Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida
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Rumo ao desejo: Narrativas sobre práticas, motivações e sexualidades BDSM
Dissertação de Mestrado para obtenção do grau de Mestre na área de especialização de Psicologia Clínica, apresentada no ISPA – Instituto Universitário.O estudo do BDSM, definido como um conjunto de práticas consentidas de roleplay de natureza física, psicológica e sexual, tem vindo a sofrer alterações profundas, focando-se progressivamente numa perspetiva não-patologizante destes fenómenos. Apesar deste crescente foco investigacional, várias questões mantêm-se em aberto, particularmente em relação às modificações que se operam nestas práticas ao longo do ciclo de vida. Objetivo: Assim, o presente estudo pretende aprofundar três temas distintos: as perceções das motivações que levam a estas práticas, o desenvolvimento das fantasias e atividades ao longo do ciclo de vida e as narrativas relativas a fatores facilitadores e inibidores de mudanças percebidas. Método: Foram realizadas entrevistas a nove praticantes de BDSM, com idades compreendidas entre os 25 e os 69 anos (M = 44,11; DP = 14,4), tendo estas sido posteriormente sujeitas a uma análise de conteúdo. Resultados: Os participantes destacaram um conjunto alargado de benefícios de natureza interpessoal e intrapessoal, abrangendo uma melhor comunicação, sensações de relaxamento e um maior grau de autoconhecimento. Destacou-se igualmente o papel do consentimento e da segurança na compreensão destas práticas e o papel preponderante que desempenham. As mudanças das práticas BDSM relatadas pelos participantes remeteram principalmente para a expansão do reportório de interesses ao longo do ciclo de vida e traduziram a forte influência das relações interpessoais neste processo. As crenças sobre a origem do interesse em BDSM relatadas refletiram o potencial para a ocorrência simultânea de narrativas essencialistas e construtivistas. Conclusão: Globalmente os resultados dão indicação do BDSM como um fenómeno heterogéneo, cuja modificação ao longo do ciclo de vida é profundamente influenciada por fatores interpessoais.The study of BDSM, a term defined as consensual role-playing practices of a physical, psychological and sexual nature, has been undergoing profound changes, progressively focusing more on a non-pathologizing perspective of these phenomena. Despite the increase in research regarding this subject several questions remain, especially in regard to the modifications that occur to these practices throughout the life cycle. Objective: Therefore, the present study endeavors to explore three distinct themes: perceptions of the benefits that motivate engagement in these practices, the development of BDSM fantasies and activities throughout the life cycle and narratives relating to facilitating and inhibiting factors of perceived changes. Method: Interviews with nine BDSM practitioners with ages ranging between 25 and 69 years (M = 44.11; SD= 14.4) were conducted, being later subjected to content analysis Results: Participants of this study highlighted a wide range of interpersonal and intrapersonal benefits, encompassing improved communication, feelings of relaxation, and a greater degree of self-knowledge. The role of consent and safety in these practices and their crucial role were also emphasized. Changes cited by participants in their BDSM practices mostly pertained to an increase of the amount of interests throughout the life cycle and particular importance was given to the influence of interpersonal relationships. The beliefs about the origin of BDSM interests reported in this study reflect the potential for the simultaneous occurrence of essentialist and constructivist narratives. Conclusion: Globally the results that were obtained indicate that BDSM practices are a diversified phenomenon, whose process of change is profoundly influence by interpersonal factors
A afetividade da relação pedagógica na gestão de comportamentos em contexto de jardim de infância
Relatório da Prática de Ensino Supervisionada apresentado no ISPA – Instituto Universitário para obtenção do grau de Mestre em Educação Pré-EscolarThis investigation focuses on a reflection on affectivity in the pedagogical relationship and its role in behavior management in educational contexts, addressing the role of the early childhood educator in this process. The study was conducted within the framework of supervised practice in a kindergarten classroom, with a group composed of 25 children.
