Revista Leia Escola
Not a member yet
340 research outputs found
Sort by
LETRAMENTOS DIGITAIS EM PLANOS DE AULA DO PORTAL NOVA ESCOLA
A cultura digital tem sido solicitada em várias instâncias da instituição escolar através do uso de materiais didáticos, aplicativos e plataformas educativas, dentre outras. Nesse sentido, este trabalho investiga as práticas letradas digitais de dois docentes, uma pedagoga e um professor de matemática, na regência de aulas com base nesse saber exigido. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa, a partir da análise de entrevista semiestruturada e observação in loco de suas práticas, tomando por base a aplicação de planos de aula do portal Nova Escola. Os dados revelaram que os participantes da pesquisam fazem uso de aparatos tecnológicos (notebook, datashow e caixa de som) para ministração de aulas, mas que que tal uso ainda não representa práticas de letramentos digitais, revelando-se, então, a necessidade de reflexão sobre a mediação tecnológica necessária para o exercício da docência, com uso significativo do letramento digital, para além de uma ferramenta
PRÁTICAS DE LEITURA E DE ESCRITA NO IFG: DA PONTA DO LÁPIS AOS MULTILETRAMENTOS
Além da missão de qualificar profissionais para os diversos setores da economia, os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia também primam pela formação de sujeitos críticos e reflexivos, proporcionando aos estudantes eventos de letramentos, com vistas ao exercício pleno da cidadania. Nessa perspectiva, este trabalho visa socializar um relato de experiência referente ao Projeto de Ensino Multiletramentos, desenvolvido no Instituto Federal de Goiás – Câmpus Itumbiara, nos quatro últimos anos. Tal projeto didático-pedagógico, de caráter interdisciplinar, tem como principal propósito contribuir com a aprendizagem de leitura e de escrita dos alunos do ensino médio integrado ao técnico em regime integral da Rede Federal, a partir de práticas baseadas, principalmente, na teoria bakhtiniana dos gêneros do discurso e na Pedagogia dos Multiletramentos. Dados os resultados positivos alcançados com essa experiência, espera-se que este trabalho possa contribuir com a discussão em prol de uma educação linguística no âmbito da Rede Federal
PROFISSIONALIDADE DOCENTE PARA O TRABALHO PEDAGÓGICO EM AMBIENTES DIGITAIS NO ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS
O presente artigo tratará das implicações da formação docente, numa perspectiva autoetnográfica e etnográfica, para a efetividade do ensino e aprendizagem de línguas em ambientes digitais. Tem-se como objetivo compreender como saberes e fazeres, referentes a esse processo, refletem empreendimentos na formação docente. Por meio da pesquisa-formação, em uma abordagem qualitativa, descritiva e interpretativista, inscrita na agenda da Línguística Aplicada, sinaliza-se nos resultados da pesquisa a necessidade de investimento no web currículo em práticas com os multiletramentos a fim de que tecnologias contribuam para o pensar e agir tecnológicos em um processo de aprendizagem crítica de línguas alicerçado no ser-tecnologicamente-no-mundo
ANÁLISE LINGUÍSTICA MEDIADA POR JOGOS
Este artigo apresenta uma experiência pedagógica sobre uma prática escolar de análise linguística mediada por jogos analógicos e digitais, produzidos para aulas de Português como língua materna, por uma professora de um curso de formação de técnicos de informática. A experiência foi desenvolvida para minimizar alguns problemas linguísticos identificados na escrita discente e para desenvolver o conhecimento gramatical explícito dos alunos. A estratégia pedagógica diferenciada despertou o interesse dos alunos para o estudo da língua materna e, conforme entendimento da professora, o conhecimento explícito de aspectos sintáticos e semânticos da língua materna pode contribuir para o desenvolvimento do raciocínio abstrato discente, o que é demandado em outros componentes curriculares, quando os alunos estudam algumas linguagens de programação de sistemas para computadore
ENSINO E APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS E LITERATURAS NOS INSTITUTOS FEDERAIS
Os IFs são instituições equiparadas às Universidades Federais em todos os sentidos, no entanto, não podem ser comparadas e avaliadas de igual maneira. Isso porque a missão formativa, a relação entre as áreas do conhecimento, os espaços físicos e simbólicos, o perfil de professore(a)s e estudantes, as vivências, as práticas etc. são simplesmente diferentes. Acreditamos que essa diversidade e a riqueza do sistema educacional público brasileiro a partir da incorporação dos IFs só tenha a contribuir para o avanço da inovação científica do país, respeitando os novos formatos e as heterogêneas experiências de vivenciar a academia
ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO CURSO DE LICENCIATURA DE LETRAS NO IFES: DESAFIOS, DEBATES E PROPOSTAS NA FORMAÇÃO INICIAL
