518 research outputs found
Sort by
A reforma humanitária na ONU e a necessidade de uma abordagem baseada em direitos para a assistência humanitária internacional
Nos últimos anos, a Organização das Nações Unidas (ONU) tem tentando se re-pensar e encontrar formas de se tornar (ou ser percebida como) mais eficiente. Estes esforços alcançaram a dimensão humanitária do trabalho da Organização tanto diretamente – como na reforma humanitária proposta sob a abordagem da “One UN”1 e na criação do Inter-Agency Standing Committee (IASC)2 – quanto indiretamente – como no estabelecimento da Comissão de Construção da Paz
A ajuda externa do Japão nos 100 anos de relacionamento
Em 18 de junho deste ano celebrou-se o centenário da chegada do navio ‘Kasato Maru’ com 781 passageiros, inaugurando, oficialmente, a imigração japonesa ao Brasil . Entretanto, as relações oficiais nipo-brasileiras tiveram início alguns anos antes, mais precisamente em 1895, quando a 5 de novembro foi assinado, em Paris, o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre os dois países
Eleições nacionais e integração regional
As implicações das últimas eleições presidenciais e parlamentares do Paraguai merecem séria reflexão não apenas de parte, como é óbvio, dos cidadãos paraguaios, mas também dos brasileiros
Governos locais e desenvolvimento: outros caminhos da diplomacia
Este artigo tem como objetivo inicial discutir o conceito de desenvolvimento, inclusive em suas dimensões regional e local, desmistificando o significado do termo, já que esta palavra tem sido amplamente utilizada em vários sentidos, carregando interesses que muitas vezes são conflitantes. Além desta discussão introdutória, pretende-se abordar o conceito de diplomacia das cidades vinculando-o ao de desenvolvimento local
México: treinta años de política exterior
El papel de México en la política internacional ha sido muy relevante, especialmente por sus iniciativas así como por los principios que históricamente ha defendido su diplomacia. Como parte de América Latina ese país fue actor clave de las diversas agendas políticas, tanto dentro de la región como en las relaciones de ésta con los Estados Unidos. El acercamiento político a la potencia mundial, proceso que siguió a la incorporación de México al Tratado de Libre Comercio de América del Norte (TLCAN) y a la renovación política luego del triunfo electoral de Vicente Fox en el año 2006, dio paso a un alejamiento gradual respecto de América del Sur, a partir de lo cual fue profundizándose la percepción de una Latinoamérica dividida entre dos segmentos: América del Sur y Centroamérica-México. Sin embargo, a juicio de este autor, la pérdida del perfil de “potencia media” que caracterizó por décadas su política exterior e internacional, contribuyó de manera significativa, incluso más que el TLCAN, a la posición actual del país: más lejos de América del Sur y de las agendas del Tercer Mundo y más cerca de la visión norteamericana de la política internacional
G-8 e G-5: percalços da governança global
A segunda metade do século XX foi marcada pelo estabelecimento formal, sob a liderança dos Estados Unidos, de toda uma estrutura de governança global, política e econômica, aberta a todos os países dispostos a integrá-la e que aceitassem as normas fixadas nos respectivos instrumentos constitutivos. Órgãos como as Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento, o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT) passaram assim a disciplinar as relações políticas e econômicas de quase toda a comunidade internacional. Pode-se dizer que, praticamente, escapavam a tal disciplina apenas, na área econômica, os países de economia centralmente planificada
Afirmação nacional e ocaso das hegemonias
Quando ainda candidato à presidência da república, Luiz Inácio Lula da Silva já afirmava que a política externa do seu governo visaria a assegurar a presença soberana do Brasil no mundo. Referia-se também à necessidade de fortalecer os elementos incipientes de multipolaridade já presentes na cena mundial
China-Latin America relations in the XXI century: partners or rivals?
During the presidential campaign of 2002, (then) candidate Luis Inacio “Lula” da Silva made an unprecedented trip to Beijing, the first ever by a presidential candidate. That trip signaled Lula’s ambition of creating a strategic relation with a group of emerging economies known as BRICS, Brazil, Russia, India, China and South Africa. Lula’s vision was pragmatic, non-ideological and sought to position Brazil among the leading countries of the world. He shared similar world affair views as President Hu Jintao and was convinced that cooperation would create prosperity for both nations. One reason is that resource endowment factors make the two economies highly complementary. China is demanding large quantities of Brazilian commodity-based products that suffer market access barriers in advanced countries. Brazil offers a growing market for Chinese products and business opportunity for direct investment in infrastructure, energy and natural resources. The growing trade and economic links between the two countries in the last four years seems to vindicate President Lula’s strategic vision on this promising relation
O terceiro xadrez: como as empresas multinacionais influenciam as relações econômicas internacionais
O objetivo central deste artigo é identificar como as empresas multinacionais (EMNs) agem enquanto negociadoras nas relações econômicas internacionais. A hipótese geral a ser verificada é de que as EMNs buscam influenciar os Estados e suas coalizões utilizando-se de seu poder estrutural e de seu poder brando, nacional e transnacionalmente, de modo a afetar os interesses dos Estados e de suas coalizões. A efetividade da defesa de seus interesses depende, basicamente, da confluência dos interesses dos Estados e das empresas e da vulnerabilidade dos Estados em relação às atividades das empresas bem como da capacidade relativa das coalizões que as empresas buscam influenciar