Periódicos UNIFESSPA (Univ. Federal do Sul e Sudeste do Pará)
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O DIFÍCIL COMEÇO
Inovar! Propor! Ninguém disse que seria fácil! E não é. Abrir caminhos que por vezes nunca foram trilhados não é uma tarefa fácil. Organizar um evento. Propor uma nova revista cientifica. Definir um projeto de extensão, de pesquisa. Várias dificuldades e dúvidas aparecem no nosso caminho. Talvez a maior delas seja engajar as pessoas
Protagonismo negro nas políticas públicas: a Lei de Cotas em tempo de avaliação no Congresso Nacional
Este artigo objetiva analisar os conteúdos de oito Projetos de Lei (PL) e um Anteprojeto de Lei que foram enviados ao Congresso Nacional. Com foco na avaliação da “Lei de Cotas na Educação” (12.711/12), destaca-se a subcota racial e seus desdobramentos em torno das demandas das populações negras brasileiras. Apresenta a discussão histórica, o debate político e jurídico instaurado pelos sujeitos negros sobre a necessidade da sequência das políticas públicas, com recorte racial, visto que, além da discriminação negativa, esse grupo se encontra entre os menos favorecidos no aspecto material e no acesso ao ensino superior
Evaristo de Moraes e a criminalidade infanto-juvenil: das impressões às proposições (Brasil, 1890/1930)
O texto parte de um estudo sobre a emergência do conceito-imagem do menor infrator na sociedade brasileira a partir da Primeira República (1890-1930) como efeito do dispositivo da menoridade, isto é, a rede que articulou discursos, instituições, profissões e leis para constituir imagética e conceitualmente o menor como um problema social. Parte-se do livro “Criminalidade da infância e da adolescência”, do advogado Evaristo de Moraes (1871-1939), publicada em 1916 pela Editora Francisco Alves. Mobilizando as ferramentas teórico-metodológicas da análise do discurso de Michel Foucault, tensiona-se as noções de “obra” e “autor” como unidades discursivas para colocar o texto de Moraes em uma rede mais ampla em que se discutia propostas e problemas sobre o que era e como prevenir a prática criminal por crianças e adolescentes e a sua consequente institucionalização, baseada no frágil critério do “discernimento”
A discussão sobre Educação Especial na formação inicial de professores de Química
A legislação brasileira garante a educação como um direito de todos, em especial, dos alunos público alvo da Educação Especial (PAEE), sendo o professor um dos responsáveis por garantir a apropriação do conhecimento científico, historicamente construído pelo homem, de forma a levá-los a interpretar o mundo em que vivem. Neste estudo, objetiva-se analisar se a formação inicial de licenciandos em Química de uma Instituição de Ensino Superior Pública do Estado de Goiás tem se preocupado em garantir a discussão sobre a Educação Especial. A pesquisa foi realizada por meio da análise do Projeto Pedagógico do Curso e da resposta a um formulário eletrônico. Responderam ao questionário 20 licenciandos do Instituto Federal Goiano/campus Morrinhos. O curso investigado atualmente possui quatro disciplinas voltadas para a discussão sobre a temática, sendo elas: Libras, Tecnologia Assistiva, Educação Especial – Fundamentos e Políticas e Educação inclusiva no ensino de Química. Dos licenciandos participantes, 85% afirmaram que é de grande importância discutir a temática em sua formação inicial, pois essa discussão é fundamental para que o professor conheça as especificidades da deficiência e possa buscar meios para que o aluno PAEE se desenvolva cognitivamente dentro de suas potencialidades. Portanto, observa-se no curso investigado uma preocupação com a garantia da discussão sobre a Educação Especial, por meio da inclusão de disciplinas que abordam a temática em seu PPC. Acredita-se, então, que os licenciandos estão construindo uma visão de que os alunos PAEE são sujeitos possuidores de capacidade de aprendizado
Atividades lúdicas como proposta de intervenção escolar à violência no recreio
O presente artigo tem como objetivo refletir sobre a utilização de jogos e brincadeiras como práticas educativas no ambiente escolar, em especial, no momento de recreio em escolas públicas de Ensino Fundamental I. Além disso, busca discutir a importância de se trabalharem os conteúdos atitudinais, representados pela solidariedade, respeito mútuo e cooperação, os quais tendem a coibir à violência escolar em horários de recreação. Para tal, assumimos como percurso metodológico a pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa, realizando o embasamento teórico por meio de estudos de autores que debatem as temáticas, ensino-aprendizagem, atividades lúdicas e Educação Infantil, tais como: Orlick (1989), Freire (1996; 2005), Nascimento (1998) e Pontes (2005), a análise e as interpretações teóricas realizadas foram viáveis através da metodologia da dialética. Como resultado de pesquisa, foi possível verificar que os jogos cooperativos e as atividades lúdicas apresentam possibilidades e limitações, permitindo em conjunto com outras ações, a apreensão de conhecimentos, o desenvolvimento socioeducativo, a potencialização da criatividade, da curiosidade e a socialização dos educandos.
