Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida

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    Distal supports, capabilities, and growth‐focused recovery: A comparison of housing first and the staircase continuum of care

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    Adults who have substantial histories of homelessness and complex support needsmay feel ambivalent about integrating into their communities and find it difficultto do so. Being familiar to and recognized by others as a resident in aneighborhood or community are sources of “distal support” that provideindividuals with feelings of belonging to their community and are important torecovery from homelessness. We hypothesized that individuals engaged withHousing First (HF) programs would report more distal support than individualsengaged with traditional homeless services (treatment as usual, TAU), and thatdistal support would predict more community integration, growth‐relatedrecovery, and achieved capabilities. We analyzed data collected from homelessservices users (n = 445) engaged with either HF or TAU in eight Europeancountries. Measures included achieved capabilities, growth‐focused recovery,distal supports, and community integration. Serial mediation analyses confirmedour hypothesis that the effects of HF on growth‐related recovery and achievedcapabilities are indirect, mediated by distal supports and community integration.Findings are discussed in relation to the importance of modeling the effects of HFon social and psychological outcomes as indirect and identifying importantmediators that translate the effects of HF components on social andpsychological outcomes. We also note the importance of case managementactivities that encourage clients to develop and sustain distal supports with otherswho live and work in their neighborhoodsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersio

    Segurança psicológica e saúde mental nas organizações

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    Dissertação de Mestrado apresentada no ISPA – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Clínica.A segurança psicológica enquanto capacidade de o indivíduo se manifestar perante os outros, seja dentro de um grupo, equipa, organização ou outro ambiente, sem medo das repercussões que tal risco interpessoal acarreta, tem sido associada ao aumento da aprendizagem, do desempenho, da produtividade, da qualidade, da segurança, do compromisso, da coesão, da criatividade e da inovação, e do bem-estar dos trabalhadores. São, contudo, ínfimos os estudos sobre a relação entre a segurança psicológica percebida pelos indivíduos e a sua saúde mental, tópico que este estudo pretendeu averiguar. Os instrumentos utilizados foram a Escala de Segurança Psicológica de O’Donovan et al. (2020) e o Inventário de Saúde Mental (Ribeiro, 2011), aplicados a uma amostra de 420 trabalhadores em contexto empresarial. A Escala de Segurança Psicológica foi adaptada para português, e a sua validade estrutural verificada através das análises fatoriais confirmatória (AFC) e exploratória (AFE). Entre os resultados destacaram-se: a associação positiva significativa entre a perceção de segurança psicológica por parte do trabalhador e a sua saúde mental, sendo a primeira o preditor com maior impacto no distress psicológico; a associação positiva entre segurança psicológica e satisfação face ao trabalho; o efeito significativo da segurança psicológica face aos líderes no distress psicológico; diferenças significativas na segurança psicológica e na saúde mental em função do nível hierárquico dos trabalhadores, com as lideranças pontuando mais em ambas as variáveis; uma maior dificuldade em abordar assuntos pessoais do que profissionais; e a consciência da influência de uma baixa segurança psicológica na saúde mental.ABSTRACT: Psychological safety as the individual's ability to express themselves to others, whether within a group, team, organization or other environment, without fear of the repercussions that such interpersonal risk entails has been associated with increased learning, performance, productivity, quality, safety, commitment, cohesion, creativity and innovation, and the wellbeing of workers. However, studies are few on the relationship between the psychological security perceived by individuals and their mental health, the topic that this study aims to investigate. The instruments used were the psychological safety scale by O’Donovan et al., (2020) and the Mental Health Inventory (Ribeiro, 2011), applied to a sample of 420 company workers. The psychological safety scale was translated into Portuguese, and its structural validity was verified through confirmatory (CFA) and exploratory (AFE) factor analysis. Among the results, the following stands out: a significant positive association between worker's perception of psychological safety and their mental health, with the former being a predictor of greater impact in terms of psychological distress; a positive association between psychological safety and job satisfaction; a significant effect of psychological safety in relation to leaders on psychological distress; significant differences in psychological safety and mental health depending on the hierarchical level of the workers, with leaders scoring higher in both variables; greater difficulty in addressing personal than professional matters; and awareness of the influence of low psychological security on mental health

