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Perfil dos usuários dos Centros Educacionais Unificados - CEUs- São Paulo
Este trabalho teve por objetivo analisar o perfil dos usuários das bibliotecas públicas da Secretária Municipal de Educação, em regiões altamente carentes de equipamentos culturais públicos. Para tanto, por meio de série histórica de dados estatísticos de uso, analisou o incremento da utilização das bibliotecas públicas da rede CEUs - Centros Educacionais Unificados, da Prefeitura Municipal de São Paulo, no período de 2006 a 2017. Criadas nesse novo projeto de equipamento escolar, as bibliotecas foram planejadas não só para servir a ele, como para favorecer o uso por toda a comunidade de seu entorno, na medida em que praticamente a totalidade das 46 unidades situa-se em bairros da periferia urbana. Como indicadores do perfil dos usuários foram levantados e organizados em tabelas e gráficos os dados referentes à idade, sexo, raça/cor e nível de escolaridade. Os principais achados foram: crescimento expressivo dos empréstimos no período, com predominância por usuários brancos, do sexo feminino e com no mínimo formação de ensino fundamental
RECURSOS DE INFORMAÇÃO PARA AS COMISSÕES DE HETEROIDENTIFICAÇÃO
Trata da identificação dos recursos de informação necessários à implementação das políticas de cotas raciais com auxílio de comissões de heteroidentificação. Por meio de pesquisas junto aos órgãos do poder público, verificou-se que existe um conjunto de dispositivos informacionais imprescindíveis para subsidiar sua implantação. O acesso a informações sobre as políticas de ações afirmativas encontradas devem ajudar beneficiários e atores responsáveis pela sua operacionalização a garantir direitos das pessoas negras enquanto destinatários dessas políticas
Tecendo poesia: mediação e criação poética na biblioteca universitária
Apresenta a experiência da Biblioteca da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo na implementação do Projeto Tecendo poesia, que visa a realização de oficinas de criação poética. Relata o processo de planejamento, definição de objetivos, metodologia, roteiro de ação e avaliação do projeto. Por fim, apresenta as contribuições da biblioteca universitária na ressignificação do papel social da biblioteca universitária perante a comunidade
A BIBLIOTECA DO NÚCLEO RESSOCIALIZADOR DA CAPITAL: O RECLUSO E A POSSIBILIDADE DE REMIÇÃO DA PENA POR MEIO DO ESTUDO (LEITURA)
A leitura proporciona ao cidadão a construção de pensamentos, conhecimento e visão crítica, diferenciando-se do senso comum, realidade essa mais difícil para quem está aprisionado. Este público é o nosso maior objetivo, sobretudo no Núcleo Ressocializador de Maceió-AL. Vale salientar que, atualmente, os reclusos, em sua maioria, não detém de informações no que tange os benefícios para a remição de sua pena. De acordo com a Lei de Execuções Penais Nº 7.210/84, cujo a redação foi alterada a partir da Lei Nº 12.433/11 e a recomendação do CNJ Nº 44, o reeducando poderá usufruir da remição de pena com o trabalho e/ou estudo. Vislumbra-se nesse projeto, apenas, a possibilidade de remição da pena por meio do estudo, principalmente, a leitura. Além disso, é de suma importância ressaltar a utilização da Biblioteca no sistema carcerário, uma vez que, o apenado necessitará de meios aptos e eficazes para que o benefício da remição seja efetivado. Com esse projeto, o reeducando estará envolvido com a sua participação e colaboração direta. A revitalização da Biblioteca do Núcleo Ressocializador será o ponto de partida para que o recluso sinta-se familiarizado e inserido no contexto social e educacional, obtendo o êxito na remição da pena em consequência
Acessibilidade atitudinal como requisito de sustentabilidade para bibliotecas universitárias inclusivas no Brasil e em Portugal
Este artigo consiste em um recorte que aborda uma discussão sobre acessibilidade atitudinal do bibliotecário como elemento norteador para o processo dos demais tipos de acessibilidade (arquitetônica, comunicacional, pragmática e instrumental). Para tanto, tomou-se a seguinte questão norteadora: quais as práticas de acessibilidade atitudinal dos diretores das bibliotecas universitárias inclusivas brasileiras e portuguesas? Apresenta como objetivo diagnosticar as práticas de acessibilidade atitudinal desenvolvidas pelos sujeitos supracitados. Trata de uma investigação descritiva de levantamento de dados Survey, utilizando um tipo de questionário para recolher dados que permitiram descrever comportamento, atitude, valores e situações vivenciadas pelos sujeitos da pesquisa quanto à acessibilidade atitudinal desenvolvida na biblioteca. Os resultados apresentados foram recolhidos através da aplicação de um inquérito por questionário enviado a 87 diretores de bibliotecas universitárias (54 brasileiras e 33 portuguesas). Obteve-se 50 respostas válidas que compreendem 28 bibliotecas brasileiras e 22 bibliotecas portuguesas. Esta investigação contribuiu para desmistificar, aos olhos dos coordenadores das bibliotecas e dos bibliotecários, o quanto é importante e fundamental investir na acessibilidade atitudinal dos seus profissionais. Importa dar a conhecer, especificamente, que estas bibliotecas precisam investir na educação contínua de seus bibliotecários sobre acessibilidade e inclusão. Faz-se necessário o desenvolvimento de novas pesquisas na área, interligando o fazer dos diretores das bibliotecas, dos bibliotecários, bem como dos diretores do núcleo/gabinete de estudantes com deficiência das universidades brasileiras e portuguesas quanto as possíveis contribuições desses profissionais na eliminação ou minimização das barreiras relacionadas às diferentes atitudes de acessibilidade
Biblioteca Comunitária como espaço de leitura e cultura.