 
Se há LGBTfobia não há agroecologia: coletivos de juventudes LGBTQIAP+ e processos educativos sobre diversidade afetiva, sexual e de gênero
Este artigo tem o objetivo de compreender os processos educativos construídos a partir dos coletivos de juventudes que reivindicam o reconhecimento da diversidade afetiva, sexual e de gênero no campo, nas florestas e nas cidades. Para tanto, serão descritos e analisados os processos educativos realizados pelos coletivos de juventude LGBTQIAP+ do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, do Movimento Indígena (Coletivo Tibira) e do Movimento Agroecológico. Além disso, o estudo busca contribuir com o campo da agroecologia, da educação e dos estudos anticoloniais, tendo em vista a importância de pesquisas que promovam, a partir da perspectiva da interseccionalidade, conexões entre as práticas socioambientais e as identidades socioculturais juvenis. Existe uma lacuna nessas literaturas sobre o papel dos coletivos de juventudes LGBTQIAP+ na promoção de processos educativos e é essa agenda de pesquisa que este estudo pretende fomentar. Conclui-se que a cisheteronormatividade tem relação direta com o modelo de monocultura do agronegócio e as práticas sociais dos coletivos de juventudes LGBTQIAP+ têm um papel central na criação de processos educativos para libertação da terra e dos corpos e para permanência das/os jovens nos seus territórios
Um olhar sobre a produção científica em Etnomatemática da FEUSP
Este artigo apresenta dados referentes ao mapeamento das produções científicas realizadas produzidas na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo que abordam a Etnomatemática. Trata-se de uma pesquisa qualitativa cujo objetivo é identificar, a partir das dissertações e teses realizadas na FEUSP, a maneira como elas contribuem na/para Educação. Para isso, foi realizado um levantamento das dissertações e teses constantes no banco de dados bibliográficos da USP (Sistema Dedalus) que contêm a palavra etnomatemática, o que resultou em 13 dissertações e 14 teses. Através da análise de seus resumos, optamos pela categorização em na Educação e para a Educação. A análise das pesquisas nos mostrou a importância de as discussões da Etnomatemática estarem presentes na Educação. Além disso, pela diversidade de possibilidades, as pesquisas evidenciam o caráter dinâmico e abrangente do Programa Etnomatemática, contribuindo para o seu desenvolvimento
A IMPORTÂNCIA DA MONITORIA NA DISCIPLINA DE MATERIAIS CERÂMICOS PARA OS DISCENTES DE ENGENHARIA DE MATERIAIS NO PERÍODE DE PANDEMIA
Durante o Período Letivo Especial a monitoria da disciplina de Materiais Cerâmicos ocorreu deforma síncrona e assíncrona através de plataformas e ferramentas virtuais. Nesse âmbito, a metodologiaaplicada deu-se através de resolução de exercícios e compartilhamento de materiais como videoaulas, livros eartigos baseados na ementa para um melhor aproveitamento da disciplina, resultando na aprovação de 100%dos discentes, afirmando que a metodologia empregada gerou resultados satisfatórios
PROJETO/MONITORIA GERAL “PRÁTICA ARTISTICA INCLUSIVA II”
O Projeto de Monitoria Geral “Pratica Artística Inclusiva II”, desenvolvida por ummonitor discente do curso de Licenciatura me Artes Visuais no período PLE 2020.5 (Período LetivoEmergencial), teve o objetivo da participação efetiva do discente na observação; intervençãodidática; apoio remoto com atividades sincrónicas e assíncronas; leitura direcionada eacompanhamento semanal. A partir de metodologia ativas e direcionadas ao atendimento da turma.Dessa forma os resultados foram evidenciados nas reflexões colocadas na finalização da monitoriabem como na entrega final do relatório geral