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A Audiodescrição como Recurso de Acesso à Informação na Produção de Acervo para Pessoas com Deficiência Visual
O segmento social de pessoas com deficiência, no decorrer da história, busca a oportunidadede acesso à educação, para exercer sua cidadania. Nesse âmbito, a universidade configurauma oportunidade para que pessoas com deficiência possam ascender a novos horizontes,conquistar autonomia e ser reconhecidas, não pela deficiência, mas por sua competênciaprofissional. Não obstante, no ambiente universitário, há consideráveis dificuldades, tais comoos aspectos ligados ao acesso à informação. Sendo assim, a aquisição do saber reclama umavisão sobre o acesso à informação imagética contida na literatura dos acervos das bibliotecasuniversitárias, de forma maneira à singularidade de cada pessoa em sua condição dedeficiência. O objetivo geral desta pesquisa é propor estratégias para instrumentalizaraudiodescritores na elaboração de descrições de imagens em livros da área das CiênciasExatas. A metodologia escolhida foi a realização de um estudo bibliográfico e descritivo. Osresultados confirmam a audiodescrição como recurso relevante na edição de livros emformato acessível para pessoas com deficiência visual, e exprimem estratégias que podemcontribuir na elaboração de descrições de imagens estáticas de natureza científica naprodução de acervos para pessoas com deficiência visual
A disseminação de informação e o papel social da biblioteca pública: relato do curso de Alfabetização Digital para Mulheres na Biblioteca Pública do Espírito Santo
O artigo expõe por meio de um relato de experiência, o projeto social ministrado na Biblioteca Publica do Espírito Santo, de Alfabetização Digital para Mulheres, onde é abordado o empoderamento digital embasado na Agenda 2030 da Unesco. Apresentando a origem e estrutura do curso, e como este está operando na vida das alunas. Conclui que a importância da atuação de bibliotecas públicas em projetos sociais que visam o empoderamento feminino, resaltando a importância que essa ação exerce na vida das mulheres participantes e corrobora a missão da biblioteca publica em atuar em prol da transformação social
As Tecnologias de Infomação e Comunicação como Mediadoras nas Práticas Pedagógicas da EJA para Jovens e Adultos
A experiência deste trabalho foi realizada no laboratório de informática com alunos da EJA no horário da ACC (Atividades Curriculares Complementares), da EMEF “Juscelino Kubitscheck de Oliveira”. Este espaço da atividade curricular complementar é um momento em que os alunos complementam suas atividades curriculares. Assim, foi pensando em promover neste espaço possibilidades além do domínio do código escrito na proposta do letramento, também se apropria de recursos digitais. Então, surgiu a proposição do uso de uma prática educativa usando a metodologia ativa do Edmodo, um ambiente virtual de aprendizagem, para a realização das atividades pedagógicas tendo como resultado final uma apresentação em power point. Percebemos que as atividades propostas possibilitaram ir além do processo do domínio da leitura e da escrita, foi uma oportunidade de experienciar várias atividades realizadas com a tecnologia. Além disso, para cada atividade realizada neste processo educacional foi conquistado um empoderamento digital com o uso da tecnologia para lidar com situações do seu cotidiano, podendo iniciar um processo futuro para um impacto social na realidade desses estudantes da EJA
BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS À LUZ DA ACESSIBILIDADE: REFLEXÕES ACERCA DA ADEQUAÇÃO DAS BIBLIOTECAS AOS DEFICIENTES VISUAIS
O presente estudo apresenta algumas reflexões sobre a importância das bibliotecas universitárias adequarem-se às necessidades e limitações das pessoas com deficiência visual. Para tanto, aborda questões direcionadas à participação das bibliotecas no contexto da sociedade inclusiva, refletindo acerca do papel social do bibliotecário nesse contexto e os serviços biblioteconômicos prestados em prol da inclusão. Caracteriza a Biblioteca Universitária como ambiente de acolhimento, demonstrando a redefinição dos serviços, com base nos preceitos legais sobre acessibilidade. Por meio de pesquisa bibliográfica em livros e artigos da área, foi possível constatar que a questão da acessibilidade é uma temática bastante discutida nos últimos tempos. Grande parte dos estudos realizados até então destacam barreiras e omissões quanto à adequação das bibliotecas universitárias às necessidades dos deficientes visuais. Constata-se que alguns esforços já vêm sendo empreendidos, como a tradicional disponibilização da informação em Braille, o auxílio de ledores, o uso de tecnologias assistivas e, principalmente, a adoção de softwares e hardwares de acessibilidade
Capacitação para o uso de Língua Brasileira de Sinais: um olhar da biblioteca para a comunidade surda
A biblioteca é essencialmente um espaço democrático e, portanto, um espaço de inclusão. Para que a inclusão ocorra de forma adequada, é necessária que a equipe da biblioteca esteja capacitada e ciente das demandas de seu público. Neste sentido, A Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos vem desenvolvendo um projeto que prepara a equipe para o atendimento da comunidade surda. No desenvolvimento do projeto, que conta com a colaboração de Tradutora e Intérprete de Língua Brasileira de Sinais da universidade e um estudante surdo, foram levantadas junto aos atendentes da biblioteca as principais demandas informacionais dos usuários para que fosse elaborada uma apostila. Esta apostila subsidiou oficina realizada posteriormente e a produção de um vídeo que convida a comunidade surda a visitar a Biblioteca Comunitária. O projeto continua em 2019, com a oferta de nova oficina e aprimoramento de materiais voltados a inclusão do público surdo
