Revista Leia Escola
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    “PEDAGOGIA DO VÍRUS”, GÊNERO E TRABALHO:: EXPERIÊNCIAS VISIBILIZADAS DE PROFESSORAS DE ESPANHOL EM TEMPOS DE PANDEMIA NO SUL GLOBAL

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    Este trabalho constitui um recorte de um estudo realizado entre os meses de junho a julho de 2020, em que professores e professoras de línguas de várias instituições públicas e privadas do País, voluntariamente, responderam a um formulário elaborado com o intuito de compreender como o distanciamento social gerado, devido à pandemia da covid-19, vinha afetando suas práticas docentes, suassubjetividades e relações interpessoais e pessoais. O formulário compreendeu três sessões voltadas para definir e gerar dados referentes aos seguintes aspectos: 1) perfil dos participantes; 2) dimensão das práticas docentes e de linguagem e 3) dimensão das experiências e percepções dos e das participantes. Assim, neste texto, particularizamos as experiências(BONDÍA LARROSA, 2002; 2011; MICOLLI, 2010; 2012) de professoras de espanhol, considerando a relevância de demarcar um universo de profissionais mulheres, dadas as suas idiossincrasias e singularidades, muitas vezes, invisibilizadas devido a um padrão de educação que se impõe como globalmente aceito e aceitável, desconsiderando o localismo das práticas, dos saberes e dos sujeitos, de forma a reforçar situações de colonialidade (GROSFOGUEL, 2006; GÓMEZ-QUINTERO,2010; QUIJANO, 2010) no Sul Global (BALLESTRIN, 2020; DIRLIK, 2007; GROVOGUI, 2011; SANTOS, 2020) e apresentamos alguns de nossos achados concernentes a esse grupo em foco

    ANÁLISE DA CONCEPÇÃO DE DIREITOS HUMANOS NA BNCC EM UMA PERSPECTIVA DECOLONIAL

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    O presente trabalho de pesquisa discute a concepção e utilização do termo “Direitos Humanos” presentes no principal documento educacional no Brasil, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O objetivo geral volta-se em perceber como a BNCC, enquanto legislação, ainda é uma forma de manutenção da colonialidade do saber nas políticas públicas de educação brasileira, visto que opta pela generalização e apagamento do conhecimento sobre direitos humanos, fragmentando o termo e produzindo conhecimentos hegemônicos ancoradas em uma matriz também hegemônica. Para a presente análise documental, utiliza-se da perspectiva decolonial. A opção decolonial deste estudo se mostra como necessária, visto que, pormeio dela, pode-se perceber como as subjetividades dos sujeitos podem ser apagadas por meio de imposições advindas da modernidade ou como outras verdades podem ser implementadas, como a do termo “direitoshumanos”. Como arcabouço teórico, trazemos Mignolo (2017; 2020), Quijano (1992) e Dering (2021) para discutir a colonialidade/ decolonialidade. Para o diálogo com a concepção de Direitos Humanos, optamos por trazer osestudos de Piovesan (2018) e Bragato (2014)

    LETRAMENTO TEATRAL CRÍTICO NA SALA DE AULA DE LÍNGUA INGLESA:: EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA E PRÁTICAS DECOLONIAIS

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    O artigo apresenta algumas reflexões sobre a noção de letramento teatral crítico e, a partir dessa definição, discute dados de uma pesquisa cujo objeto são práticas outras de ensino-aprendizagem da língua inglesa. A pesquisa é de caráter qualitativo interpretativista e do tipo pesquisa-ação, realizada com alunos e alunas dos 6o anos do Ensino Fundamental II de uma escola municipal, localizada no município de Campo Grande, no estado de Mato Grosso do Sul. Os resultados demonstram que, a partir de uma proposta de ensino pautada no letramento teatral crítico, os alunos e as alunas, partindo dessa visão outra de ensino de inglês apresentam-se mais motivados para a aprendizagem da língua, tendo em vista que não são apenas habilidades ou competências linguísticas que são desenvolvidas, mas também corporeidades, sentidos outros sobre alíngua que está sendo apreendida

