Publicações do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (IFC)
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    ANÁLISE DO HISTÓRICO DE PRODUÇÃO LEITEIRA NO INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE : MÉDIA DE PRODUÇÃO ANUAL E MENSAL

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    A produção de leite em Santa Catarina representa uma das principais atividades agropecuárias do estado, com destaque para a região oeste, responsável por 75% do volume total. Em 2023, o estado produziu cerca de 3,3 bilhões de litros, representando 9,3% da produção nacional e consolidando-se como o quarto maior produtor do país. Esse setor envolve cerca de 60 mil famílias, muitas delas em pequenas propriedades familiares que adotam práticas sustentáveis e recebem apoio de políticas públicas voltadas à permanência no campo. No contexto do IFC campus Rio do Sul, uma análise da produção leiteira entre 2012-2017 e 2020 revelou uma média de aproximadamente 15 litros por vaca, com picos de produtividade em agosto. O ano de 2016 destacou-se com produção média por vaca de 26,80 litros, evidenciando possíveis melhorias no manejo, alimentação e uso de pastagens de inverno como aveia e azevém, que compensam a baixa qualidade das pastagens tropicais no outono e inverno. A raça do gado também influencia diretamente os resultados, sendo as vacas Holandesas mais produtivas que as Jerseys. Além disso, fatores climáticos, como o estresse térmico, impactam negativamente a produção, podendo causar perdas significativas na quantidade de leite, principalmente em períodos de altas temperaturas. A utilização de práticas como o melhoramento genético e o controle leiteiro tem se mostrado essencial para o avanço da pecuária leiteira moderna. Essas ferramentas permitem selecionar animais com maior potencial produtivo e monitorar o desempenho do rebanho, promovendo ganhos em eficiência e sustentabilidade. A análise dos dados do IFC, aliada ao panorama estadual, demonstra a importância de aliar tecnologia, manejo adequado e adaptação às condições ambientais para garantir o desenvolvimento contínuo e sustentável da atividade leiteira em Santa Catarina

    AVALIAÇÃO ESPACIAL DO MÍLDIO EM CULTIVARES DE CEBOLA COM DIFERENTES NÍVEIS DE RESISTÊNCIA

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    O míldio da cebola (Allium cepa L.), causado por Peronospora destructor Berk. (Casp.), é uma das doenças mais destrutivas da cultura na região sul do Brasil. Embora o uso de cultivares seja uma alternativa viável para o manejo da doença, ainda há pouca informação sobre a mesma. A avaliação espacial do míldio da cebola é de grande importância por diversas razões agronômicas, fitopatológicas e de manejo, e pode ser correlacionada com dados de solo, relevo, irrigação e clima, revelando fatores que favorecem o desenvolvimento da doença. Isso contribui para o planejamento agronômico, como escolha de áreas menos propensas à doença ou adoção de sistemas de irrigação mais adequados. Diante disso, o presente trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar a epidemiologia espacial do míldio em cultivares de cebola com nível de resistência elevada, suscetível, intermediária e resistente. Para isso, um ensaio foi conduzido com plantas naturalmente infectadas. As mudas foram produzidas em canteiros e com 60 dias de idade foram transplantadas para o campo em delineamento em blocos ao acaso com 4 repetições. Cada unidade experimental foi representada por uma área de 1,50 x 1,20 m com 30 cm entre fileiras com 4 linhas e de 10 cm entre plantas, totalizando 60 plantas, equivalente a 400.000 planta.ha-1. A calagem, a adubação, e os tratos culturais seguiram as normas da cultura. Os dados foram submetidos à análise espacial de doublet e run, e constatou-se que a doença tem padrão espacial ao acaso independente do nível de resistência

    CARACTERIZAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DA QUEIMA BACTERIANA EM ALHO-PORRO

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    O alho-porro (Allium porrum L.) é uma hortaliça de importância crescente, mas suscetível a doenças como a queima bacteriana, causada por Pseudomonas marginalis pv. marginalis. Este trabalho teve como objetivo caracterizar a distribuição espacial e o progresso temporal dessa doença no município de Rio do Sul (SC), entre junho a outubro de 2024. O experimento foi conduzido com a cultivar Carrentan, em delineamento em blocos, com avaliação semanal da severidade da doença em 25 plantas por bloco, além de análise espacial com base nos testes de run e doublet. A introdução do inóculo foi feita por meio de bulbilhos microbiolizados e distribuídos ao redor das parcelas. Os dados de severidade foram utilizados para cálculo da área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD), além do ajuste aos modelos de Gompertz e logístico. Os resultados indicaram padrão de distribuição espacial agregado em 100% dos blocos pelo teste de run. O progresso temporal da epidemia foi ajustado ao modelo de Gompertz, com taxa de 0,34 e severidade final de 19,8%, compatível com dados da literatura. A AACPD foi de 346,41, e a produtividade obtida foi de 20.396 kg.ha⁻¹. Conclui -se que a queima bacteriana no alho-porro apresentou padrão agregado e evolução epidêmica intensa a partir da 16ª semana, demonstrando a importância de ações de monitoramento e manejo integrado para redução dos danos à cultura

    CARACTERIZAÇÃO TEMPORAL DA QUEIMA BACTERIANA EM CULTIVAR RESISTENTE E SUSCETÍVEL DE ALHO

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    O objetivo desse trabalho foi caracterizar o progresso temporal da queima bacteriana no alho em cultivar resistente e suscetível. O experimento ocorreu entre 9 de junho a 17 de novembro de 2024 no Instituto Federal Catarinense, Campus Rio do Sul. O clima é classificado como subtropical úmido e o solo como Cambissolo Háplico Tb distrófico. Os bulbilhos da cultivar Caxiense (resistente) e Chonam (suscetível), previamente vernalizados e microbiolizados com uma suspenção previamente padronizada. O plantio foi realizado em canteiros, com cinco repetições por tratamento. A avaliação da severidade foi feita semanalmente em plantas marcadas, utilizando escala visual específica. Os dados da severidade foram de severidade foram integralizados e calculada a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD). Foi avaliada a incidência x severidade para obter equações preditivas da severidade em função da incidência. A colheita foi realizada 20 semanas após o plantio e depois de 21 dias de cura foi feito a pesagem para obtenção da produtividade. Durante a avaliação as condições climáticas foram favoráveis para o desenvolvimento da doença. Durante o período avaliado, os cultivares não diferiram quanto a AACPD. A severidade final não diferiu entre as cultivares. As curvas de progresso da doença entre os cultivares tiveram valores distintos desde o começo da epidemia, porém não diferiram na AACPD. Apesar de haver diferenças em relação a doença, a produtividade não foi significativa, visto que não é somente a doença que interfere na produtividade. O maior rendimento por hectare se deu na cultivar resistente, sendo 20% maior que a suscetível

    COMPORTAMENTO DO MÍLDIO EM CULTIVARES DE CEBOLA COM DIFERENTES NÍVEIS DE RESISTÊNCIA

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    O míldio da cebola (Allium cepa L) causado por Peronospora destructor Berk. (Casp.) tem sido considerada uma das doenças mais destrutivas da cultura no sul do Brasil. No entanto, este pode ser manejado com o uso de cultivares, mas desconhece-se seu comportamento entre os cultivares com nível resistente, suscetível, elevado e intermediário. A resistência genética é o um dos principais métodos de controle, por não haver custo e pela sua fácil utilização, porém as informações sobre o mesmo, são escassas. Com isso, o objetivo do trabalho foi averiguar o comportamento do mildio em cultivares de cebola com diferentes niveis de resistência. O experimento foi realizado de 9 de junho a 27 de outubro de 2024 no Instituto Federal Catarinense, Campus de Rio do Sul. As mudas de cebola utilizadas foram da cultivar SCS 379 – Robusta (elevada resistência), SCS 373 - Valessul (resistente), Rainha (resistência intermediária) e Catarina (suscetível). Foram produzidas em canteiros e com 60 dias de idade foram transplantadas para o campo em delineamento em blocos ao acaso com 4 repetições. Cada unidade experimental foi representada por uma área de 1,50 x 1,20 m com 30 cm entre fileiras com 4 linhas e de 10 cm entre plantas, totalizando 60 plantas, equivalente a 400.000 planta.ha-1. A calagem, a adubação, e os tratos culturais seguiram as normas da cultura. Não houve diferença na intensidade do míldio entre os cultivares com nível resistente, elevado e intermediário em comparação a suscetível em condição de pressão de inóculo, no entanto, os cultivares não diferiram entre si quanto a produtividade