    Dar palco às emoções o papel do coping na relação entre mindfulness disposicional e ansiedade de performance

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    Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário para a obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Clínica.Enquadramento: A ansiedade de performance musical, pelo seu impacto no bem-estar, saúde ocupacional e performance dos músicos, é uma temática amplamente discutida. Investigações têm vindo a reportar o papel protetor do mindfulness disposicional no desenvolvimento de sintomas de ansiedade e depressão. A relação entre estas variáveis tem vindo a ser investigada, sendo o coping identificado como um dos mediadores parciais desta relação. Objetivos: O presente estudo procura investigar a existência de uma relação entre mindfulness disposicional e sintomas ansiedade de performance musical, e se esta relação é mediada parcialmente pelas estratégias de coping utilizadas por músicos. Método: A amostra foi constituída por 156 músicos profissionais (n=96) e estudantes de cursos de música (n=58), cujas idades variam entre os 18 e os 61 anos (M= 28.61; DP= 8.631). O mindfulness disposicional foi medido pela versão portuguesa do Five Facets Mindfulness Questionnaire, os sintomas de ansiedade de performance musical pelo Kenny Music Performance Anxiety Inventory e as estratégias de coping pelo Coping During Music Performance. Resultados: Os resultados apontam para uma relação inversa entre mindfulness disposicional (facetas “Não Julgar” e “Agir com Consciência”) e sintomas de ansiedade de performance musical. Esta relação é parcialmente mediada pelas estratégias de coping de “Foco Positivo”, “Autoaceitação e Autocompaixão” e “Supressão Emocional e do Pensamento”. Conclusões: São discutidas as limitações e implicações da presente investigaçãoABSTRACT: Background: Music performance anxiety, due to its impact on the well-being, occupational health and performance of musicians, is a widely discussed topic. Investigations have reported the protective role of dispositional mindfulness in the development of symptoms of anxiety and depression. The relationship between these variables has been investigated, with coping identified as one of the partial mediators of this relationship. Objectives: The present study aims to investigate the existence of a relationship between dispositional mindfulness and music performance anxiety symptoms, and whether this relationship is mediated partially by the coping strategies used by musicians. Method: Participated in this study professional musicians (n=96) and music students (n=58). The total number of the sample consisted of 156 participants, whose ages range from 18 to 61 years old (M= 28.61; SD= 8.631). Dispositional mindfulness was measured by the Portuguese version of the Five Facets Mindfulness Questionnaire, symptoms of musical performance anxiety by the Kenny Music Performance Anxiety Inventory and coping strategies by Coping During Music Performance. Results: The results point to an inverse relationship between dispositional mindfulness (“Non-Judgement” and “Acting with Awareness” facets) and symptoms of music performance anxiety. This relationship is partially mediated by the coping strategies of “Positive Focus”, “Self-Acceptance and Self-Compassion” and “Emotional and Thought Suppression”. Conclusions: The limitations and implications of the present investigation are discussed

    Atitudes relativas ao duplo padrão sexual e sua variação em função da orientação sexual

