Revista Leia Escola
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    TECNOLOGIAS DIGITAIS NA ESCOLA PÚBLICA:: REFLEXÕES SOB A ÓTICA DO MATERIALISMO HISTÓRICO-DIALÉTICO

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    Este artigo discute as tecnologias digitais no contexto da escola pública brasileira sob a ótica do materialismo histórico-dialético. A análise parte do entendimento de que as desigualdades tecnológicas não são fenômenos isolados, mas expressão concreta das contradições estruturais do sistema capitalista. Assim, compreende-se que a presença ou ausência de tecnologias nas escolas reflete as condições materiais, econômicas e sociais que atravessam alunos, professores e comunidades. Ao problematizar o discurso da inovação tecnológica, o texto evidencia como ele, muitas vezes, máscara as desigualdades, deslocando para os sujeitos a responsabilidade pela superação de problemas que são, essencialmente, estruturais. Argumenta-se que, quando integradas de forma crítica e contextualizada, as tecnologias digitais podem se tornar ferramentas de emancipação, fortalecendo práticas pedagógicas que visem à inclusão, à autonomia e à transformação social. No entanto, isso exige investimentos em políticas públicas, infraestrutura adequada, formação docente e práticas pedagógicas alinhadas às realidades locais. Conclui-se que falar de inclusão digital na escola pública é, sobretudo, falar de justiça social, direito à educação e disputa por projetos de sociedade

    SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO INTRODUTÓRIO DE SISTEMAS DE MEMÓRIA DE TRADUÇÃO PARA APRENDENTES ADULTOS

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    Este texto busca contribuir para as discussões sobre didáticas da tradução, sugerindo uma sequência didática (SD) que introduz o uso de sistemas de memórias de tradução para aprendentes adultos/as. Amparada teoricamente em trabalhos como Dolz, Noverraz e Schneuwly (2001/2004), Albres e Nascimento (2014), Nogueira e Nogueira (2004) e Esqueda, Silva e Stupiello (2017), a sequência propõe tarefas de tradução, utilizando cantigas de roda e fábulas infantis como textos de partida — tanto por serem textos em domínio público, quanto pelas características de repetição desses gêneros textuais, o que permite, a aprendentes iniciais, visualizar o funcionamento dos sistemas de memória de tradução. O texto reconhece que são múltiplos os caminhos da formação, o que permite a docentes de ensino superior replicar a SD ou adaptá-la às suas realidades locais, considerando restrições, estilos de trabalho, demandas de aprendentes e outros fatores

    NARRATIVAS SOBRE TECNOLOGIAS NA TERCEIRA IDADE: : VIVÊNCIAS EM TELETANDEM AUTÔNOMO

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    As Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), e mais especificamente as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), transformam a sociedade e impactam diretamente o campo educacional. As TDIC, ao incorporarem recursos digitais, ampliam as possibilidades pedagógicas, especialmente no ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras (LEs). Nesse contexto, destacam-se as práticas de Teletandem (Telles, 2006), que promovem o aprendizado colaborativo por meio de interações entre falantes nativos de diferentes idiomas. Embora as pesquisas sobre TDIC e Teletandem tenham se concentrado, em geral, no público universitário jovem, este estudo propõe uma nova perspectiva ao enfocar a participação da população idosa nesse contexto. Tradicionalmente marginalizada e associada a estereótipos de improdutividade, a população idosa vem sendo valorizada por meio de iniciativas como a Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI), que promove a inclusão em diversas atividades. Por meio de relatos orais, o trabalho, recorte de uma dissertação de mestrado, analisa narrativas de mulheres idosas participantes da UNATI em sessões de Teletandem Autônomo, buscando compreender suas percepções sobre o uso das TDIC na velhice e os significados atribuídos a essas tecnologias

    O EDUCTOK COMO UM GÊNERO DISCURSIVO

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    Este artigo analisa o EducTok como um gênero discursivo emergente na plataforma TikTok, fundamentando-se na concepção de gêneros do discurso adotado por Bakhtin. O objetivo é investigar como os vídeos educativos produzidos por eductokers mobilizam os elementos de tema, estilo e composição em um ecossistema digital de ensinagem. A partir de uma abordagem qualitativa, documental e interpretativa, foram selecionados três vídeos de áreas distintas (Português, História e Matemática). A análise demonstra que o EducTok articula características de gêneros discursivos primários e secundários, reunindo oralidade, espontaneidade, elementos visuais e recursos multimodais em um formato adaptado às lógicas da plataforma. Além da estrutura interna dos vídeos, o estudo destaca a responsividade gerada nos comentários, nos quais os usuários-aprendentes interagem com os conteúdos, expressam compreensões, tiram dúvidas e reforçam efeitos de aprendizagem. Ao final, conclui-se que o EducTok apresenta estabilidade relativa e dialogismo ativo suficientes para ser reconhecido como um novo gênero discursivo, revelando-se um espaço significativo de produção e circulação de conhecimento na contemporaneidade

