Fluminense Federal University

REVISTA POIÉSIS
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    Destempo

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    O presente texto reflete sobre a fotografia como destempo, que tomo emprestado – palavra e sentido – do escritor João Guimarães Rosa. Rosa usa destempo no romance “Grande Sertão Veredas” e no conto “Sota e Barla”, do livro “Tutaméia”. Destempo é aqui pensado como ponto ou instante, mas com duração, mesmo que mínima, suficiente para dividir esse ponto/instante/destempo em arquivo e rastros fantasmais. Para discorrer sobre isso, a autora recorre à recente palestra de Serge Margel, na qual falou sobre o filme de Chris Marker, La Jetée, “Do spectrum ao speculum – La Jetée de Chris Marker e a montagem contrafactual”; e à entrevista de Jacques Derrida, “Copy, archive, signature: a conversation on photography”, relacionados à ideia de presentidade de Robert Morris. Para a autora, a fotografia produz o outro onde ele não está, no destempo do ponto ou do instante

    Os sentidos e a urgência de transformação

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    O artigo discute o texto de Hélio Oiticica The Senses Pointing Towards a New Transformation, de 1969, e os conceitos que o embasaram, defendendo a retomada do corpo como potência e proposta para a arte contemporânea

    Folha de rosto

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    Expediente - Poiésis 34

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    Dramaturgia no corpo

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    O presente artigo tem por objetivo propor uma nova forma de dramaturgia para a dança, a dramaturgia no corpo. A partir dos conceitos de corporeidade (Michel Bernard) e estados do corpo (Philippe Guisgand), a autora propõe um novo caminho para a compreensão do corpo enquanto criador de ficções em dança. A corporeidade dançante é vista como o lugar onde o conhecimento é processado e ela se torna o locus da produção de sentido. A introdução do espectador nesta equação se torna primordial, pois o sentido do gesto dançado somente é concretizado no momento em que há interação entre performer e espectador

    Imagem da capa - Daniel Moreira

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    Expediente - Poiésis v. 19, n. 32 (2018)

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    Da cidade lúdica aos Domingos da Criação: a constelação Frederico Morais

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    O presente artigo analisa a trajetória do crítico Frederico Morais à luz de seu envolvimento com questões artísticas, sociais e políticas do período que culmina com a realização dos Domingos da Criação no MAM-RJ em 1971. Pretendemos demonstrar sua afinidade com questões que lhe eram contemporâneas na abordagem da participação do público na constituição da obra de arte e em sua transformação por parte de artistas e curadores em uma experiência aberta. Do mesmo modo, sua atuação abre o museu para o Aterro, concretizando o projeto de Affonso Eduardo Reidy. Entre as proposições de Hélio Oiticica, a ideia de Crelazer é um ponto fundamental para compreendermos a trajetória de Morais

    Os Silva, a floresta

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    O artigo procura refletir sobre a ideia de floresta na construção de uma possível identidade brasileira a partir dos trabalhos da autora produzidos para a exposição Selva, montada em Brasília e em Rio Branco em 2018. O pro-jeto foi contemplado com o Prêmio Funarte Conexão Circulação Artes Visuais – Atos Visuais Funarte Brasília/Acre. Em companhia dos trabalhos de Carla Gua-gliardi, João Modé e Rochelle Costi, Analu Cunha produziu duas videoinstala-ções em que aborda as relações semânticas e simbólicas entre os termos selva e silvo – em Silva, serpente, 2018 –, e entre a ideia de hospitalidade e o bu-gio, macaco da família de primatas mais presente em território nacional – em Guariba, guarida, 2018. Do latim silva, um dos sobrenomes mais comuns no país, a palavra selva flui subjacente em nossa “brasilidade”, pontuando o sel-vagem em brasa adormecido em berço esplêndido. Diante das perplexidades complexas que nos cercam, como pensar a emergência dessa selva (mal) re-calcada

    Os sentidos apontando para uma nova transformação, de Hélio Oiticica

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    Este texto foi escrito para o Simpósio de “arte tátil” realizado este ano (12 de  julho  de  1969)  na  Universidade Estadual da Califórnia em  Long  Beach  – Lygia Clark e eu fomos convidados. O texto pretende mostrar e definir as possíveis  relações  com  o  sujeito  e,  também,  as  profundas  diferenças,  indicando  os pontos em comum entre os trabalhos de ambos e a procura de um novo exercício de comunicação que, ao invés de uma busca por “invenções formais”, sirva como uma verdadeira linha de pensamento para lidar com os desafios da atualidade

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