The study addresses three guiding questions: (i) how can the educator create affective and trusting relationships with children; (ii) what strategies can the educator implement to promote group cohesion, participation, and affective relationships in order to prevent situations of indiscipline; (iii) what strategies can the educator use to deal with disruptive behaviors?
A qualitative methodology was employed, using techniques such as observation and data collection instruments, including field notes and an interview conducted with the classroom educator.
The results showed the importance of the educator's competence in emotionally self-regulating in order to support the child in developing the same competencies and in solving behavioral problems, and having embedded in their practice the appropriate strategies to deal with challenges that may arise. In this regard, the need for continuous reflection by the educator is also highlighted, as well as training, so that they have intentionality in their educational practice, supported by what research presents to us as strategies that promote the child's best development. Empathy also proves to be fundamental as a means to better understand the origin of the child's behaviors and thus be able to adapt strategies to their affective needs. Finally, the study demonstrates that behavior management is more effective when the educator invests in promoting participation, group autonomy, and affective relationships among children, which in turn promote emotional, social, and behavioral self-regulation competencies.
Keywords:Esta investigação assenta numa reflexão sobre a afetividade na relação pedagógica e o seu papel na gestão de comportamentos em contextos educativos, abordando o papel do educador de infância nesse processo. O estudo foi realizado no âmbito da prática supervisionada numa sala de jardim de infância, com um grupo composto por 25 crianças.
O estudo aborda três questões orientadoras: (i) como é que a educadora pode criar relações afetivas e de confiança com as crianças; (ii) que estratégias é que a educadora pode implementar para promover no grupo a sua coesão, participação e relações afetivas, de forma a prevenir situações de indisciplina; (iii) que estratégias é que a educadora pode utilizar para lidar com comportamentos disruptivos?
Utilizou-se uma metodologia qualitativa, com recurso a técnicas como a observação e instrumentos de recolha de dados, como as notas de campo e entrevista realizada à educadora da sala.
Os resultados mostraram a importância de o educador saber autorregular-se emocionalmente de forma a conseguir apoiar a criança no desenvolvimento das mesmas competências e na resolução de problemas comportamentais e ter embebidas na sua prática as estratégias adequadas para lidar com os desafios que possam surgir. Neste sentido, destaca-se também a necessidade da reflexão contínua por parte do educador, assim como a formação, para que tenha intencionalidade na sua prática educativa, suportada pelo que a investigação nos apresenta enquanto estratégias que promovem o melhor desenvolvimento da criança. A empatia revela-se igualmente fundamental enquanto meio para melhor compreender a origem dos comportamentos da criança e assim, conseguir adequar as estratégias às suas necessidades afetivas. Por último, o estudo evidencia que uma gestão de comportamentos é mais eficaz quando a educadora investe na promoção da participação, autonomia do grupo e nas relações afetivas entre crianças, que por sua vez, promovem competências de autorregulação emocional, social e comportamental
O impacto da convivência com animais de companhia no desenvolvimento da teoria da mente (TOM) em crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA)
Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário, para obtenção do grau de Mestre na especialidade de Psicologia Clínica.A literatura carece de investigações que correlacionem o impacto da convivência com animais de companhia no desenvolvimento da teoria da mente (ToM) em crianças com perturbação do espetro do autismo (PEA). Existe um foco no impacto das terapias assistidas por animais em crianças com PEA, não avaliando de forma direta se os efeitos benéficos da convivência com animais estão associados a um maior desenvolvimento da ToM. Desta forma, o principal objetivo da presente dissertação visa testar se a convivência com animais de companhia influencia o desenvolvimento da ToM em crianças com PEA.
