Publicações do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Catarinense (IFC)
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PRODUTIVIDADE DE FORRAGEIRAS ANUAIS DE INVERNO SOB PASTEJO ROTATIVO EM SISTEMA DE PLANTIO DIRETO NO ALTO VALE DO ITAJAÍ.
A bovinocultura leiteira é uma atividade de grande relevância econômica no Brasil, especialmente em Santa Catarina, onde há incentivo ao uso de pastagens como forma de reduzir custos nas pequenas propriedades. Nesse contexto, forrageiras de inverno como o azevém (Lolium multiflorum) e a aveia-preta têm sido amplamente utilizadas, tanto pela capacidade produtiva quanto pela contribuição na cobertura do solo. O presente estudo avaliou o desempenho agronômico de duas cultivares de azevém (BRS Ponteio e SCS 316), em cultivo solteiro ou consorciado com aveia-preta, sob sistema de plantio direto e pastejo rotativo por bovinos leiteiros, no Alto Vale do Itajaí (SC). O estudo foi conduzido no setor de Zoo III do IFC-Campus Rio do Sul na safra de inverno de 2024 As avaliações incluíram a produção de massa seca (MS) na entrada os animais, MS acumulada, MS residual (palhada) e consumo de forragem pelos animais. Os consórcios entre azevém e aveia-preta destacaram-se em todas as variáveis analisadas, especialmente a combinação entre Azevém SCS 316 e Aveia-preta Neblina, que apresentou maior disponibilidade de forragem na entrada dos animais (2,37 t ha⁻¹) e maior consumo de MS (4,75 t ha⁻¹). A maior produção acumulada foi registrada no consórcio com Azevém Ponteio (8,98 t ha⁻¹). Os sistemas consorciados demonstraram melhor desempenho agronômico em comparação aos cultivos solteiros, evidenciando maior eficiência na produção de biomassa, melhor aproveitamento do pastejo e maior contribuição à cobertura do solo. Assim, o uso de consórcios entre azevém e aveia-preta é uma estratégia promissora para sistemas sustentáveis de produção animal em regiões de clima temperado
REAÇÃO DE DIFERENTES ALINHAMENTOS DE PLANTIO E DISPOSIÇÃO DE PLANTAS DE ALHO À QUEIMA BACTERIANA
Apesar do destaque brasileiro como produtor e consumidor de alho (Allium sativum L.), são diversas as doenças que podem comprometer a produtividade, como a queima bacteriana do alho, causada por Pseudomonas marginalis pv. marginalis. Diante disso, o objetivo deste trabalho é avaliar o comportamento de alinhamentos de plantio e disposição de plantas quanto a intensidade da queima bacteriana no alho O experimento foi realizado no Instituto Federal Catarinense, Campus Rio do Sul, de 9 de junho a 17 de novembro de 2024, utilizando bulbilhos do genótipo Chonan, que foram microbiolizados com a bactéria e semeados em áreas com alinhamentos leste-oeste e norte-sul, em duas configurações de espaçamento. A severidade da doença foi avaliada semanalmente, e a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) foi calculada. Após 20 semanas, as plantas foram colhidas, pesadas e a produtividade foi determinada. Os dados foram analisados estatisticamente pelo teste de F e comparados pelo método Scott-Knott, para identificar diferenças entre os alinhamentos e disposições quanto à incidência da doença. Constatou-se que não foi significativa a intensidade da doença entre os alinhamentos e disposições em condição de pressão de inóculo
REAÇÃO DE DIFERENTES ARRANJOS ESPACIAIS DE PLANTAS DE ALHO A QUEIMA BACTERIANA
O objetivo desse trabalho foi avaliar o comportamento de arranjos espaciais de plantas de alho quanto a intensidade da queima bacteriana. O experimento foi conduzido com três repetições com seis linhas de plantio. Os arranjos foram constituídos de filas simples com espaçamento de 25x10 e 25x15 cm e de filas duplas com 30x10x10, 30x15x10, 40x10x10, 40x15x10, 50x10x10 e50x15x10 cm. Após a semeadura, a severidade da queima bacteriana foi avaliada semanalmente nas plantas demarcadas em cada repetição. Os dados da severidade foram integralizados e foi calculada a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD). A colheita ocorreu após 21 semanas de plantio e após 21 dias de cura em galpão de armazenamento os bulbos foram pesados e convertidos para produtividade total em quilogramas por hectare (Kg.ha-1). As médias obtidas da AACPD, severidade final e produtividade foram submetidos à análise de variância pelo teste de F a 5% e comparadas estatisticamente pelo teste de agrupamento de Scott-Knott ao nível de 5%. Não houve diferença significativa de AACPD entre os arranjos avaliados, nem na severidade final. A produtividade entre os arranjos diferiu, sendo que o arranjo 30x10x10 apresentou maior produtividade com 2741,07 Kg.ha-1. Não houve diferença quanto a intensidade da queima bacteriana do alho em relação aos arranjos espaciais de plantas em condição de pressão de inóculo