    A LINGUAGEM, OBJETO DE CONHECIMENTO JÜRGEN TRABANT

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    O autor de A linguagem, objeto do conhecimento: breve trajeto pela história das ideias linguísticas, o alemão Jürgen Trabant, de 79 anos, é linguista e professor emérito da Universidade Livre de Berlim, onde lecionou romanística entre 1980 a 2008. Atuou ainda como professor visitante em diversas universidades, entre elas a Universidade de Stanford, a Escola de Altos Estudos em Ciências de Paris e a Universidade de Bolonha.Seu interesse científico encontra lugar nos estudos da Filosofia da linguagem, História do pensamento linguístico europeu, Semiótica, Antropologia histórica da linguagem, Política da linguagem europeia e Imagem e linguagem

    LINGUAGEM, TECNOLOGIA E PRÁXIS NO AEE: MEDIAÇÕES E CONTRADIÇÕES DA FORMAÇÃO DOCENTE

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    Este artigo discute as implicações do uso das tecnologias digitais no Atendimento Educacional Especializado (AEE), com ênfase na formação docente e na linguagem como mediação pedagógica. A partir da prática educativa, analisam-se os efeitos da cultura digital sobre o cotidiano escolar, em especial nas relações de ensino com estudantes com necessidades específicas. Evidencia-se como os discursos de inovação e eficiência têm reconfigurado sentidos da docência, reduzindo-a, por vezes, a uma dimensão técnica. A pesquisa é descritiva, fundamentada em experiências vividas por professores da educação básica. Compreende-se a tecnologia como produção social, atravessada por contradições que exigem posicionamentos éticos e políticos. O artigo defende a valorização da mediação crítica como eixo da prática pedagógica no AEE, compreendendo-o como campo de criação de sentido, resistência e emancipação. Ao articular linguagem, formação e tecnologia, reafirma-se a urgência de práticas educativas comprometidas com a escuta, a inclusão e a transformação coletiva. &nbsp

    INTEGRAÇÃO CRÍTICA DE TECNOLOGIAS DIGITAIS E DDL NO ENSINO DE LÍNGUAS PARA FINS ESPECÍFICOS: APLICAÇÕES NO CONTEXTO TECNOLÓGICO

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    Este artigo apresenta um recorte de uma pesquisa de doutorado cujo objetivo foi desenvolver, descrever e aplicar sequências didáticas baseadas em corpora, com foco no gênero cerimonial, em uma instituição de ensino superior tecnológico do interior paulista. A investigação fundamenta-se na abordagem de Línguas para Fins Específicos (ESP) e parte da constatação de que cursos tecnológicos, embora voltados à inserção profissional, nem sempre contemplam competências linguísticas alinhadas às demandas do mercado. Para mapear essas necessidades, foi aplicado um questionário a estudantes e profissionais da área de Eventos. A Linguística de Corpus, aliada à abordagem Data-Driven Learning (DDL), orientou a elaboração das sequências didáticas. O corpus, composto por doze roteiros de cerimônias reais, foi analisado por meio da ferramenta Sketch Engine®, permitindo uma abordagem léxico-discursiva pautada em dados autênticos. A aplicação das sequências em turmas dos módulos finais demonstrou que o uso pedagógico de corpora, aliado ao DDL, favorece práticas de ensino mais contextualizadas, promovendo a aproximação entre os conteúdos linguísticos e as exigências do campo profissional. Os resultados indicam o potencial dessa integração para a elaboração de materiais didáticos voltados às especificidades do ensino superior tecnológico e ao ensino de línguas com finalidade profissional

