Repositório FEBAB
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Efeitos da violência institucional sob o viés da restrição do acesso à informação as pessoas egressas do sistema prisional
Discute os efeitos da violência institucional, especificamente ocasionada pela prisão aos internos que se encontram sob tutela do Estado e, por conseguinte os egressos do sistema prisional. A restrição de informações jurídicas e ausência de instrução sobre o próprio teor da Lei de Execução Penal (LEP), além do direito de acesso à informação pública, segurança e meios de acessar dados pessoais, reforçada pela Lei de Acesso à Informação (LAI) são alguns dos vetores que demonstram a existência de restrições e cerceamento do direito de acesso à informação, garantido em lei, as pessoas presas e aos que necessitam de assistência ao voltarem para o espaço extramuros. Emprega-se a metodologia do estudo bibliográfico sobre o conceito de violência institucional atrelado à problematização do conceito de acesso à informação. Em complemento, utiliza-se o método de etnografia de arquivo valendo-se de dois aportes documentais: primeiro, o dossiê oriundo de uma pesquisa intitulada O ato criminoso como modalidade de gozo: subjetividade perversa e ato perverso, realizada entre os anos de 1995 a 1999; projeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); segundo, os dados sobre os egressos do sistema prisional disponíveis em relatórios e demais aportes documentais. Verifica-se que a violência institucional violência legitima-se para além da privação de liberdade, como é o caso da ausência das inúmeras assistências previstas pela LEP, bem como do descumprimento da LAI. Os relatos mostram a pertinência de discorremos sobre a construção de um protocolo básico de acesso à informação
Mediação na Biblioteca Paulo Coelho do Colégio Solar dos Meninos de Luz: relato de experiência
Relato de experiência em biblioteca escolar-comunitária em ONG na cidade Rio de Janeiro, na comunidade do Pavão-Pavãozinho. A ênfase dada a essa vivência é a de compartilhar como é possível uma biblioteca contribuir para o empoderamento e autoestima de populações carentes, negras e desvalidas, através de um ambiente acolhedor, que lhes dá através da leitura o devido respeito
A agenda 2030 em pauta no sistema de bibliotecas da Universidade Federal do Amazonas
Este texto relata a experiencia do Sistema de Bibliotecas da UFAM (SISTEBIB) no desenvolvimento do evento "III encontro do SISTEBIB", esta ação propiciou a oportunidade de iniciar uma discussão com os servidores em torno da Agenda 2030, com objetivo de desenvolver ações que culminem com a Agenda 2030. Durante a programação a metodologia brainstorming associada ao método canvas foram utilizados para a construção de projetos afim de serem desenvolvidos no âmbito da Universidade, por meio do Sistema de Bibliotecas, de forma que os objetivos da agenda 2030 sejam alcançados
A biblioteca escolar como espaço de combate ao analfabetismo funcional
Compreendemos que a desigualdade social no Brasil não está atrelada somente a distribuição de renda, que muitos indivíduos se encontram abaixo da linha de pobreza, enquanto poucas pessoas são detentoras de mais da metade dos recursos financeiros produzidos pelo país. Este trabalho de cunho bibliográfico pretende analisar os impactos do analfabetismo funcional na filtragem das informações recebidas e compartilhadas pelas redes sociais. Como educadores, acreditamos que a precariedade no desenvolvimento da atividade de leitura na escola tem provocado graves danos a sociedade brasileira. Com o alto índice de analfabetismo funcional, percebe-se a suscetibilidade das pessoas com menor nível de escolaridade, para se deixar seduzir por anúncios panfletários, fake news, contratos que não correspondem, por exemplo, com a compra de um imóvel ou bem de consumo. Problematizar os indicadores educacionais é fundamental para construção de uma sociedade democrática e consciente dos seus direitos. O investimento na biblioteca escolar e a contratação do bibliotecário é fundamental para potencializar esse espaço como um dos locais de gosto pela leitura desde a tenra idade
Biblioteca pública, bibliotecário e território: as relações e as mediações de leituras
O artigo pretende apresentar as mudanças de atuação da biblioteca pública e do bibliotecário em relação ao território, as vantagens de contar com profissionais da própria região e os ganhos com as diversas parcerias com o entorno
INFORMAÇÃO ÉTNICO-RACIAL, BIBLIOTECAS E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: estudo das estratégias de difusão da informação e da cultura africana e afro-brasileira na EJA
Estudo acerca da difusão da informação étnico-racial em bibliotecas. Trata de uma pesquisa exploratória de natureza analítica e descritiva, que objetiva apontar as estratégias e ações da biblioteca na difusão da informação étnico-racial na EJA, bem como suas contribuições para o processo ensino e aprendizagem da cultura africana e afro-brasileira nessa modalidade. Concebe a EJA como o direito à educação de jovens e adultos assegurado na Constituição Federal de 1988 e ratificado nas políticas educativas brasileiras, não apenas como uma ação compensatória e de aceleração dos estudos. Contextualiza a inserção das temáticas da diversidade étnico-racial, africana e afro-brasileira nos currículos nacionais na legislação do Brasil. Discute o papel das bibliotecas no combate ao racismo e ao preconceito, assim como à diversidade étnico-racial na educação de jovens e adultos. Apresenta como resultado, uma lista de atividades destinadas a auxiliar as práticas de documentação, difusão e preservação da informação étnico-racial na EJA, tais como reconhecer e valorizar as contribuições do povo negro na cultura, literatura, dança, culinária, moda, dentre outras. Pontua as inúmeras possibilidades de a biblioteca atuar na produção, tratamento e difusão da informação étnico-racial na EJA, a partir de mecanismos próprios, de conhecimento do público, do perfil a quem ela atende, indo além da visão reducionista de adaptação das atividades do ensino fundamental e médio nessa modalidade. Enfatiza a necessidade de conhecimento acerca das normativas nacionais, da história e cultura africana e afro-brasileira, mediante ações proativas por parte das unidades de informação
