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Metástase, uma Plástica Sonora Silenciosa, ou o Regime de escuta pleno
Este artigo é um estudo preliminar sobre uma categoria de instrumentomusical criado por Walter Smetak. As Formas Silenciosas de Plásticas Sonoras, que aqui serão chamadas de Plásticas Sonoras Silenciosas, correspondem ao último estágio do seu processo criativo. Metástase, uma das últimas criações de Walter Smetak será analizada como dispositivo e como representação de uma ideia de educação sensível vivenciada pelo próprio Smetak no percurso de seu trabalho. Esse último estágio ainda, compreende o alcance de um estado de consciência que darei o nome de regime de escuta pleno em que o estímulo visual se converte em som na percepção
A memória como gesto – Benjamin, Freud e a trama de polaroides de Marcos Bonisson
Estabelecendo um diálogo entre Walter Benjamin e Sigmund Freud,esse ensaio propõe que a memória seja pensada como um gesto – o gesto político e estético pelo qual o sujeito surge na cultura. Para discutir essa ideia, exploramos a série de Polagens do artista brasileiro Marcos Bonisson, que combina tiras de polaroides de maneira a mixar diferentes espaços e tempos
Da arte pública à esfera pública política da arte
O texto tem como ponto de partida as transformações decorrentes da problematização e consequente politização da noção de “arte pública”. Predominante nos discursos interessados na relação entre arte e política a partir dos anos 1970, tal noção vai dando lugar pouco a pouco à expressão “arte e esfera pública”. A fim de investigar essa passagem,torna-se necessário aprofundar a reflexão sobre o “público” e o “político”.Para isso, recorremos a alguns pressupostos e posicionamentos que, embora tradicionalmente pertencentes ao campo mais específico da teoria política, são produtivos na hora de convocar o potencial político da arte. A discussão avança sobre as diversas possibilidades de entendimento do conceito de “esfera pública”, tendo como consequência suas implicações na arte atual
As probabilidades desiguais de Francis Bacon
A arte e a política ligam-se através de uma prática crítica, deuma micro-política. As possibilidades de experimentar uma liberdade inesperada trazem o infinitamente improvável. Francis Bacon faz com as imagens essa experimentação por “razões estéticas”. Captura um “real” quediz ser o mais real, dá-lhe uma presença, torna-o mais intenso. Captura forças em falta e a aparecer sempre novas. Simplifica até à realidade, abrevia até à intensidade. Pinta sensações, compõe, com um novo potencial para pensar que faz mesmo pensar e criar
Charles Baudelaire: contemporâneo do passado, do presente e do futuro
Este artigo procura discutir, a partir de uma afirmação de CharlesBaudelaire escrita em 1863, o conceito de contemporâneo que permeia as criações artísticas recentes. Isso é possível por meio de um diálogo com autores – filósofos, críticos, artistas, entre outros – que se dedicam ao tema, procurando identificar semelhanças e desacordos, em especial no que diz respeito ao regime de pensamento e sua relação com o passado. O contemporâneo, no caso, não se reduz a uma apreensão cronológica do espaço-tempo, mas ao conjunto de questões que permanecem relevantes para o melhor entendimento das pessoas e do contexto sócio-estético-político em que atuam, criam, pensam e transformam. Questões que têm origem na modernidade de Charles Baudelaire e que ainda hoje produzem ressonâncias
O museu de arte como ritual
Neste trabalho a autora procura mostrar os aspectos rituais gerais dos museus de arte. Eles são: primeiro, a implementação de um espaço separado, uma zona “liminar” de espaço e tempo no qual os visitantes, retirados das atribuições de suas vidas práticas diárias, se abrem a uma qualidade diferente de experiência: e segundo, a organização do ambiente do museu como um tipo de script ou cenário onde os visitantes atuam. Também argumenta que conceitos ocidentais de experiência estética, geralmente tomados como a raison d’être dos museus de arte, correspondem bem de perto com o tipo de fundamentos usualmente citados para os rituais tradicionais (iluminação, revelação, equilíbrio espiritual ou rejuvenescimento)
Manobras: viúvas de caça
Os autores/artistas apresentam uma reflexão em torno do trabalho Viúvas de caça que realizaram na cidade de Saint-Raymond, Quebec, Canadá, em outubro de 2001. Ao longo do ensaio desenvolvem certos conceitos que se encontram ao centro de sua prática artística