Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida

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    Post-traumatic stress symptoms, rumination, and posttraumatic growth in women with a traumatic childbirth experience

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    Background: Rumination can either prolong distress or foster growth following traumatic experiences like childbirth. This study investigates the association between post-traumatic stress symptoms and post-traumatic growth in women who underwent traumatic childbirth, examining the potential mediating role of two types of rumination – intrusive and deliberate. Methods: A cross-sectional study in Northern Portugal from January 2020 to December 2021 surveyed 202 women with infants under 12 months, self-reporting traumatic childbirth experiences. Instruments included the City Birth Trauma Scale, Event-Related Rumination Inventory, and Post-traumatic Growth Inventory. Results: Women experienced various childbirth-related traumatic events, with most showing post-traumatic stress symptoms for over three months. Approximately 60% met post-traumatic stress disorder criteria. The results indicate that post-traumatic stress symptoms were positively correlated with post-traumatic growth, and both showed positive associations with intrusive rumination and deliberate rumination. Mediation analysis revealed deliberate rumination significantl

    Empower-grief for relatives of cancer patients: Implementation And findings from an exploratory randomized controlled trial

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    Grief reactions among relatives of palliative care patients are often overlooked, with most interventions targeting Prolonged Grief Disorder (PGD) rather than its prevention. Few interventions have been developed for individuals at risk. This study aimed to evaluate the efficacy of Empower-Grief, a selective intervention designed to address early problematic grief reactions and to explore predictors of its effectiveness. This exploratory randomized controlled trial (RCT) compared Empower-Grief with Treatment as Usual (TAU) among relatives or caregivers of palliative and oncological patients at risk of developing PGD. A total of 46 participants were assessed at baseline, post-intervention, and six months later. The primary outcome was PGD symptoms, with additional measures including anxiety, depression, coping strategies, attachment style, psychological flexibility, post-traumatic growth, social support, and therapeutic alliance. The final analyses indicate equivalence between Empower-Grief and TAU, suggesting that both interventions yielded comparable outcomes in reducing PGD symptoms and associated psychological distress. The initial symptoms and therapeutic alliance were predictors of the results in both post- and follow-up moments. This study contributes to the evidence on grief interventions in palliative care, highlighting the importance of structured support for bereaved caregivers. While Empower-Grief demonstrated comparable effectiveness to TAU, its lower intensity, ease of training, and application make it a promising treatment option

    Liderança robótica e satisfação no trabalho: O papel da segurança psicológica e da confiança

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    Dissertação de Mestrado apresentada no ISPA – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia Social e das OrganizaçõesA evolução tecnológica tem levado a um crescente interesse pela forma como os indivíduos interagem com robôs, nomeadamente em contextos de trabalho. Em ambiente laboral, os robôs já são percecionados pelos trabalhadores como promotores de bem-estar psicológico e como parceiros de trabalho. O presente trabalho teve como principal objetivo compreender as atitudes e perceções dos indivíduos que são liderados por um líder robô em contexto laboral. Variáveis como a confiança no robô, o estilo de liderança, a segurança psicológica e a satisfação no trabalho foram analisadas. Este estudo, de carácter correlacional, teve uma amostra de 178 participantes, que leram um cenário que descrevia uma situação de trabalho em que o robô assumia o papel de líder. No que toca aos resultados, foi esperado que, perante a existência de um líder robô, a segurança psicológica mediasse a relação entre o estilo de liderança transformacional do robô e a satisfação no trabalho. Foi também esperado que o nível de confiança no robô moderasse a relação entre o estilo de liderança e a segurança psicológica. Por último, previu-se que existiriam diferenças entre indivíduos em relação à literacia tecnológica, bem como ao nível de aceitação dos robôs nos locais de trabalho. As descobertas desta investigação contribuíram para compreender a forma como os indivíduos percecionam a liderança robótica, que, por sua vez, pode ter relevantes implicações práticas, nomeadamente em contextos organizacionais onde maior precisão e menor enviesamentos na tomada de decisão são essenciais.Technological developments have led to a growing interest in how individuals interact with robots, particularly in work contexts. In the workplace, robots are already perceived by workers as promoting psychological well-being and as work partners. The main aim of this study was to understand the attitudes and perceptions of individuals who are led by a robot leader in a work context. Variables such as trust in the robot, leadership style, psychological safety and job satisfaction were analysed. This correlational study had a sample of 178 participants who read a scenario describing a work situation in which the robot took on the role of leader. As far as the results are concerned, it was expected that in the presence of a robot leader, psychological safety would mediate the relationship between transformational leadership style and job satisfaction. The level of trust in the robot was also expected to moderate the relationship between leadership style and psychological safety. Finally, differences between individuals are expected in relation to technological literacy as well as the level of acceptance of robots in the workplace. The findings of this research have contributed to understanding how individuals perceive robotic leadership which, in turn, can have relevant practical implications, particularly in organisational contexts where greater precision and less bias in decision-making are essential

