Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida
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Cuidados paliativo : significações construídas por paciente diagnosticada com doença incurável
info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Child sexual abuse: The detrimental impact of its specific features
Child sexual abuse (CSA) has been linked to several negative psychosocial outcomes in
its victims throughout life. However, the specific impact of different features of CSA
has not been sufficiently studied. This research addressed: 1) the impact of CSA on
psychosocial outcomes in young adulthood; and 2) the differential effect of a wide
range of CSA features (such as, victim’s gender, age of onset, penetration occurrence,
victim-offender relationship, number of offenders and use of force) in deviant behavior
and psychopathological symptoms, in male and female victims. Our sample comprised
617 young adults and data was collected using the ACE Study Questionnaire, the
Deviant Behavior Variety Scale and the Depression, Anxiety and Stress Scale. Pearson
correlations, point-biserial correlations were used to test the associations between CSA
and indicators of psychopathological symptoms and deviant behavior. We then analyzed
CSA’s capacity to predict these outcomes using multiple linear regressions.
Afterwards, participants who were identified as victims of CSA (n = 76) were selected
and we carried out separate analyses for males and females using point-biserial
correlations and calculating Cohen’s d effect size. Our findings not only support the
hypothesis that CSA is associated with negative psychosocial outcomes in young
adulthood, but also suggest that some specific features of CSA are positively associated
with psychopathological symptoms and/or deviant behavior (e.g., age of onset, victimperpetrator
relationship). Furthermore, gender differences were found in the pattern of
these associations. This research strengthens the scientific evidence concerning the
potential clinical benefits of exploring the effect of specific characteristics of CSA.info:eu-repo/semantics/acceptedVersio
O papel do apoio social na vivência da maternidade na prematuridade: uma revisão de literatura
info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Qualidade de vida em pré aposentados e aposentados
info:eu-repo/semantics/publishedVersio
The know and unknow of social facilitation on stereotyping
Tese apresentada para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau Doutor em Psicologia na área de especialização de Psicologia Social apresentada no ISPA-Instituto Universitário no ano de 2020.Since Triplett (1898), that experimental psychology has explored how the presence of others (vs being alone) affects our behavior and mind. This effect is nowadays known as Social Facilitation. Although, many advances have been made in this area, little is known about how Social Facilitation affects stereotyping. As such, this thesis investigates how the presence of other persons (vs being alone) affects our stereotyping and its mechanisms.
Until the present date, only two papers have addressed this theme reaching opposite conclusions. While Lambert, et al. (2003) suggest more stereotyping in the presence of others, Castelli and Tomelleri (2008) suggest less stereotyping in the presence of others. To approach this incongruency in the literature, we conceptually replicated the main experiment of each of these papers. Our results did not replicate any of those papers. We did not find a clear Social Facilitation effect over stereotyping when following Lambert, et al’s. (2003) methodology. Moreover, when replicating Castelli and Tomelleri (2008), we found evidence of a Social Facilitation effect over stereotyping, but now in the opposite direction of the original study, showing more stereotyping in presence of others.
Throughout this thesis, we developed studies and carefully analyzed the results aiming for better understanding the effects. Since data suggested that the evidence could be spread over reaction times (RTs) or error rates, we analyzed our data (and data from a new experiment) by using the Diffusion Model. This technique allows assembling RTs and accuracy data into a set of parameters. This analysis was highly fruitful adding relevant information for future empirical approaches to stereotyping effects in the presence and isolation from others. First, Social Facilitation effects over stereotyping occur, because those in presence of others have higher stereotyping than those in isolation. Second, as already stated in the Social Facilitation literature, the type of Social Condition matters. Because we operationalized social presence as co-action and isolation having no presence of the experimenter, results diverge from the original studies. Third, Social Facilitation effects over stereotyping depend on the type the task used to measure stereotyping. These effects were more subtle in the Weapon Identification Task (WIT; Payne, 2001) and clearer in the race Implicit Association Task (IAT; Greenwald, McGhee & Schwartz, 1998). We argue that this occurs because Social Facilitation effects occur through a mechanism that is differently represented in those tasks. Fourth, our isolation condition challenges the typical results obtained in the WIT. As such our data is interpreted as evidence that different social conditions can lead people to cope differently with this task. Moreover, our data in general shows evidence of more stereotype bias and less control over stereotype activation in presence of others. We interpret this data as corroborating evidence of previous claims that the presence of others creates an overload context (Baron, 1986) and that it somehow reduces our capability of exerting an efficient control mechanism (Wagstaff, et al., 2008).Desde Triplett (1898) que a psicologia experimental tem vindo a explorar de que forma a presença de outros (em contraste com estar sozinho) afeta o nosso comportamento e mente. Este efeito é atualmente conhecido como Facilitação Social. Embora muitos avanços tenham sido feitos nesta área, pouco é conhecido sobre de que forma a Facilitação Social afeta a estereotipização (uso dos estereótipos) e os seus mecanismos.
