Associação Brasileira de Relações Internacionais

Carta Internacional
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    v. 07, n. 01 (2012)

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    To be or not to be: the United States as an Empire

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    In the modern sense, the notion of “empire” can be understood not as a political unit but as a systemof relationships that may or may not be pursued as a strategy by powerful states. Hence, in order toestablish an imperial relationship, a state needs both power and will. Because the United States has beena relatively powerful country for much of its history, the occasional adoption of imperial strategies musttherefore be explained by variations in willingness. This article maintains that this willingness was clearlypresent in at least three moments in U.S. history: after the Spanish-American War, after World War II,and after 9-11. In each of these cases, the United States faced strong reactions to its imperial strategy –symbolized, respectively by the Philippines, Vietnam, and Iraq – that ended up leading to its subsequentreevaluation

    A construção do refugiado no pós-Guerra Fria: dilemas, complexidades e o papel do ACNUR

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    O artigo analisa o processo de construção social do refugiado na década de 1990, enfatizando o papeldesempenhado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). O trabalhoidentifica três principais dinâmicas que orientaram o entendimento sobre e o tratamento dado, noplano internacional, às populações refugiadas, quais sejam: 1) a prevalência da compreensão da figurado refugiado como elemento potencialmente desestabilizador da ordem internacional; 2) a proliferaçãode novas categorias de “quase refugiados” e a relativização do movimento de construção espacial dodeslocamento e 3) a busca pela separação estrita entre economia e política na definição do Refugiadoem um contexto de fluxos migratórios mistos. O artigo explora cada uma dessas dinâmicas no âmbitodos processos internacionais mais amplos relativos à proteção humanitária. Conclui-se com algumasconsiderações sobre como as contingências normativas e institucionais experimentadas nesse contextofomentaram a criação de um ambiente cada vez mais restritivo ao direito individual à mobilidade, dandopoder a determinados atores em detrimento das próprias populações refugiadas

    Identidade nacional, política externa e guerra: a “Operação Paz para a Galileia” revisitada

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    O presente trabalho tem como objetivo compreender a política externa de Menachem Begin (1977-1983),com especial foco na Operação Paz para a Galileia (1982), a partir da dinâmica entre identidade nacionale ação estatal. Parte-se da hipótese de que as relações entre Israel e a Organização para a Libertação daPalestina (OLP), cuja degeneração ao longo da década de 1970 resultou na Guerra do Líbano, representouum reflexo da identidade israelense num contexto de profundas inflexões domésticas e internacionaisrelativas à Israel. A relação entre o “self” nacional judaico/israelense e o “outro” árabe será levada emconsideração, compreendendo-se a política externa como um instrumento de alteridade, construtor defronteiras entre interno/externo, amigo/inimigo, self/outro. Analisaremos, nesse contexto, a posiçãooficial do governo israelense com relação à Guerra do Líbano a partir de um documento central do período:o discurso de Menachem Begin ao Knesset, ao fim de julho de 1982. Busca-se, com isso, identificar oselementos identitários que informam a ação externa do Estado, de forma a jogar luz sobre um dos maiscontroversos episódios da história israelense e a corroborar nossa hipótese de trabalho

    A nova doutrina nuclear dos EUA e a materialização do Hemisfério Sul livre de armas nucleares

