Revista Leia Escola
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    A LEITURA LITERÁRIA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: O TRABALHO COM MICROCONTOS

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    O presente trabalho origina-se da experiência de Estágio Supervisionado em Língua Portuguesa 4, vivenciado em uma sala de aula da Educação de Jovens e Adultos (EJA). O objetivo desse Estágio concentrou-se em oferecer práticas pedagógicas situadas nos contextos socioculturais dos/as estudantes da modalidade EJA, que oportunizassem o exercício da oralidade, leitura/escuta e análise linguístico-semiótica, na disciplina de Língua Portuguesa. O gênero usado nas atividades aplicadas pelos estagiário/a/s, em sala de aula, foi o Microconto. A metodologia de pesquisa utilizada foi a Observação Participante (Ludke; André, 2018). Percebeu-se que os/as estudantes da EJA apresentavam familiaridade com o exercício de apreciação de textos literários e análise linguístico-semiótica. Notou-se também que a escolha em abordar narrativas curtas, como o Microconto, foi bastante efetiva, tanto por sua brevidade, quanto pelas temáticas fomentadas pelos Microcontos selecionados, os quais apresentavam discussões de relevância sóciohistóricas e econômicas. Assim, mesmo convivendo com um curto tempo de imersão e estudo de Língua Portuguesa que a modalidade EJA oferece para aqueles/as alunos/as, a maioria dos/as estudantes apresentaram desenvoltura positiva em relação à análise e discussão dos textos literários, participando ativamente das atividades propostas, sendo necessário apenas condução e orientações mediadoras por parte dos/as estagiários/as para atingir os objetivos pretendidos

    QUAIS CONCEPÇÕES E USOS DOS OBJETOS SEMIÓTICOS SECUNDÁRIOS NO ENSINO DE LITERATURA EM CURSOS DE ENSINO MÉDIO INTEGRADO À EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO BRASIL?

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    Neste artigo, interrogamos concepções e usos dos Objetos Semióticos Secundários (OSS) para a leitura de romances no contexto do ensino de literatura em cursos de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional no Brasil (EMI). Este estudo integra os resultados da nossa pesquisa de doutorado em Ciências da Educação, de natureza qualitativa, com fins descritivos e compreensivos, realizada na Universidade de Montpellier, na França. A metodologia utilizada envolve a realização de entrevistas semiestruturadas com 11 professores de Língua Portuguesa (LP) e 10 estudantes de cursos de EMI de três campi do IFBA. Neste artigo, nos concentramos nos enunciados de 5 professores que declararam recorrer aos OSS para o trabalho com romances em sala de aula.  A análise de conteúdo realizada permitiu a revelação de concepções e usos desses objetos, especialmente, das adaptações cinematográficas, as quais são problematizadas à luz de documentos oficiais curriculares nacionais para o ensino da literatura, assim como de pressupostos da didática da literatura francófona

    O ENSINO DE LITERATURA NO ENSINO FUNDAMENTAL : O ESTUDO DO TEXTO LITERÁRIO EM UM LIVRO DIDÁTICO DO 9º ANO

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    O texto literário se faz presente em nossas vidas de diversas formas, especialmente no contexto escolar, onde recebe destaque nas atividades pedagógicas, em conformidade com o currículo e os documentos normativos atuais. No entanto, a inadequação dos materiais didáticos aos objetivos de ensino é um desafio significativo para o estudo do texto literário no Brasil. Diante disso, a presente pesquisa, de abordagem qualitativa-descritiva, documental e bibliográfica, tem como objetivo analisar uma proposta de atividade de compreensão e interpretação do texto literário. A análise é fundamentada nas diretrizes do ensino de literatura presentes na BNCC (2018) e nos estudos de Cosson (2015; 2022). A atividade analisada faz parte da obra Português: Linguagens (Cereja; Vianna, 2022). O estudo busca verificar se a proposta atende às orientações oficiais para o ensino, contribuindo para o letramento literário dos alunos. Os resultados indicam tanto convergências quanto divergências entre a atividade e as orientações oficiais, sendo as divergências mais prevalentes na proposta analisada. &nbsp

