518 research outputs found
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Pragmatismo e soberania: o Projeto de Política Externa defendido pela Frente Nacional (FN) para a França
Este artigo está inserido nos estudos acerca do fenômeno político que convencionou chamar-se de nacionalismo populista (por vezes chamado de “extrema direita”) na Europa contemporânea. Através da análise de programas do partido “modelo” desse fenômeno, o francês Frente Nacional, e de entrevista conduzida com um dirigente partidário, busca-se definir e caracterizar a política externa frontista levando-se em conta seu posicionamento político nas mais variadas questões de política externa e a sua ideologia de tipo nacionalista
Novas abordagens para análise dos processos de integração na América do Sul: o caso brasileiro
O objetivo do artigo é apresentar as possíveis aplicações de novas abordagens analíticas de integração sul-americana ao caso brasileiro. Em primeiro lugar, o artigo identifica as abordagens parciais desenvolvidas depois do declínio do regionalismo aberto para explicar as novas iniciativas de integação e/ou cooperação regional na América do Sul. Na principal parte analisa o papel que o Brasil exerce desde 2003 na região com vista a checar a viabilidade das abordagens apresentadas anteriormente para a explicação do comportamento brasileiro frente à região e, mais especificamente, diante do MERCOSUL e da UNASUL. Por fim, a conclusão busca refletir sobre a aplicabilidade das abordagens apresentadas
A Crise Financeira Internacional na América Latina: discutindo a integração regional e a cooperação como opção para reduzir os efeitos deletérios.
O atual cenário internacional evidencia fortes instabilidades decorrentes de um sistema financeiro colapsado. A recente crise financeira internacional – uma das mais devastadoras e prolongadas da história do capitalismo – que teve início em meados de 2007, no setor hipotecário dos Estados Unidos, refletiu a lógica dos processos de globalização e desregulamentação financeira e não tardou em propagar-se por todos os continentes. Nesse sentido, a América Latina, mais detidamente, a América do Sul, inserida em um mundo cada vez mais marcado pela interdependência, rapidamente sentiu os efeitos deletérios da crise nos seus mais diversos níveis de atividade econômica. A atual crise também trouxe à tona várias fragilidades histórico-estruturais que permeiam a região. Dessa forma, o presente trabalho tem por intuito expor os efeitos sumamente negativos causados pela crise ao conjunto de países da América Latina e reiterar a importância da integração regional, embasada na cooperação, como um dos principais instrumentos para mitigar esses efeitos e amenizar significativamente as dificuldades estruturais que insistem em frear o desenvolvimento da região
As relações bilaterais Brasil-China: uma relação em processo de afirmação
O trabalho busca analisar as relações entre o Brasil e a China no período de 2000 a 2012. Também, verifica em que medida a ascensão da China se relaciona com dois objetivos estratégicos da política externa brasileira contemporânea, quais sejam, o fortalecimento da cooperação e da integração com os países da América do Sul e o estreitamento das relações com os países africanos
Ajuste estratégico na política sul-americana do Brasil: alcançando a fronteira norte (1969-1983)
O objetivo deste artigo é entender os impactos do ajuste estratégico na política sul-americana do Brasil efetuada entre 1969 e 1983. Primeiro, o governo brasileiro buscou instrumentalizar a cooperação com países-chaves da fronteira norte, como República Cooperativista da Guiana, Venezuela e Suriname. Como consequência, gerou uma espécie de redimensionamento do conceito de América do Sul como foco da política exterior do Brasil, circunscrito de maneira imperfeita ao Cone Sul desde os tempos da gestão do Barão do Rio Branco. Além do mais, atuou no sentido de reconstituir a imagem de autoritarismo, imperialismo e hegemonia que retratava o Brasil de forma negativa na região durante várias décadas. Em suma, a contextualização histórica da atuação do Brasil na fronteira norte da América do Sul nos anos 1970 ajuda a entender os pontos de partida de algumas escolhas e preferências atuais da diplomacia brasileira
Comunidade de segurança: a teoria no conceito
Este artigo incita o debate acerca da teoria de comunidades de segurança. Buscam-se três objetivos básicos:avaliar as controvérsias acadêmicas em torno desse marco teórico, expondo possíveis soluções advindasde estudos recentes; mostrar a compatibilidade entre a teoria e os conceitos de segurança tradicional ede segurança humana; e esclarecer a relação de complementaridade entre a teoria de comunidades desegurança e a teoria dos complexos regionais de segurança
As ambiguidades da responsabilidade de proteger: o caso da Líbia
A intervenção da OTAN na Líbia invocou como fundamentação a urgência da proteção de civis. Nestetexto, avalio essa intervenção à luz dos conteúdos adquiridos pelo conceito de responsabilidade deproteger enquanto expressão mais completa da convergência entre as agendas da paz liberal e do “novohumanitarismo”
Contra-hegemonia e política externa? A política externa brasileira no governo Lula
Influenciado pelas dinâmicas da economia política global, o Partido dos Trabalhadores se transforma eadota uma política externa semelhante à do governo anterior. Contudo, dado seu passado ligado às lutassociais, PT/Lula adotam um discurso que remete a tal passado sem, contudo, alterar substantivamenteseu conteúdo de política externa, o que acaba por contribuir para a reconstrução – e não superação – domodelo
Um (des)encontro de saberes: teorias da Modernização e teoria das Relações Internacionais
O artigo argumenta que embora a teoria das Relações Internacionais e as teorias da modernização tenhamse desenvolvido, durante a Guerra Fria, em ambientes disciplinares desconectados, foi estabelecida umadivisão de trabalho implícita entre elas voltada para a (re)produção de um mesmo mundo. O mundo queas teorias das Relações Internacionais e da Modernização supostamente descreviam, mas que, de fato,construíam, era um mundo de Estados soberanos assentado numa clara separação entre os ambientesdoméstico e internacional. Ademais, ambas as teorias produziam um mundo que urgia pela liderança dosEstados Unidos seja para lidar com os perigos e incertezas advindas de um ambiente internacional definidopela teoria das Relações Internacionais como “anárquico” ou para promover a modernização domésticadas sociedades pós-coloniais descritas pelas teorias da Modernização como “tradicionais”