    Rumo ao desejo: Narrativas sobre práticas, motivações e sexualidades BDSM

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    Dissertação de Mestrado para obtenção do grau de Mestre na área de especialização de Psicologia Clínica, apresentada no ISPA – Instituto Universitário.O estudo do BDSM, definido como um conjunto de práticas consentidas de roleplay de natureza física, psicológica e sexual, tem vindo a sofrer alterações profundas, focando-se progressivamente numa perspetiva não-patologizante destes fenómenos. Apesar deste crescente foco investigacional, várias questões mantêm-se em aberto, particularmente em relação às modificações que se operam nestas práticas ao longo do ciclo de vida. Objetivo: Assim, o presente estudo pretende aprofundar três temas distintos: as perceções das motivações que levam a estas práticas, o desenvolvimento das fantasias e atividades ao longo do ciclo de vida e as narrativas relativas a fatores facilitadores e inibidores de mudanças percebidas. Método: Foram realizadas entrevistas a nove praticantes de BDSM, com idades compreendidas entre os 25 e os 69 anos (M = 44,11; DP = 14,4), tendo estas sido posteriormente sujeitas a uma análise de conteúdo. Resultados: Os participantes destacaram um conjunto alargado de benefícios de natureza interpessoal e intrapessoal, abrangendo uma melhor comunicação, sensações de relaxamento e um maior grau de autoconhecimento. Destacou-se igualmente o papel do consentimento e da segurança na compreensão destas práticas e o papel preponderante que desempenham. As mudanças das práticas BDSM relatadas pelos participantes remeteram principalmente para a expansão do reportório de interesses ao longo do ciclo de vida e traduziram a forte influência das relações interpessoais neste processo. As crenças sobre a origem do interesse em BDSM relatadas refletiram o potencial para a ocorrência simultânea de narrativas essencialistas e construtivistas. Conclusão: Globalmente os resultados dão indicação do BDSM como um fenómeno heterogéneo, cuja modificação ao longo do ciclo de vida é profundamente influenciada por fatores interpessoais.The study of BDSM, a term defined as consensual role-playing practices of a physical, psychological and sexual nature, has been undergoing profound changes, progressively focusing more on a non-pathologizing perspective of these phenomena. Despite the increase in research regarding this subject several questions remain, especially in regard to the modifications that occur to these practices throughout the life cycle. Objective: Therefore, the present study endeavors to explore three distinct themes: perceptions of the benefits that motivate engagement in these practices, the development of BDSM fantasies and activities throughout the life cycle and narratives relating to facilitating and inhibiting factors of perceived changes. Method: Interviews with nine BDSM practitioners with ages ranging between 25 and 69 years (M = 44.11; SD= 14.4) were conducted, being later subjected to content analysis Results: Participants of this study highlighted a wide range of interpersonal and intrapersonal benefits, encompassing improved communication, feelings of relaxation, and a greater degree of self-knowledge. The role of consent and safety in these practices and their crucial role were also emphasized. Changes cited by participants in their BDSM practices mostly pertained to an increase of the amount of interests throughout the life cycle and particular importance was given to the influence of interpersonal relationships. The beliefs about the origin of BDSM interests reported in this study reflect the potential for the simultaneous occurrence of essentialist and constructivist narratives. Conclusion: Globally the results that were obtained indicate that BDSM practices are a diversified phenomenon, whose process of change is profoundly influence by interpersonal factors

    A afetividade da relação pedagógica na gestão de comportamentos em contexto de jardim de infância

