Revista Leia Escola
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FORMAÇÃO DE LEITORES NA ACADEMIA E EFEITOS NA MEDIAÇÃO DA CONSTRUÇÃO DE ESTRATÉGIAS DE LEITURA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Os estudos da leitura têm demonstrado que esta é uma atividade que exige do leitor o uso de estratégias para aconstrução de sentido para o texto. Considerando a relevância de tais estratégias para a compreensão textual, neste artigo temos como objetivo discutir a formação de leitores na graduação, atentando ainda para os efeitos desta na formação de mediadores da leitura. O trabalho está referenciado teoricamente emautores que se debruçam sobre o estudo da leitura como Solé (1998), Hila (2009) e Cafiero (2003), entre outros. Com base nesse referencial, analisamos um corpus constituído pelas atividades de três alunos,em formação inicial, voltadas à exploração de tais estratégias por esses alunos nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Como resultados, constatamos o uso de diferentes estratégias leitoras na leitura de um textopelos graduandos, bem como o desenvolvimento da capacidade de elaborar perguntas mediadoras para a construção de estratégias leitoras de alunos nos anosiniciais do Ensino Fundamental
LITERATURA INFANTIL, BRINCADEIRAS E OS CONCEITOS CIENTÍFICOS EM UMA CLASSE DE EDUCAÇÃO INFANTIL NO MUNICÍPIO DE BOA VISTA – RR
Este artigo tem como objetivo apresentar reflexões acerca de uma experiência pedagógica desenvolvida noâmbito da Educação Infantil em uma escola pública de Boa Vista – RR. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, do tipo pesquisa-ação, que visou compreender as contribuições que a literatura infantil e o brincar podemter para a apropriação de conceitos presentes nas Ciências Naturais. A fundamentação teórica, utiliza-se dacompreensão histórico-cultural da linguagem, pensamento e do brincar, como processos essenciais na formação dos conceitos científicos. Utilizou-se comoinstrumentos de coleta de dados, a observação e registro em caderno de campo e coleta de relatos feitos por familiares das crianças participantes. Os resultadosevidenciam que a organização de sequências didáticas, que se utilizam de textos literários e da ação do brincar podem agregar contribuições significativas naformação dos alunos
CONTRIBUIÇÕES DA LINGUÍSTICA APLICADA PARA O ENSINO DE LÍNGUAS NA CONTEMPORANEIDADE
Vivemos em uma sociedade marcada por práticas de racismo, machismo, sexismo, homofobia, xenofobia e outras diversas formas de violência física e simbólica. Nesse triste cenário, defendemos que a educação linguística não deveria cruzar os braços e ignorar o seu importante papel na formação humana transformadora, já que trabalhamos com algo essencial para a construção e difusão de saberes, conhecimentos e conteúdos: a linguagem mediada pelo diálogo e pela palavra . Nosso objetivo maior se centrou em, não apenas difundir os estudos da LA dentro de uma proposta mais crítica, mas, acima de tudo, torná-la também instrumento de luta, poder e transformação social, uma vez que acreditamos que o ensino e as pesquisas sobre o ensino de línguas podem/devem se debruçar em questões que envolvem discussões sobre “raça, sexualidade, gênero, educação, imigração”, provocando “algum tipo de desestabilização em solos epistêmicos inertes” (SZUNDY; FABRÍCIO, 2019, p. 73) Nesse contexto, é com grande alegria e esperança que apresentamos à comunidade acadêmica o dossiê “Contribuições da Linguística Aplicada para o ensino de línguas na contemporaneidade”. A edição compõe-se de oito artigos que mapeiam a produção científica em Linguística Aplicada
LEIA COMO UMA FEMINISTA:: LENDO MULHERES NEGRAS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LITERATURA
Partindo da reflexão sobre o lugar da dor e do prazer em sala de aula (hooks, 2017), este trabalho procura abordar a importância da literatura de autoria feminina como objeto de leitura literária nos cursos de formação de professoras. Utilizamos os apontamentos metodológicos sobre leitura de poesia em sala de aula de Pinheiro (2007). Ler mulheres nos cursos de Letras se revela uma estratégia política importante, pois, além de ampliar o horizonte de expectativas formado pela história literária tradicional, é capaz de promover uma mudança de paradigma de ensino, a partir da formação em gênero dos professores. Utilizamos as reflexões dacrítica literária feminista Funck (2016) para abordar, através de alguns poemas, como esse engajamento traz implicações positivas para o ensino de literatura. Defendemos que não basta ler mais mulheres em sala, épreciso assumir um compromisso ético com o feminismo e a educação libertadora
A CRIAÇÃO DE UM CLUBE DE LEITURA EM UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL NA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS
Este artigo tem como objetivo analisar por que e como foi desenvolvido um Clube de Leitura para bolsistas do GAPE, Grupo de Ação e Pesquisa em Educação Popular, vinculado a um Programa de Tutoria Federal da Universidade Federal de Pelotas, Brasil. O Clube foi proposto como um instrumento cujo objetivo é aprimorar as habilidades de leitura e interpretação dos participantes, por meio do incentivo à leitura literária em articulação com os principais temas de pesquisa do PET GAPE. Este trabalho apresenta discussões sobre os altosíndices de analfabetismo funcional no Brasil; a importância da leitura; o papel transformador que a leitura de literatura exerce sobre as pessoas; os benefícios da leitura individual; e a importância das trocas coletivas e sociais na saúde mental dos graduandos, bem como a abordagem acolhedora, dialógica e colaborativa nas reuniões do Clube, como forma de formar novos leitores para a proficiência no ensino superior, empatia, crítica e consciência domundo e da sociedade
