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El Foro China-CELAC y el nuevo regionalismo para un mundo multipolar: desafíos para la Cooperación ´Sur-Sur´
La I Conferencia Ministerial del Foro China-CELAC que se llevó a cabo los días 8 y 9 de enero de 2015 en Beijing y el Policy Paper de la República Popular de China (RPC) para América Latina y el Caribe (ALC) de 2016 se tornaron los marcos institucionales del sistema de asistencia, cooperación, comercio e inversiones entre la RPC y los países de ALC. Las preguntas que orientan nuestro artículo son: ¿la experiencia de acercamiento de la CELAC con la RPC conseguirá institucionalizar un marco adecuado para la Cooperación Sur-Sur extra regional? ¿Permitirá ampliar márgenes de autonomía de los países de la región en las negociaciones o, por el contrario, legitimará una tendencia existente en la economía global, es decir, recrear patrones y redes de comercio e inversiones globales en los moldes pensados por los grandes polos del centro capitalista global? Para responder las preguntas el trabajo discute la cuestión regional en ALC para examinar históricamente el nacimiento de la CELAC con el objetivo de analizar las relaciones de China con la región de ALC y las perspectivas futuras
A participação dos países em desenvolvimento e menos desenvolvidos no Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio
O Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio almeja solucionar as disputas comerciais dos países, por meio da supervisão, do monitoramento e da averiguação do cumprimento de suas regras. Um dos entraves do sistema diz respeito às dessemelhanças entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Este artigo investiga a existência de assimetrias de participação entre os países menos desenvolvidos (PMD), países em desenvolvimento (PED) e países desenvolvidos (PD) no âmbito do Órgão de Solução de Controvérsias, desde a sua criação em 1995 até o ano de 2016. Os dados coletados foram trabalhados pelo uso dos métodos estatístico e comparativo, com a intenção de se obter uma análise minuciosa acerca das disputas comerciais e verificar os níveis de desigualdade de atuação na instituição. Observou-se que o Órgão possui assimetrias evidentes de participação, que refletem a divisão internacional do trabalho presente no sistema internacional, em que os Estados de maiores rendas atuam mais facilmente com vistas a suprir suas demandas
Marx e Engels: política internacional e luta de classes
Esse texto é uma abordagem das ideias de Marx e Engels sobre política internacional e nacional. Os fundadores do socialismo moderno tendem a tratar essas duas dimensões de modo articulado, mas tal articulação se mostra insuficiente em suas reflexões. Sendo assim, nossa proposição teórica consiste em sofisticar tal articulação, de modo a amparar análises contemporâneas sobre as relações internacionais inspiradas no marxismo. Para tal, incorremos em uma pesquisa teórica sobre a visão de Marx e Engels acerca da política internacional em geral, oriunda da dinâmica do sistema de Estados europeu na década de 1850, publicada em uma série de artigos em jornais da época. Esta visão, à luz das ideias do Manifesto do partido comunista, forma um arcabouço teórico para analisar política internacional
O papel do Brasil na evolução das Operações de Paz
O presente artigo tem como objetivo revisar a evolução conceitual das operações de paz sob a égide da Organização das Nações Unidas (ONU), destacando a contribuição brasileira no contexto dessas. Para isso, inicialmente, é apresentada a preocupação da sociedade com as questões associadas à paz e à guerra, apresentando a criação da ONU nesse cenário. Ainda na primeira seção, é definida a taxonomia do artigo e seus principais aspectos. Nesse enfoque, o presente trabalho tomou, como base de estudo, as operações de paz ocorridas no período compreendido entre o término da 2ª Guerra Mundial e o ano de 2016. Nas quatro seções seguintes, são analisadas as gerações de operações de paz, destacando suas principais características e o papel do Brasil nessa dinâmica, ressaltando os aspectos qualitativos e quantitativos da contribuição brasileira. Na última seção, é realizada uma análise da evolução das missões de paz e a contribuição brasileira nesse processo
Cooperação Internacional, Desenvolvimento Ultramar, Assistência Estrangeira: breve revisão histórica e bibliográfica sobre a ajuda externa oficial
Este artigo se presta a introduzir o leitor ao conceito, histórico, principais instituições e debates contemporâneos sobre o fenômeno da ajuda externa oficial (foreign aid, em inglês) – que alguns preferem tratar de cooperação internacional para o desenvolvimento, ainda que tais termos não sejam exatamente sinônimos, como se verá. A literatura trabalhada sugere que o debate contemporâneo em torno da ajuda externa oficial possa ser reduzido a duas frentes: a frente dos que buscam as motivações para doar e a frente dos que medem o impacto das doações. Chamamos a atenção, ao final deste trabalho, para o fato de que a maior parte da literatura disponível foi escrita por pesquisadores de países que fazem parte da comunidade de doadores, e é esta a literatura que embasa e orienta as ações das agências de cooperação. Há pouco material que analise a ajuda externa sob a ótica dos países receptores e parte do existente é bastante crítica a tal forma de ajuda. Sugere-se a necessidade de desenvolver mais esses tipos de trabalho.