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    Historicamente, o duplo padrão sexual (DPS) apresenta um viés de atitudes ligadas à heterossexualidade, em que a mulher é vista desfavoravelmente em relação o homem na avaliação de condutas sexuais. Este padrão atitudinal aporta consequências sociais graves de preconceito, intimidação, abuso de poder e diferentes formas de violência contra a mulher. Este estudo exploratório tem o objetivo de compreender como tais atitudes se dão fora do campo heteronormativo, ou seja, como as pessoas de minorias sexuais julgam mulheres e homens em relação aos seus comportamentos sexuais. Participaram 802 residentes de Portugal, dos quais 74% mulheres e 83% heterossexuais, com idades entre os 18 e 93 anos (M = 32,75 anos). Foi aplicada via online a escala New Sexual Double Standard Scale (NSDSS) (Amaro et al., 2023), que avaliou atitudes em três dimensões: global, relacionamentos sexuais e atividades sexuais. Os resultados apontam para a ausência de correlação das atitudes ligadas ao DPS entre heterossexuais e minorias sexuais. Indicando, entretanto, diferenças estatísticas entre os grupos minoritários (homossexuais, bissexuais e pansexuais). O estudo é inconclusivo, mas demonstra uma possível tendência de alteração no padrão das atitudes ligadas ao DPS tradicional encontrado na literatura.ABSTRACT: The sexual double standard (SDS) represents a historical bias in attitudes associated with heterosexuality, wherein women are perceived less favourably than men in the context of sexual conduct. This attitudinal pattern has significant social consequences in terms of prejudice, intimidation, abuse of power and various forms of violence against women. The objective of this exploratory study is to gain insight into how such attitudes manifest outside the heteronormative field, specifically how individuals from sexual minorities evaluate women and men in relation to their sexual behaviour. A total of 802 Portuguese residents participated in the study, 74% of whom were women and 83% of whom identified as heterosexual. The age range of participants was between 18 and 93 (M = 32.75 years). The New Sexual Double Standard Scale (NSDSS) (Amaro et al., 2023) was administered online, with respondents answering questions on three dimensions: global, sexual relationships and sexual activities. The results demonstrate no correlation of attitudes towards the SDS between heterosexuals and sexual minorities. However, they do indicate statistically significant differences between minority groups (homosexuals, bisexuals and pansexuals). The study is inconclusive but suggests a potential tendency towards changes in attitudes pattern linked to the traditional SDS, as observed in the existing literature

    Tempo e forma de comunicação da morte de um ente querido: Ajustamento psicológico ao luto

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    Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia ClínicaA perda de um ente querido é um evento emocionalmente impactante. A maioria das pessoas reajusta-se de forma adaptativa, no entanto, uma minoria significativa desenvolve Perturbação de Luto Prolongado (PLP), caracterizada por sintomas intensos e persistentes. O risco de PLP está frequentemente ligado à falta de preparação para a morte, que inclui variáveis como o tempo de sensibilização e de consciência sobre o prognóstico do ente querido, e à forma como a notícia é comunicada, mas a literatura carece de padronização sobre esses aspetos. Este estudo investiga a relação entre o tempo e a comunicação da morte e o ajustamento psicológico ao luto em pessoas que perderam um ente querido nos últimos cinco anos. É um estudo misto convergente, com uma amostra quantitativa de 242 participantes, recolhida online via Qualtrics, e uma amostra qualitativa de 16 participantes. Os dados quantitativos foram obtidos por meio de um questionário sociodemográfico e da escala PG-13-R para PLP, enquanto as entrevistas semiestruturadas avaliaram o impacto subjetivo da comunicação no ajustamento ao luto. A maioria das mortes ocorreu por doença em hospital, associadas a uma maior prevalência de sintomas de PLP. A comunicação foi feita predominantemente por familiares e por telefone, destacando a importância do suporte emocional. Uma abordagem empática na comunicação da notícia pode reduzir o risco de PLP e facilitar o ajustamento. Emergiram duas temáticas principais: o ajustamento ao luto e o impacto da comunicação da morte. Estudos futuros devem focar-se na capacitação de profissionais e no envolvimento de familiares na comunicação.ABSTRACT:The loss of a loved one is an emotionally impactful event. Most people adjust adaptively, however, a significant minority develop Prolonged Grief Disorder (PLD), characterized by intense and persistent symptoms. The risk of PLP is often linked to a lack of preparation for the death, which includes variables such as the time taken to become aware of the loved one's prognosis, and the way the news is communicated, but the literature lacks standardization on these aspects. This study investigates the relationship between the timing and communication of death and psychological adjustment to bereavement in people who have lost a loved one in the last five years. It is a mixed convergent study, with a quantitative sample of 242 participants, collected online via Qualtrics, and a qualitative sample of 16 participants. Quantitative data was obtained through a sociodemographic questionnaire and the PG13-R scale for PLP, while the semi-structured interviews assessed the subjective impact of communication of death on adjustment to bereavement. The majority of deaths occurred due to illness in hospital, associated with an increase in PLP symptoms. Communication was predominantly by family members and by telephone, highlighting the importance of emotional support. An empathetic approach to communicating the news can reduce the risk of PLP and make it easier to cope. Two main themes emerged: adjustment to bereavement and the impact of communication of death Future studies should focus on training professionals and involving family members in communication.

