Fluminense Federal University

REVISTA POIÉSIS
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    Expediente - Poiésis v. 13, n. 19 (2012) - A dimensão educativa da arte

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    A travessia de Marcone Moreira por estradas, rios e memórias marabaenses

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    Radicado em Marabá, no sul do Pará, Marcone Moreira se vale de restosde objetos da região, tais como pedaços de carroceria de caminhão e de casco de barco, engradados de garrafa, caixas de isopor de ambulantes, para construir sua obra. Propomos que o artista, partindo de um processo que possui semelhanças com o de bricolagem, busca construir um vernáculo imagético da região, problematizando dessa forma uma série de questões que nos interessa discutir envolvendo pertencimento a um local e processos críticos de desmanche geográfico, em especial o de multiterritorialização

    Cadernos de Pesquisa - Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da UFF – 2015

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    No ano de 2015, dezessete estudantes concluíram os estudos do curso de mestrado do Programa de Pós-graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da UFF, trazendo suas contribuições para a atualização e para o aprofundamento dos debates acerca das artes na contemporaneidade, além de garantir, após a conclusão, apresentação e aprovação de suas respectivas dissertações, o título de Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense. São eles: Anderson P. Arêas, Bárbara Boaventura Friaça, Gabriela da Silva Dezidério, Geraldo Britto Lopes, José Tomaz de Aquino Júnior, Juliana de Almeida Bragança, Letícia Carvalho da Silva de Oliveira, Lia Crempe, Luiz Marcelo da Silveira Resende, Marcia Franco dos Santos Silva, Mariana Gomes Ribeiro, Marrytsa Mendonça Vieira de Melo, Patrícia Magalhães Bevilaqua, Renata Cristina Alves, Roberta Condeixa, Tatiana de Almeida Nunes da Costa e Thiago Grisolia Fernandes

    Poiésis, v. 16, n. 25, 2015 [texto integral]

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    Editorial - Poiésis v. 16, n. 26, 2015: Curadoria

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    Apresentação do dossiê – Curadoria

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    Introdução ao dossi

    Cuatro preguntas y tres diálogos: La obra escrita de Eugenio Barba

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    O artigo de Lluis Masgrau visa demarcar as principais áreas de interesse do diretor teatral Eugenio Barba em sete de seus livros, de modo a abarcar sua vi­são sobre o teatro. Esses escritos derivam das experiências profissionais de Barba marcadas pelo diálogo com três grandes vertentes da cultura teatral do séc. XX – a Grande Reforma (Stanislavski, Grotowisk, Living Theater etc), o teatro clássico asiá­tico e o teatro de grupo latinoamericano –, balizadas por suas quatro perguntas fundamentais: “onde”, “por que”, “como” e “para quem” atuar; donde os quatro níveis do ofício: a aprendizagem, a busca de um sentido pessoal, a construção da técnica e o “valor”, o qual resulta, grosso modo, do compartilhamento com o espectador do sentido pessoal expresso pelo ator. Concluindo que a identidade profissional de Barba adquirida ao longo de seu caminho é a “conquista da diferença

    O museu é uma fábrica?

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    Em 1968, o filme La hora de los Hornos, exibido especificamente em fábricas de forma clan­destina, foi um manifesto de grande repercussão do Terceiro Cinema contra o neocolonia­lismo na América Latina. Nas fábricas, a cada nova exibição, era pendurado um banner que tinha impresso o seguinte texto: “Todo espectador é um covarde ou um traidor”. Sessões de cinema cuja principal intenção era quebrar as distinções entre cineasta e público, autor e produtor, para assim criar uma esfera de ação política. Hoje, filmes políticos não são mais exibidos nas fábricas. Eles são mostrados no museu ou na galeria – no espaço da arte. Ou mesmo, em qualquer tipo de cubo branco. Como isso aconteceu

    Apresentação do dossiê

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    Trata-se da apresentação do dossier “Arte Contemporânea: anacronismo, pós-conceitualismo” publicado na revista Poiésis. Em “primeiro lugar, argumenta-se que a narrativa sobre a passagem do “moderno” para o contemporâneo” baseada na passagem da “especificidade do médium” para a “condição pós-médium” esbarra em uma teleologia da história. Em seguida, mostra-se como o texto de Nuno Crespo apresenta uma visão do contemporâneo ligada ao fim das promessas da modernidade ao pensá-lo como um tempo anacrônico, a partir de Didi-Huberman e Giorgio Agamben. Continuando, mostra-se em que medida a concepção do contemporâneo como uma “ficção operativa” produz uma visão crítica da inaturalidade da arte contemporânea uma vez que a possibilidade de relacionar espaços e tempos diferentes se adequa bem ao atual capitalismo global. Por fim, refletiremos como esta crítica à inatualidade do contemporâneo desliza para uma crítica da arte conceitual, mostrando que a tarefa da arte contemporânea consiste em problematizar o espaço no qual ela está instalada. Assim, mostrar-se- -á como o texto Éric Alliez discute o pós-conceitualismo analisando as obras de Daniel Buren e Gordon Matta-Clark

    Ser pontual num encontro que só pode falhar. Notas sobre a contemporaneidade do artista

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    Este artigo pretende ser um contributo para a discussão sobre o que é a contemporaneidade do artista. Não se trata tanto de responder à pergunta o que é a arte contemporânea, mas tentar identificar as razões pelas quais o modo de pensar cronológico é insuficiente para compreender a forma como os artistas estabelecem relações com o todo da história e do tempo. Uma relação que se descobre ser dialéctica e, seguindo as importantes sugestões de Didi-Huberman e Claire Bishop, anacrónica. Trata-se de uma caracterização da contemporaneida - de motivada pelo modo como as próprias obras são objectos detentores de uma temporalidade própria que exige aproximações, experiências e leituras diferentes das usadas habitualmente para ler os factos do mundo. Primeiro descobre-se que o tempo da arte é lugar de intensidades e que cada artista entende a história não como o desenrolar linear de obras e artistas, mas como lugares simultaneamen - te presentes de que a cada momento se podem aproximar e apropriar. Depois, compreende-se que a contemporaneidade é, sobretudo, um método de pensar e produzir conhecimento e arte que se caracteriza por ser dialéctico. Finalmente, a relação dos artistas com o seu tempo é um lugar de tensão porque não podem escapar ao encontro que têm marcado com o seu próprio tempo (um artista é de um tempo e pertence a uma época), mas esse é um encontro, como veremos com Agamben e o escultor português Rui Chafes, destinado a falhar, porque a arte é lugar de interrupção e de intervalo e nunca um lugar coincidente com as luzes que iluminam uma dada época e, depois, porque os artistas são aqueles que fixam o olhar no escuro e nas sombras do seu presente fazendo dessa escuridão um elemento essêncial da sua temporaneidade

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