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    Em 2010, os EUA modificaram a sua doutrina nuclear, impondo restrições ao uso de armas nuclearesem possíveis conflitos bélicos. Os EUA afirmaram não usar tais armas contra países que não possuemesse tipo de armamento. Contrariamente, a Rússia, dias antes, tinha enrijecido sua doutrina, afirmandoa não discriminação de alvos para ataques com armas nucleares. O novo posicionamento doutrináriodos EUA significou dar um passo a mais em direção à consolidação de um velho projeto que pretendea materialização de um mundo livre de armas nucleares. No entanto, há uma dicotomia na formulaçãoda política externa estadunidense com relação ao desarmamento. As Zonas Livres de Armas Nucleares(ZLAN), têm se incrementado no período do pós-Guerra Fria e, atualmente, existe um projeto devinculação entre as ZLAN da América Latina (Tratado de Tlatelolco), da África (Tratado de Pelindaba),e do Pacífico (Tratado de Rarotonga) para concretizar a conformação do Hemisfério Sul como áreaLivre de Armas Nucleares (HSLAN). Essa iniciativa não parece ser do agrado das potências nuclearese, principalmente, dos EUA, por perceber que os seus interesses geopolíticos nessa área se encontramlimitados e ameaçados

    A geopolítica do desenvolvimento sustentável: reflexões sobre o encontro entre economia e ecologia

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    A concepção de Desenvolvimento Sustentável vem sendo apresentada como um receituário “inconteste”para a consecução de um equilíbrio socioecológico planetário, cujo escopo é o ajuste da natureza aosinteresses econômicos por meio de estratégias para a conservação das riquezas naturais situadas, emmaior parte, no território dos países periféricos. Para refletir sobre tal concepção, este artigo objetivaanalisar: a) o despertar político da contradição “desenvolvimento x meio ambiente”; b) a emersão daproblemática ambiental contemporânea; e c) o encontro entre “desenvolvimento e meio ambiente”,a partir da institucionalização do desenvolvimento sustentável no Nosso Futuro Comum e sua celebraçãodurante a Conferência do Rio de Janeiro, a Rio 92

    Cooperação macroeconômica na América Latina: possibilidade ou utopia?

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    Este artigo analisa alguns aspectos conceituais em torno da cooperação macroeconômica em um processode integração econômica regional, particularmente entre os países do Mercosul, considerando o atualcontexto das relações econômicas e financeiras internacionais. Os problemas de um aprofundamento dacooperação envolvem a redefinição e o consenso dos custos e benefícios que a cooperação poderia trazeraos países, dada a nova configuração econômica depois das importantes transformações ocorridas naprimeira década deste século e da criação de um novo consenso sobre qual direção essa cooperação deveriacaminhar para que tais benefícios superem os custos em todos e em cada um dos países do bloco

    As contradições da cooperação técnica em educação Brasil-CPLP: o caso do Timor-Leste

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    A cooperação técnica entre o Brasil e países em desenvolvimento ampliou-se consideravelmente nosúltimos anos, sobretudo com a América Latina, a África e o Timor-Leste. Em dissertação de mestradorecentemente defendida sobre as relações de poder em torno das políticas linguísticas da Comunidadedos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para a expansão do português, identificamos a produção de umefeito de homogeneidade que visa silenciar a heterogeneidade no discurso da organização. O objetivodeste trabalho é analisar os projetos de cooperação técnica oferecida pelo Brasil aos países da CPLP nasáreas de educação para verificar se esse efeito de homogeneidade também se apresenta nessas políticas,favorecendo, assim, o português brasileiro, e uma visão brasileira de educação e, consequentemente, decultura. Após a análise de diversas fontes, podemos concluir que, apesar do discurso da solidariedade,a cooperação brasileira ainda está longe de ser uma construção entre as duas ou mais partes envolvidas,privilegiando, por fim, um sentido de “transferência” de expertise

    v. 07, n. 02 (2012)

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    Cidades-BRICS e o fenômeno urbano global

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    Nas últimas décadas, os países e cidades dos BRICS têm se constituído cada vez mais como protagonistasno processo da globalização. Desde a realização de megaeventos esportivos, que transformam os BRICSem territórios atraentes para investimentos, até a constituição de centros de qualificação profissional einovação tecnológica, as cidades dos BRICS vêm crescentemente aproximando-se de posições centrais nocenário global. Esse artigo tem como objetivo abordar a importância das cidades dos países BRICS a partirde uma categoria analítica única, que denominamos cidades-BRICS

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