Tendo este objetivo em consideração, foi recolhida uma amostra de 27 crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos de idade, com uma média de idades de 11.15 anos (DP= 3.51), dos quais 21 (77,8%) pertencem ao sexo masculino e 6 (22,2%) ao sexo feminino. Adicionalmente, 19 participantes (70,4%) apresentavam grau 1 de necessidade de suporte e 8 participantes (29,6%) apresentavam grau 2 de necessidade de suporte. Relativamente ao contacto com animais, verificou-se que 14 participantes (51,9%) conviviam com animais no domicílio, enquanto 13 (48,1%) não possuíam animais em casa. No que diz respeito ao contacto com animais fora do ambiente doméstico, 15 participantes (55,6%) relataram ter este tipo de contacto, enquanto 12 participantes (44,4%) indicaram não ter. Para avaliação dos construtos supramencionados, foi utilizada a Bateria de Tarefas para avaliação da Teoria da Mente (Theory of Mind Task Battery) – BTATM. Com base nos resultados obtidos, observou-se que a interação com animais de companhia parece contribuir para o reconhecimento e compreensão de emoções humanas, assim, este contacto é apontado como facilitador da observação e interpretação de estados mentais dos outros, promovendo um maior desenvolvimento da ToM.
Subsequentemente, foram formuladas propostas no que respeita às potenciais aplicações práticas que podem advir da presente investigação, tendo em vista o desenvolvimento da ToM e os seus benefícios para crianças e jovens com PEA.The literature lacks investigations that connect the impact of living with pets with the development of Theory of Mind (ToM) in children with Autistic Spectrum Disorder (ASD). There is a focus on the impact of animal-assisted therapies in children with ASD, but no direct assessment of whether the beneficial effects of living with animals are associated with greater ToM development. Therefore, the main purpose of this thesis is to test whether living with pets influences the development of ToM in children with ASD. Considering this goal, 27 children - ranging from 6 to 17 years old – were tested for theory of mind with The Theory of Mind Task Battery (TMTB). The average age was 11.15 years (SD= 3.51). The participants were 21 (77.8%) males and 6 (22.2%) females. 19 participants (70.4%) had a level 1 need for support and 8 participants (29.6%) had a level 2 need for support. 14 participants (51,9%) live with pets, while 13 participants (48,1%) have no pets. 15 participants (55,6%) have regular contact with pets, while 12 participants (44,4%) have no such contact.
The results show that regular interaction with pets seems to contribute to the recognition and understanding of human emotions. Thus, the animal-child relation acts as a facilitator of the observation and interpretation of others’ mental states, promoting a greater development of ToM. Potential practical applications of the results of this study are discussed
Adaptation of the eco-anxiety scale to adult Portuguese native speakers: a validity and reliability study
Eco-anxiety is a multidimensional construct that includes emotional, behavioral and cognitive manifestations related to potential environmental calamities. There is a need to adapt and validate measures that evaluate eco-anxiety into Portuguese using a multi-trait approach. This study examined the psychometric properties of the Hogg Eco-Anxiety Scale (HEAS) in adult Portuguese speakers (18–83 years old). Data were collected on the Portuguese adaptation of the HEAS, environmental identity and psychological symptoms, and sociodemographic data. The construct validity of the HEAS was subsequently examined through exploratory and confirmatory factor analysis. The factorial structure of the original scale was the best explanation of the sample data. The scale showed good internal consistency and presented measurement invariance for both sex and age groups. The global score of the HEAS and the dimensions of emotional and behavioral symptoms were moderately associated with clinical symptoms. Females and younger participants presented higher levels of eco-anxiety apart from rumination symptoms. The results suggest the suitability of the HEAS as a valid measure to evaluate the different signs of eco-anxiety among adult Portuguese native speakers
Não te deixes enganar! Projeto de literacia no combate à desinformação no ensino superior