    DIFERENTES DATAS DE PLANTIO DE ORNITHOGALUM NO ALTO VALE DO ITAJAÍ, SC

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    O mercado de plantas ornamentais no Brasil está em expansão e sempre em busca de novas espécies ou variedades para atender as exigências dos consumidores cada vez mais exigentes. Visando a inserção de novas plantas ornamentais na região, o objetivo do estudo foi caracterizar o desempenho das plantas e a qualidade das hastes florais de ornithogalum em diferentes datas de plantio no Alto Vale do Itajaí, SC. O experimento foi conduzido no Instituto Federal Catarinense (IFC) – Campus Rio do Sul, município de Rio do Sul, nos anos de 2024 e 2025. Os bulbos foram plantados em canteiros com espaçamento de 40 cm x 40 cm entre plantas e entre linhas nas datas de 12/03/24, 10/04/24, 15/05/24 e 31/01/25. Nas plantas foram avaliados a duração das fases de desenvolvimento e na colheita o número de folhas, comprimento e diâmetro da haste floral, diâmetro da inflorescência, produção de haste por planta e por m2. Os resultados mostram que o ciclo completo médio da planta (entre plantio e colheita da primeira haste floral) foi de 79 dias (média dos quatro plantios). As plantas da primeira data de plantio apresentaram ciclo mais curto com 56,5 dias e a quarta data o mais longo, com 109 dias; porém, na quarta data de plantio as plantas apresentaram maior número de haste por planta e m2, enquanto as demais datas apresentaram resultados semelhante. As plantas de ornithogalum apresentaram boa adaptação inicial às condições do Alto Vale do Itajaí, SC. No entanto, mais avaliações são necessárias para obtenção de dados mais concretos quanto a caracterização das fases de desenvolvimento e qualidade das hastes florais na região

    FLUTUAÇÃO E DEPOSIÇÃO DE CONÍDIOS DE Alternaria porri E SUA RELAÇÃO COM A SEVERIDADE DA MANCHA PÚRPURA DO ALHO-ELEFANTE

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    Dentre as doenças foliares que atacam a cultura do alho-elefante (Allium ampeloprasum L.) a mancha púrpura causada por Alternaria porri (Ellis) Cif. tem sido verificada na cultura .Diante disso, quantificou-se a flutuação e deposição de conídios de Alternaria porri e sua relação com a severidade da mancha púrpura em alho-elefante. O experimento foi realizado de 9 de junho a 4 de novembro de 2024, no Instituto Federal Catarinense, Campus de Rio do Sul. Bulbilhos de alho-elefante foram semeados em quatro unidades experimentais constituídos por uma área de 5,0 x 1,20 m com 30 cm entre fileiras, totalizando 4 linhas e de 10 cm entre plantas, totalizando 250 plantas. A adubação doi feita de acordo com a recomendação para a cultura. Semanalmente era feito a avaliação da severidade da doença para avaliar a correlação com a flutuação e deposição de esporos da doença. Para avaliar a flutuação e deposição dos esporos foi utilizado um coletor do tipo “cata-vento” a uma altura de 40 cm do solo, contendo uma lâmina de microscópio. Além disso, outras duas laminas de microscópio estavam depositadas sob dois tijolos intercalados ao cento do experimento, a uma altura de 5 cm do solo. A cada 7 dias era feito substituição destas laminas e a contagem em laboratório dos esporos presentes nas mesmas. Houve correlação significativa e moderada entre a flutuação e deposição de conídios e serve de um indicador da doença na cultura

    A INVASÃO DO SAPO-CURURU NA AUSTRÁLIA: Fatores Ecológicos e Evolutivos do Sucesso