    Apesar de você, amanhã há de ser outro dia: O movimento antimanicomial e a desinstitucionalização no brasil e em portugal

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    Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia ClínicaDesinstitucionalização é um conceito polissêmico que engloba diferentes elementos epistemológicos e práxis assistenciais. Um processo complexo que começa pelo hospital psiquiátrico e busca transformar as relações de poder entre pacientes e instituições, produzindo estruturas de saúde mental que substituem o internamento e transformam os recursos materiais e humanos depositados nessas instituições. A desinstitucionalização ocorreu de forma diferente no Brasil e em Portugal, entretanto o debate em torno da saúde mental e da desinstitucionalização se torna cada vez mais urgente em ambos os países frente a persistência e intensificação dos modelos assistenciais que seguem a lógica manicomial. Nesse sentido, os movimentos sociais são promotores de transformações políticas e sociais, denunciando as desigualdades e injustiças vividas por uma parcela da sociedade. No caso do Movimento Antimanicomial, a luta pelos direitos dos usuários de serviços de saúde mental E de seus familiares é fundamental. Este estudo tem como objetivo discutir acerca do Movimento Antimanicomial e o Processo de Desinstitucionalização no Brasil e em Portugal através do relato das experiências de profissionais da área da saúde mental estabelecendo as relações e distinções entre ambos. A recolha de dados foi feita através de entrevistas semiestruturadas, em seguida, foi realizada a análise temática dos resultados obtidos com o propósito de obter os temas mais relevantes para o estudo. Embora em ambos os países haja diretrizes que encaminhem para a desinstitucionalização, essas ainda estão incipientes e fragilizadas, sendo a ação do Estado e, dos movimentos sociais essenciais para combater a hegemonia do modelo manicomial.ABSTRACT: Deinstitutionalization is a polysemic concept that encompasses different epistemological elements and care practices. It is a complex process that begins in the psychiatric hospital and seeks to transform the power relations between patients and institutions, producing mental health structures that replace hospitalization and transform the material and human resources deposited in these institutions. Deinstitutionalization occurred differently in Brazil and Portugal, however, the debate around mental health and deinstitutionalization is becoming increasingly urgent in both countries, given the persistence and intensification of care models that follow the asylum logic. In this sense, social movements are promoters of political and social transformations, denouncing the inequalities and injustices experienced by a portion of society. In the case of the Anti-Asylum Movement, the fight for the rights of users of mental health services and their families is fundamental. This study aims to discuss the Anti-Asylum Movement and the Deinstitutionalization Process in Brazil and Portugal through the reporting of experiences of mental health professionals, establishing the relationships and distinctions between the two. Data collection was done through semi-structured interviews, followed by thematic analysis of the results obtained in order to obtain the most relevant themes for the study. Although in both countries there are guidelines that lead to deinstitutionalization, these are still incipient and fragile, and the action of the State and social movements are essential to combat the hegemony of the asylum model

    Cibercondria: Possível relação com a Literacia Digital em Saúde e Doença Crónica?