SAÚDE MUSCULAR E ARTICULAR DO PRODUTOR RURAL DO ALTO VALE DO ITAJAÍ-SC
O trabalho agrícola exige esforço físico intenso, repetitivo e, muitas vezes, realizado semconhecimento ergonômico ou preparo corporal adequado. Isso aumenta significativamente o riscode desenvolver doenças musculoesqueléticas, que podem reduzir a capacidade de trabalho, gerarafastamentos e impactar diretamente a qualidade de vida desses profissionais. Além disso, amaioria dos produtores não possui acesso a informações sobre práticas preventivas, comoginástica laboral, pausas ativas ou cuidados com a postura. A pesquisa foi realizada de formaonline, por meio do Google Forms, com 22 produtores rurais do Alto Vale do Itajaí-SC, utilizando oQuestionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares (QNSO), Os dados coletados foramorganizados e apresentados em gráficos gerados com o apoio de inteligência artificial,possibilitando uma visualização das partes do corpo com maiores incidências de sintomas de dormusculoesqueléticos. O estudo demonstrou que as dores evoluem com a idade do trabalhador epodem ser resultado de doenças adquiridas durante a vida laboral. A estabilização das dores nasúltimas duas faixas etárias pode significar que o corpo não consegue se recuperar como ocorre najuventude, levando o agricultor a conviver com elas, caso não busque tratamento
VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA DE UM SISTEMA DE PREVISÃO PARA MANEJO DA MANCHA PÚRPURA DO ALHO
A cultura do alho (Allium sativum L.) esta entre as hortaliças de maior expressão econômica no Brasil. A mancha púrpura (Alternaria porri) é uma das principais doenças foliares que acometem a cultura. Este trabalho teve como objetivo avaliar a viabilidade técnica e econômica de um sistema de previsão para a doença. O trabalho foi conduzido no Instituto Federal Catarinense - IFC/Campus Rio do Sul, no município de Rio do Sul – SC, durante o período de 09 de junho a 17 de novembro de 2024. Bulbilhos de alho do cultivar Chonan foram vernalizados a 4ºC por 50 dias e semeados a campo em quatro repetições constituídas de uma área de 2,00 X 1,25 m utilizando cinco linhas com espaçamento de 0,25 m entre linhas e 10 cm ente plantas. Para o controle da queima bacteriana, ferrugem e mancha púrpura foi feita a aplicação da mistura de fungicida protetor mancozebe (80%) + oxicloreto de cobre (50%) na dose de 250 g + 200 g pc.hl-1 no primeiro sistema que acusasse o alerta após o término do resíduo da mistura (7 dias). Avaliou-se a severidade da doença através de escalas diagramáticas, e ao longo a mesma foi integralizada e assim calculada a AACPD. O sistema convencional com fungicida protetor ou sistêmico teve 17 pulverizações, com sistêmico teve 6 pulverizações, em relação ao fungicida protetor, das 11 pulverizações, 9 foram decorrente do acumulado de 25 mm de chuva durante o ciclo, que representaram 82% das aplicações decorrentes do acumulado de chuva. No sistema de previsão utilizando fungicida protetor e sistêmico houve uma redução de 64,7% e 35,2% respectivamente das pulverizações quando comparado com o sistema convencional. Dentro da análise econômica com a redução de 64% com uso de fungicida sistêmico é possível obter economia de 11 L.ha-¹ de produto comercial, tendo assim uma redução de R$ 1100,00 por hectare
IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DIGESTIVO DOS RUMINANTES E DA FERMENTAÇÃO RUMINAL COMO ESTRATÉGIA EDUCATIVA
sistema digestivo dos ruminantes apresenta características morfofisiológicas únicas que os tornamaltamente eficientes na digestão de alimentos fibrosos, como forragens, graças à ação de umamicrobiota complexa instalada principalmente no rúmen, primeira e maior das quatrocompartimentalizações gástricas (rúmen, retículo, omaso e abomaso). Essa microbiota, compostapor bactérias celulolíticas, protozoários, fungos anaeróbios e arqueias metanogênicas, é responsávelpela fermentação dos carboidratos estruturais das plantas, liberando ácidos graxos voláteis (acetato,propionato e butirato), os quais fornecem cerca de 70% da energia metabolizável utilizada peloanimal. A densidade microbiana no rúmen pode ultrapassar 10¹¹ células/ml, essencial para adegradação de fibras e o aproveitamento dos nutrientes. Como complemento à metodologia derevisão bibliográfica, foi realizado um experimento educativo com dois potes contendo capim oufolhas de alface e água morna, sendo que