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Modelagem de publicações seriadas: a nova abordagem do IFLA LRM e do RDA
As publicações seriadas, como recursos específicos, constituem parte relevante do universo bibliográfico, bem como se apresentam como objeto de estudos do campo da Catalogação Descritiva. Os alicerces teóricos estabelecidos por Panizzi, Cutter e Lubetzky predominaram até a mudança de paradigma no cenário do domínio bibliográfico, causada pelo avanço tecnológico, onde a prática catalográfica inseriu-se cada vez mais no contexto da Web Semântica e Linked Data, fazendo-se necessário uma nova abordagem das publicações seriadas, anunciada no IFLA Library Reference Model (IFLA LRM) e no Resource Description and Access (RDA). Dessa maneira, essa pesquisa tem como objetivo identificar tal abordagem partindo de uma Revisão Sistemática da Literatura e análise do documento do IFLA LRM e do RDA Toolkit. Conclui-se que fica consolidada a conceituação de Publicações Seriadas como entidades distintas do universo bibliográfico, suas fronteiras com as monografias bem estabelecidas e sua essência e constituição bem definidas
Relações entre RDA e FRBR: perspectivas para os ambientes digitais
O Resource Description and Access (RDA) e o Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) têm sido objetos de interesse e pesquisas na área da Catalogação Descritiva no cenário atual. O objetivo principal dessa pesquisa foi identificar e mapear os estudos que abordam as ações ou aplicações do RDA e do FRBR em ambientes digitais e verificar em que medida os assuntos se relacionam, na perspectiva da Ciência da Informação. A Revisão Sistemática da Literatura (RSL) - um método organizado, confiável e criterioso de revisão bibliográfica - oportunizou a identificação de estudos, exemplos de aplicações práticas e ferramentas tecnológicas que relacionam o RDA e o FRBR em ambientes digitais. Conclui-se, que o RDA e o FRBR possuem sinergia para a atividade da Catalogação Descritiva no contexto tecnológico vigente, por suas bases teórico-metodológicas consolidadas, corroborando suas aplicações no desenvolvimento e na modelagem dos ambientes digitais
Manifesto da Biblioteca Pública IFLA-UNESCO 2022
A liberdade, a prosperidade e o desenvolvimento social e individual são valores humanos fundamentais. Tais valores só vão ser alcançados por meio da capacidade de cidadãos bem informados exercerem seus direitos democráticos e desempenharem um papel ativo na sociedade. A participação construtiva e o desenvolvimento da democracia dependem de uma educação de qualidade e do acesso livre e ilimitado ao conhecimento, ao pensamento, à cultura e à informação. A biblioteca pública, porta de acesso local ao conhecimento, fornece as condições básicas para a aprendizagem ao longo da vida, a tomada de decisão independente e o desenvolvimento cultural de indivíduos e grupos sociais. Ela sustenta sociedades saudáveis baseadas em conhecimento fornecendo acesso e permitindo geração e compartilhamento de conhecimento de todos os tipos, incluindo conhecimento científico e regional sem barreiras comerciais, tecnológicas ou legais. Em todas as nações, mas especialmente nos países em desenvolvimento, as bibliotecas ajudam a garantir que os direitos à educação e à participação na sociedade do conhecimento e da vida cultural da comunidade estejam acessíveis ao maior número possível de pessoas. Este Manifesto proclama a crença da UNESCO na biblioteca pública como uma força viva para a educação, cultura, inclusão e informação, como um agente essencial para o desenvolvimento sustentável, para o desenvolvimento da paz e bem-estar espiritual de todos os indivíduos. Portanto, a UNESCO incentiva os governos nacionais e locais a apoiarem e se engajarem ativamente no desenvolvimento de bibliotecas públicas
Relatório de Atividades de 2021
Relatório de Atividades do ano de 2021 do Grupo de Trabalho Serviços de Bibliotecas para Pessoas Vulneráveis (GT-SBPV)
Desafios e estratégias metodológicas para o ensino da RDA
A reestruturação e redesenho da Resource Description and Access apresentou desafios para o ensino de catalogação nos cursos de Biblioteconomia e Ciência da Informação. Baseado no modelo conceitual IFLA LRM, a RDA favorece a construção de dados de bibliotecas no contexto do Linked Data. Isso exige uma mudança significativa nos planos de ensino de catalogação e outras disciplinas relacionadas. Diante desta nova configuração, uma preocupação recorrente para professores de catalogação está em como propor estratégias de ensino para bibliotecários e alunos de graduação sobre os conteúdos da RDA? A partir dessa perspectiva, o objetivo deste trabalho é identificar estratégias metodológicas para o ensino da RDA a partir da literatura existente. Como resultados e análise, foram recuperados 13 trabalhos apresentados em congressos e artigos que continham esses termos em seu título, em suas palavras chave ou em seu resumo. Considera-se que o conhecimento de quais metodologias foram adotadas por outros professores pode facilitar em estabelecer estratégias metodológicas para o ensino da RDA