Até à data apenas dois artigos abordaram esta temática, sendo que estes apresentam conclusões opostas. Enquanto Lambert et al. (2003) sugerem mais estereotipização na presença de outros, Castelli e Tomelleri (2008) sugerem menos estereotipização na presença de outros. De forma a abordar esta incongruência na literatura, replicamos conceptualmente a experiência principal de cada um dos artigos. Os nossos resultados não replicaram nenhuma das conclusões dos artigos originais. Não encontrámos um efeito de Facilitação Social claro sobre a estereotipização quando seguimos a metodologia de Lambert et al. (2003). Já com a replicação de Castelli e Tomelleri (2008) encontrámos evidência de Facilitação Social sobre estereotipização, mas na direção oposta da apresentada no artigo original, ou seja, maior estereotipização na presença de outros.
Ao longo desta tese foram desenvolvidos estudos e analisados resultados de forma cuidadosa com o objetivo de se obter uma melhor compreensão sobre os efeitos em estudo. Já que os dados sugeriram que os efeitos em estudo poderiam se estar a propagar pelos tempos de reação e taxas de erro, analisámos os nossos dados (e os dados de uma nova experiência) através do Modelo de Difusão. Esta técnica permite juntar tempos de reação e taxas de acerto/erro no conjunto de parâmetros. Esta análise permitiu alcançar informação relevante para futuros estudos que abordam os efeitos de estereotipização como também os efeitos da presença ou isolamento de outros. Em primeiro lugar, foram detetados efeitos de Facilitação Social sobre estereotipização, visto que a estereotipização foi maior na presença de outros no que no isolamento. Em segundo lugar, confirmamos que os tipos de condições sociais são relevantes para o efeito, uma vez que a nossa operacionalização (co-ação versus isolamento-sem a presença do experimentador), originou resultados divergentes dos estudos originais. Em terceiro lugar, verificou-se que os efeitos de Facilitação Social sobre a estereotipização dependem do tipo de tarefa usada para medir a estereotipização. Estes efeitos foram mais subtis na Weapon Identification Task (WIT; Payne, 2001) e mais claros na Implicit Association Task (IAT; Greenwald,McGhee & Schwartz, 1998). Nós argumentamos que isto ocorre porque os efeitos de Facilitação Social ocorrem através de mecanismos que são representados de forma diferente em cada uma das tarefas. Em quarto lugar, a nossa condição de isolamento desafia os resultados que são tipicamente obtidos na WIT. Desta forma, os nossos dados são interpretados como evidência que diferentes condições sociais podem levar as pessoas a lidarem com a tarefa de forma diferente. Além disso, os nossos dados de forma geral evidenciam mais viés estereotípico e menos controlo sobre a ativação do estereótipo na presença de outros. Interpretamos estes dados como estando a corroborar os estudos anteriores que enfatizam a presença de outros como um contexto que cria sobrecarga cognitiva (Baron, 1986) e que de alguma forma reduz a capacidade de usar mecanismos de controlo de forma eficiente (Wagstaff, et al., 2008)
Parental styles and bullying behaviour, in adolescents and young adults : moderating effect of personality
Resumo: Os estilos parentais caracterizam a natureza afetiva e a relação entre os pais e os filhos, apresentando por isso, uma contribuição importante para o desenvolvimento psicossocial dos jovens. A vivência familiar, a relação mantida com os pares e o desenvolvimento do adolescente contribuem para a formação da sua personalidade, sendo esta que dita muitos dos comportamentos futuros dos adolescentes e jovens adultos. Este estudo teve como objetivo analisar o papel dos estilos parentais e da personalidade no desenvolvimento de comportamentos de agressão e vitimação, assim como, testar o papel moderador da personalidade na associação anterior. A amostra foi constituída por 1976 adolescentes e jovens adultos, com idades compreendidas entre os 14 e os 25 anos de idade (M=17.22; DP=2.50). A recolha de dados foi realizada com recurso a instrumentos de autorrelato. Os resultados sugerem a extroversão e a conscienciosidade como fatores protetores face ao desenvolvimento de
comportamentos de vitimação e agressão, e o neuroticismo como um importante potenciador destes comportamentos. Os dados foram analisados à luz da teoria de Baumrind, assumindo a importância dos estilos parentais para o desenvolvimento da personalidade e de comportamentos de bullying na adolescência e jovem adultícia.Abstract: The emotional nature and the relationship between parents and their children, characterized by the parental styles, display an important contribution to the psychosocial development of adolescents. The adolescent personality is shaped by their family environment and the relationship with their peers, which have a big significance to the future behaviour of the adolescents and young adults. The present study aims to analyze predictor role from parenting styles of both mother and father with the adolescent
personality in different bullying behaviours, and also, evaluate the moderating role of personality traits on the association between parenting styles and bullying behaviours. The study sample consisted of 1,976 adolescents and young adults aged between 14 and 25 years old (M=17:22, SD=2.50). Data