um deles recebeu fermento biológico (Saccharomycescerevisiae), simulando simbolicamente a fermentação microbiana. Após 24 a 48 horas, observou-seintensa liberação de gases no pote com fermento, demonstrando visualmente a atuação dosmicrorganismos sobre o material vegetal, enquanto o pote controle, sem fermento, não apresentousinais de fermentação. Saccharomyces cerevisiae é um organismo eucarioto unicelular pertencenteao reino dos fungos. É uma levedura usada na produção de pão, cerveja e também de álcoolcombustível. Uma cepa modificada geneticamente também produz bioquerosene e biodiesel, norúmen,comoprobiótico,promovendoasaúdeeaeficiênciadigestiva,ajudaaestabilizaroambienteruminal,melhoraafermentação,aumenta a digestão defibras e a produção de proteína microbiana, além de reduzir a amônia e o risco de acidose. Oconhecimento sobre o funcionamento do sistema digestivo e da microbiota ruminal é fundamentalpara a formulação de dietas balanceadas, controle de distúrbios metabólicos, maximização daconversão alimentar e redução de perdas produtivas. Um exemplo são as leveduras vivas, queajudam a equilibrar o ambiente do estômago, favorecendo as bactérias que digerem fibras. Isso fazcom que o animal aproveite melhor os nutrientes. Outra estratégia é o uso de tamponantes, quecontrolam o pH do rúmen e evitam problemas como acidose. Também podem ser usadosprobióticos, enzimas e extratos de plantas para melhorar ainda mais a digestão e a saúde intestinal.Essas práticas ajudam o animal a crescer melhor, produzir mais e com mais saúde. Além disso, esseentendimento tem reflexos diretos na sustentabilidade da pecuária e na rentabilidade das atividadesleiteira e de corte, contribuindo para otimizar o desempenho dos animais e garantir maior eficiênciaprodutiva ao produtor rural
BIOPOLÍMEROS: UMA ALTERNATIVA SUSTENTÁVEL PARA O POLICLORETO DE VINILA
Na atualidade existem variados tipos de polímeros. Eles se fazem presentes e são utilizados paradiversos fins, como embalagens, utensílios, entre outras variedades de produtos onde esse derivadodo petróleo pode ser encontrado. Dessa maneira, o descarte incorreto pode levar a grandesproblemas ambientais, afetando diretamente a biodiversidade, pois a sua degradação pode levarséculos contribuindo para a poluição a longo prazo. Visando os grandes danos que o polímeroderivado do petróleo pode ocasionar, a sociedade contribui para criar alternativas sustentáveis esolucionar esse problema, como os biopolímeros, que são polímeros feitos com materiaisbiodegradáveis não derivados do petróleo. Assim, esse trabalho teve como objetivo sintetizar umbiopolímero a partir de pectina cítrica como forma de substituir o policloreto de vinila, maisconhecido como plástico filme de PVC. Além disso, o biopolímero produzido será utilizado comoembalagem no acondicionamento de morangos para avaliação de sua deterioração comparando-acom morangos em embalagem convencional de plástico filme. O polímero de pectina foi elaborado apartir de pectina cítrica, a qual fornece estrutura ao material; de glicerol, responsável pelaplastificação, ou seja, por deixar o polímero flexível e maleável; de sorbato de potássio, que atuacomo conservante; de cloreto de cálcio, que proporciona ligações entre as moléculas de pectina,formando uma rede estável e firme, e por fim, água. Em um béquer, a pectina e o glicerol foramdissolvidos com água por agitação e aquecimento. Após a dissolução, foi adicionada uma solução decloreto de cálcio a 1% para fazer a pré-reticulação com aquecimento até 70°C, e, por fim, o sorbatode potássio foi adicionado à solução. Em seguida a mistura foi transferida para placas de Petri, ondecada uma continha 10 mL da solução e levadas à estufa a 40°C por 20 horas, Posteriormente, asplacas foram acondicionadas à temperatura ambiente para a formação do pré-filme. Após isso foirealizada a reticulação final, onde os polímeros foram retirados das placas e imersos em uma soluçãode cloreto de cálcio a 3% e glicerol, e então levados para a secagem e acondicionamento. O polímeroapresentou estrutura levemente quebradiça, comparado ao PVC, além de ser solúvel em água eapresentar partículas de pectina não dissolvidas. Quando o acondicionamento dos morangos forrealizado, é esperado que a degradação do morango seja retardada pelo polímero, atuando comoembalagem primária. Além disso, o trabalho traz um incentivo para o descarte correto dos polímerosderivados do petróleo, e os riscos que o descarte incorreto pode trazer ao meio ambiente
ADUBOS ORGÂNICOS E INORGÂNICOS: DIFERENÇAS, MANEJO E FORMAS DE APLICAÇÃO.