O projeto “Be careful!” assenta numa relação de confiança e parceria entre as bibliotecas, os seus profissionais, estudantes e investigadores. O objetivo é combater a dimensão académica e científica do fenómeno da desinformação e garantir a integridade académica, desenvolvendo melhores e mais apuradas competências para o estudo, investigação, publicação e divulgação do conhecimento científico. Para tal, serão traduzidos e adaptados instrumentos e ferramentas que melhorem a qualidade do trabalho académico através do reforço de critérios baseados na literacia da informação, quer na seleção da credibilidade das fontes, quer na aferição de critérios de qualidade das publicações científicas, quer na prevenção do plágio e de outras práticas académicas ilícitas.Fundação para a Ciência e Tecnologia - FC
Comportamentos prossociais: O papel moderador da sensibilidade à recompensa social no bem-estar
Dissertação de Mestrado realizada sob a orientação da Prof.ª Doutora Inês Mares, apresentada no Ispa - Instituto Universitário para a obtenção de grau de Mestre na Especialidade de Psicologia Clínica.A prossocialidade tem sido amplamente reconhecida como um fator importante para o bem-estar subjetivo. Ainda assim, os seus mecanismos subjacentes permanecem pouco claros na literatura. O presente estudo procurou aprofundar a compreensão desta relação, explorando o papel da sensibilidade à recompensa social como possível variável moderadora desta associação. A amostra foi constituída por jovens adultos, com idades entre os 18 e os 29 anos
(N=113; M=21,9; DP=3,45), que completaram medidas de autorrelato sobre comportamentos prossociais, sensibilidade à recompensa social e bem-estar subjetivo (felicidade em particular), bem como duas tarefas experimentais: uma de comportamento prossocial e outra de
sensibilidade à recompensa social. Os resultados obtidos não confirmaram uma associação significativa entre os comportamentos prossociais e o bem-estar subjetivo, nem apoiaram a hipótese de um efeito moderador da sensibilidade à recompensa social nessa relação. No entanto, foram observadas associações positivas entre algumas dimensões da sensibilidade à recompensa social - nomeadamente a valorização da admiração, das relações sexuais e a preferência por rostos felizes - e a expressão autorrelatada de comportamentos prossociais. Estes resultados sugerem que a sensibilidade à recompensa social está implicada na manifestação de comportamentos prossociais. O presente estudo contribui para a investigação sobre a prossocialidade ao introduzir uma abordagem diferenciada da sensibilidade à recompensa social, tratada aqui como um fenómeno multidimensional. Os dados da nossa amostra apontam para associações parciais entre determinados domínios dessa sensibilidade e a prossocialidade autorrelatada, sugerindo que diferentes dimensões podem influenciar a expressão de comportamentos orientados para os outros. Estes resultados abrem caminho para novas linhas de investigação focadas nos fatores motivacionais e contextuais que podem sustentar a ação prossocial.Prosocial behaviour has been widely recognised as an important factor in subjective well-being. However, its underlying mechanisms remain unclear in the literature. The present study aimed to deepen the understanding of this relationship by exploring the role of social
reward sensitivity as a potential moderating variable in the relationship between prosocial behaviour and subjective well-being. Our sample consisted of emerging adults aged between 18 and 29 years (N=113; M=21,9; DP=3,45), who completed self-report measures on prosocial
behaviour, social reward sensitivity, and subjective well-being (with a focus on happiness), as well as two experimental tasks: one assessing prosocial behaviour and another assessing social reward sensitivity.
Our results did not confirm a significant association between prosocial behaviour and subjective well-being, nor did they support the hypothesis of a moderating effect of social reward sensitivity in this relationship. Nevertheless, positive associations were found between
specific dimensions of social reward sensitivity - namely the valuation of admiration, sexual relationships, and the preference for happy faces - and self-reported prosocial behaviour. These findings suggest that certain domains of social reward may be involved in how some
individuals experience or express prosocial behaviours.