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    Dissertação de Mestrado apresentada no ISPA – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia da SaúdeIntrodução: A cibercondria caracteriza-se por um padrão comportamental de pesquisas online de informações sobre saúde, de caracter repetitivo e excessivo, que escalam um estado de sofrimento e ansiedade no indivíduo. A literacia digital em saúde é a capacidade de compreender e avaliar informações sobre saúde em plataformas online. Este estudo tem por objetivo investigar a possibilidade de uma relação entre estes construtos, analisar se a doença crónica apresenta uma influência no grau de cibercondria e determinar a possível existência de diferenças no nível de literacia digital em saúde entre as amostras com doença crónica e sem doença crónica. Método: O estudo incluiu uma amostra não probabilística de 302 participantes (Midade=33,51; SDidade=10,78), recolhida através da internet, dos quais 52,6% são do sexo feminino e 21,2% têm pelo menos uma doença crónica. Os participantes preencheram as escalas eLiteracia em Saúde, Cyberchondria Severity Scale Short-Form (CSS-12) e Clinical Outcome Routine Evaluation – Outcome Measure (CORE-OM); os dados referentes à doença crónica foram recolhidos a partir do questionário de caracterização sociodemográfica e clínica. Resultados: O modelo proposto apresentou um ajustamento aceitável (GFI= ,825; CFI= ,886; TLI= ,877; X 2 /df=1,906; RMSEA= ,055). Os resultados concluíram que adultos com maior nível de literacia digital em saúde (β= ,241; p= ,001) e maior ansiedade (β= ,296; p= ,001) apresentavam maior cibercondria. A doença crónica não apresentou uma relação com a cibercondria (β= ,017; p= ,771). O nível de literacia digital em saúde concluiu-se marginalmente significativo entre as amostras com e sem doença crónica (p= ,071). Discussão: Apesar da literacia digital em saúde ser considerada um fator protetor à saúde, uma correlação positiva entre esta e a cibercondria revela que um nível elevado de literacia contribui para o comportamento compulsivo de pesquisas online sobre saúde. Recomenda-se a promoção de uma melhor educação no uso das tecnologias, uma consciencialização sobre a cibercondria e medidas que reduzam a ansiedade relacionada com a saúde. Futuras investigações sobre o construto da cibercondria serão cruciais para um melhor entendimento do mesmo, bem como dos seus fatores de risco e consequências para a saúde dos indivíduos.ABSTRACT: Introdução: A cibercondria caracteriza-se por um padrão comportamental de pesquisas online de informações sobre saúde, de caracter repetitivo e excessivo, que escalam um estado de sofrimento e ansiedade no indivíduo. A literacia digital em saúde é a capacidade de compreender e avaliar informações sobre saúde em plataformas online. Este estudo tem por objetivo investigar a possibilidade de uma relação entre estes construtos, analisar se a doença crónica apresenta uma influência no grau de cibercondria e determinar a possível existência de diferenças no nível de literacia digital em saúde entre as amostras com doença crónica e sem doença crónica. Método: O estudo incluiu uma amostra não probabilística de 302 participantes (Midade=33,51; SDidade=10,78), recolhida através da internet, dos quais 52,6% são do sexo feminino e 21,2% têm pelo menos uma doença crónica. Os participantes preencheram as escalas eLiteracia em Saúde, Cyberchondria Severity Scale Short-Form (CSS-12) e Clinical Outcome Routine Evaluation – Outcome Measure (CORE-OM); os dados referentes à doença crónica foram recolhidos a partir do questionário de caracterização sociodemográfica e clínica. Resultados: O modelo proposto apresentou um ajustamento aceitável (GFI= ,825; CFI= ,886; TLI= ,877; X 2 /df=1,906; RMSEA= ,055). Os resultados concluíram que adultos com maior nível de literacia digital em saúde (β= ,241; p= ,001) e maior ansiedade (β= ,296; p= ,001) apresentavam maior cibercondria. A doença crónica não apresentou uma relação com a cibercondria (β= ,017; p= ,771). O nível de literacia digital em saúde concluiu-se marginalmente significativo entre as amostras com e sem doença crónica (p= ,071). Discussão: Apesar da literacia digital em saúde ser considerada um fator protetor à saúde, uma correlação positiva entre esta e a cibercondria revela que um nível elevado de literacia contribui para o comportamento compulsivo de pesquisas online sobre saúde. Recomenda-se a promoção de uma melhor educação no uso das tecnologias, uma consciencialização sobre a cibercondria e medidas que reduzam a ansiedade relacionada com a saúde. Futuras investigações sobre o construto da cibercondria serão cruciais para um melhor entendimento do mesmo, bem como dos seus fatores de risco e consequências para a saúde dos indivíduos

    A eficácia da prática deliberada na melhoria de competências interpessoais facilitadoras e a sua autoavaliação

