Revista Leia Escola
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O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LÍNGUA DE SINAIS PARA SURDOS NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
O presente estudo reflete sobre o ensino de línguas para surdos no atendimento educacional especializado com o enfoque na mediação pedagógica. Quanto ao quadro teórico-metodológico houve a revisão bibliográfica da temática de estudo, quais sejam os textos que elucidam sobre a mediação como o processo social para maturação dos processos mentais superiores, e sobre o ensino de línguas para surdos no Atendimento Educacional Especializado. Partimos de Vygostsky para subsidiar a importância da mediação social e da linguagem no desenvolvimento cognitivo. No que se refere à educação de surdos, os trabalhos de Godoi, Vera e Daxemberg, nortearam nossas discussões. Buscamos refletir sobre o processo de escolarização dos alunos surdos, em específico o ensino de línguas no contexto do Atendimento Educacional Especializado, sendo elas a língua portuguesa e a língua brasileira de sinais. Por fim, volvemos nosso olhar para a mediação pedagógica, no processo educacional do aluno surdo e a influência das teorias de Vygotsky na prática docente. Como resultado da pesquisa, entendemos que a teoria vygotskyana pode contribuir significativamente para a educação de surdos, poisuma vez que critica a imposição da metodologia oralista para esses alunos, além de reconhece, a mímica e o gestual como formas de comunicação dos surdos
POLISSEMIA NAS TIRINHAS DO PERSONAGEM ARMANDINHO: LEITURA E PRODUÇÃO DE SENTIDOS
Os recursos expressivos da língua são instrumentos linguístico-discursivos necessários ao desenvolvimento da aprendizagem, algo abandonado no dia a dia de aula de língua materna, pois predomina concepção de leitura, como decodificação. Na intenção Na intenção de romper com essa perspectiva, este artigo objetiva analisar recursos de polissemia em sequências em quadrinhos de Armandinho, publicadas em jornal de grande circulação, demonstrando o jogo discursivo dos recursos polissêmicos, materializando a concepção de leitura como atividade de produção de sentidos. Como referencial teórico, centra-se em Cançado (2012), Perini (2005), Ullmann (1987), Sandmann (1990). Pesquisa de base qualitativa, dedicada ao aprofundamento do tratamento da polissemia na escola básica, com viés de pesquisa descritiva, pois, de forma amostral, apresentam-se possibilidades de abordagem do tema nos corpora selecionados. Concluiu-se ser mais profícua a análise dos recursos e seus efeitos de sentido produzidos, como ironia, crítica social e, por conseguinte, o humor, para, efetivamente, formarmos leitores críticos
PRÁTICAS DE RE/ESCRITA DE TEXTOS NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: INTERVENÇÕES COM BILHETES NO PROCESSO DE RE/SIGNIFICAÇÃO DOS DISCURSOS SOBRE BULLYING
Este trabalho tem o objetivo refletir sobre as práticas de escrita e propostas de reescrita de textos no ensino de Língua Portuguesa. Frisamos que se faz necessário pensarmos no ensino de uma linguagem situada (SOUTO MAIOR, 2018), lugar de constituição das relações sociais (BAKHTIN, 2003), em que os/as alunos/as se tornam sujeitos atuantes na sociedade. A partir dessa abordagem, desenvolvemos uma pesquisa interpretativista, situada no campo da Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2006), que buscou analisar a escrita da produção textual de uma aluna da turma do 9° ano de uma escola municipal da região metropolitana de Maceió/AL e as orientações dadas através de bilhetes pelo professor. No texto em questão, que tinha como foco os discursos sobre bullying, observamos a construção argumentativa e discursiva e os processos da responsabilidade pelo dizer, diante da temática abordada (BAKHTIN, 1997), numa perspectiva de ética do discurso (SOUTO MAIOR E LUZ, 2019). 
PROPOSTAS PARA A NÃO SLOGANIZAÇÃO DO CONCEITO DE TRANSLINGUAGEM: PROPOSALS FOR THE NON-SLOGANIZATION OF THE CONCEPT OF TRANSLANGUAGING
Na esteira do capitalismo acadêmico, que submete a produção do conhecimento à lógica do Mercado, alguns conceitos têm sido submetidos a um processo de sloganização, que os esvazia de seus sentidos e os reduz a discursos de efeito, com o principal objetivo de seduzirem e promoverem o engajamento. Sendo a translinguagem um conceito crescentemente mobilizado por educadores e pesquisadores que buscam práticas de ensino-aprendizagem de línguas adicionais e políticas linguísticas que se distanciam de perspectivas normatizadoras e assimilacionistas, o presente artigo objetiva alertar para seu risco de sloganização, trazendo quatro propostas para evitá-lo: (i) reconhecer que o conceito de translinguagem não representa uma mudança de paradigma ou uma virada; (ii) não isolar as marcas de translinguagem, sob pena de apagar as práticas sócio-histórico-ideológicas das quais emergem; (iii) observar o funcionamento da translinguagem para além dos elementos fonético-fonológicos e lexicogramaticais mais evidentes; (iv) promover a metarreflexão sobre manifestações translíngues. Concluímos nosso artigo destacando que a primeira proposta advém da percepção de traços de sloganização na própria teorização do conceito e, principalmente, na sua circulação. As demais propostas buscam evitar leituras superficializadas do conceito, num processo de branding acadêmico, que revelam, inclusive, traços do multiculturalismo liberal, criticado por Maher (2007)