Retrato das Bibliotecas Públicas Brasileiras: perspectivas para transformação social
As Bibliotecas Públicas (BPs) são instituições com um enorme potencial de transformação social. É nessas instituições que o indivíduo pode desenvolver capacidades e habilidades que os farão um cidadão. No entanto, as BPs do Brasil são instituições cada vez mais distantes da realidade da comunidade em seu entorno e da era digital. Esses distanciamentos colocaram as BPs como lugares por vezes esquecidos pela sociedade e negligenciados pelo poder público. Tendo isso em mente, o presente artigo teve como objetivo diagnosticar a situação atual das BPs brasileiras. A pesquisa teve caráter descritivo com abordagem quantitativa a partir de aplicação de questionário nas BPs cadastradas no Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Os dados indicam que mais da metade (54%) dos responsáveis pela biblioteca não tem formação na área de Biblioteconomia, quase metade (44%) das BPs contam com apenas um funcionário, impossibilitando o desenvolvimento de diversas atividades na unidade. Cerca de 64% das BPs tiveram seu espaço adaptado para ser uma biblioteca, tal dado representa uma barreira para o usuário em potencial pela falta de acessibilidade ao prédio. A análise apresentou dados, por vezes, desoladores. É certo que essas instituições têm sido negligenciadas há tempos nas diferentes hierarquias administrativas em que estão inseridas. Para mudar esse panorama é preciso a implementação de ações em âmbito local e nacional, de forma a instituir nas bibliotecas públicas brasileiras a característica de transformação social, típica dessas instituições
A Hora do Conto na Biblioteca Infantojuvenil da UNIRIO: uma atividade democrática contra a cultura do privilégio
O trabalho apresenta a Hora do Conto realizada na Biblioteca Infantojuvenil (BIJU) Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) como uma ação democratizadora por aproximar os usuários da biblioteca e todo e qualquer interessado de produções literárias, seja clássica ou contemporânea, sem qualquer distinção, além de permitir a interação com autores, obras e contadores de história. Dentro desse escopo há uma afirmativa contra a cultura de privilégios, tendo em vista que todos os seres humanos devem ser respeitados com igualdade em suas produções e usos culturais
Bibliotecas como ambientes de luta pela redução das desigualdades e pelo empoderamento de minorias
As bibliotecas há muito deixaram de ser apenas tidas como meras guardiãs do conhecimento da humanidade, pois hoje se compreende o seu papel preponderante no desafio que é incentivar à leitura e promover o acesso à informação, principalmente para grupos minoritários e populações vulneráveis, visando a sua inclusão informacional.O presente trabalho surge como uma oportunidade para relatar as experiências das ações realizadas na Biblioteca José Luciano Pimentel do IFCE, campus Cedro, em prol do fortalecimento de indivíduos e comunidades pertencentes à grupos minoritários e populações vulneráveis. As atividades do projeto foram realizados ao longo do ano de 2018 por meio de exposições, apresentações teatrais, rodas de conversa e exibição de séries, voltadas para os públicos feminino, negro, indígena, LGBT e comunitário.As atividades acima propostas e executadas refletem o fato de que existe uma mudança social ocorrendo e de que as bibliotecas estão se assumindo enquanto mediadoras de informação e agentes no empoderamento e na luta por direitos para as minorias e populações vulneráveis excluídas
Construção de interfaces digitais para usuários de ambientes virtuais de aprendizagem: um estudo dos requisitos na perspectiva da Ciência da Informação
Em função do amplo e diversificado uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) em processos de ensino-aprendizagem, os ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) constituem instrumentos essenciais para disponibilização de conteúdos informacionais aos alunos dos cursos (usuários). Entretanto, a apropriação da informação representa uma tarefa crítica, sobretudo em práticas de ensino mediado por TICs, uma vez que não se tem a presença física de um professor. Na perspectiva da Ciência da Informação, dentre outros, na oferta de conteúdos informacionais, deve-se considerar os atributos de forma, conteúdo e acessibilidade. Assim, considerando que os conteúdos são disponibilizados aos alunos por meio de interfaces digitais, neste trabalho, objetivou-se identificar e sistematizar os requisitos para implementação de interfaces digitais em AVAs, de modo que estas interfaces ofereçam um espaço de mediação que promova a apropriação da informação pelos usuários. Como principal resultado, tem-se um guia para orientar a concepção de interfaces de AVAs, favorecendo a apropriação dos conteúdos
Biblioteca como um espaço dinâmico e criativo
Apresenta relato de experiência das bibliotecas dos campi Nova Friburgo e Petrópolis do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) ao oferecer serviços diferenciados e no desenvolvimento de atividades criativas e de baixo custo com o objetivo de transformar as bibliotecas em espaços cada vez mais atuantes, convidativos e agradáveis. As ações desenvolvidas deixaram as bibliotecas mais dinâmicas, criativas, integradas e participativas, promovendo o bem estar necessário para que os usuários desenvolvam suas atividades de estudo, pesquisa e extensão