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    Relatório da Prática de Ensino Supervisionada apresentado no ISPA – Instituto Universitário para obtenção do grau de Mestre em Educação Pré-EscolarThis investigation focuses on a reflection on affectivity in the pedagogical relationship and its role in behavior management in educational contexts, addressing the role of the early childhood educator in this process. The study was conducted within the framework of supervised practice in a kindergarten classroom, with a group composed of 25 children. The study addresses three guiding questions: (i) how can the educator create affective and trusting relationships with children; (ii) what strategies can the educator implement to promote group cohesion, participation, and affective relationships in order to prevent situations of indiscipline; (iii) what strategies can the educator use to deal with disruptive behaviors? A qualitative methodology was employed, using techniques such as observation and data collection instruments, including field notes and an interview conducted with the classroom educator. The results showed the importance of the educator's competence in emotionally self-regulating in order to support the child in developing the same competencies and in solving behavioral problems, and having embedded in their practice the appropriate strategies to deal with challenges that may arise. In this regard, the need for continuous reflection by the educator is also highlighted, as well as training, so that they have intentionality in their educational practice, supported by what research presents to us as strategies that promote the child's best development. Empathy also proves to be fundamental as a means to better understand the origin of the child's behaviors and thus be able to adapt strategies to their affective needs. Finally, the study demonstrates that behavior management is more effective when the educator invests in promoting participation, group autonomy, and affective relationships among children, which in turn promote emotional, social, and behavioral self-regulation competencies. Keywords:Esta investigação assenta numa reflexão sobre a afetividade na relação pedagógica e o seu papel na gestão de comportamentos em contextos educativos, abordando o papel do educador de infância nesse processo. O estudo foi realizado no âmbito da prática supervisionada numa sala de jardim de infância, com um grupo composto por 25 crianças. O estudo aborda três questões orientadoras: (i) como é que a educadora pode criar relações afetivas e de confiança com as crianças; (ii) que estratégias é que a educadora pode implementar para promover no grupo a sua coesão, participação e relações afetivas, de forma a prevenir situações de indisciplina; (iii) que estratégias é que a educadora pode utilizar para lidar com comportamentos disruptivos? Utilizou-se uma metodologia qualitativa, com recurso a técnicas como a observação e instrumentos de recolha de dados, como as notas de campo e entrevista realizada à educadora da sala. Os resultados mostraram a importância de o educador saber autorregular-se emocionalmente de forma a conseguir apoiar a criança no desenvolvimento das mesmas competências e na resolução de problemas comportamentais e ter embebidas na sua prática as estratégias adequadas para lidar com os desafios que possam surgir. Neste sentido, destaca-se também a necessidade da reflexão contínua por parte do educador, assim como a formação, para que tenha intencionalidade na sua prática educativa, suportada pelo que a investigação nos apresenta enquanto estratégias que promovem o melhor desenvolvimento da criança. A empatia revela-se igualmente fundamental enquanto meio para melhor compreender a origem dos comportamentos da criança e assim, conseguir adequar as estratégias às suas necessidades afetivas. Por último, o estudo evidencia que uma gestão de comportamentos é mais eficaz quando a educadora investe na promoção da participação, autonomia do grupo e nas relações afetivas entre crianças, que por sua vez, promovem competências de autorregulação emocional, social e comportamental

    O impacto da convivência com animais de companhia no desenvolvimento da teoria da mente (TOM) em crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA)

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    Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário, para obtenção do grau de Mestre na especialidade de Psicologia Clínica.A literatura carece de investigações que correlacionem o impacto da convivência com animais de companhia no desenvolvimento da teoria da mente (ToM) em crianças com perturbação do espetro do autismo (PEA). Existe um foco no impacto das terapias assistidas por animais em crianças com PEA, não avaliando de forma direta se os efeitos benéficos da convivência com animais estão associados a um maior desenvolvimento da ToM. Desta forma, o principal objetivo da presente dissertação visa testar se a convivência com animais de companhia influencia o desenvolvimento da ToM em crianças com PEA. Tendo este objetivo em consideração, foi recolhida uma amostra de 27 crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos de idade, com uma média de idades de 11.15 anos (DP= 3.51), dos quais 21 (77,8%) pertencem ao sexo masculino e 6 (22,2%) ao sexo feminino. Adicionalmente, 19 participantes (70,4%) apresentavam grau 1 de necessidade de suporte e 8 participantes (29,6%) apresentavam grau 2 de necessidade de suporte. Relativamente ao contacto com animais, verificou-se que 14 participantes (51,9%) conviviam com animais no domicílio, enquanto 13 (48,1%) não possuíam animais em casa. No que diz respeito ao contacto com animais fora do ambiente doméstico, 15 participantes (55,6%) relataram ter este tipo de contacto, enquanto 12 participantes (44,4%) indicaram não ter. Para avaliação dos construtos supramencionados, foi utilizada a Bateria de Tarefas para avaliação da Teoria da Mente (Theory of Mind Task Battery) – BTATM. Com base nos resultados obtidos, observou-se que a interação com animais de companhia parece contribuir para o reconhecimento e compreensão de emoções humanas, assim, este contacto é apontado como facilitador da observação e interpretação de estados mentais dos outros, promovendo um maior desenvolvimento da ToM. Subsequentemente, foram formuladas propostas no que respeita às potenciais aplicações práticas que podem advir da presente investigação, tendo em vista o desenvolvimento da ToM e os seus benefícios para crianças e jovens com PEA.The literature lacks investigations that connect the impact of living with pets with the development of Theory of Mind (ToM) in children with Autistic Spectrum Disorder (ASD). There is a focus on the impact of animal-assisted therapies in children with ASD, but no direct assessment of whether the beneficial effects of living with animals are associated with greater ToM development. Therefore, the main purpose of this thesis is to test whether living with pets influences the development of ToM in children with ASD. Considering this goal, 27 children - ranging from 6 to 17 years old – were tested for theory of mind with The Theory of Mind Task Battery (TMTB). The average age was 11.15 years (SD= 3.51). The participants were 21 (77.8%) males and 6 (22.2%) females. 19 participants (70.4%) had a level 1 need for support and 8 participants (29.6%) had a level 2 need for support. 14 participants (51,9%) live with pets, while 13 participants (48,1%) have no pets. 15 participants (55,6%) have regular contact with pets, while 12 participants (44,4%) have no such contact. The results show that regular interaction with pets seems to contribute to the recognition and understanding of human emotions. Thus, the animal-child relation acts as a facilitator of the observation and interpretation of others’ mental states, promoting a greater development of ToM. Potential practical applications of the results of this study are discussed