This study contributes to the investigation of prosociality by ntroducing a differentiated approach to social reward sensitivity, treated here as a multidimensional phenomenon. The data
from our sample point to partial associations between specific domains of this sensitivity and self-reported prosociality, suggesting that different forms of social reward may influence the expression of behaviours directed towards others. These findings open avenues for future research focused on the motivational and contextual factors that might sustain prosocial action
Exploração da relação entre cibercondria, crenças em saúde e somatização em adultos emergentes
Dissertação de Mestrado apresentada no Ispa – Instituto Universitário para obtenção de grau de Mestre na especialidade de Psicologia ClínicaIntrodução: À procura excessiva de conteúdos sobre saúde online, acompanhada de uma elevada preocupação e dificuldade em gerir a informação encontrada dá-se o nome de cibercondria. Este fenómeno emergente tem sido pouco explorado em jovens adultos, população altamente exposta a conteúdos digitais. Este estudo pretende explorar de que forma a cibercondria se relaciona com a perceção de autoeficácia, a gravidade percebida e a somatização, à luz do Modelo de Crenças em Saúde.
Método: Neste estudo quantitativo exploratório participaram 536 jovens adultos portugueses, com idades compreendidas entre os 18-30 anos (M=24.10; DP=2.68), que responderam a questões sociodemográficas, clínicas e relativas a hábitos de pesquisa sobre saúde online, seguido da Cyberchondria Severity Scale (com as subescalas Sofrimento, Compulsão, Excessividade, Reconfirmação e Desconfiança do médico), Somatic Symptom Scale – 8 e do Questionário de Crenças sobre Saúde Mental.
Resultados: O modelo final apresentou bom ajustamento (CFI=.97; TLI=.96; RMSEA=.04; SRMR=.06), indicando que diferentes dimensões da cibercondria predizem de forma distinta as variáveis em estudo. Destaca-se o sofrimento como principal preditor da somatização (β=.42, p < .001) e da gravidade percebida (β =.29, p < .001), e a desconfiança do médico como preditor negativo da perceção de autoeficácia e benefícios (β=–.53 , p < .001). O modelo explicou 17.6% da variância da somatização, 29.8% da autoeficácia/benefícios e 11.3% da gravidade percebida de doença mental.
Discussão: Estes resultados reforçam a escassa literatura existente ao evidenciar que dimensões específicas da cibercondria afetam de forma distinta as crenças em saúde e a somatização. Face a este panorama, torna-se essencial implementar intervenções que aliem a promoção da literacia digital crítica ao reforço da confiança na relação médico-paciente, e ao desenvolvimento de competências para lidar com a informação médica online
A relação entre o controlo inibitório e o sistema numérico aproximado em crianças pré-escolares com fragilidades comportamentais
Dissertação apresentada à Universidade Católica Portuguesa e Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida para obtenção do grau de mestre em Neurociências Cognitivas e ComportamentaisIntrodução: As dificuldades no desempenho matemático durante a infância tendem a persistir ao longo da vida e estão associadas a menores perspetivas de sucesso académico e profissional. Em particular, crianças pré-escolares com fragilidades comportamentais podem apresentar dificuldades no controlo inibitório, uma função executiva essencial para o desenvolvimento de competências numéricas e para a regulação do comportamento. O presente estudo investiga a relação entre o controlo inibitório e o sistema numérico aproximado (SNA) em crianças com fragilidades comportamentais, considerando a relevância do desenvolvimento precoce de competências numéricas fundamentais. Metodologia: Foram avaliadas 101 crianças pré-escolares entre 5 e 6 anos, em que 37 apresentaram elevados índices em subescalas de hiperatividade e problemas de conduta, identificadas através do Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ). Todas as crianças realizaram tarefas Go/No-Go e de estimativa numérica de curta duração, Numeracy Screener. Resultados: No contexto desta população, não houve uma evidência estatisticamente relevante entre o desempenho em tarefas não simbólicas e o controlo inibitório para este grupo de crianças com fragilidade comportamental. Conclusão: Este estudo representa um passo na caracterização da interação entre competências numéricas e controlo de impulso em crianças pré-escolares portuguesas com indicadores de fragilidades comportamentais, recorrendo a instrumentos de avaliação padronizados.Introduction: Difficulties in mathematical performance during childhood tend to persist throughout life and are associated with lower prospects for academic and professional success. In particular, preschool children with behavioral difficulties may exhibit challenges in inhibitory control, an executive function essential for the development of numerical skills and behavioral regulation. This study investigates the relationship between inhibitory control and the Approximate Number System (ANS) in children with behavioral