DISCURSOS SOBRE A ESCRITA EM PROJETOS PEDAGÓGICOS DE CURSOS DE LETRAS-ESPANHOL, MODALIDADE A DISTÂNCIA, DE INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR DO ESTADO DA PARAÍBA
Este trabalho tem por objetivo identificar discursos sobre a escrita em Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) de Letras-Espanhol, na modalidade Educação a Distância, de duas Instituições de Ensino Superior públicas localizadas no estado da Paraíba. Teoricamente, fundamenta-se nas proposições de Ivanic (2004) quanto aos discursos sobre escrita e seus processos de ensino e aprendizagem. Metodologicamente, inserido na Linguística Aplicada, realiza-se a partir de uma pesquisa documental, com abordagem qualitativa, vislumbrando, especialmente, os objetivos, o perfil de egresso e o ementário definidos por tais propostas. A partir da análise, percebe-se que ambos os PPC estão entrelaçados a diferentes discursos sobre a escrita, em meio à complexidade e heterogeneidade das formações pretendidas
A ABORDAGEM MULTIMODAL: : UMA PROPOSTA DIDÁTICO- PEDAGÓGICA DE LETRAMENTOS DIGITAL E CRÍTICO
Este trabalho investiga a compreensão e a escrita de textos multimodais produzidos por alunos de uma turma de 9º ano de uma escola da rede municipal de ensino, localizada na cidade de Maceió/AL. A pesquisa de natureza interventiva seguiu a abordagem qualitativa e foi desenvolvida no Mestrado Profissional em Letras – PROFLETRAS. Fundamentou-se nos pressupostos teóricos de Kress; Leite-Garcia; Leeuwen, (2000), Xavier (2002), Rojo (2010), Almeida (2010), Almeida; Valente (2012), ressaltando, no ensino de Língua Portuguesa, a necessidade de assegurar aos alunos o domínio do letramento digital e do letramento crítico. Os resultados apontam que as produções desenvolvidas possibilitaram, não somente, o uso pedagógico das novas tecnologias, como também favoreceu o trabalho colaborativo, estimulando os aprendizes a expressarem suas subjetividades, produzindo e utilizando arquivos de múltiplas semioses
FORMAÇÃO DOCENTE PELA EXPERIÊNCIA: : AS CAPACIDADES DE LINGUAGEM NA PRODUÇÃO DO GÊNERO TUTORIAL EM VÍDEO
Neste trabalho, analisamos as capacidades de linguagem desenvolvidas por professoras na produção do gênero tutorial em vídeo, envolvidas em uma pesquisa mais ampla, da qual trazemos um recorte neste artigo. Como aporte teórico-metodológico, discutirmos questões sobre oralidade, gêneros orais e ensino, a partir de diferentes concepções teóricas. O corpus para este trabalho foi constituído com dois tutoriais em vídeo, os quais foram base para a análise das capacidades de linguagem desenvolvidas, considerando as produções inicial e final de duas cursistas. Os dados mostram que, na produção do tutorial em vídeo, as docentes desenvolveram variadas capacidades de linguagem. Verificamos também o surgimento de capacidades específicas do gênero tutorial – relativas a características próprias do Youtube – e dos gêneros orais – relacionadas aos elementos não linguísticos. Compreendemos que a formação docente “para” e “pela” linguagem constitui uma educação linguística reflexiva, uma vez que emergiram discussões profícuas acerca do ensino de gêneros orais na educação básica.  
O LIVRO ILUSTRADO QUANDO VOCÊ NÃO ESTÁ AQUI, DE MARÍA HERGUETA:: DO ACERVO À SALA DE AULA
O presente trabalho traz uma breve análise do livro ilustrado Quando você não está aqui, da autora espanhola María Hergueta (2013). Tal obra compõe um dos acervos do Programa Nacional do Livro Didático / Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNLD/PNAIC), destinado aos alunos do segundo ano do Ensino Fundamental I. Assim, considerando as especificidades do livro ilustrado, à luz dos trabalhos de Linden (2011), Nikolajeva e Scott (2011), Ramos (2011), entre outros, discorremos sobre a importância da leitura deste tipo de livro ao público infantil, ainda em fase de alfabetização, para que este possa ir do acervo à sala de aula, evidenciando, assim, que, nesta história, a imagem conta. E como conta
DA MINHA JANELA:: UM OLHAR PARA O LIVRO ILUSTRADO INFANTIL E SUA LEITURA
Considerando a riqueza de possibilidades que apresenta a leitura da linguagem verbo-visual do livro ilustrado infantil, o estudo visa a analisar a obra premiada “Da minha janela”, de Otávio Júnior, com ilustrações de Vanina Starkoff, debruçando-se sobre os seus modos de articulação entre linguagem visual e linguagem escrita, os efeitos de sentido produzidos por tal articulação, bem como sobre suas potencialidades para contribuir para a formação leitora da criança. A análise, referenciada em autores como Linden (2011), Salisbury e Styles (2013), Nikolajeva e Scott (2011) e Ramos e Panozzo (2012), entre outros, aponta para a qualidade estética da obra, assentada na harmoniosa articulação das linguagens visual e verbal, que conduzem o leitor a uma visão poética e positiva das favelas cariocas, favorecendo a mudança de ponto de vista sobre tais espaços urbanos
UM DIA MATEUS CHEGOU A SAGRES E OS LEITORES BRASILEIROS DEVEM CHEGAR À NÉLIDA PIÑON
Um livro que já se inicia épico, com passagens de encher os olhos e arrematar o leitor com as descrições de um Portugal marcado por um ambiente embebido de machismo, memórias e um passado histórico e cultural. Lendo-o, já se pode afirmar sem grandes ressalvas: é um dos romances mais fantásticos da autora