    Adaptation of the eco-anxiety scale to adult Portuguese native speakers: a validity and reliability study

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    Eco-anxiety is a multidimensional construct that includes emotional, behavioral and cognitive manifestations related to potential environmental calamities. There is a need to adapt and validate measures that evaluate eco-anxiety into Portuguese using a multi-trait approach. This study examined the psychometric properties of the Hogg Eco-Anxiety Scale (HEAS) in adult Portuguese speakers (18–83 years old). Data were collected on the Portuguese adaptation of the HEAS, environmental identity and psychological symptoms, and sociodemographic data. The construct validity of the HEAS was subsequently examined through exploratory and confirmatory factor analysis. The factorial structure of the original scale was the best explanation of the sample data. The scale showed good internal consistency and presented measurement invariance for both sex and age groups. The global score of the HEAS and the dimensions of emotional and behavioral symptoms were moderately associated with clinical symptoms. Females and younger participants presented higher levels of eco-anxiety apart from rumination symptoms. The results suggest the suitability of the HEAS as a valid measure to evaluate the different signs of eco-anxiety among adult Portuguese native speakers

    Não te deixes enganar! Projeto de literacia no combate à desinformação no ensino superior

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    O projeto “Be careful!” assenta numa relação de confiança e parceria entre as bibliotecas, os seus profissionais, estudantes e investigadores. O objetivo é combater a dimensão académica e científica do fenómeno da desinformação e garantir a integridade académica, desenvolvendo melhores e mais apuradas competências para o estudo, investigação, publicação e divulgação do conhecimento científico. Para tal, serão traduzidos e adaptados instrumentos e ferramentas que melhorem a qualidade do trabalho académico através do reforço de critérios baseados na literacia da informação, quer na seleção da credibilidade das fontes, quer na aferição de critérios de qualidade das publicações científicas, quer na prevenção do plágio e de outras práticas académicas ilícitas.Fundação para a Ciência e Tecnologia - FC

    Comportamentos prossociais: O papel moderador da sensibilidade à recompensa social no bem-estar