A Biblioteca e a comunidade
O papel da biblioteca contemporânea aponta a necessidade de sair para ações extramuros e criar vínculos com a comunidade. Mas afinal, como fazer isso? Desde a abertura da Biblioteca de São Paulo, crianças, adolescentes da comunidade próxima Zaki Narchi (Cingapura) passaram a frequentar a Biblioteca.No início parte da comunidade não reconhecia a Biblioteca como “seu espaço de ocupação”. Posteriormente com diálogo, acolhimento e atividades lúdicas e de leitura o relacionamento se transformou, tornando-se amistoso. Porém, em um determinado momento, percebe-se o esvaziamento desse público na biblioteca. Decidimos desenvolver um projeto piloto de aproximação. O objetivo era realizar visitas periódicas a comunidade com espaço de atividades culturais e de leitura, escuta e troca de saberes, pois realizar ações isoladamente não propiciaria a construção de vínculos. Criamos uma abordagem de comunicação para estruturar um cronograma de visitas periódicas para nos fazer presentes no território.Definimos como público alvo, a princípio crianças, mas com vistas em jovens e adultos. A ação acontece semanalmente desde 2017 e até maio de 2019, foram realizados 75 encontros com 1.062 participantes. Já nos fazemos presentes naquele espaço. É gratificante perceber que as crianças nos reconhecem e que os adultos se aproximam. Somos aguardados para contar histórias, ler com e para o público e saber do cotidiano de cada um, construindo um momento único de escuta e troca
BLOCKCHAIN: solução inovadora em bibliotecas?
O presente trabalho tem no seu cerne tratar a respeito de uma tecnologia que poderá ocasionar impacto positivo nas atividades profissionais dos bibliotecários, traz como Objetivo Geral: Mostrar quais são as maneiras que as bibliotecas podem fazer uso dessa tecnologia e nos Objetivos Específicos, têm-se: Apresentar a tecnologia Blockchain sob os aspectos de sua conceituação e características e Expressar de que forma o uso desse aporte tecnológico pode ser um diferencial para o bibliotecário. Como procedimento metodológico, foi adotada a pesquisa bibliográfica, com abordagem sob os alicerces da pesquisa exploratória. Na esfera da importância de estudar esse assunto, podemos mencionar o fato dessa tecnologia ser recente e ainda não aplicada com efetividade nas bibliotecas no Brasil, além de poder ser um contributo significativo para a Biblioteconomia nacional. Dessa forma chega-se ao problema da pesquisa: Como essa tecnologia pode potencializar o trabalho do bibliotecário?. Desse modo, observa-se que a referida tecnologia pode ser utilizada com potencial de qualificar o bibliotecário no seu âmbito de atuação, pois apresenta características que ocasionam credibilidade na sua utilização, além de conter aspectos que podem ser usados como por exemplo, para o empreendedorismo, o que permiti concluir que o bibliotecário deve investir na educação permanente de maneira que o uso e conhecimento de determinadas tecnologias são fundamentais para o bibliotecário se tornar um profissional ainda mais qualificado para o mercado de trabalho
Herrar é Umano? Aplicação da metodologia “Curso da Ação” na usabilidade de softwares de bibliotecas
A interface com o usuário de um software gerenciador de acervos deve proporcionar a realização de tarefas de alimentação da base de dados da forma mais amigável, confortável e produtiva possível durante a atividade. Porém, muitas vezes a eficácia de um software só é estudada do ponto de vista das percepções conscientes que o usuário relata. O objeto teórico “Curso da Ação” é definido, por THEUREAU (2014), dentro da perspectiva de que um ator, desde que esteja em situação de engajamento em seus ambientes extrínsecos e intrínsecos, vivencia um momento pré-reflexivo, isto é, significativo, durante sua atividade de trabalho. Podendo a atividade, por esse motivo, ser a qualquer momento demonstrável, narrável e comentável, através de técnicas e modelos que propiciem essa verbalização. Dessa forma, podemos usar essa metodologia para analisar a usabilidade de softwares de bibliotecas e propor de melhorias a partir da observação das ações reflexivas e pré-reflexivas de seus usuários
Uma discussão sobre políticas de acesso aberto para universidades brasileiras
Essa pesquisa propõe os elementos necessários para construção de políticas de acesso aberto em universidades brasileiras através de um debate crítico utilizando o conceito de Regime de Informação trazido por Sandra Braman e demais teóricos para análise dos Repositórios Institucionais (RIs) e discute, a partir do conceito de Política de Informação, as políticas de acesso aberto em instituições de ensino superior e pesquisa no Brasil. Como procedimento metodológico adotado tem-se o levantamento bibliográfico da literatura do campo da Biblioteconomia e Ciência da Informação em bases de dados científicas e repositórios sobre os seguintes temas: Repositórios, Políticas, Regime e Política de Informação. Além disso, nos diretórios OpenDOAR e ROAR MAP, selecionou-se os repositórios institucionais no Brasil que compuseram o corpus empírico desse estudo. Examinou as políticas desses RIs em função das quatro características das políticas de informação. Foram realizadas entrevistas aos gestores dos repositórios a fim de compreender o processo de construção das políticas e da implantação dos seus repositórios. Conclui-se que os formuladores das políticas de acesso aberto devem seguir quatro diretrizes, a saber: Priorização da transparência informacional; reconhecer que a política institucional é fruto do diálogo entre os diversos setores da Universidade; construir um diálogo da Universidade e os setores privados; mostrar que o poder informacional tem regido as ações institucionais