Fluminense Federal University

REVISTA POIÉSIS
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    Memória e experiência no trabalho do performer: o Workcenter de Grotowski e Thomas Richards

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    Em visita ao Workcenter de Grotowski e Thomas Richards localizado na cidade de Pontedera na Itália, em junho de 2013, buscamos compreenderin loco o treinamento do ator, a partir do legado de Grotowski, no entendimento da Arte como Veículo. Neste artigo, iremos nos deter àseguinte questão: é possível compreender a arte como veículo enquanto um “antídoto”, uma saída, para o declínio da experiência, apontado por Benjamim

    Provocações de agentes tecnológicos como artistas

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    O presente artigo propõe uma reflexão sobre processos miméticos que envolvem a atribuição do status de artista a agentes tecnológicos seja emulando o gesto artístico – quando robôs simulam a prática de pintura e desenho – ou assumindo personas criadoras – quando artistas criam personas supostamente com algum poder de criação disseminando--as através das redes digitais. Estas propostas ocupam-se de uma desmitificação crítica do fazer artístico, questionando a figura emblemática do criador ou o seu discurso. Em proximidade a estas reflexões, temos a experimentação de Mimo Steim, onde um suposto artista tecnológico baseado em Linguagem de Marcação de Inteligência Artificial (AIML) conversa com visitantes na web

    Espaço público em fuga: arte e arquitetura brasileiras na virada dos anos 1960s

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    Este artigo analisa o espaço público na arte e na arquitetura brasileiras no fim dos anos 1960. Mostra como houve uma fulguração de radicalidade política no campo da arte, privilegiando em suas análises o caso da arquitetura e do urbanismo a partir das figuras emblemáticas deVilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha em suas respectivas propostasde politizar o pensamento sobre o urbano no Brasil de então

    O clássico como problema

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    Este texto tem um duplo propósito. Em primeiro lugar, ele introduz o tema desse dossiê, questões clássicas na teoria da arte contemporânea, examinando a persistência de padrões clássicos no discurso geral sobre arte no século vinte. A seguir, o objetivo é discutir a possibilidade de um conceito de clássico, através do qual uma certa polissemia do termo poderia ser minimizada

    Peter Szondi e a filosofia da arte

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    O artigo a seguir discute a base filosófica da teoria da literatura de Peter Szondi. Analisando alguns dos principais textos museológicos do autor, o objetivo é mostrar como Szondi pensou a questão da historicidade no contexto de uma teoria da compreensão e da interpretação de obras literárias

    Arte é coisa mental: reflexões sobre o pensamento de Leonardo da Vinci sobre a arte

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    Este artigo busca discutir a concepção de Leonardo da Vinci relativamente à Arte, particularmente examinando a afirmação de que “a arte é coisa mental”. O pensamento de Leonardo da Vinci, neste caso, é contraposto ao de seus contemporâneos, e ao mesmo tempo, em uma referência ao final do artigo, comparado com os artistas modernos que tempos depois se beneficiariam da noção de que a arte é um processo mental

    Blanco y Negro, 2001-2012. fotografia e pintura corporal

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    Pequena viagem à terra do melhor conhecimento: um caminho aberto com Klee

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    Este artigo relata o processo de realização de um vídeo coletivo, em três turmas da disciplina “Arte e educação”, do primeiro período do curso de Pedagogia do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ). O título dos vídeos, “Pequena viagem ao país do melhor conhecimento – a biblioteca”, remete ao texto Confissão criadora, de Paul Klee. A partir da poética suscitada pelas ideias de Klee e pela reverberação das colocações de Agamben sobre os múltiplos papéis da singularidade na “comunidade que vem”, busca-se – na arte – sua aproximação com a educação e as possibilidades pedagógicas provenientes da tensão entre ambas.

    Dizer o indizível: histeria e heteronímia

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    Em uma de suas últimas correspondências, Fernando Pessoa apresentou um diagnóstico de si com o intuito de explicar a gênese da heteronímia, procedimento que o tornara notável entre os poetas de sua geração. Apontando a histeria como sintoma disparador da produção de seus outros “eus”, o poeta remete a origem dos heterônimos a um impulso orgânico para a despersonalização, que o permitiria alcançar um campo de indiscernibilidade entre sua própria personalidade e as de suas simulações. A partir de sua autoclassificação como histérico, tendo em vista a intensidade de sua produção, investigamos a potência de elementos referidos à histeria para pensar a literatura e a arte em geral, aproximando sua perspectiva às análises feitas por Gilles Deleuze de Francis Bacon. Desta forma, a heteronímia poderia ser entendida como o produto da tensão imposta à unidade do sujeito, que passa a vacilar diante das forças pré-individuais que o povoam

    Mário Pedrosa e Cândido Portinari nos Estados Unidos (1942)

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    Nos Estados Unidos, Mário Pedrosa retoma sua atividade como crítico de arte, depois de nove anos da publicação de seu ensaio sobre Käthe Kollwitz. Em seu novo ensaio sobre o pintor Cândido Portinari, Pedrosa retoma o debate sobre o significado do realismo na arte brasileira e toma posição em face dos acontecimentos no Brasil e no mundo, que aproximaram Brasil e Estados Unidos em 1942

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