difficulties, emphasizing the importance of early development of fundamental numerical skills. Methodology: A total of 101 preschool children aged 5 to 6 years were assessed, among whom 37 displayed high scores on the hyperactivity and conduct problems subscales of the Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ). All children completed Go/No-Go tasks and a short-duration numerical estimation task, the Numeracy Screener. Results: In this population, no statistically significant evidence was found between performance on non-symbolic tasks and inhibitory control for this group of children with behavioral difficulties. Conclusion: This study represents a step forward in characterizing the interaction between numerical skills and impulse control in Portuguese preschool children with behavioral difficulties, using standardized assessment tools
Social learning and culture in birds: Emerging patterns and relevance to conservation
There is now abundant evidence for a role of social learning and culture in shaping behaviour in a range of avian species across multiple contexts, from migration routes in geese and foraging behaviour in crows, to passerine song. Recent emerging evidence has further linked culture to fitness outcomes in some birds, highlighting its potential importance for conservation. Here, we first summarize the state of knowledge on social learning and culture in birds, focusing on the best-studied contexts of migration, foraging, predation and song. We identify extensive knowledge gaps for some taxa but argue that existing evidence suggests that: (i) social learning and culture are taxonomically clustered and that (ii) reliance on social learning in one behavioural domain does not predict reliance across others. Together, we use this to build a predictive framework to aid conservationists in species-specific decision-making under imperfect knowledge. Second, we review evidence for a link between culture and conservation in birds. We argue that understanding which behaviours birds are likely to learn socially can help refine conservation strategies, improving the trajectories of threatened populations. Last, we present practical steps for how consideration of culture can be integrated into conservation actions including reintroductions, translocations and captive breeding programmes.
This article is part of the theme issue ‘Animal culture: conservation in a changing world’
Beyond achievement gaps: inequalities in affective components of math learning
Comparative educational research has studied inequality in educational outcomes through large-scale assessments like PISA and TIMSS, by identifying achievement gaps within social groups (e.g., gender, parental education, and immigrant gaps) to inform investment in intervention programs and educational policies. However, the focus of these studies has mainly been on achievement, neglecting social and affective adaptation factors (e.g., confidence, enjoyment, and value). This paper argues for the inclusion of affective components in studying educational inequalities and analyzes affective gaps using TIMSS 2019 data.
We investigate gender, parental education, and immigration status gaps regarding confidence, enjoyment, and attributed value for math learning. For context, achievement gaps are also analyzed and accounted for with the goal of confirming previous research and to assess its role in affective gaps. Regression analysis across 39 countries in TIMSS 2019 (23 in the case of immigration status) were conducted. Complex sample designs were accounted for using the IDB Data Analyzer, sampling weights, and the Jackknife Replication procedure to compute standard errors, with pooled effect sizes calculated using a random effects model.
Among the key findings, we observe that in the case of gender, a clear general gap benefitting boys was observed in most countries for math confidence, enjoyment, and value. As for parental education, the well-known results concerning achievement are reproduced for the assessed affective components of math learning, that is, students from highly educated parents have a clear tendency to be more confident towards math, and to enjoy and value math learning more. Finally, results are rather mixed in what concerns gaps according to immigration status, as trends vary throughout nations. These results mainly remained when controlling for achievement. At the country level, we found that achievement gaps correlate with confidence gaps but not with enjoyment or value gaps.Our findings highlight that affective gaps—differences in students' confidence, enjoyment, and value attributed to math—are distinct from achievement gaps and often follow unique patterns across gender, parental education, and immigration status. While achievement gaps may correlate with confidence gaps, they do not align with enjoyment and value gaps, underscoring that affective dimensions of learning cannot be fully understood through achievement data alone. This study sets out to contribute to a more holistic view on academic adaptation when it concerns equalities in the field