Revista Leia Escola
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    A HISTORICIDADE DA ENTREVISTA COMO UM GÊNERO JORNALÍSTICO: : UM ASPECTO A SER CONSIDERADO NA ELABORAÇÃO DE UM MODELO DIDÁTICO DO GÊNERO

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    Este artigo buscou analisar o gênero entrevista como tradição discursiva. Com isso, buscamos evidenciar as dimensões discursivas e linguístico-discursivas dessa prática de linguagem, dando relevo a forma como o referido gênero se configurava e operava em um determinado contexto histórico. Para tal, realizamos um estudo exploratório a partir do recorte de um exemplar de uma entrevista realizada com Pelé no contexto do século XX, especificamente no ano de 1967. A partir da análise do gênero, sob o viés da historicidade, apontamos alguns aspectos importantes a serem considerados na elaboração de um Modelo Didático do Gênero (MDG) entrevista radiofônica de personalidade

    A FORMAÇÃO POLÍTICA E O TRABALHO DO PROFESSOR

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    A obra A formação política e o trabalho do professor (2020) reúne os escritos dos estudos de destacados pesquisadores brasileiros da Universidade Estadual Paulista - UNESP-Marília, promovendo uma análise crítica envolvente da complexa trajetória da educação no Brasil. Direcionado a um público diversificado, que inclui estudantes, pesquisadores, educadores e demais profissionais ligados à área educacional, o livro ergue-se como um manifesto embasado no rigor teórico do renomado pensador Florestan Fernandes, defendendo apaixonadamente a inegável importância da escola pública

    LETRAMENTO CIENTÍFICO COMO PRÁTICA DE (TRANS)FORMAÇÃO: UM ESTUDO A PARTIR DO GÊNERO ARTIGO DE POPULARIZAÇÃO CIENTÍFICA (ARTPC)

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     Este artigo discute as práticas de letramento e de popularização científica, concebidas aqui como um conjunto de práticas sociais e discursivas que possibilitam a compreensão da atividade científica em suas várias dimensões e aplicações sociais. Tem como objetivo principal analisar o modo como o letramento e a popularização científica podem contribuir para formar sujeitos críticos, conscientes da necessidade de transformar a realidade social. Fundamentado no arcabouço teórico-metodológico da Análise de Discurso Crítica (ADC), o estudo analisa as práticas discursivas de popularização científica a partir do gênero artigo de popularização científica (ArtPC). O corpus de análise é constituído por um texto de popularização científica da área da Linguística, publicado na revista Pesquisa Fapesp: “Pela sobrevivência das línguas indígenas”, de autoria de Luisa Destri (2023). O letramento científico voltado para as ciências da linguagem, conforme mostra o texto analisado, constitui um instrumento importante para a educação linguística e para a formação cidadã. Pode-se trazer para o contexto do ensino diversos elementos da produção científica que potencializam uma melhor uma compreensão social e histórica dos fenômenos linguísticos

    IDENTIDADE DOCENTE NA FORMAÇÃO INICIAL DE PROFESSORES DE INGLÊS: UM SISTEMA ADAPTATIVO COMPLEXO

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    Muito se tem escrito sobre a formação inicial de professores, mas poucos estudos abordam o tema sob o paradigma da complexidade. Portanto, neste artigo objetivamos mostrar o desenvolvimento complexo da identidade docente na formação inicial de professores de inglês (Hall, 2006; Pimenta, 2012; Resende, 2009). Ademais, o papel das crenças é fundamental para essa construção (Barcelos, 2006a). Assim, analisamos as trajetórias de nove estudantes do curso de Licenciatura em Letras - Língua Inglesa, do Campus Bragança, da Universidade Federal do Pará, durante quatro semestres de estágio supervisionado. Os estudos dos Sistemas Adaptativos Complexos (Larsen-Freeman; Cameron, 2008 entre outros) auxiliaram na compreensão da construção da identidade profissional. Adotamos como métodos a pesquisa narrativa e o estudo de caso em uma perspectiva etnográfica. Os resultados mostraram que a emergência da identidade docente como um sistema adaptativo complexo (SAC) ocorre, principalmente, pela intersecção do sistema crenças, que atua como dinamizador do sistema aprendizagem-ensino (SAE), com outros sistemas aninhados que colaboram para a construção de saberes e competências docentes. A interação entre as identidades de aluno e de professor desvelou possibilidades e novas condições iniciais que se transformam em diversas trajetórias para o desenvolvimento da identidade profissional

