Fluminense Federal University

REVISTA POIÉSIS
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    Democracia sem garantias

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    Com uma observação aguda das crises postas para a democracia na contemporaneidade, atravessada e engolfada pela expansão e pela onipresença das ideologias neoliberais, Marc James Léger é categórico ao afirmar que a democracia está em apuros. Em sua análise, o autor apresenta a compreensão de que, há muito, os movimentos da arte, independentemente de suas conceitualizações e perspectivas, nunca estiveram dissociados do capitalismo e da ideologia burguesa, que sempre lhes serviram como pano de fundo. Mais inquietante, entretanto, é a formulação de Léger ao se perguntar e ao nos perguntar “se a arte de alguma forma não é, involuntária ou programaticamente, um aspecto dessa mesma governança neoliberal”

    Revista Poiésis 36 (v. 21, n.35, jul./dez. 2020) - Edição completa - 21 Mb

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    A máscara não pode ser esquecida

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    Em 1968, a Igreja do Rosário, localizada no subúrbio carioca. montou  uma exposição em homenagem aos 80 anos de Abolição da Escravatura, revelando entre as obras expostas a litografia Castigo de Escravos. A imagem carrega uma figura feminina de olhos fixos que nos encaram, enquanto em sua boca leva uma espécie de mordaça, conhecida como máscara de flandres. Ganhando apreço de religiosos, hoje ela é afamada como a Escrava Anastácia. Não se sabe ao certo a biografia oficial da escrava, o que nos diz respeito a profundas tentativas de silenciamento. O intuito do presente artigo é trazer uma análise através das biografias e imagem de Anastácia, do ponto de vista da teórica e artista Grada Kilomba e dos trabalhos da artista visual Rosana Paulino. Ambas resgatam a imagem de Anastácia e a máscara de flandres para o campo simbólico de maneira a criar uma metáfora sobre os processos de colonização, silenciamentos e como os resquícios dessa violência nos afeta até os dias atuais.

    Linguagem em carne viva: corpo, percepção, linguagem (rumo a uma semântica aberta do gesto)

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    O artigo documenta um percurso pedagógico original, com achados, sínteses e intuições importantes na trajetória de pesquisa. Por meio de uma abordagem transdisciplinar, marcada pelo pensamento fenomenológico, descreve-se a descoberta e formalização de uma metodologia para o estudo das relações entre corpo, percepção e  inguagem, tendo como atrator uma semântica do gesto. Tomando como preceitos conceituais: a) a primazia da experiência; b) uma opção pela percepção enativa, culturalmente modulada; c) uma definição de gesto; e d) a opção por uma semântica baseada no corpo, reflexões, práticas e exercícios foram propostas, resultando na elaboração de um modelo de Glossário dos Próprios Gestos.

    Memoria del movimiento (ensaio visual)

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    Edgar Calel (1987) é um artista Maya kaqchikel da Guatemala. Sua prática artística, pautada pela mobilidade e pelo movimento, lida com temas ligados à migração, ao deslocamento e ao retorno. Originário de Comalapa, Calel saiu de sua cidade natal para estudar arte, fazendo de sua vida uma jornada. Neste ensaio visual são apresentados registros de algumas séries como Yo vivo en ti, Tú vives en mi; B ́atz – tejido constelación de saberes; Ixim (Maíz); e Laberinto de los Pájaros. O ensaio se encerra com o texto Memoria del movimiento, de Sebastián Eduardo [Dávila]

    Capa - Poiésis 35

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    Espaços liminares - natureza e função do limiar na paisagem contemporânea

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    O tema principal deste artigo é o do limiar nas artes visuais, pintura, fotografia e vídeo, analisado através de um ponto de vista romântico e especulativo. Pretendemos destacar os significados românticos da pintura paisagística, por exemplo, sua estrutura reflexiva, especialmente o “limiar duplo” das Rückenfiguren [Figuras vistas pelas costas] de Caspar David Friedrich, conectadas ao espectador e à parte não visível do horizonte. Esse conceito é muito relevante em vários contemporâneos que tentam tornar visível o limite invisível que conecta o tempo e o espaço, o próximo e o distante, o presente e o passado. Este texto explora as obras de Simon Faithfull e Marylène Negro que redescobre o conceito deleuziano de “tempo cristal” em seus vídeos gráficos

    Capa - Poiésis 36

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    Imagem da capa - Priscila Rampin

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    Folha de rosto - Poiésis 36

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