral, aproximando sua perspectiva às análises feitas por Gilles Deleuze de Francis Bacon. Desta forma, a heteronímia poderia ser entendida como o produto da tensão imposta à unidade do sujeito, que passa a vacilar diante das forças pré-individuais que o povoam
Mário Pedrosa e Cândido Portinari nos Estados Unidos (1942)
Nos Estados Unidos, Mário Pedrosa retoma sua atividade como crítico de arte, depois de nove anos da publicação de seu ensaio sobre Käthe Kollwitz. Em seu novo ensaio sobre o pintor Cândido Portinari, Pedrosa retoma o debate sobre o significado do realismo na arte brasileira e toma posição em face dos acontecimentos no Brasil e no mundo, que aproximaram Brasil e Estados Unidos em 1942