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    Dissertação de Mestrado realizada sob a orientação da Prof.ª Doutora Inês Mares, apresentada no Ispa - Instituto Universitário para a obtenção de grau de Mestre na Especialidade de Psicologia Clínica.A prossocialidade tem sido amplamente reconhecida como um fator importante para o bem-estar subjetivo. Ainda assim, os seus mecanismos subjacentes permanecem pouco claros na literatura. O presente estudo procurou aprofundar a compreensão desta relação, explorando o papel da sensibilidade à recompensa social como possível variável moderadora desta associação. A amostra foi constituída por jovens adultos, com idades entre os 18 e os 29 anos (N=113; M=21,9; DP=3,45), que completaram medidas de autorrelato sobre comportamentos prossociais, sensibilidade à recompensa social e bem-estar subjetivo (felicidade em particular), bem como duas tarefas experimentais: uma de comportamento prossocial e outra de sensibilidade à recompensa social. Os resultados obtidos não confirmaram uma associação significativa entre os comportamentos prossociais e o bem-estar subjetivo, nem apoiaram a hipótese de um efeito moderador da sensibilidade à recompensa social nessa relação. No entanto, foram observadas associações positivas entre algumas dimensões da sensibilidade à recompensa social - nomeadamente a valorização da admiração, das relações sexuais e a preferência por rostos felizes - e a expressão autorrelatada de comportamentos prossociais. Estes resultados sugerem que a sensibilidade à recompensa social está implicada na manifestação de comportamentos prossociais. O presente estudo contribui para a investigação sobre a prossocialidade ao introduzir uma abordagem diferenciada da sensibilidade à recompensa social, tratada aqui como um fenómeno multidimensional. Os dados da nossa amostra apontam para associações parciais entre determinados domínios dessa sensibilidade e a prossocialidade autorrelatada, sugerindo que diferentes dimensões podem influenciar a expressão de comportamentos orientados para os outros. Estes resultados abrem caminho para novas linhas de investigação focadas nos fatores motivacionais e contextuais que podem sustentar a ação prossocial.Prosocial behaviour has been widely recognised as an important factor in subjective well-being. However, its underlying mechanisms remain unclear in the literature. The present study aimed to deepen the understanding of this relationship by exploring the role of social reward sensitivity as a potential moderating variable in the relationship between prosocial behaviour and subjective well-being. Our sample consisted of emerging adults aged between 18 and 29 years (N=113; M=21,9; DP=3,45), who completed self-report measures on prosocial behaviour, social reward sensitivity, and subjective well-being (with a focus on happiness), as well as two experimental tasks: one assessing prosocial behaviour and another assessing social reward sensitivity. Our results did not confirm a significant association between prosocial behaviour and subjective well-being, nor did they support the hypothesis of a moderating effect of social reward sensitivity in this relationship. Nevertheless, positive associations were found between specific dimensions of social reward sensitivity - namely the valuation of admiration, sexual relationships, and the preference for happy faces - and self-reported prosocial behaviour. These findings suggest that certain domains of social reward may be involved in how some individuals experience or express prosocial behaviours. This study contributes to the investigation of prosociality by ntroducing a differentiated approach to social reward sensitivity, treated here as a multidimensional phenomenon. The data from our sample point to partial associations between specific domains of this sensitivity and self-reported prosociality, suggesting that different forms of social reward may influence the expression of behaviours directed towards others. These findings open avenues for future research focused on the motivational and contextual factors that might sustain prosocial action

    Exploração da relação entre cibercondria, crenças em saúde e somatização em adultos emergentes

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    Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia ClínicaIntrodução: À procura excessiva de conteúdos sobre saúde online, acompanhada de uma elevada preocupação e dificuldade em gerir a informação encontrada dá-se o nome de cibercondria. Este fenómeno emergente tem sido pouco explorado em jovens adultos, população altamente exposta a conteúdos digitais. Este estudo pretende explorar de que forma a cibercondria se relaciona com a perceção de autoeficácia, a gravidade percebida e a somatização, à luz do Modelo de Crenças em Saúde. Método: Neste estudo quantitativo exploratório participaram 536 jovens adultos portugueses, com idades compreendidas entre os 18-30 anos (M=24.10; DP=2.68), que responderam a questões sociodemográficas, clínicas e relativas a hábitos de pesquisa sobre saúde online, seguido da Cyberchondria Severity Scale (com as subescalas Sofrimento, Compulsão, Excessividade, Reconfirmação e Desconfiança do médico), Somatic Symptom Scale – 8 e do Questionário de Crenças sobre Saúde Mental. Resultados: O modelo final apresentou bom ajustamento (CFI=.97; TLI=.96; RMSEA=.04; SRMR=.06), indicando que diferentes dimensões da cibercondria predizem de forma distinta as variáveis em estudo. Destaca-se o sofrimento como principal preditor da somatização (β=.42, p < .001) e da gravidade percebida (β =.29, p < .001), e a desconfiança do médico como preditor negativo da perceção de autoeficácia e benefícios (β=–.53 , p < .001). O modelo explicou 17.6% da variância da somatização, 29.8% da autoeficácia/benefícios e 11.3% da gravidade percebida de doença mental. Discussão: Estes resultados reforçam a escassa literatura existente ao evidenciar que dimensões específicas da cibercondria afetam de forma distinta as crenças em saúde e a somatização. Face a este panorama, torna-se essencial implementar intervenções que aliem a promoção da literacia digital crítica ao reforço da confiança na relação médico-paciente, e ao desenvolvimento de competências para lidar com a informação médica online

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