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    O sapo-cururu (Rhinella marina), introduzido na Austrália em 1935, tornou-se uma espécie invasora de grande sucesso, expandindo-se rapidamente por mais de 1,2 milhão de km² em tempo recorde de invasão. Ao passo que o cururu prosperamente invade o território, os motivos dessa capacidade de dispersão aumentar rapidamente são tanto ambientais, mas principalmente envolvem características observáveis ecológicas e possíveis adaptações evolutivas, como mudanças morfológicas e comportamentais. Este estudo básico qualitativo teve como objetivo analisar os fatores que contribuíram para o sucesso invasivo dessa espécie, investigando tanto aspectos ambientais quanto genéticos. Mudanças morfológicas, como membros posteriores mais longos, sugerem seleção natural para indivíduos com maior capacidade de dispersão. Além disso, sapos em frentes de invasão apresentam menor investimento reprodutivo, indicando uma não tão provável realocação de energia para a expansão territorial. Embora algumas adaptações tenham base ecológica, outras, como o comportamento de deslocamento retilíneo, apresentam herdabilidade, apontando para um componente evolutivo. Conclui-se que o sucesso invasivo do R. marina resulta da interação entre plasticidade fenotípica e seleção natural, destacando a complexidade dos processos de invasão biológica. Estudos futuros devem explorar outros fatores, como imunidade e parasitismo, para uma compreensão mais abrangente

    DIVISÃO DOS CONTINENTES Por que e como os continentes se dividem? Por que e como os continentes se dividem?

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    Nosso trabalho tem como objetivo compreender as causas e os processos geológicos responsáveis pela separação e movimentação dos continentes ao longo das eras geológicas. A pesquisa busca investigar teorias como a da deriva continental, proposta por Alfred Wegener, e a teoria da tectônica de placas, que explica os mecanismos por trás do movimento das massas continentais. Foram utilizados como procedimentos metodológicos a pesquisa em livros didáticos, artigos científicos, vídeos e documentários sobre ciências da Terra, além da criação de uma linha do tempo desde a formação da Pangeia até a atual configuração dos continentes e a construção de uma maquete ilustrativa. A fundamentação teórica baseia-se em estudos clássicos e atuais que comprovam o deslocamento das placas tectônicas por meio de evidências como fósseis semelhantes em diferentes continentes, formações geológicas compatíveis e dados obtidos por satélites. A hipótese central do trabalho é que o calor interno da Terra gera movimentos no manto que causam o deslocamento das placas, acumulando tensões que, ao serem liberadas, provocam rachaduras e separações nas massas continentais. As principais conclusões apontam que os processos de divisão dos continentes são contínuos e cientificamente comprovados, sendo fundamentais para a formação de cadeias montanhosas, vulcões e terremotos. O estudo também mostra que a compreensão desses fenômenos permite uma visão mais aprofundada sobre a dinâmica terrestre e reforça a importância da pesquisa científica para explicar eventos geológicos atuais e passados. A relevância da investigação se justifica por contribuir para o entendimento da evolução do planeta e da configuração atual das massas continentais

    DIVULGAÇÃO E ENSINO DE FÍSICA

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    O projeto de extensão “Divulgação e Ensino de Física” tem como objetivo principal aproximar a ciência do público, despertando o interesse por meio de atividades interativas com escolas e comunidade. As ações são voltadas para públicos diversos como crianças, adolescentes, famílias e visitantes em geral que ocorrem tanto no Laboratório de Ensino de Física quanto em eventos internos e externos ao Instituto Federal Catarinense (IFC) - campus Rio do Sul. Entre as principais atividades, destaca-se a demonstração de experimentos realizada por acadêmicos da Licenciatura em Física e professores, mediante agendamento. Essas práticas contribuem para a compreensão de conceitos físicos e sua relação com aspectos científicos e tecnológicos, promovendo o letramento científico. A metodologia utilizada aposta em uma abordagem lúdica e acessível, com apresentação de experimentos e projetos didáticos que despertam a curiosidade e ampliam o entendimento de fenômenos físicos. Os resultados observados indicam que o projeto tem impacto positivo tanto na divulgação dos cursos do IFC quanto na atração de novos estudantes, além de colaborar na desconstrução de concepções alternativas baseadas em ideias não científicas. Além disso, a participação dos acadêmicos como mediadores das atividades favorece sua formação docente, fortalecendo o vínculo com a prática educativa e com a realidade das escolas que, muitas vezes, não contam com laboratórios adequados. A realização de workshops e visitas monitoradas tem potencial para estimular o interesse dos estudantes pelas Ciências da Natureza e contribuir com o aprendizado de conteúdos curriculares de forma significativa

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