    GUIA TEÓRICO-PRÁTICO DO INTERCÂMBIO VIRTUAL

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    Rampazzo, Laura; Moore, Viviane de Souza Klen-Alves. Guia teórico-prático do intercâmbio virtual. Campinas: Pontes, 2024. 125 p. O livro Guia teórico-prático do intercâmbio virtual, de autoria de Laura Rampazzo e Viviane de Souza Klen-Alves Moore, tem 125 páginas e veio a público no final de 2024, lançado pela Pontes Editores. Está dividido em sete capítulos mais uma introdução, com as subseções dos capítulos enunciadas em forma de perguntas. Ao final dos quatro primeiros, há uma revisão e, à exceção do sétimo, nos demais há também indicação de leituras para aprofundamento no tema tratado. Eventualmente, entre uma subseção e outra há também perguntas que levam o leitor a refletir sobre experiências que podem dialogar com o que leu, e que o preparam para o que lerá. O Guia está dirigido tanto a docentes em exercício, que trabalhem com ensino de línguas ou com formação docente, quanto a docentes em formação. A obra tem linguagem clara, didática, sem tecnicismos, e está escrita em uma abordagem interativa, em diálogo explícito com a/o leitor/a, o que faz com que sua leitura seja bastante agradável. Portanto, pode ser usada também em formações com profissionais da educação que estejam envolvidos de alguma forma com intercâmbios virtuais

    NOVOS LETRAMENTOS NA CULTURA DIGITAL: O PADLET COMO OBJETO DIGITAL DE APRENDIZAGEM NA ESCRITA COLABORATIVA EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA

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    A cultura digital proporciona novas ferramentas para o ensino e a aprendizagem. Assim, esta pesquisa objetiva investigar os novos letramentos na plataforma Padlet para a escrita colaborativa de editoriais em aula de língua portuguesa. Fundamenta-se  teoricamente em Lankshear e Knobel (2006, 2007) e Takaki e Santana (2014), sobre os novos letramentos; Kenski (2018), quanto à cultura digital; Lowry, Curtis e Lowry (2004) e Pinheiro (2011), acerca da escrita colaborativa; e Buckingham (2010), a respeito da educação na cultura digital. Metodologicamente, adota-se a abordagem de pesquisa quali-quantitativa, de campo e aplicada. Para geração dos dados, usa-se o método da pesquisa participante e a técnica da observação participante. A investigação dá-se em uma turma do 9º ano e o corpus compõe-se pelos editoriais produzidos pelos participantes, anotações em fichas de observação e respostas dos participantes em questionário. Os resultados revelam que o Padlet possui características dos novos letramentos, ajuda no desenvolvimento do texto e contribui na compreensão argumentativa, busca da correção ortográfica, inovação e compreensão dos conteúdos na escrita colaborativa do gênero editorial em aulas de língua portuguesa no ensino fundamental. Conclui-se que o Padlet possibilita colaboração, participação e distribuição na escrita colaborativa em turmas de língua portuguesa na cultura digital

    COLABORAÇÕES E PROBLEMATIZAÇÕES DAS TECNOLOGIAS DIGITAIS NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA

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    É inegável que as tecnologias digitais têm provocado transformações nas relações humanas, no tribal e, consequentemente, no âmbito educacional, tanto nos aspectos relativos aos processos de formação inicial, quanto nas práticas cotidianas de sala de aula.   O período pandêmico, causado pela disseminação do coronavírus SARS-CoV-2o, gerou um cenário que exigiu, e ainda exige, dos professores reflexão contínua sobre suas práticas ante a utilização de recursos, ou ante a ausência deles, em contextos antes não imaginados.  Com a necessidade de isolamento físico, o caminho de urgência para a sequência das aulas nos dois primeiros anos do surto de covid-19 foi o desenvolvimento do Ensino Remoto Emergencial (ERE). O período de 2020 a 2022 escancarou inúmeros problemas como as desigualdades no acesso aos recursos tecnológicos e, consequentemente, a falta de conhecimento no uso deles.  Segundo Ribeiro (2021, p. 3), em estudo publicado durante o período pandêmico, “O que temos feito, em termos de “ensino remoto” ou atividades não-presenciais pode ser identificado à gambiarra, na medida em que fomos nos ajustando às pressas, improvisadamente, com os poucos recursos de que dispúnhamos [...]”. Tendo como foco a educação linguística,  o presente dossiê apresenta resultados de investigações, efetivadas por pesquisadores e pesquisadoras de diversas partes do Brasil, que tratam de problematizações teóricas e de reflexões sobre práticas educativas mediadas pela utilização da tecnologia, tanto em nível universitário, na educação básica, quanto em contextos extra-curriculares, por exemplo,  em programas extensionistas

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