607 research outputs found
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Lições da pedra (ensaio visual)
Nos últimos anos, Ícaro Lira vem analisando as implicações e os desdobramentos de atos políticos e históricos da História Brasileira através de um trabalho documental, arquivista, arqueológico e de ficção. Suas exposições apresentam estruturas similares a pequenos “museus”, onde reúne diversos fragmentos esquecidos, produzindo um sistema de objetos que articula materiais artísticos e não-artísticos, e um conjunto de ações, não necessariamente confinadas a um objeto artístico, mas dispersas em exposições, livros, oficinas, debates, caminhadas etc
Série Mesa de Griot (ensaio visual)
O trabalho vem sendo elaborado por vivências no ambiente sagrado, terreiro de Umbanda e em estudos afro-brasileiros. Tem como objeto de reflexão discutir a Cultura Afro-Brasileira e sua presença na arte contemporânea proposta a partir dos trânsitos relacionais, sociais, culturais e políticos que se deram pelo mar Atlântico desde o período colonial, procurando correlacionar a natureza, a escravidão e a espiritualidade. As obras procuram apresentar a imersão espiritual, através da ambientação de “momentos” ritualísticos, construídos a partir de elementos de caráter simbólico. São recorrentemente realizadas em vídeo, fotografia, pintura, performance e instalação e organizadas em série. Dentro desse processo histórico da Escravidão que ressoa na nossa Contemporaneidade, ainda faz uma reflexão sobre o corpo, tanto o corpo negro, como o corpo da própria artista, referente à sua condição miscigenada e espiritualizada em trânsito na arte contemporânea brasileira. Luanda é o nome adotado por Patrícia Francisco para os trabalhos que elabora em coautoria com entidades espirituais afro-brasileiras
A paisagem de ponta-cabeça
Estamos interessados aqui em olhar para a paisagem de uma maneira diferente daquela que nos é usual e à qual muitas vezes nós a reduzimos. Em vez de horizontalmente, através de um quadro e de um ponto de vista, a ideia é considerá-la verticalmente, de cima ou de baixo, mostrando que essas formas de a olhar estão de alguma forma em potência na nossa apreensão de qualquer paisagem. Este texto explora essas potencialidades através da arte e da literatura
Pós-fácil - Filosofia Floresta para uma Escola de Arte
Este ensaio de uma filosofia floresta propõe como prospecção a reconfiguração de valores que realimentam o fenômeno humano tão ameaçado pela globalização capitalista em jogo. O que se percebe, na mesma medida deste desmonte do bem comum da esfera pública, é a emergência de linhas de forças intuitivas agindo como resistências pragmáticas e ressonâncias ancestrais que compõem uma rede de práticas coletivas decoloniais de desobediências e estados de “descoberta-invenção”, constituindo uma gênese de processos de afetividades e conectividades experimentais. Desde “Devolver a Terra a Terra” de Hélio Oiticica à “alegria” em Graça Aranha e Oswald de Andrade, tem-se a floresta como horizonte de “conexões improváveis” livres. A partir de Guilherme Vaz, a intuição, comunhão, alegria e dádiva são tomadas como ecos da antropofagia do lugar escola-devir floresta da arte como “acontecimento da conectividade que dá sentido à existência, retornando ao mundo um novo mundo quando está conectado.
Advergame “SAD Defense”: os mobile games e caminhos ainda não explorados
O objetivo deste trabalho é apresentar o jogo SAD Defense, do gênero Tower Defense, desenvolvido por equipe do Laboratório de Poéticas Fronteiriças (CNPq/UEMG - http://labfront.tk) para a quinta edição do Congresso Internacional de Arte, Ciência e Tecnologia: Seminário de Artes Digitais, edição de 2019. Através da pesquisa para o desenvolvimento do jogo, abordando o seu game design, apresentamos a jogabilidade e os elementos gráficos do advergame que remetem ao tema do evento em questão, ou seja, a “projeções e memória da arte”, bem como às edições anteriores. Desse modo, além de apresentar o campo de estudos dos mobile games, advergames e dos serious games, este artigo vai além da apresentação e discussão sobre um produto promocional, uma vez que propõe entendê-lo como um recurso que reforça a memória desse evento acadêmico
Geopoética dos sentidos, a/r/tografia e o patrimoniável em chave descolonial: por uma poética do Sul
O presente artigo propõe uma releitura dos conceitos de aura da arte (BENJAMIN), memória e identidade no contexto latino-americano em chave descolonial, isto é, tendo a diferença colonial como lócus de enunciação, para senti-pensar dispositivos de descolonização da memória e da escrita, em diálogo com os conceitos de geopoética dos sentidos e do patrimoniável (AMARAL) a partir de experiências a/r/tográficas vivenciadas em mergulhos poéticos no lugar, como mediação cultural e ativação de territórios realizadas na cidade do Rio de Janeiro, que questionam sobre outros patrimônios possíveis, contra o desperdício da experiência (SANTOS, 2010), em alinhamento a uma poética do Sul
Sob o céu que nos protege (ensaio visual)
Sob o céu que nos protege é fruto do convívio do artista com moradoresde um conjunto de nove ocupações urbanas denominado Vale Das Ocupaçõesna cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais
ፍቅር (amor em amárico)
Esta entrevista é parte de uma série de conversas que compõem um mosaico de diferentes vozes, visões, perspectivas do que seria essa relação de uma escola de arte do século XXI a partir desse binário “Escola / Floresta”. Esse binário é uma reverência, certamente, a todas as fricções que Oswald de Andrade coloca no Manifesto Antropofágico. Keyna Eleison representa uma das importantes fronteiras de resgates antropofágicos da arte contemporânea. Nos últimos anos, sua atuação vem assumindo a convergência de resgates transculturais, de ancestralidades afro-brasileiras que não se enquadraram ou foram reprimidas pela razão europeia. Nesta entrevista, Keyna Eleison fala dessa virada para a produção de conhecimento que não venha pelos cânones e padrões dessa mesma razão esteticista visual. Aqui tem-se um pouco do reconhecimento do poder da voz, da linguística como cognição de presenças ancestrais
Intuição, comunhão e dádiva (conversa entre Guilherme Vaz e Luiz Guilherme Vergara)
Entrevista realizada com Guilherme Vaz retomando dois tópicos que alimentaram vários encontros com o artista – infinito e dádiva. Esta gravação foi feita dentro da exposição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB-RJ, 2016) – Uma Fração do Infinito, com curadoria de Franz Manata. No ambiente expositivo ressoava a repetição em forma de mantra de uma obra sonora que se reduz a uma frase: “ande por qualquer lugar, por qualquer distância, de qualquer maneira”. Assim, também essa frase inspirou o roteiro desta conversa que também é uma fração do infinito... começando em qualquer lugar, deixando o pensamento livre para seguir em qualquer direção e de qualquer maneira. Dessa maneira, em Intuição, comunhão e dádiva registramos a última entrevista e o registro de pensador-coiote, rompendo com o antropocentrismo e até mesmo com o articentrismo, da savana às transbordas onde emerge uma filosofia do pensar floresta entre artes visuais, conceituais e sonoras