O kairos para uma formação catalográfica crítica
Apresenta reflexões sobre a educação catalográfica crítica. O surgimento do código RDA (Resource Description and Access) é um elemento significativo para o kairos da formação catalográfica, tendo em vista que as graduações em Biblioteconomia do Brasil estão ou vão adaptar os seus projetos político-pedagógicos para inserir conteúdos sobre o “novo” código de catalogação: RDA. Nesse cenário, busca-se refletir sobre a formação crítica nos processos da educação catalográfica. Compreende-se que o catalogador deve ter a capacidade de analisar e compreender o contexto catalográfico, com o objetivo de criticar as contradições identificadas e produzir caminhos, caso sejam necessários. Sendo assim, se aprendemos sem questionar, não aprendemos, na verdade, somos doutrinados. A crítica ocorre para a progressão, se não houver o desenvolvimento, a continuidade é consciente
Boletim informativo CBBP 2021
O Boletim informativo 2021 da CBBP traz as ações realizadas pela comissão em 2021, bem como dados sobre a COVID-19 no carcere e o levantamento dos trabalhos acadêmicos públicados sobre bibliotecas prisionais no Brasil
Competência em Informação, Práticas Informacionais e desinformação
Palestra proferida pela Profa. Dra. Marianna Zattar (UFRJ) no I Fórum de Debate sobre Competência em Informação organizado pelo GT - CoInfo da FEBAB no âmbito do 29º CBBD - 2022. A palestrante apresentou os conceitos de CoInfo e Práticas Informacionais alinhados aos ODS 4, 16 e 17 da Agenda 2030 no combate à desinformação
Debate sobre CoInfo 1: Perfil de atuação da pessoa bibliotecária com base na CoInfo e na Agenda 2030
Palestra proferida pela Profa. Dra. Elmira Luzia Melo Soares Simeão (UnB) no I Fórum de Debate sobre Competência em Informação organizado pelo GT - CoInfo da FEBAB no âmbito do 29º CBBD - 2022. A palestrante apresentou o protagonismo da ação bibliotecária com destaque à certificação da CoInfo e do perfil de pesquisador do profissional bibliotecário que atua em bibliotecas universitárias em alinhamento aos ODS 4, 16 e 17 da Agenda 2030 no combate à desinformação e às fake news
Guia para bibliotecas: direitos autorais e acesso ao conhecimento, informação e cultura
As bibliotecas cumprem um papel histórico na trajetória das civilizações. Como parte da infraestrutura do conhecimento, elas têm participação ativa no desenvolvimento da cultura e dos saberes. São essenciais e necessárias à construção e sustentação de sociedades culturalmente ricas e dinâmicas. Das tabuinhas dos Pinakes aos modernos acervos digitais, é permanente a missão das bibliotecas em guardar, organizar, disponibilizar e disseminar o conhecimento, a informação e a cultura. Organizadas em rede, as bibliotecas contemporâneas estão presentes em todo o território nacional, servindo à comunidade e atendendo os usuários em suas necessidades informacionais.
A continuidade dessa missão, bem como sua atualização e ampliação, é uma responsabilidade de todos. É verdade que uma parte desse desafio depende de uma atuação mais cuidadosa do Poder Público, que não pode se furtar de suas obrigações. Porém, também é verdade que algumas escolhas estão nas mãos das próprias instituições que, com o devido embasamento jurídico, podem e devem ampliar a sua atuação. Como disse Michel Melot: “Toda biblioteca é uma escolha; ao fazer essa escolha, o bibliotecário é o primeiro autor de sua biblioteca.”1
Os direitos autorais impactam inúmeras das atividades das bibliotecas, em uma relação complexa, porém não antagônica. Por um lado, os direitos autorais visam estabelecer uma exclusividade em favor dos titulares e dar poder (substancial, mas não absoluto) de decidirem sobre a utilização de suas obras, de acordo com seus interesses particulares, enquanto a missão das bibliotecas é garantir que as obras sejam amplamente usadas por todos, da maneira mais democrática possível. Ao mesmo tempo, as bibliotecas e a proteção oferecida pelos direitos autorais compartilham de um mesmo objetivo: estimular o progresso e engrandecimento cultural da sociedade, por meio da disponibilização e acesso às obras literárias, artísticas e científicas. Ou seja, em determinada medida as duas instituições são parceiras em uma das missões mais nobres que existem: estimular a literatura, as artes, o conhecimento e as ciências. A satisfação desta missão, porém, só se realizará plenamente quando os espaços de atuação das bibliotecas e de incidência dos direitos autorais estiverem em harmonia e equilíbrio