Fluminense Federal University

REVISTA POIÉSIS
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    Arte contemporânea indígena e indigeneidade global: entrevista de Gerald McMaster a Idjahure Kadiwel

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    Gerald McMaster é artista, curador e professor de Cultura Visual Indígena e Estudos Curatoriais Críticos, no Ontario College of Art and Design (OCAD) em Toronto, Canadá. Pertencente aos povos indígenas Blackfoot (Siksika) e Plains Cree (Nehiyaw) e com mais de três décadas de uma trajetória profissional dedicada ao estudo das artes visuais ameríndias na contemporaneidade, McMaster assinou a curadoria de diversas exposições internacionais, como o pavilhão canadense da 46a Bienal de Veneza em 1995 – quando Edward Poitras expôs como o primeiro artista indígena representando o Canadá – , e a direção artística, compartilhada com Catherine de Zegher, da 18a Bienal de Sidney em 2012, intitulada All Our Relations.Tendo como foco a produção artística indígena contemporânea, McMaster desenvolve uma série de projetos acadêmicos que promovem o diálogo entre artistas indígenas de diferentes partes do mundo. Em sua visita ao Brasil no âmbito de seu projeto Arctic/Amazon, no qual busca estabelecer conexões entre obras e artistas indígenas das regiões do Ártico e da Amazônia, McMaster ofereceu em 19 de setembro de 2018, a convite da professora Elsje Lagrou, uma palestra no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ).Na entrevista a seguir, concedida ao antropólogo Idjahure Kadiwel enquanto correspondente da Rádio Yandê, McMaster expõe questões relacionadas à produção artística indígena contemporânea, destacando-se as relações entre arte e política; as tensões entre o circuito artístico e os valores espirituais dos povos indígenas; assim como a globalização da luta indígena e os obstáculos para os intercâmbios e as comunicações entre os povos ameríndios do Sul e do Norte

    Contato fílmico: relações táteis no cinema argentino contemporâneo

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    Este trabalho tem como objetivo investigar como as imagens cinematográficas reverberam no corpo, as tentativas de definir suas medidas e seus limites no contato entre o filme e o espectador promovido pela experiência cinematográfica. A capacidade do filme de tocar, emular as sensações em nosso corpo revela como ele também é um ser perceptivo e expressivo, com capacidade de movimento e tatilidade. E, a partir disso, procurar essas experiências corporais no cinema argentino recente, com comentários sobre os filmes Jauja e O auge do humano (El auge del humano)

    Temporalidade descolonial em The Kissinger Project de Alfredo Jaar

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    A partir de uma análise em uma perspectiva descolonial da obra do artista chileno Alfredo Jaar, mais especificamente The Kissinger Project, Florencia San Martín revisita alguns fatos históricos relevantes para a América do Sul, entre as décadas de 1970 e 1980, quando os regimes ditatoriais militares dominavam os países da região. No processo, esses regimes contaram com a participação/intervenção estado-unidense, tendo Henry Kissinger, então secretário de Estado, como personalidade política mais proeminente na defesa dos interesses das corporações dos Estados Unidos. No entanto, como nos alerta San Martín, “o econômico, o político e o social operam em conexão um com o outro”. Neste sentido, a ditadura militar chilena tinha na “implementação do livre mercado” um fator destacado em sua agenda política. San Martín nos recorda ainda que, assim como a modernidade, também a descolonialidade é um projeto inacabado. (Resumo e palavras-chave elaborados pelos editores

    “Si el cielo existe, se llama Perú”

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    Resenha da exposição Crónicas Migrantes. Historias comunes entre Perú y Venezuela, realizada pelo / no Museo de Arte Contemporáneo de Lima, Peru, de 12 de setembro de 2019 a 2 de fevereiro de 2020, com curadoria de Fabiola Arroyo. A mostra reuniu obras de mais de 30 artistas peruanos e venezuelanos

    Poiésis 35 (v. 21, n. 35, jan./jun. 2020) - Edição completa (34Mb)

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    Expediente - Poiésis 35

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    Do pequeno gesto ao monumento

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    Este memorial reflexivo traz o processo de idealização e realização da exposição Do pequeno gesto ao monumento, em exibição entre os dias 26 de abril e 25 de maio de 2019 na Galeria do Museu Universitário de Arte (MUnA-UFU), em Uberlândia, estado de Minas Gerais. Na exposição apresentei dois trabalhos autônomos de minha autoria, O pequeno gesto e Monumentos, feitos em épocas e por motivações muito diferentes, mas que foram postos em relação através do conceito de monumento e de seu revés, o antimonumento

    Editorial - Poiésis 36

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    Curadoria e rótulos identitários: a madeira em certa arte contemporânea do Nordeste

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    A partir da coincidência da exibição de trabalhos realizados em madeira pelos artistas Eduardo Frota, Eudes Mota e Marcelo Silveira em exposições cujas narrativas curatoriais eram de caráter identitário, questionamos: como curadorias operam narrativas identitárias a partir de determinados materiais – no nosso caso, a madeira –, procedimentos empregados em obras e de dados biográficos do artista? Quais as implicações desse processo? Para isso, confrontaremos análises de obras a discursos curatoriais e proporemos hipóteses sobre o emprego da narrativa identitária enquanto mediador institucional e econômico na inserção desses trabalhos, provenientes de circuitos considerados “locais” ou “periféricos”, em circuitos de dimensão “nacional”. 

    Mediação entre públicos e obras pensada dentro da Escola-Floresta: uma dança em três movimentos

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    Em uma análise sociofilosófica, o ato da mediação, como “terceiro elemento” entre os mundos artísticos propostos por Howard Becker, é pensado dentro do contexto da Escola Floresta como processo fenomenológico que participa do desenvolvimento de uma relação entre público e obra. A partir da obra Unidade Tripartida de Max Bill, propomos o ato da mediação como perichoresis, e deste modo, uma dança em três movimentos: contato, experimentação e resposta. Consideramos em cada movimento, respectivamente, a hermenêutica de Hans-Georg Gadamer, a ética de Benedictus de Espinoza e o dialogismo de Mikhail Bakhtin

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