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“Querer y no poder”: las relaciones de Brasil con la Unión Europea durante el gobierno Lula
Transcurridos más de tres años desde la llegada al poder de Luiz Inácio Lula da Silva, parece factible realizar algunas evaluaciones sobre el impacto de la política exterior “activa y altiva” desarrollada por el gobierno brasileño en lo referente a sus relaciones con Europa. En el discurso diplomático brasileño y en la práctica cotidiana de su acción exterior ha sido frecuente escuchar referencias al papel que Europa desempeña en su política exterior y en sus relaciones comerciales en la medida que las relaciones de Brasil con la Unión Europea (UE) permiten al país mantener su patrón histórico de equilibrio relativo frente a la presión de los Estados Unidos (EEUU), lo que contribuiría a la preservación de su autonomía y garantizaría un cierto margen de maniobra en las diferentes negociaciones comerciales
Elementos para a construção de uma cooperação Brasil-Índia: inovação tecnológica e comércio internacional
A aceleração do processo de mudança na produção de ciência e tecnologia, com a difusão de inovações radicais, tem sugerido a um grupo significativo de autores que estamos numa fase de passagem para uma era de informação e conhecimento, evidente, sobretudo, nos países que comandam e dão o ritmo da economia mundial (Lundvall, 2001, Cassiolato, 1999, Albagli, 1999, OCDE, 1992). Este complexo processo tem suscitado múltiplas interpretações, enfeixadas no termo globalização, que, malgrado a compreensão polissêmica, tem algumas características fortes já estabelecidas: em primeiro lugar, que se trata de uma nova fase de internacionalização do capital, iniciada nos anos 80 e resultante de políticas de liberalização e de desregulamentação do comércio mundial, das relações de trabalho e das finanças, sob a hegemonia do capital financeiro. Sob esse regime, tendem a crescer o desemprego mundial e a precarização do trabalho, bem como aumentam as desigualdades entre países, no nível da renda e das condições de existência (Chesnais, 2004). Em segundo lugar, embora o setor produtivo não mais conduza o processo, têm papel destacado as grandes corporações multinacionais, quer pelo ritmo acelerado de oligopolização e de concorrência, quer pela capilaridade e presença mundial, dominando praticamente as complexas relações que envolvem a ciência e a tecnologia
América do Sul: rumo à desintegração política e à fragmentação econômica?
A integração é uma hipótese, mas a fragmentação é um fato. A América Latina – e, dentro dela, a América do Sul – tem vivido, desde a remota época bolivariana, sob a mística da integração política e, desde meados dos anos 1950, pelo menos, sob o signo da integração econômica. Paradoxalmente, quando mais e mais líderes da região proclamam sua vocação a perseguirem tais ideais, ela parece estar vivendo uma realidade antinômica ao que poderia expressar o conceito de integração. Ela, na verdade, aproxima-se do que poderia ser chamado de fragmentação
Human Security: a paradigm contradicting the national interest?
Human Security has sparked remarkable turmoil throughout the epistemic community of international relations during the last years1. Being on the one hand popularized by international organizations like the United Nations2, on the other hand proclaimed as a practical foreign policy posture by states like Japan, Norway and Canada, this apparently innovative concept of security imposes itself to the scientific discussion. Human security refers to the human being and its individual security as a pattern of international relations, widening thereby the scientific perspective to threats beyond military security taking into account interrelated problems of under-development and human rights3. This orientation represents in fact a crucial contestation to the current hegemonic paradigms of realism and neo-realism with their concentration on interstate security competition. However, there is not only dispute about questions of analysis and explication, but also divergence concerning the normative character of this new paradigm. Human Security claims to deliver an analytical framework for research and explanation of security problems, but moreover, as a normative concept, it also demands to be a practical signpost fully applicable to foreign policy. Such a political predisposition renders the emerging paradigm of Human Security especially sensitive to reproaches put forward by competing schools of thought in international relations theory: Is the concept nothing but idealistic hot air4, inapt to confront the rough reality of an anarchic international system which forces all states to care but for their own national interest? Doubting the applicability of the Human Security paradigm to real politics means neglecting an essential component and motif of Human Security as a whole, committing thereby a deadly blow to its legitimacy. Putting it simply: Who needs a signpost signing nothing but abstract theory
A atuação dos atores internacionais na Terceira Onda de Democratização: as Fundações Políticas alemãs
O final do século passado foi marcado por um fenômeno político global de grande magnitude: a transição, protagonizada por aproximadamente 30 países, do sistema político autoritário para o democrático. Este fenômeno, iniciado em 1974, é o que Huntington (1991) denominou “Terceira Onda de Democratização”, exatamente o que mais incorporou nações à democracia, mudando a face do mundo
O Brasil e suas relações internacionais
O alcance e a profundidade das transformações e reformas produzidas pelo atual governo brasileiro são objetos de numerosas controvérsias. Todavia, há um consenso: é no campo internacional que as novidades são as mais numerosas fazendo com que a política externa se transforme em tema de candente debate público
Um mundo pós-proliferação
A insistência iraniana em prosseguir com o seu programa de enriquecimento de urânio, o recente teste nuclear realizado pela Coréia do Norte e uma certa perplexidade da comunidade internacional, particularmente dos membros permanentes do Conselho de Segurança, quanto à melhor forma de enfrentar essas situações deram ao problema da não proliferação de armas nucleares uma renovada premência