    ENSINO DE LITERATURA E A RESSIGNIFICAÇÃO DA SALA DE AULA PELA LEITURA SUBJETIVA

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    Este artigo examina a leitura subjetiva como possibilidade pedagógica do trabalho com o texto literário para recuperar e ressignificar a experiência da sala de aula e da própria leitura literária. Argumenta-se que a subjetividade, a afetividade e a recriação do texto literário pela leitura subjetiva são dimensões desejáveis na construção de significados e devem ser integradas à prática pedagógica.  Para tanto, busca-se o apoio de autores referência no conceito de leitura subjetiva e sua relação com o espaço escolar, como Gérard Langlade, Annie Rouxel e Vincent Jouve. Recorre-se, ainda, à análise dos poemas “Aula de português”, de Carlos Drummond de Andrade, e “Aluna”, de Cecília Meireles, para se refletir sobre a experiência da sala de aula a partir da leitura literária. Discute-se como a tematização da experiência escolar e da relação com a linguagem abre caminhos para reflexões sobre os desafios e as possibilidades do ensino de literatura. Como resultado, conclui-se que a leitura subjetiva, ao valorizar as experiências e o repertório dos alunos, pode promover alternativas menos tradicionais no ensino de literatura e um diálogo mais significativo com os textos

    DESAFIOS NO USO DA LEITURA LITERÁRIA PARA ABORDAGEM DO LUTO INFANTIL: PROPOSTA DE REALIZAÇÃO DE SEQUÊNCIA BÁSICA

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    Esta pesquisa teve como objeto de estudo o luto infantil em obras literárias. Os objetivos foram identificar e analisar leituras literárias infantis que abordem perda e luto e apresentar uma sequência didática literária a partir da proposta de Rildo Cosson. A metodologia teve abordagem qualitativa do tipo bibliográfica. A pesquisa está subsidiada pelos seguintes autores(as): Ariès (1977), Aberastury (1984), Kovács (1992), Bowlby (2001), Abromovich (2009), Cosson (2021). Os resultados apontam que lidar com o luto infantil é um desafio que pode ser enfrentado por intermédio da leitura literária. Existem hoje diversas obras que assumem essa temática. É importante falar sobre o luto com as crianças de forma direta e sensível, de modo que elas possam compreender, independentemente de sua idade. A leitura literária surge como estratégia possível ao permitir a partilha de sentimentos entre o leitor e os personagens e socializações mediadas no espaço da sala de aula, através da sequência básica de Cosson. Palavras-chave: Luto Infantil. Leitura Literária. Sequência Básica.   &nbsp

    SABERES E PRÁTICAS DOCENTES: DESAFIOS À FORMAÇÃO LEITORES LITERÁRIOS INFANTIS

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    Este artigo discute os desafios para a formação de leitores literários na escola, considerando que as professoras mobilizam diversos saberes e práticas. Nos propomos a analisar quais os desafios que quatro professoras do 3º ano do Ensino Fundamental - Anos Iniciais de uma escola de Campinas (SP) enfrentam como formadoras de leitores literários. A metodologia, baseada nos estudos de Tardif (2004) e Paulino (2004), adota uma abordagem qualitativa e etnográfica (André, 2012), com observação das aulas e entrevistas parcialmente estruturadas. Os resultados ainda preliminares mostram que os principais desafios são: a disposição de tempo e de vontade para a leitura literária; a perda de valor dos livros físicos; a falta de compreensão que as crianças precisam manusear livros; a escassez de espaços para conversar sobre os livros; o texto literário como pretexto para o ensino; a ideia equivocada de que ler não exige esforço; a incomunicabilidade do direito e do valor da literatura. Para enfrentar os desafios, além de investimentos em formação e em políticas de acesso e acervo, os saberes literários: ser uma leitora, ter familiaridade com os livros, diversificar as práticas, os modos de ler e de falar sobre os livros podem ser aliados para formar leitores

    PRÁTICAS INTERMIDIÁTICAS NA LITERATURA SURDA CONTEMPORÂNEA: : ANÁLISE DOS ELEMENTOS VERBAIS E NÃO VERBAIS DE UMA VIDEOPERFORMANCE

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    Na contemporaneidade, observa-se um aumento na criação de obras literárias que combinam ou justapõem signos verbais, imagens estáticas ou em movimento, e sons. Esse fenômeno se manifesta nas complexas articulações entre signos verbais, fotografias e colagens nas páginas de obras de poesia e ficção; nas manipulações gráficas presentes em obras impressas; na exploração da plasticidade e interatividade dos dispositivos digitais; e nas diversas formas de tradução intersemiótica, transposição intermidiática e performance do texto literário. Dentro dessa perspectiva, a Literatura Surda se constitui como campo estético-criativo também pautado na prática intermidiática, seja articulando línguas e modalidades linguísticas distintas ou combinando e integrando mídias e signos a partir de técnicas e estratégias tecnológicas (Sutton-Spence, 2021). A partir dessas considerações, este estudo buscou, por meio do exercício analítico do close reading (Durão, 2020), examinar como signos verbais e não verbais foram articulados, e resultaram na realização literária de uma obra em Visual Vernacular (Ramos; Abrahão, 2018), caracterizada como videoperformance (Ramos; Muniz, 2024)

