Revista Leia Escola
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A COMPLEXIDADE DA CLASSE DOS ADJETIVOS:: REPERCUSSÕES PARA O ENSINO
Este artigo visa atender a dois objetivos principais: em primeiro lugar, pretende apresentar e discutir a complexidade da classe dos adjetivos, a partir de classificação e subclassificações propostas por linguistas. De fato, as subclassificações têm deixado muitas lacunas. Em segundo lugar, o trabalho pretende contribuir para o ensino e aprendizagem dos itens dessa classe, que, numa perspectiva tradicional, têm sido realizados de maneira pouco aprofundada e demasiadamente simplificada. As reflexões aqui apresentadas contaram com o aporte teórico de diversos autores, sendo Casteleiro (1981), Borba (1996), Neves (2011) e Negrão et al. (2014) os que contribuíram de forma mais significativa para embasar a discussão. Os exemplos apresentados e analisados foram coletados de enunciados e de sintagmas nominais presentes em textos de diversos gêneros, orais e escritos, de ampla circulação. O corpus do trabalho, então, representa os usos reais da língua portuguesa, em sua variante brasileira
A ESTREIA DA POETA ADRIANA VERSIANI NA POESIA INFANTIL
Acompanhar a publicação de livros infantis é uma das tarefas mais difíceis que qualquer crítico ou professor de literatura possa ter. Penso, por exemplo, nos professores que cuidam da formação dos primeiros anos de leitura para crianças. Além disso, há de se considerar que muitas obras infantis são caras, e um dos motivos é a tiragem baixa, o que faz subir o preço
“AS MENINAS” NAS JANELAS DIGITAIS:: UMA EXPERIÊNCIA POÉTICA NA SALA DE ALFABETIZAÇÃO
O presente artigo volta-se para uma experiência desenvolvida nas salas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, a partir de diferentes leituras do poema “As meninas”, de Cecília Meireles, realizada no primeiro semestre do corrente ano (2021). Nosso objetivo principal é incentivar práticas docentes, que proporcionem às crianças o gosto pela leitura nessa modalidade de ensino. Acreditamos que apoesia infantil tem importante papel na formação do leitor, especialmente, em salas de alfabetização quando abordada numa perspectiva interativa, que valoriza a voz dos leitores. Esta análise fundamenta-se nos estudos das práticas docentes de leituras nasaulas remotas. Para tanto, nos embasamos nos pressupostos teóricos definidos, especialmente, por Jauss (1979), Aguiar e Bordini (1988) e de Pinheiro (2018 e 2020). A pesquisa vem possibilitando reflexões sobre as práticas de leituras com poemasinfantis a partir dos meios digitais, nesse momento particular da história, com as aulas remotas
REFLEXÕES E VIVÊNCIAS BRINCANTES COM O POEMA “DE CABEÇA PARA BAIXO”, DE ROSEANA MURRAY
Embora, a poesia faça parte da vivência do ser humano desde a mais tenra idade, seja em forma de música, seja em brincadeiras com os sons, o texto poético ainda é pouco apresentado às crianças. Em contexto de ensino é, na maioria das vezes, com outros objetivos que não favorecem o encontro delas com a experiência estética,mas como pretexto para explorar algum conteúdo. Neste artigo, o nosso intuito é defender a aproximação da criança com a linguagem poética e evidenciar aimportância da poesia na Educação Infantil. Para tanto, abordaremos a poesia de Roseana Murray, através da análise de um dos seus poemas “De cabeça para baixo” e apontaremos algumas possibilidades de vivências brincantes para serem desenvolvidas junto às crianças. Para embasar nossas reflexões, contamos com osestudos de Bordini (1991; 2003), Souza (2004; 2018) Aguiar e Ceccatini (2012), Paes (1996), Pinheiro (2002), dentre outros autores que ressaltam a relevância dessegênero literário para a formação leitora e humana da criança
FIOS CECILIANOS NO ENSINO DE POESIA
As possibilidades de trabalho que envolvem a poesia em sala de aula são desmedidas, por isso não se pode restringir o poema a modelos ou a práticas estigmatizadas no ambiente escolar. Nessesentido, o objetivo desta discussão foi contribuir com a formação leitora e humana dos alunos, bem como com os estudos acerca do ensino de poesia. Centralizamos neste artigo parte da produção infantil de Cecília Meireles (1901-1964), com algumas considerações de sua poética e com o relato da recepção de alguns de seus poemas. Aspráticas de abordagem da poesia ceciliana no ambiente escolar serão apresentadas a partir da análise da leitura de quatro poemas de Ou isto ou aquilo (1964), escrito pela mesma autora e ilustrado por Odilon Moraes na edição que tivemos acesso (2012), e foram realizadas com uma turma do quinto ano de uma escola pública do interior de SãoPaulo-SP. Alguns autores foram essenciais para embasar nossas considerações, como Averbuck (1993), Trevizan (2002), Alves (2018), Jauss (1994), Solé (1998) e Girotto e Souza (2010) – com destaque para essas últimas autoras no que diz respeito àmetodologia de ensino adotada, centralizando algumas estratégias de leitura
A ANTOLOGIA POEMAS PARA JOVENS INQUIETOS E O CONVITE DE SÉRGIO CAPPARELLI PARA A JUVENTUDE E A RESISTÊNCIA