A adubação é uma prática essencial para manter e aumentar a produtividade na agricultura. Osfertilizantes utilizados podem ser classificados em duas categorias: orgânicos e químicos. Cada umapresenta características específicas, com vantagens e desvantagens que impactam diretamente osolo, os lucros do produtor e a eficiência da produção agrícola. Compreender essas diferenças éfundamental para promover um manejo agrícola mais eficiente e sustentável. Nosso objetivo éapresentar as principais diferenças entre os adubos orgânicos e químicos, além de destacar suasaplicações práticas e valorizar ainda mais o uso de adubos orgânicos como fonte principal naadubação. Busca-se ainda evidenciar os impactos de cada um no solo e na produtividade, propondo acombinação entre eles como uma alternativa viável para o desenvolvimento de uma agricultura maisresponsável e lucrativa, podendo aproveitar melhor um tipo de fertilizante e economizar, semadicionar outros adubos em excesso e gastar com o que não há necessidade. A metodologia adotadapara a formulação deste projeto baseou-se em pesquisas em materiais didáticos, fontes confiáveis daárea agrícola, análises nutricionais de adubos e orientações de professores da área. Foi analisado ouso de diferentes tipos de adubos em práticas agrícolas comuns, com foco em suas características,benefícios e limitações. Os adubos orgânicos são obtidos a partir de materiais naturais, como estercoanimal, restos vegetais e resíduos agroindustriais. Um exemplo muito utilizado é a cama de aves,que se destaca por sua riqueza em macro e micronutrientes. Quando corretamente aplicada, elamelhora a fertilidade do solo, aumenta a capacidade de troca catiônica (CTC) e reduz a necessidadede calagem. Além disso, promove melhorias na estrutura, aeração e capacidade de retenção de águado solo, estimula a atividade microbiana e favorece a liberação gradual de nutrientes, onde o solocapta aos poucos esses preservando-o, contribuindo para o desenvolvimento sustentável das plantas.Por outro lado, os adubos minerais são produtos industriais com alta concentração de nutrientesessenciais, como nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K). Eles são rapidamente absorvidos pelasplantas, permitem controle preciso das doses aplicadas e promovem respostas imediatas naslavouras. São eficientes para correções rápidas de deficiências nutricionais, mas não contribuem paraa melhoria da estrutura física do solo. O uso isolado e excessivo desses produtos pode causarsalinização do solo, redução da vida microbiana e contaminação de recursos hídricos. Conclui-se,portanto, que a adoção de um manejo equilibrado, baseado em análises químicas do solo e nacombinação racional entre adubos orgânicos e químicos, é fundamental para garantir uma produçãoagrícola eficiente, sustentável e ambientalmente correta. A integração desses dois tipos defertilizantes permite aproveitar ao máximo os benefícios do adubo orgânico e utilizar o aduboquímico como forma de complemento, promovendo maior produtividade, aproveitamento epreservação dos recursos naturais
CIÊNCIAS FORENSES E A CONTRIBUIÇÃO DA QUÍMICA NA ELUCIDAÇÃO DE CRIMES: UM OLHAR EXPERIMENTAL NO ENSINO MÉDIO
A ciência forense é uma área fascinante que une biologia, química e investigação criminal parasolucionar crimes. Através de técnicas científicas, é possível descobrir pistas, identificar suspeitos ereunir provas que ajudam a polícia a desvendar casos de homicídio e outros delitos. Este projeto temcomo objetivo demonstrar ao público como as ciências forenses contribuem com a resolução decasos policiais, destacando o papel fundamental que a química exerce como ferramenta deinvestigação criminal, despertando o interesse dos visitantes por áreas como biologia, química einvestigação criminal. A metodologia do projeto baseia-se na realização de atividades práticas debaixo custo e seguras, viáveis para serem executadas no ambiente escolar. Dentre os experimentosque serão realizados destacam-se: a revelação de impressões digitais com pó de grafite, extração deDNA da saliva, testes