    ALGUNS DESAFIOS DA LEITURA LITERÁRIA NO BRASIL

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    Este artigo analisa aspectos da leitura literária a partir dos resultados da 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024), considerada uma das principais fontes de dados sobre os hábitos literários dos brasileiros. Além disso, o presente estudo parte do pressuposto de que a literatura é um bem cultural sumamente indispensável para a formação de pessoas críticas e participativas, razão pela qual defende a instituição de um modelo educacional capaz de priorizar a democratização do acesso ao livro literário e o fortalecimento das práticas de estímulo à leitura. Para tanto, propõe a capacitação de professores das áreas de Língua e Literatura em atividades capazes de valorizar e impulsionar a leitura literária no contexto escolar. A análise dos dados da 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil destaca, prioritariamente, as mudanças nas práticas da leitura literária dos brasileiros e aponta a preocupante perda de quase sete milhões de leitores nos últimos quatro anos. Conclui que a tarefa de ampliar os índices de leitura e de fortalecer a cultura literária deve ser política pública essencial e perene no Brasil. Palavras-chave: Leitura literária. Livros. Brasil. Comportamento do leitor

    DESAFIOS NO ENSINO DE LITERATURA

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    Discutir o ensino de literatura em seus diferentes gêneros, através das mais diversas práticas no Ensino Fundamental e Médio é uma tarefa bastante complexa. Desde a década de 1980 do século passado têm surgido obras que colocaram em xeque o modelo de Ensino de Literatura pautado meramente na apresentação de Estilos de época e voltada apenas para o Ensino Médio. Cada vez mais se compreende que a Literatura deve ser lida no contexto escolar antes, inclusive, de a criança ter acesso à leitura da palavra escrita. A centralidade na leitura das obras deve, portanto, permear o difícil caminho de formação de leitores. Nesse sentido, pensar o ensino de literatura se diferencia bastante do ensino de disciplinas como Língua Portuguesa, Biologia, Matemática e muitas outras. Por quê? Ora, a leitura literária oportuniza a imersão numa obra e a resposta a esta imersão – sua recepção, portanto – pode ser diversa de leitor para leitor, de época para época. Trabalhar a literatura para meramente cobrar, no caso da narrativa, seus elementos estruturais, ou no âmbito da poesia, seus aspectos formais – rima, ritmo, metrificação, uso de figuras etc. – parece-nos por demais limitador, uma vez que deixa de lado possíveis ressonâncias que a leitura possa ter propiciado ao leitor. Ensinar literatura, portanto, pede um trabalho de mediação que esteja atento às mais diversas formas de recepção. Mas também que seja capaz de instigar novas percepções e mesmo rever afirmativas muitas vezes apressadas. Para tanto, essa mediação pressupõe um professor atento e corajoso que tenha experiência com a leitura, que seja crítico e sensível diante dos desafios

    ENSINO DE LEITURA LITERÁRIA COM O GÊNERO CONTO: UMA PRÁTICA PEDAGÓGICA EM CONTEXTO DE PRIVAÇÃO DE LIBERDADE

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    Este trabalho tem como objetivo apresentar os resultados de uma prática pedagógica voltada ao ensino de leitura literária. A experiência foi realizada com uma turma de alunos privados de liberdade do 3º ano do ensino médio da EEEFM Nelson Mandela, em Viana-ES. A prática consistiu em seis aulas de uma hora, desenvolvendo atividades focadas no letramento literário, na experiência significativa com a literatura, na formação do hábito de leitura, no aprimoramento da criticidade e na formação humana. A metodologia adotada foi a Sequência Básica, descrita na obra Letramento Literário: teoria e prática de Cosson (2014), que sistematiza a leitura literária em quatro etapas: motivação, introdução, leitura e interpretação. Como material de estudo, utilizou-se o Conto de Escola, de Machado de Assis, uma narrativa curta e intensa, escolhida por seu diálogo com a vivência dos estudantes. A experiência proporcionou avanços significativos na leitura literária e na produção textual dos alunos, evidenciados pela elaboração de novos desfechos para o conto, demonstrando maior criticidade e criatividade

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