    “OBRIGADA POR NOS OUVIR”: A ESCUTA COMO INSTÂNCIA PRIVILEGIADA NOS/DOS PROCESSOS DE PLANEJAMENTO DA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS DOCENTES

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    No Brasil, a formação continuada de docentes vem, ao longo dos anos, constituindo-se como um espaço de disputa. De um lado, temos as secretarias de educação das redes de ensino preocupadas em adquirir saberes técnicos, e cujo objetivo é de melhorar a qualidade do ensino através dos instrumentos de avaliação de larga escala e que demonstrem o alcance de metas estabelecidas a priori. De outro, profissionais em busca de atualização tendo em vista as demandas do mundo globalizado, em acelerada modificação, que se apresentam no cotidiano das salas de aula, por meio de indagações e de questionamentos de seus estudantes, cujas necessidades formativas são sempre inferiores às demandas da sociedade. No entanto, como aproximar interesses divergentes sem ouvir o que nossos docentes têm a relatar sobre suas necessidades formativas? É sobre a escuta docente realizada com 393 participantes, com o intuito de construir uma proposta de formação continuada para a rede estadual da Paraíba, que trata este artigo. Os gestos e as falas de gratidão inferiram algumas inquietações sobre os silenciamentos e os modos de conduzir a formação continuada de docentes, sobretudo o desafio de (re)construir o vigor humano do currículo numa perspectiva dialógica

    UMA CONVERSA SOBRE A “CHEGADA” DO LIVRO ILUSTRADO NO BRASIL: ENTREVISTA COM CRISTIANE ROGERIO

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    Quando pensamos na história do livro ilustrado brasileiro, nos acontecimentos mais importantes, nas autoras que se destacaram e inovaram, nos veem à cabeça criadoras como Angela Lago e Eva Furnari. Ambas no início mais focadas na produção de imagens, começaram suas carreiras nos anos 1980 e, cada uma à sua maneira, explorava o livro como objeto em um momento que isso ainda era raridade por aqui. Ouvir a jornalista e pesquisadora Cristiane Rogerio falando sobre estes marcos na linha do tempo (ou linhas do tempo?) da história da literatura para a infância no Brasil - pela qual ela tanto se interessa - faz nos sentirmos “lá”, próximas e próximos dos acontecimentos que ela narra. Porque ela estava lá pelo menos desde os anos 2000, entrevistando, lendo e escrevendo sobre estas e outra produções e tentando entender do que se tratava este jeito de narrar histórias. E, o melhor, estava convivendo com as pessoas, vendo os livros nascerem ou grandes clássicos chegarem ao Brasil. &nbsp

    OS NÍVEIS DO LETRAMENTO CIENTÍFICO EM PROPOSTAS PEDAGÓGICAS APRESENTADAS POR PROFESSORES DA EDUCAÇÃO BÁSICA

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    Este estudo teve por objetivo analisar as propostas pedagógicas realizadas por grupos de professores participantes de um curso de formação sobre Letramento Científico, verificando se e quais níveis de Letramento Científico são constatados ou desenvolvidos nestas propostas. Trata-se de um estudo qualitativo, de caráter exploratório, o qual analisou 10 propostas pedagógicas, organizadas por 33 professores da educação básica. Para o tratamento das propostas pedagógicas, utilizou-se dos seguintes níveis:  Letramento Nominal (LN); Letramento Funcional (LF); Letramento Conceitual (LC); e Letramento Multidimensional (LM). Fez-se a análise de conteúdo apoiada no software Atlas.TI para melhor descrição dos resultados. Verificou-se a presença dos quatro níveis de Letramento Científico. No entanto, considerando as propostas pedagógicas aplicadas em sala de aula, observou-se a predominância dos primeiros três níveis de Letramento Científico (Nominal, Funcional e Conceitual). Em contrapartida, o nível mais completo, o Letramento Multidimensional, só foi encontrado em proposta que estava apenas prevista para aplicação em sala de aula. São necessárias mudanças na perspectiva social e escolar em conjunto com a promoção de práticas em sala de aula que tornem possível o desenvolvimento do Letramento Científico na educação básica