de identificação de sangue falso com luminol, diferenciação de tintas porcromatografia em papel, identificação de substâncias ácidas ou básicas com indicadores naturais,entre outros. Tais experimentos permitiram aos estudantes relacionar, de forma concreta, conceitoscomo reações químicas, tipos de soluções, forças intermoleculares, pH, reações ácido-base,mudanças de estado físico, entre outros. Quanto aos resultados esperados, busca-se evidenciar comoa Química pode ser aplicada na resolução de crimes, despertando o interesse dos visitantes eestudantes por meio da análise de substâncias, identificação de vestígios, testes de reações químicase técnicas simples, com procedimentos semelhantes aos utilizados em investigações reais. Aproposta busca evidenciar como a Química pode ser aplicada na resolução de crimes, despertando ointeresse dos estudantes por meio da contextualização de conteúdos curriculares e daexperimentação prática. Portando, com esse projeto, mostra-se que o trabalho investigativo não sebaseia apenas em suposições, mas sim em métodos científicos confiáveis. Nesse sentido, ao unir asciências forenses e justiça, enfatizando-se o ensino de química, quando estão articulados a temas derelevância social e com aplicabilidade prática, tornam-se mais atrativos, significativos e eficazes,contribuindo para a formação científica cidadã e o protagonismo juvenil
COMPARAÇÃO ENTRE CHÁS NATURAIS E INDUSTRIALIZADOS: QUALIDADE E SEGURANÇA
Os chás são comumente conhecidos por serem bebidas preparadas pela infusão de folhas, flores,frutos ou através da decocção para raízes, caules e sementes. O tema central é a comparação entrechás naturais e chás de sachê, especialmente em relação aos seus benefícios para a saúde e potenciaismalefícios. O objetivo é apresentar e analisar as principais características dos chás, diferenciando osmétodos de preparo, bem como comparar os chás naturais, misturados e de sachê em termos dequalidade, benefícios à saúde, sabor, aroma e possíveis riscos. Buscaremos conscientizar as pessoassobre a importância de escolhas informadas sobre o consumo de chás, destacando seus efeitospositivos e negativos, e orientando quanto à melhor forma de aproveitá-los de maneira segura eeficaz no dia a dia. Na nossa apresentação disponibilizaremos chás para degustação e informaremossobre suas características, bem como os benefícios, malefícios e paladar. A intenção é realizar umadinâmica atrativa, onde os visitantes irão “adivinhar” qual chá seria de sachê e qual chá seria natural.A hipótese é que os chás naturais oferecem maiores benefícios à saúde em comparação aos chás depacotinhos (sachê), devido a qualidade dos ingredientes e ausência de aditivos. Através de revisãobibliográfica sobre o assunto concluímos que os chás naturais apresentam maior benefício para asaúde em comparação aos chás de sachê por possuírem uma melhor preservação dos compostosativos, como antioxidantes e vitaminas. Eles costumam ter menos aditivos e conservantes, o que ostornam uma opção mais saudável. Os chás de sachê podem conter ingredientes processados comoaromatizantes artificiais e menos concentração dos princípios ativos, o que pode reduzir seus efeitosbenéficos, além disso alguns sachês usam materiais que podem liberar substâncias indesejadas aosserem aquecidos. O estudo contribuirá para orientar consumidores sobre escolhas mais saudáveis nahora de consumir chá e fornecerá dados para produtores melhorarem a qualidade dos produtoscomercializados. Uma limitação comum em estudos sobre chás naturais e de sachê é a variabilidadena composição dos produtos, que pode afetar a precisão dos resultados. Além disso, fatores como aqualidade da matéria-prima, métodos de preparo e a dosagem consumida podem influenciar osefeitos observados. Quanto à aplicação prática, os resultados podem orientar escolhas maisinformadas dos consumidores sobre o tipo de chá a consumir, além de contribuir para odesenvolvimento de produtos mais saudáveis e para futuras pesquisas que aprofundem oconhecimento sobre os benefícios e riscos associados a esses chás