A proposta desse artigo é dar visibilidade às ações oferecidas para a formação inicial do docente em Curso de Licenciatura em Letras dentro dos Institutos Federais (IFs), aos avanços durante sua formação e às possíveis propostas para uma educação mais coletiva, participativa e de qualidade. Os procedimentos metodológicos basearam-se, principalmente, em coleta de relatos orais e escritos, obtidos por meio de relatórios preenchidos de forma sistematizada durante o desenvolvimento da disciplina curricular Estágio Supervisionado. Estes dados constituem o corpus do trabalho. Como abordagem teórica, priorizamos os estudos realizados por Pimenta (2015), Pimenta e Lima (2012), Barreiro e Gebran (2006) e Rodrigues (2015). Os resultados alcançados foram pertinentes para a nossa reflexão sobre o ensino-aprendizagem da língua materna e para a formação inicial docente. O Estágio se mostrou eficaz por proporcionar liberdade, um espaço de reflexão e manifestação das experiências daqueles(as) que se tornarão futuros docentes
FORMAÇÃO DE PROFESSORES E TECNOLOGIAS DIGITAIS
Em documentos oficiais da Educação, nos anos 1998, com os Parâmetros Curriculares Nacionais, as discussões sobre as tecnologias digitais chegaram ao contexto da Linguística Aplicada no Brasil, e às salas de aula de línguas para além das questões já convencionais, tratadas no âmbito da referida disciplina. Essas discussões ganharam força, a partir de 2017, com o lançamento da Base Nacional Comum Curricular do Ensino fundamental, que define, inclusive, um objetivo específico para gêneros textuais provenientes das práticas sociais do contexto digital. No contexto atual, pensar uma formação de professor que contemple o espaço sala de aula virtual, a interação didática, as estratégias de ensino e aprendizagem com base na realidade das práticas sociais mediadas pela tecnologia, parece ser uma necessidade concreta para, inclusive, assegurar a própria existência, de maneira significativa, da escola. Apresentamos, nesta edição temática da Revista Leia Escola, oito artigos e uma entrevista que discutem a formação inicial e continuada de professores e o agir professoral em salas de aula da educação básica, mediado pelas tecnologias digitais. Pretendemos que esta edição possa realmente provocar uma discussão produtiva sobre a temática Formação de professores e tecnologias digitais
ADIVINHAS EM SALA DE AULA: O BRINCAR COMO ESTÍMULO À FORMAÇÃO DE LEITORES
Este artigo é um recorte da pesquisa de mestrado realizada no PPGLE-UFCG com adivinhas, enquanto expressão da cultura popular, numa turma de 6º ano do ensino fundamental. A estratégia metodológica que utilizamos foi a leitura em voz alta. Fundamentamo-nos, teoricamente, em estudos sobre as adivinhas de Cascudo (1984), Vieira (2012), Jolles (1976) e Pinheiro (2018) sobre ensino de literatura; e de Bordini e Aguiar (1988) sobre o método recepcional. Os resultados apontam que não é incomum o contato com o gênero adivinha em determinado momento da infância ou adolescência. Desse modo, o uso das sextilhas em sala de aula dá abertura para os alunos expressarem suas vivências com a literatura oral. Além disso, o envolvimento significativo dos alunos nos faz refletir que, por vezes, o próprio texto literário pode ser a motivação necessária para despertar o interesse em sala de aula, tendo o lúdico como fascínio para a literatura
O PROJETO DE CURSO EM DEBATE A PARTIR DE FALAS DE PROFESSORES DA LICENCIATURA EM ESPANHOL DO INSTITUTO FEDERAL DE BRASÍLIA
Neste artigo refletimos sobre os cursos de Licenciatura em Letras/Espanhol nos Institutos Federais como uma política de expansão do ensino superior brasileiro (OTRANTO, 2010, 2013; SILVA JÚNIOR, 2016). Para isso, empregamos o grupo de discussão como estratégia metodológica para pensar o projeto de curso do Instituto Federal de Brasília (IFB), tomado como recorte. Escutamos os sujeitos e analisamos suas falas para levantar imagens de docência predominantes em suas concepções de trabalho. Definimos o grupo de discussão (ARANTES; DEUSDARÁ, 2017; GATTI, 2012) como importante procedimento e instrumento de geração de dados sobre formação de professores, tornando os participantes peças fundamentais do processo histórico de implantação e continuidade do curso em pauta. Os dados gerados revelam sentidos construídos para a inserção dessa Licenciatura no IFB, a contratação de professores formadores, a pouca experiência dos docentes no ensino superior e concepções de trabalho com a língua no projeto de curso
ENSINO CRÍTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO IFSP ─ CAMPUS PRESIDENTE EPITÁCIO
Embasado em uma perspectiva crítica de ensino e sociocultural de letramento, este artigo examina o trabalho de um docente de língua portuguesa em duas salas de aula da segunda série do Ensino Médio no Instituto Federal de São Paulo, Câmpus Presidente Epitácio. Objetiva-se discutir de que modo o trabalho do professor dialoga com estudos que compreendam o letramento de um ponto de vista sociocultural e o ensino de língua de uma perspectiva crítica. Para tanto, são apresentadas as propostas do docente, bem como analisadas produções dos educandos. Conclui-se que a prática realizada é coerente com os referenciais teóricos que se defendem neste texto, embora seja possível (e necessário) aperfeiçoá-la, ampliando a relação da escola com outros setores da comunidade que a rodeia, bem como debatendo com o educando o poder da linguagem quanto às lutas de classes, conscientizando-o sobre as injustiças sociais legitimadas por meio da palavra (culta)