    DESAFIOS DO TRABALHO COLABORATIVO NUM PROJETO INTERDISCIPLINAR DE PESQUISA CIENTÍFICA

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    Este artigo apresenta uma metainvestigação num projeto de pesquisa temático e interinstitucional, desenvolvido a partir da abordagem da educação científica construída no campo indisciplinar da Linguística Aplicada. São problematizadas situações de tensão ou informadas por controvérsias no trabalho de pesquisa idealizado como colaborativo entre duas equipes identificadas como pedagógica e técnica, em função respectivamente das especificidades das atividades de produção de material didático e de engenharia de software, realizadas por seus membros na implementação do projeto. Os flagrantes interativos focalizados possibilitaram a criação de cinco categorias interconectadas de análise qualitativa, capazes de auxiliar na compreensão de desafios na construção de uma cultura de pesquisa colaborativa nos estudos linguísticos aplicados: organização e gerenciamento de equipe; atributos sobre programação; representação de contexto de trabalho; comunicação entre equipes; e controvérsia metodológica

    QUANDO EU ERA PEQUENA, DE ADÉLIA PRADO E ELISABETH TEIXEIRA: escrita de si, ilustrações e infância

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    Adélia Prado é reconhecida no campo literário enquanto escritora de poemas. Contudo, há também sua produção de literatura infantojuvenil. Na obra Quando eu era pequena (2006), Prado revela sua infância por meio da personagem Carmela. Dessa forma, o presente artigo objetiva compreender como se dá a construção dessa autobiografia; tecer um breve retrato das relações entre o público infantil, a autora e as ilustrações; analisar a presença das ilustrações da obra em questão. Portanto, tornou-se necessário trilhar pela metodologia de cunho qualitativo e bibliográfico, bem como criar categorias de análise que abordassem as principais temáticas do texto. Tendo isso em vista, a base teórica conta com autores como: Figueiredo (2013), Sagae (2008), Camboim (1998), entre outros teóricos relevantes para o recorte da pesquisa. Desse modo, o presente trabalho se destaca ao debruçar-se sobre uma vertente de Adélia Prado que ainda é escassa de estudos no universo acadêmico, assim como analisa o trabalho artístico da ilustradora Elisabeth Teixeira

    UMA ANÁLISE DA MANIFESTAÇÃO DO RISO EM UMA ENTREVISTA DE PELÉ

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    O presente artigo tem por objetivo analisar a articulação entre o verbal e a manifestação do riso na construção da referência que conduz à progressão textual sob uma ótica textual-discursiva e multimodal em uma entrevista radiofônica dada por de Pelé na década de 60. Para isso, tomamos como referenciais teóricos as discussões sobre multimodalidade em Dionísio e Marcuschi (2007), Norris (2001) e Kress et al. (2001). Sobre referenciação partimos de Koch e Marcuschi (1997), Mondada e Dubois (2003), Mondada (2005) e Cavalcante (2014). Sobre o riso, apoiamo-nos em Souza (2015), Shochi et all (2018) e Cavalcante e Lima (2019). O nosso corpus é composto por fragmentos de uma entrevista gravada que se encontra no acervo do Museu da Imagem e do Som do Estado de São Paulo. Concentramo-nos nos modos semióticos mais perceptíveis e produtivos: verbo e áudio do riso. Percebemos em nossas análises que, nas vezes em que o riso aparece na fala de Pelé, não tem a função somente de marcar o humor, mas também de estabelecer a progressão textual e de garantir a interação

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