Apresenta da Biblioteca Comunitária de Emaús pertencente à Associação Dom Nivaldo Monte, localizada em Parnamirim, Rio Grande do Norte, como centro de incentivo à leitura e cultura. Objetiva mostrar o envolvimento da comunidade com a mesma e ressaltar a necessidade de bibliotecários como agentes voluntários com objetivos de auxiliar na organização da biblioteca e nortear a disseminação cultural e informacional. Conclui-se que a ausência política, manuais e instruções formais resultam em um descontrole informacional, podendo prejudicar o processo de gerenciamento da Unidade como um todo
Capacitação em Acessibilidade para as bibliotecas: relato de experiência do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Pelotas
Esse trabalho relata a experiência realizada na Universidade Federal de Pelotas através de uma ação de capacitação conjunta entre a Coordenação de Bibliotecas, Coordenação de Desenvolvimento de Pessoal e Núcleo de Acessibilidade e Inclusão. A primeira parte da capacitação, de acessibilidade atitudinal, se deu em duas etapas: no primeiro momento foram apresentadas aos servidores das bibliotecas as diversas deficiências e suas especificidades, e o segundo momento foi realizada uma capacitação bem específica em LIBRAS para o atendimento ao público nas bibliotecas. O projeto de capacitação tem outras etapas que serão executadas de acordo com o cronograma do mesmo
Comportamento Informacional na mídia social Instagram: estudo de perfis do movimento negro e de seus seguidores
Motivadas pela afirmativa de Chimamanda Ngozi Adichie (2009), a respeito do “perigo da história única”, o presente trabalho tem por objetivo refletir, a luz da literatura e da análise do conteúdo de perfis da mídia social Instagram, o processo de necessidade, busca e uso da informação, por meio da aplicação da etnometodologia. Propõe compreender conceitualmente o comportamento informacional da comunidade negra, através do resgate histórico-social da formação desta população no Brasil e, pela análise da interação informacional em perfis, pré-selecionados (do Instagram) e, pelo engajamento de seus seguidores. Intentando expandir o campo de estudos/atuação da biblioteconomia, em contextos e espaços ‘hegemônicos’ que, ao se negligenciarem da reflexão crítica a respeito dos grupos sociais marginalizados, contribuiem para a perpetuação de tal problemática
Construção do plano de ação de acessibilidade da Rede de Bibliotecas pela Paz do Recife
A partir dos anos 90, começa a ser evidenciada a necessidade de atuação na transformação das instituições para que sejam espaços que incluam todas as pessoas e respondam às necessidades individuais, aceitando suas diferenças e peculiaridades. Desse modo, a Rede de Bibliotecas pela Paz - projeto vinculado à Secretaria de Segurança Urbana do Recife, que oferta oportunidades de cultura, educação e lazer em comunidades periféricas - no intento de cumprir a missão de inclusão de todos os cidadãos nas ações e oportunidades oferecidas pelas suas bibliotecas, cria o Grupo de Trabalho em Acessibilidade. O Grupo, composto pelas gestoras das bibliotecas, sociedade civil e representantes de várias entidades e instâncias do Poder Público, objetiva propor um plano de ação em acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, transtorno global do desenvolvimento e altas habilidades/super dotação. Portanto, realizou diagnóstico das condições de acessibilidade das bibliotecas; identificou a existência de pessoas com deficiência nos espaços; e definiu eixos norteadores para execução em curto, médio e longo prazo relativos às ações em acessibilidade. Algumas sensibilização aconteceram em decorrência destas pesquisas. Por fim, deve ser elaborado o levantamento dos custos para as aquisições, formações e mudanças necessárias para que as bibliotecas sejam acessíveis, bem como o estabelecimento dos prazos. A partir do plano de ação, a Rede assume o propósito de redimensionar seus espaços e serviços, atendendo às demandas do público com deficiência e tornar possível oferecer acessibilidade nas bibliotecas, cumprindo seu papel social como espaço de inclusão e formação para a cidadania
O diagnóstico das bibliotecas setoriais da Universidade Federal de Viçosa: a acessibilidade em questão
As pessoas com deficiência têm ocupado devidamente o seu espaço na sociedade com base na lei brasileira da inclusão (13.146/2015), lei de cotas para deficientes e pessoas com deficiência (8213/91), que asseguram os seus direitos e colaboram para o exercício da sua cidadania. Constata-se uma evolução em relação a inclusão social da pessoa com deficiência, porém, ainda há muito a ser realizado para que de fato eles possam ser respeitados como cidadãos. O campus de Viçosa, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), possui 14 bibliotecas setoriais, que se encontram divididas nos diversos departamentos da instituição. É preciso repensar se elas estão adequadas para receber e atender a pessoa com deficiência, o que exigirá habilidades da equipe de colaboradores da biblioteca. O objetivo desse trabalho é verificar se as bibliotecas setoriais da UFV possuem condições em receber, atender e satisfazer as necessidades informacionais do usuário que possui mobilidade reduzida e deficiência visual. Foi realizado visita in loco nas bibliotecas setoriais para conhecer e avaliar o espaço em relação a sua acessibilidade para deficientes físicos e visuais. Utilizou-se a NBR 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas de 2015 para verificar questões de acesso, mobilidade, localização e leiautes das estantes das bibliotecas. Por meio deste estudo constatou-se que, a maioria das bibliotecas setoriais não atendem as necessidades de mobilidade e de informação das pessoas com deficiência. Observa-se a urgência de mudança de vários itens desde a instalação de rampas, piso tátil, elevadores nas unidades de informação e em todo o campus universitário