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    Dissertação de Mestrado apresentada no ISPA – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia ClínicaProblema: Embora a prática deliberada (PD) tenha demonstrado resultados noutras áreas de investigação, no campo da formação de psicoterapeutas ainda não estão claros os seus eventuais benefícios. Objetivos: Analisar se o treino em PD melhora as competências interpessoais facilitadoras (FIS) e perceber se a autoavaliação dos formandos é congruente com a sua performance. Método: Procedeu-se a um estudo pré-experimental com uma análise quantitativa de forma a analisar os dados provenientes dos instrumentos Facilitative Interpesonal Skills Performance Task e Facilitative Interpersonal Skills Self-Report. De forma a comparar uma hétero com uma autoavaliação da performance dos terapeutas, os dados foram recolhidos antes e depois de um treino em PD, no âmbito do primeiro ano de uma formação de especialização avançada em psicoterapia. Resultados: Observou-se uma melhoria, estatisticamente significativa, das FIS dos participantes após receberem o treino em PD. Verificou-se ainda uma autoperceção sobrevalorizada das FIS, tanto antes, como depois deste treino, embora se tenha observado que os participantes tiveram consciência da sua evolução.ABSTRACT: Problem: Although deliberate practice (DP) has shown results in other areas of research, its potential benefits in the field of training psychotherapists are still unclear. Objectives: To analyze whether DP training improves facilitative interpersonal skills (FIS) and to understand whether the trainees' self-assessment is congruent with their performance. Method: A pre-experimental study with a quantitative analysis was carried out in order to analyze the data from the Facilitative Interpersonal Skills Performance Task and Facilitative Interpersonal Skills Self-Report instruments. In order to compare a hetero with a selfassessment of therapists' performance, the data was collected before and after a DP training, as part of the first year of advanced specialization training in psychotherapy. Results: There was a statistically significant improvement in the participants' FIS after they received PD training. There was also an overrated self-perception of FIS, both before and after this training, although it was noted that the participants were aware of their evolution

    Descodificando significados: As atitudes dos psicólogos clínicos face à autolesão não suicida em adolescentes

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    Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Clínica.A autolesão não-suicida (ALNS) é um fenómeno crescente entre os adolescentes Portugueses, facto que resulta numa maior procura pelos serviços de Psicologia. Deste modo, os psicólogos clínicos ocupam uma posição privilegiada de apoio e intervenção nos casos de adolescentes com história de ALNS. No entanto, estes comportamentos podem suscitar sentimentos ambivalentes e hostis que poderão influenciar as atitudes dos psicólogos, sua prática clínica e a eficácia das intervenções. Contudo, são escassas as investigações que buscaram compreender as atitudes dos psicólogos clínicos face à ALNS em adolescentes, principalmente em Portugal. O presente estudo centra-se na caracterização das atitudes dos psicólogos clínicos e da sua prática clínica com adolescentes com uma história de ALNS, através da análise de conteúdo de entrevistas semi-directivas realizadas a 16 psicólogos clínicos, com idades entre os 25 e 62 anos (M= 37.62; DP= 10.15). A partir da análise de conteúdo, surgiram 2.519 unidades de registo, organizadas em quatro pré-categorias (Conhecimentos Científicos; Intervenção Clínica; Atitudes; e Desafios, Dificuldades ou Necessidades Profissionais). Os resultados indicaram bons conhecimentos gerais sobre a ALNS, porém fraco domínio sobre elementos fundamentais que orientam a avaliação e a intervenção nestes casos, refletido na ausência de uma estrutura interventiva. Tais achados podem explicar a prevalência dos sentimentos negativos e a presença de atitudes negativas, que por sua vez, dificultam a criação da relação terapêutica e realçam a necessidade de materiais práticos para a intervenção.ABSTRACT: Non-suicidal self-injury (NSSI) is a growing phenomenon among Portuguese adolescents, a fact that results in a higher demand for psychological services. As such, clinical psychologists occupy a privileged position in supporting and intervening in cases of adolescents with a history of NSSI. However, these behaviors can elicit ambivalent and hostile feelings, which could influence the attitudes of psychologists, their clinical practice, and the effectiveness of interventions. However, few studies have sought to understand the attitudes of clinical psychologists towards NSSI in adolescentes, particularly in Portugal. This study focuses on characterizing the attitudes of clinical psychologists and their clinical practice with adolescents with a history of NSSI, through content analysis of semi-structured interviews conducted with 16 clinical psychologists, aged between 25 and 62 years (M= 37.62; SD= 10.15). From the content analysis, 2.519 record units emerged, organized into four pre-categories (Scientific Knowledge; Clinical Intervention; Attitudes; and Challenges, Dificulties or Professional Needs). The results indicated good general knowledge about NSSI, but a poor understanding of fundamental elements that guide the assessment and intervention in such cases, as reflected in the absence of na intervention structure. These findings may explain the prevalence of negative feelings and the presence of negative attitudes, which in turn, hinder the creation of a therapeutic relationship and highlight the need for practical materials to support the intervention