collection was performed using a self-report instrument. The results suggest the extraversion and conscientiousness traits as protective factors to the victimization and aggression behaviours, and neuroticism trait as an enhancer of these behaviours. The results will be discussed in light of Baumrind theory, assuming the importance of parenting styles for the personality and behaviour development in adolescents and young adults.Esta investigação é parcialmente suportada pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia – FCT (PEst-C/PSI/UI0050/2011) e FEDER através do programa COMPETE no âmbito do projeto FCOMP-01-0124-FEDER-022714info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Promoção da Literacia em Saúde através dos media
A saúde ocupa um lugar central entre as preocupações da sociedade, numa época em que a esperança média de vida atinge valores recordes nos países ocidentais, onde as expectativas face à capacidade da ciência em dar resposta aos problemas são elevadíssimas. É por isso essencial para a população obter informações sobre saúde. Através dos media, os indivíduos com baixa Literacia em Saúde, como os idosos e as pessoas em situação socioeconómica débil, são influenciados pelos conteúdos noticiosos relacionados com a saúde. Os media são, assim, um dos principais motores para a comunicação em saúde, devido ao fácil acesso, grande disseminação, elevado poder de persuasão e potencial orientação para o sistema e para as soluções.
Os media generalistas ou especializados tornaram-se num dos principais veículos de informação, possuindo não só a capacidade de informar, como também de influenciar as atitudes dos seus públicos.
Têm, por um lado, a vantagem de serem os promotores da Literacia em Saúde junto da população, mas por outro, a desvantagem de serem descredibilizados quando há desconfiança em relação à fonte da informação. Ao longo deste trabalho vamos abordar as diferentes vias de acesso à informação em saúde, bem como os diferentes modelos de comunicação. Deixaremos ainda em aberto um tema que pode ser desenvolvido mais tarde: o que ainda está por fazer na área da Literacia em Saúde e qual pode ser a contribuição e envolvimento dos media.info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Ecology of sites of confinement: Everyday life in a detention center for Illegalized non-citizens
Drawing on almost 3 years of fieldwork, comprising qualitative interviews and ethnographic observations, this study provides an exploration into the detention of illegalized non-citizens in Italy. Taking the largest detention center as a case study, the fabric of everyday life and the lived experiences of people, both detainees and professional actors, are the focus of examination. An ecological community psychology framework, with a focus on justice, guided the data collection, analysis, and interpretation. Findings highlight the oppressive qualities of detention, and its ripple effects on people's life spaces. Scarcity of resources, activities, and information created a very distressing environment for detainees, also enhancing feelings of powerlessness and frustration in professionals willing to assist them. Uncertainty and instability, rather than coercion or discipline, emerged as modes of governing and dominating. Bound in a different space and time, detainees were turned into unwanted and expendable others, their confinement becoming a means to extract profit from them. Yet, people languishing in these sites displayed an extraordinary ability to cope with, resist, and challenge the persisting conditions of injustice they endured. We conclude by highlighting the potential of the proposed framework, and discussing broader implications of our findings and avenues for research and action.Fundação para a Ciência e a Tecnologia - FCTinfo:eu-repo/semantics/publishedVersio
Análise das práticas no âmbito das equipas locais de intervenção precoce e da educação especial: um estudo comparativo
Tese de Doutoramento em Ciências da Educação na área de especialização de necessidades educativas especiais apresentada no ISPA - Instituto UniversitárioAo longo das últimas décadas tem-se verificado uma grande evolução no âmbito
da intervenção precoce na infância (IPI), e nos últimos anos, a educação e os cuidados
na primeira infância ganharam uma posição de destaque na agenda europeia. A
comunidade internacional reconheceu o valor da IPI para crianças vulneráveis e suas
famílias. Em todo o mundo, famílias, profissionais, organizações da sociedade civil e
governos defendem a melhoria dos serviços prestados à primeira infância em todos os
setores – saúde, educação, proteção e ação social. Em Portugal, apesar de ser um dos poucos países com legislação específica para a IPI – Decreto-Lei n.º 281/2009, que criou o sistema nacional de intervenção precoce
na infância – SNIPI a existência simultânea de dois normativos para as crianças dos 3-6
anos (Decreto-Lei n.º 3/2008), um longo e complexo caminho se tem vindo a verificar
na implementação das práticas recomendadas O nosso trabalho enquadra-se nas linhas de investigação nacional e
internacional, no âmbito dos estudos da avaliação de programas de intervenção precoce
na infância, avaliação das perceções de pais e profissionais sobre os serviços de
intervenção precoce e perspetiva de intervenção centrada na família e nos contextos,
bem como a análise de práticas. O estudo foi realizado no distrito de Lisboa e nele participaram 36 profissionais e