Energiewende: german energy policy in times of green transition
Germany has developed an ambitious strategy to increase the share of renewable sources in its energy matrix and to enable the transition to a green industrial paradigm. Known as Energiewende, the policy implied profound structural transformations in the energy system. Participation of the residents and of small entrepreneurs stands out among its particularities. The state leads the transitional project by mediating the divergent interests among social and economic agents. The challenge is to maintain social consensus despite unequal costs. Individual consumers, farmers and some industries faced high electricity prices while energy-intensive industries were exempt, a disparity that attracts much criticism. The project involves dismantling nuclear power plants, which leads to increasing use of coal or natural gas. Another challenge is to keep investments on track. This article presents the topic from its historical development and shows that German energy strategy surpasses moral and economic concerns. Beyond economics and energy security, it is a broader plan to place the country in the vanguard transition to green capitalism
A condição semiperiférica do Brasil na economia mundo capitalista: novas evidências
Sob vários indicadores econômicos e sociais, o Brasil ocupa uma posição considerada “intermediária” na economia-mundo capitalista. Dentro do marco teórico da análise dos sistemas-mundo, que fundamenta nossa investigação, o Brasil pode ser considerado um Estado semiperiférico. Essa conceituação foi criada originalmente por Immanuel Wallerstein nos anos de 1970, quando lançou sua principal obra (O moderno sistema-mundial). Posteriormente, o conceito de semiperiferia foi refinado e fundamentado em termos empíricos por Giovanni Arrighi e alguns colaboradores de pesquisa na segunda metade dos anos de 1980. O Brasil, nesses estudos, aparece em alguns períodos como periferia, em outros como semiperiferia. Do nosso ponto de vista, e com base em dados estatísticos e também na interpretação da conjuntura econômica, política e social das últimas duas décadas, é possível afirmar que o Brasil se tornou um importante membro da semiperiferia, embora essa posição possa estar ameaçada pela persistência de problemas estruturais que dificultam acompanhar as mudanças em ciência, tecnologia e inovação, em curso desde a década de 1970.
O diálogo entre saúde e política externa brasileira nos governos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010)
O presente artigo busca verificar a instrumentalidade do tema da saúde para a participação ativa e propositiva do Brasil na política internacional entre 1995 e 2010. O tema provocava discussões complexas, constantes e marcantes em diversos fóruns globais nesse período, quando os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva buscavam uma atuação internacional relevante e influente. Seus governos divergiam sobre as responsabilidades e oportunidades do Brasil no sistema internacional, mas compartilhavam o objetivo de assumir posição de influência na política internacional. Na busca estratégica por credibilidade, no período FHC, e por autonomia, no período Lula da Silva, o país assumia uma espécie de dever global, que seria realizado por meio de diversas parcerias internacionais e pela participação em instituições globais de relevo. Nesse esforço, parecia necessário formalizar o tratamento do tema da saúde na agenda da política externa brasileira, o que ocorreria em um processo de institucionalização que implicou, entre 1995 e 2010, a adoção de mudanças no nível político-administrativo dos ministérios das Relações Exteriores e da Saúde e em menções crescentes ao tema da saúde nos discursos das autoridades brasileiras nos fóruns internacionais
Política Externa Independente e a institucionalização das atividades espaciais no Brasil: histórias cruzadas
O primeiro país a se lançar ao cosmos foi a União Soviética, ao lançar o satélite Sputnik I, em 1957. A partir de então, o espaço se tornou a nova fronteira para a projeção de prestígio nacional e poderio dos Estados, principalmente EUA e URSS. Posteriormente, diversas nações desenvolveram a tecnologia e passaram a disputar com as duas superpotências o domínio da ciência e do acesso ao espaço. O Brasil foi um dos pioneiros, entre os países em desenvolvimento, a se inclinar para as ciências espaciais. Em 1961, ainda durante o governo de Jânio Quadros, o programa espacial brasileiro começou a tomar uma forma institucionalizada, com a preocupação com a formação de cientistas e o estabelecimento de uma infraestrutura física com institutos de pesquisa e centros de lançamento. Questiona-se, no entanto, o motivo pelo qual as atividades espaciais terem sido iniciadas no Brasil em 1961. O objetivo deste artigo é, portanto, apresentar as razões que levaram à institucionalização das atividades espaciais durante a curta gestão de Jânio Quadros, a partir da criação do GOCNAE, em 1961. Argumenta-se que o caráter arrojado da política externa instituída por esse presidente, a chamada “Política Externa Independente”, possibilitou uma atuação mais pragmática em relação às ciências espaciais