Em 2003, Sérgio Capparelli lançou a antologia 111 poemas para crianças, reunindo textos que brincam com o imaginário infantil e com a fantasia, de forma sensível e lúdica. Essa sensibilidade nas produções do poeta não se restringe apenas ao universo infantil, mas se apresenta também nas experiências da adolescência e nos conflitos de uma fase que ainda carrega consigo muitas marcas da infância. Por conseguinte, é sobre esse movimento de deixar a infância para trás, sem muitas vezes nem perceber, que nos debruçamos ao ler a mais recente antologia do poeta mineiro: Poemas para jovens inquietos (2019)
ENSINO TEXTUALIZADO DO LÉXICO:: UM OLHAR PARA O METATEXTO DIDÁTICO
Este artigo é baseado em uma pesquisa de mestrado em Linguística Aplicada e tem como foco central investigar como estudantes constroem os sentidos de itens lexicais com base no (con)texto e mediados através de metatextos didáticos de língua materna. Esse estudo proporcionou compreender como os aspectos sociocognitivos se coadunam para a construção de sentido de itens lexicais. Tivemos como principal aporte teórico o pensamento de Bakhtin (2010), Beaugrande (1997), Koch e Elias (2006, 2009) e Marcuschi (2008), sobre as perspectivas do Texto; Hanks (2008) sobre o contexto; Antunes (2009, 2012) sobre o ensino do léxico em sala de aula, assim como outros que nos mostraram caminhos para a união entre teoria e prática em sala de aula. Os resultados da pesquisa sugeriram que o ensino do léxico deve ser contextualizado e compartilhado pela turma com base no processo de textualização e que aulas mediadas por metatextos didáticos viabilizam a reflexão e ampliação do conhecimento
A OBJETIFICAÇÃO DO ESPECTADOR:: CINEMA, INDÚSTRIA CULTURAL E SEMIFORMAÇÃO
O cinema, discutido neste artigo, refere-se à dimensão dos filmes que são exibidos nas salas dos cinemas e/ou nos diversos suportes disponíveis, por meio das plataformas streaming. A maioria dos filmes produzidos pelo cinema do mainstream, visa apenas à reprodução da ordem social estabelecida. O objetivo deste artigo é realizar uma análise crítica do cinema, a partir dos pressupostos teóricos de Theodor Adorno. Para tanto, apresenta o cinema a partir da ótica da filosofia de Adorno, no âmbito de pesquisas acadêmicas e discute as categorias indústria cultural e semiformação, no diálogo sobre cinema concebido como mercadoria, e seus impactos no processo semiformativo do espectador. A indústria cultural, produto da disseminação do capitalismo sobre a cultura, promove, portanto, o empobrecimento da experiência formativa e da educação para os sentidos, impossibilitando a realização de uma leitura analítica das demandas sociais. Nesse sentido, o cinema deixa de exercer seupotencial formativo, transformando-se em mero objeto desse esquema. Isso se dá exatamente pelo acordo firmado entre os grandes dirigentes da indústria cinematográfica, que defendem a unidade técnica e também de conteúdo, com propósito de impedir o desenvolvimento da capacidade reflexiva, criativa e a inventiva do espectador
JOGOS, LETRAMENTOS E ÉTICA
Esta não é uma forma convencional, tradicional de apresentar um número especial de uma revista acadêmica. Deveríamos iniciar tratando da temática do dossiê, neste caso Jogos, Letramentos e Ética. Isto para seguirmos uma tipificação já consagrada para tal gênero. No entanto, precisamos (e queremos) ressaltar que o volume entregue foi produzido em um período nada convencional para autores, organizadoras, entrevistados, equipe editorial, tradutora e vocês, leitores. Estamos vivenciando mudanças que impactaram (e ainda estão impactando) as nossas convicções e diretrizes não apenas teóricas ou metodológicas. O nosso dia a dia acadêmico e familiar se modifica com uma velocidade e rumos não planejados, mas acima de tudo: incontroláveis. Sim, é à COVID-19 que estamos nos referindo
O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO PLANEJAMENTO DE PROFESSORES DE INGLÊS EM PERÍODO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO
Este trabalho tem o objetivo geral de analisar o uso das tecnologias digitais contidas no planejamento de atividades de professores de inglês em período de estágio supervisionado. Especificamente, pretende-se (i) identificar o uso de tecnologias digitais contidas no planejamento de professores de inglês em período de estágio supervisionado e (ii) refletir sobre as implicações desse uso no desenvolvimento das atividades planejadas para o período de regência. Esta pesquisa alinha-se ao paradigma interpretativista, possui abordagem qualitativa, tipo documental e tem como corpus os planos de aula dos estagiários do curso em estudo. Como aparato teórico que norteia nossa análise, utilizamos as contribuições de Baladeli (2013), Boeres (2018), Imbernón (2011), Marzari e Leffa (2013), Marzari (2014), Perrenoud (2002), dentre outros. Na análise, foi possível perceber que a maneira como as tecnologias digitais foram mobilizadas revela que esse uso resultou na produção e divulgação de poemas, em ambiente virtual, para além do espaço escola