36 famílias. A recolha de dados foi iniciada depois da autorização da Comissão Nacional de Proteção de Dados, e da declaração de consentimento informado assinada pelos pais. As questões de investigação colocadas no âmbito do estudo empírico decorrem de quatro objetivos: ! Comparar as perceções das famílias e dos profissionais sobre as práticas
nos diferentes contextos de atendimento; ! Comparar as perceções sobre a importância que as famílias e os
profissionais atribuem às práticas nos diferentes contextos de atendimento; ! Observar e analisar as práticas de IPI em diferentes contextos de prestação de serviços – equipa local de intervenção (domicílio, creche e
jardim de infância) e educação especial do Ministério da Educação e Ciência (jardim de infância) ;
Análise de Práticas no Âmbito das Equipas Locais de Intervenção e da Educação Especial
Um estudo comparativo! ! x ! Avaliar em qual dos contextos, estas práticas se adequam ao modelo de
intervenção centrado na família. Usamos como instrumentos a Family Focused Intervention Scale de Mahoney,
O’Sullivan e Dennenbaum (1990) adaptada por Pimentel (2003a), para avaliar as
perceções dos pais e a Inclusive Classroom Profile de Soukakou (2007), traduzida e
adaptada provisoriamente por Corval et al, (2012), que serviu de base à grelha de
observação. Os resultados obtidos revelam que, na generalidade, os nossos resultados são
muito semelhantes aos obtidos por (Pimentel, 2003b, 2005), não se evidenciando
práticas centradas na família, nem a participação da mesma no processo de
intervenção. No estudo de observação, de caráter qualitativo, foram muito poucos os
casos em que pudemos observar práticas que vão ao encontro destas recomendações
internacionais. No que diz respeito à intervenção centrada nos contextos naturais, os dados
obtidos permitiram-nos concluir que, mesmo quando o apoio é dado dentro da sala, nem
sempre as atividades que aí decorrem nem as rotinas da sala/colegas são aproveitadas
pelos profissionais de apoio, não podendo por isso falar-se em intervenção baseada nas
rotinas e nos contextos naturais de aprendizagem.Throughout the last decades, there has been a significant evolution in the field
of Early Childhood Intervention (ECI), and, in recent years, early childhood education
and care have gained an outstanding position on the European agenda. The
international community recognised the value of ECI to vulnerable children and their
families. All over the world, professionals, families, civil society organisations and
governments want an improvement in the quality of services provided to early
childhood in every sector – health, education, protection and social action.
Portugal is one of the few countries having specific legislation for ECI, -
Decree-Law 281/2009, which created the National Early Childhood Intervention
System of ECI (NECIS). Nevertheless, implementation of recommended practices has
not been easy. We think that the simultaneous existence of two normative documents
for 3 to 6 year-old children (Decree-Law 3/2008) may be a barrier to that
implementation. Our work fits into the national and international lines of research, in what
concerns the of ECI programmes evaluation studies, the evaluation of parents’ and
professionals’ perceptions about the ECI services, and analysis of professional
practices in what concerns family and contexts-centred intervention.
The study was conducted in the district of Lisboa and it had the participation of
36 professionals and 36 families. The data collection was initiated after the approval of
the National Commission for Data Protection and the informed consent document
signed by the parents. The main goals of the research were:
! To compare families’ and professionals’ perceptions about the practices
in different contexts of service provision; ! To compare the perceptions about the importance that families and
professionals give to the practices in different contexts of service
provision;
! To observe and to analyse the practices of ECI in different contexts of
service provision – Local Intervention Teams (home, day nursery and
kindergarten) and Special Education of the Ministry of Education and
Science (kindergarten); ! To evaluate in which of the contexts these practices are similar to the
family-centred intervention model. We used the Family Focused Intervention Scale by Mahoney, O’Sullivan e
Dennenbaum (1990) adapted by Pimentel (2003a) to evaluate parents’ and
professionals’ perceptions, and Inclusive Classroom Profile by Soukakou (2007),
translated and provisionally adapted by Corval et al, (2012) which served as a basis for
the observation chart. Our results are very similar to those obtained by Pimentel (2003b, 2005), as
there is no evidence of family-centred practices nor the participation of the family in
the intervention process. In the qualitative observation study, there were very few
cases in which we could observe practices that address the international
recommendations. Concerning intervention in natural contexts, data allowed us to conclude that,
even when the support is given inside the classroom or at home, the activities that take
place in those settings or the routines of the classroom/classmates are not harnessed by
the professionals. Therefore, we cannot talk about intervention based on routines and
natural contexts of learning