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Vida da crítica: percursos de Mário Pedrosa
A editora convidada descreve as razões e a relevância da reflexão sobre a vida da crítica de arte enfocando a trajetória e a repercussão do trabalho de Mário Pedrosa para o campo das artes plásticas, especialmente no Brasil
O que é o público?
O trabalho indica a necessidade de se complementar a investigação sobre como são os públicos das ofertas culturais com a análise do que é o público, isto é, os papéis encontrados nestas ofertas e seus públicos dentro do campo cultural e as implicações destes pactos em um marco social mais amplo. Fundamenta-se a proposta a partir da revisão de alguns dos deslocamentos conceituais desenvolvidos na reflexão sobre a temática: a passagem da compreensão dessa relação como simples imposição ou aquisição, para o reconhecimento de sujeitos que desenvolvem práticas de negociação, apropriação e produção de sentido, além do questionamento do modelo exclusivamente comunicativo, com o reconhecimento das práticas culturais multidimensionais
O labirinto da escuta
Esta pesquisa investiga a obra Liverbeatlespool (2004) do artista Cildo Meireles, buscando compreender a relação entre som e imagens a partir do artista e teórico Rodolfo Caesar. A percepção da obra de arte e de suas sonoridades se apresenta como preponderante para esta pesquisa. Para tanto, recorremos a algumas formulações do filósofo Maurice Merleau-Ponty em sua coletânea Conversas e em seu livro A Prosa do Mundo. A partir da instalação da obra em loop, investigamos a repetição com o suporte das ideias do filósofo brasileiro Hilan Bensusan e de algumas questões propostas por Gilles Deleuze e Félix Guattari. Por fim, cabe observar que a própria escrita desta pesquisa guarda, em alguma medida, movimentos de repetição, buscando aprofundar, em cada linha, a escuta das imagens de Liverbeatlespool
Novas palavras para antigos caminhos
“Cada época sonha com a época anterior”, dizia Jules Michelet. E assim, fantasiando teatros do passado, inventamos nossas técnicas percorrendo antigos caminhos. Sentimos a necessidade de forjar palavras que nos pertencem para evocar nossas miragens e supostos progressos. É bom refletir sobre os nomes dos caminhos antigos, mas também é útil rebatizar regularmente os termos de nossa língua de trabalho.Hoje os atores usam técnicas que não buscam formas fixas nem respeitam regras do jogo bem definidas, como acontece no balé, no Kabuki ou no Kathakali, espetáculos que têm formas codificadas. Estou falando dos atores daqueles teatros que não possuem ou não querem ter uma tradição codificada, que não se caracterizam por uma estilização específica ou por um comportamento que possa ser reconhecido. São teatros que têm um destino ou uma vocação particulares: vivem como se estivessem sempre em statu nascendi, inclusive quando já têm longa experiência.Em geral são chamados de teatro experimental, teatro laboratório ou, simplesmente, teatro de grupo. Correspondem a uma importante tradição independente. Uma “tradição do novo” mais parece um oximoro poético, e certamente é uma contradição. Mas essa contradição é uma parte essencial da história do teatro moderno