SOBRE LEITURA E FORMAÇÃO DE LEITORES: Entrevista com Ana Crélia Penha Dias
Ana Crélia Penha Dias é formada em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, especialista em Literatura Infantil e Juvenil, mestre e doutora em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição da qual é docente. Bolsista de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), líder do grupo de pesquisa Literatura e Educação Literária, coordenadora do GT da Anpoll Literatura e Ensino, membro votante da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil desde 2018, ela tem experiência na área de Letras e seus interesses de pesquisa estão relacionados aos seguintes temas: literatura infantil, literatura brasileira, literatura e ensino e formação do leitor literário. Atualmente, compõe a diretoria da ANPOLL - biênio 2021 - 2023. Dentre as obras que organizou, merecem destaque as seguintes: Ensino da literatura, poéticas e teorias (2021), Reflexões sobre a sala de aula: contribuições do PROFLETRAS (2020), Além das fronteiras: literatura, ensino e interdisciplinaridade (2013), Drummond, testemunho da experiência humana - Almanaque. (2011). Nesta entrevista, Ana Crélia Penha Dias apresenta algumasreflexões sobre a formação de leitores na educação básica e no ensino superior e sobre o papel da universidade no processo de formação de leitores em nosso país
EFEITOS DE SENTIDO DE UMA DISCUSSÃO RACIALIZADA NO INSTAGRAM:: UMA ANÁLISE BASEADA NA ANÁLISE DO DISCURSO E NA LINGUÍSTICA DE CORPUS
Este trabalho, sustentado pelos princípios da Análise do Discurso e metodologicamente executado por técnicas provenientes da Linguística de Corpus, tem como objetivo investigar aspectos do discurso online. Mais especificamente, utiliza-se uma abordagem de corpus em um continuum quantitativo-qualitativo para observar os efeitos de sentido da discussão racial na rede social Instagram. Como ponto de partida, foi compilado um corpus de comentários oriundos de uma postagem viralizada na rede. Em um segundo momento, o corpus foi processado pelo software Sketch Engine e técnicas da Linguística de Corpus (lista de frequência, concordanciador, linhas de concordância) foram aplicadas. Este tipo de análise possibilitou mapear os itens lexicais e identificar colocados mais frequentes no discurso dos internautas a fim de iluminar análises qualitativas. Os resultados apontam para dizeres que perpassam a esfera racial, mais especificamente, o lugar de fala sobre raça e racismo na interação entre os participantes da postagem. A análise inicial mostra que para os participantes falar sobre questões raciais deve partir de um sujeito que vivencia esses dilemas em seu cotidiano
ROMEU E JULIETA NO PALCO DOS PECADORES:: UM DIÁLOGO ENTRE SHAKESPEARE, ATHAYDE E SUASSUNA
O presente artigo busca traçar uma leitura de Romeu e Julieta através de três olhares: o teatro de Shakespeare, a poesia de João Martins de Athayde e a prosa de Ariano Suassuna. Através da leitura do romance contemporâneo Dom Pantero, de Suassuna, investiga-se o uso da intertextualidade como prática de leitura e escrita literária que faz com que se entrecruzem no texto múltiplas vozes e memórias. Ao aproximarmos o texto suassuniano das outras versões da tragédia, verificamos o emprego estético do intertexto como um aspecto central em Dom Pantero, marca literária que fazencenar, no palco do romance, a multiplicidade histórica da literatura universal
A AVALIAÇÃO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA NO ENEM:: UM DIÁLOGO ENTRE AS QUESTÕES DE ESPANHOL E OS DOCUMENTOS ORIENTADORES DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA
Este estudo se insere na área da Linguística Aplicada e objetiva analisar as questões da prova de espanhol do Enem a fim de registrar possíveis regularidades do exame. Para isso, contextualizamos a pesquisa à luz dos processos de inclusão e exclusão do espanhol nos documentos oficiais e no currículo da educação brasileira, traçando um paralelo entre as orientações curriculares para o Ensino Médio e o Enem, a partir de um corpus de 45 questões, aplicadas no exame entre 2010 e 2018. Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa-interpretativista, com processo metodológicos de análise documental. A partir da análise, constatamos algumas regularidades em relação a eixos temáticos, a gêneros discursivos e a habilidades requeridas com maior frequência, traçamos paralelos entre as proposições dos documentos oficiais, as competências e habilidades da Matriz de Referência e as ocorrências do exame, e problematizamos alguns pontos que merecem atenção
POR UM ENSINO DE LÍNGUA QUE REFLITA A REALIDADE LINGUÍSTICA BRASILEIRA
A metáfora de que “a língua padrão é um peixe ensaboado” circula entre nós, brasileiros, há quase 30 anos! É surpreendente, portanto, que de tempos em tempos precisemos evocá-la novamente, dentre outros propósitos, para lembrar aos professores de português, em consonância com Faraco (2008; 2015), que não existe uma única “norma culta”, mas, antes, um conjunto de variedades que expressam a maneira de falar (e de escrever) dos falantes cultos, ou seja, daqueles falantes que tiveram o privilégio de completar seu percurso de escolarização