    COMO ESTUDANTES DE LETRAS LEEM E ESCREVEM NO PRIMEIRO PERÍODO? UMA ANÁLISE COM ROTEIROS DE LEITURA-ESCRITA

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    No contexto universitário, com a alta demanda de leitura de textos teóricos, os estudantes acabam tendo pouca compreensão dos textos e sensação de improdutividade. Este artigo apresenta a proposta de utilização de roteiros de leitura-escrita como um recursodidático, no primeiro período de Letras, a fim de orientar os estudantes na leitura acadêmica. Nosso roteiro é composto de etapas de pré-leitura, durante a leitura e pós-leitura, a fim de que o estudante possa ler o texto e responder às perguntas de forma concomitante. As respostas são analisadas com base nos pressupostosteóricos em metacognição (NEVES, 2015; BOTELHO, 2010), e nos conceitos de ações com a escrita (NEVES, 2015; 2017; 2019) e níveis de leitura (APPLEGATE e cols., 2002; VARGAS, 2012a, 2012b, 2017, NEVES, 2015). O roteiro objetiva possibilitar a aprendizagem e a identificação das ações com a escrita por meio de orientações para a leitura, além de promover o alcance dos diferentes níveis de leitura. Nas análises das respostas, foi constatado um bom aproveitamento do roteiro para o processo de aprendizagem. Foram percebidos problemas quanto ao plágio, pelo uso inadequado de recursos linguísticos de reportação, além da dificuldade no gerenciamento metacognitivo e da necessidade de ensinar a ação de analisar

    A TEMÁTICA ÉTNICO-RACIAL E A PRÁTICA DE LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO INICIAL E CONTINUADA DO PROFESSOR LEITOR

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    Este artigo teve como objetivo retratar parte da vivência de uma formação do professor leitor. Assim, consistiu em realizar rodas de leitura com a finalidade de expor e debater coletivamente o processo comunicativo veiculado nos textos literários sobre a temática étnico-racial, abordados nas atividades planejadas para o trabalho durante os encontros no âmbito virtual. Ametodologia empregada foi do tipo pesquisa de intervenção. Contou com dezessete participantes naturais de estados brasileiros, uma coordenadora e cinco tutoras de leitura. Os encontros aconteceram na plataforma do Google Meet, com frequência quinzenal, no período de março a novembro de 2021.Sobre os resultados e as discussões, em linhas gerais, observaram-se engajamento dos participantes nas atividades propostas, trocas de saberes oportunizadas nas rodas de conversa, nos encontros pelo Google Meet,sobre as leituras prévias das obras. Também constataram-se satisfação e prazer demonstrados pelos participantes por integrarem a referida formação. Contudo, observou-se que a caminhada com situaçõesde leitura de textos literários na formação do professor inicial e continuada ainda se faz longa

    IMPLICAÇÕES PEDAGÓGICAS DOS MULTILETRAMENTOS DECOLONIAIS TRANSLÍNGUES PARA O ENSINO DE LEITURA

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    Neste texto, sob o escopo de uma metodologia bibliográfica, busca-se delinear as implicações pedagógicas que os multiletramentos decoloniais translíngues efetuam para o ensino da leitura na escolarização básica. A bagagem teórica de que partimos compreende a discussão do conceito de multiletramentos, entendidos como os processos semióticos que emergiram na sociedade marcada pela Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação; dedecolonialidade, percebida como uma lógica de pensar o conhecimento no contexto do sul; e de translinguagem, compreendida como o trânsito de linguagens que se hibridizam nos textos pelos quais se comunica a sociedade multicultural. Com essa discussão, adotamos a compreensão de leitura no viés dialógico-interacional, entendida como uma interação que requer um leitor responsivo-ativo. A partir disso, percebemos que as implicações pedagógicas que os multiletramentos decoloniais translíngues concretizam no ensino da leitura são: o trabalho com práticas de letramento organizadas a partir da pedagogia dos multiletramentos; a análise dos diferentes modos semióticos que se hibridizam nos textos; e a adoção de uma abordagem enunciativo-discursiva de ensinode língua

    LEITURA E ENSINO DE LITERATURA:: REFLEXÕES DE UMA PRÁTICA VIVENCIADA COM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO

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    Este trabalho reflete sobre o ensino de literatura e a formação de leitores no ensino médio com base na proposta de letramento literário (COSSON, 2018) e nospressupostos da Estética da Recepção e do Efeito (ISER, 1996; JAUSS, 1994). A experiência da qual decorrem as nossas reflexões foi realizada em uma escola estadual da Paraíba e envolveu o trabalho sistemático com a leitura de dez textos literários que tematizam a diversidade amorosa. Neste artigo, atemo-nos apenas ao conjunto de procedimentos aplicados à leitura do conto ―...Crime perfeito não deixa suspeito‖ (2006), de Antonio de Pádua Dias da Silva, momento em que houve o aprofundamento da reflexão sobre as configurações das relações sexuais e afetivas não apenas como objeto de representação literária, mas também como práticas subjetivas exercidas no contexto sociocultural em que os estudantes estão inseridos

    DECOLONIALIDADE, EDUCAÇÃO E ENSINO DE LÍNGUAS E LITERATURAS

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    O entrelace entre Decolonidade, Educação e Ensino de Línguas e Literaturas, proposto no presente número da Revista Leia Escola, aproxima objetos de estudos, por vezes, distantes em razão, sobretudo, dos limites da disciplinaridade científica. Esta abertura transdisciplinar para a discussão sobre decolonidade nos campos mencionados conduz à descoberta das raízes da legitimidade de processos próprios das relações escolares e não-escolares – não isentas do marco do capitalismo globalizado, colonial e eurocentrado (QUIJANO, 2005). A epistemologia decolonial baseia-se na lente múltipla para a percepção do mundo, sendo este um lugar constituído pelo poder hegemônico e por relações humanas assimétricas e de dominância

    DIREITO À LITERATURA INDÍGENA E A PLURALIZAÇÃO DO CÂNONE:: UM DIÁLOGO A PARTIR DA CONCEPÇÃO DE CANDIDO

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    A concepção de Candido (2001) sobre o direito à literatura, entendido como uma necessidade humana inevitável, dotado de uma dimensão social e humanizadora, motivou a escrita deste trabalho, que tem por objetivo traçar um diálogo entre essa visão e aliteratura dos povos originários, a fim de estimular a discussão sobre a pluralização do cânone para a historiografia literária brasileira. Para isso, realizamos uma pesquisa bibliográfica, percorrendo tanto a obrareferenciada quanto publicações de críticos que teorizam sobre a literatura indígena e/ou questionam o sentido de cânone na contemporaneidade, incluindo autores como Dorrico (2017), Graúna (2013), Librandi-Rocha (2014), Lima (2014), Munduruku (2020), Padilha (2005), Santiago (2021) e Adichie (2009). Destarte, a literatura dos povos originários foge às tradições historiográficas ocidentais, o que dificulta o seu reconhecimento (pela crítica) e o gozo do direito (humano) à literatura, que tem por defluência o direito de ser, de existir e de humanizar a todos

    PRÁTICAS DE LETRAMENTO RACIAL CRÍTICO NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO EM UMA PERSPECTIVA DA PEDAGOGIA DIALÓGICA

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    Neste artigo, apresentamos os dados de uma pesquisa realizada no contexto da Educação Profissional, principalmente em uma turma do terceiro ano do Ensino Médio Integrado (EMI) em Informática, doInstituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), na disciplina de Língua Portuguesa III. Temos como objetivo refletir sobre aampliação do Letramento Racial Crítico mediado pela literatura em sala de aula. Para isso, partimos de uma perspectiva sociointeracionista da linguagem (BRONCKART, 2012) em articulação com a perspectiva freireana de pedagogia dialógica (2001, 1996) e do Letramento Racial Crítico (FERREIRA, 2001) para aanálise dos dados gerados em uma intervenção didática. Os instrumentos para geração de dados foram um questionário sobre as práticas de leitura dos estudantes e os diários produzidos a partir de obras da literatura africana, afrodescendentes e afro-brasileira lidas por eles. Os resultados apontam para os desafios na consolidação do Letramento Racial Crítico, assim como para as potencialidades de um trabalho dialógico com vistas à ampliação desse letramento no contexto escolar

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