    As atitudes de guardas prisionais face a comportamentos delinquentes

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    Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Forense.Devido à forte presença de Guardas Prisionais dentro dos Estabelecimentos Prisionais, estes detêm um importante papel naquele que é o processo de reabilitação de reclusos. Assume-se assim, a importância em entender as variáveis que influenciam a forma como estes profissionais interagem com os/as reclusos/as. Uma das mais estudadas são as atitudes. Este estudo explora as atitudes de Guardas Prisionais face a reclusos/as, tendo como principal objetivo perceber se existem diferenças significativas nestas tendo em conta o sexo de delinquente e, ainda, tendo em conta a idade, sexo, anos de serviço e nível de escolaridade de Guardas, assim, entender o tipo de atitudes e crenças desenvolvidas por estes em relação à reabilitação e, consequentemente, em relação aos reclusos/as. Para tal foi utilizada a “Escala de Atitudes em Relação a Delinquentes” (EARD) e ainda a mesma escala numa outra versão, onde os itens foram reescritos no feminino, para se comparar as atitudes entre Guardas de acordo com o sexo do/a delinquente. Foram inquiridos/as 132 Guardas Prisionais, no entanto, apenas 102 questionários foram considerados válidos, devido à falta de respostas por parte de participantes. Os resultados revelaram que Guardas de ambos os sexos demonstraram atitudes mais positivas em relação às mulheres delinquentes; Guardas mais velhos/as demonstraram atitudes mais positivas do que os mais novos/as, sendo estas também mais positivas face às mulheres delinquentes; e, Guardas com mais anos de serviço também demonstraram atitudes mais positivas do que aqueles com menos anos de serviço. Estes resultados reforçam a importância em promover formações contínuas de forma a assegurar atitudes equitativas e imparciais de Guardas Prisionais para com delinquentesABSTRACT: Given the strong presence of Prison Guards within Prison Establishments, they hold a significant role in the rehabilitation process of inmates. Thus, it is essential to understand the variables that influence how these professionals interact with inmates. One of the most studied variables is attitudes. This study explores the attitudes of Prison Guards towards inmates, with the main objective of understanding if there are significant differences in these attitudes considering the sex of the individual who committed a delinquent act, and also considering the age, sex, years of service, and educational level of the Guards. The goal is to understand the type of attitudes developed by them regarding rehabilitation and, consequently, towards male and female inmates. To this end, the “Escala de Atitudes em Relação a Delinquentes” (EARD) was used, as well as a version of the same scale where the items were rewritten in the feminine form, to compare the attitudes of Guards according to the sex of the delinquent. 132 Prison Guards were surveyed, however, only 102 questionnaires were considered valid due to the lack of responses to the second questionnaire by some participants. The results found showed that both male and female Guards demonstrated more positive attitudes towards female delinquents; older Guards demonstrated more positive attitudes than younger Guards, and these were also more positive towards female delinquents; and Guards with more years of service also demonstrated more positive attitudes than Guards with fewer years of service. These results reinforce the importance of promoting continuous training to ensure equitable and impartial attitudes of Prison Guards towards inmates

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