Periódicos UNIFESSPA (Univ. Federal do Sul e Sudeste do Pará)
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RECURSOS DIDÁTICOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA: UMA PROPOSTA NA EDUCAÇÃO DE SURDOS
O presente artigo tem como objetivo apresentar reflexões sobre o uso de recursos didáticos no ensino de matemática para alunos surdos. No processo de inclusão das escolas regulares brasileiras, observamos que os alunos surdos apresentam uma das maiores particularidades, haja vista que o fator linguístico, ou seja a Língua Brasileira de Sinais - Libras, ser um diferencial em relação a educação dos demais alunos público alvo da educação especial. Assim, observamos que o uso de recursos didáticos pode vim a favorecer o ensino dos surdos. Para este estudo de caráter bibliográfico, trazemos alguns autores da educação de surdos e do ensino de matemática para surdos e também alguns exemplos vivenciados por nós durante nossas experiências em sala de aula. Concluímos que o uso de recursos didáticos no ensino de surdos em matemática pode favorecer suas aprendizagens, proporcionando um cenário mais favorável à sua inclusão
VEREDAS NA ATUAÇÃO DO INTÉRPRETE EDUCACIONAL: FUNÇÃO TÉCNICA OU PEDAGÓGICA?
Apresenta-se um recorte da pesquisa intitulada “Representações Sociais de educandos surdos sobre a atuação do Intérprete Educacional no Ensino Superior”, na qual se analisa as representações sociais de educandos surdos sobre a atuação do Intérprete educacional, buscando identificar as implicações destas representações na aprendizagem e no processo de inclusão educacional dos educandos surdos. Esta investigação teve por base a teoria das representações sociais de Moscovici. Neste estudo o objetivo é identificar as veredas teóricas sobre a atuação do intérprete educacional em termos de ser uma função técnica ou pedagógica. Trata-se de uma pesquisa pautada em autores como Bakhtin (1992, 1997), Lacerda (2007), Lima (2006), Freire (2005), entre outros
ESCOLARIZAÇÃO DE PESSOAS COM SURDEZ: DAS PROPOSTAS LEGAIS À PRÁTICA COTIDIANA
Este trabalho é o recorte de uma pesquisa que investigou a articulação do Atendimento Educacional Especializado-AEE com o ensino comum de duas alunas público alvo da educação especial em uma escola pública de ensino médio localizada no município de Marabá-PA. Apresentaremos aqui os dados de como se desenvolveu o processo de escolarização da aluna com surdez foco de parte de nossa pesquisa. Para embasar a fundamentação teórica foi consultada a legislação brasileira autores da área de Educação Especial e Educação de Surdos. Utilizamos como metodologia a pesquisa exploratória com abordagem qualitativa. Para coleta de dados foram realizadas observações e entrevistas semiestruturadas. Como resultados concluímos que na escola lócus da investigação, a articulação do AEE com o ensino comum não vem sendo efetivada como deveria, pois, o atendimento vem se dando apenas como “reforço escolar”, e que há carência de formação continuada para os professores da rede estadual atuarem com competência com os alunos com deficiência no ensino comum, principalmente com a aluna com surdez. Observamos que a aluna apresenta dificuldades em sua aprendizagem principalmente pela falta de qualidade das respostas educativas que lhes são oferecidas
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E INTERDISCIPLINARIDADE: A ESCOLA DO CAMPO E A CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA DOS EDUCANDOS SURDOS
Este estudo se constitui em uma pesquisa de campo de natureza qualitativa, realizada na E.M.E.F São Pedro, localizada na Ilha de Marinteua Município de Cametá/PA, tendo como base investigar como a Escola São Pedro por meio de seus processos formativos contribui para a afirmação ou construção identitária do educando surdo. Além de analisar de que forma o trabalho interdisciplinar é desenvolvido pela escola no intuito de incluir o educando surdo, identificar de que forma a escola ribeirinha contribui para a emancipação social e linguística do educando surdo e verificar quais são os processos formativos interdisciplinares desenvolvidos pela escola. Quanto aos dados da pesquisa, estes foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas realizadas com 2 (dois) professores da Rede Regular de Ensino e com a coordenadora pedagógica da escola em questão. Por sua vez, as bases teóricas desta pesquisa provêm de obras de autores como: Campos (2013), Fazenda (2002) entre outros que serão citados ao longo do trabalho. Os resultados apontam que a escola do Campo por sua realidade demográfica no que tange formação identitária surda tem contribuído para a reafirmação da realidade surda silenciada, uma vez que seus processos formativos enfatizados pelo trabalho docente não dão ao surdo mecanismos para sua emancipação social, cultural e linguística
BILINGUISMO: O QUE DIZEM ALGUNS PROFESSORES DE SURDOS?
O presente artigo objetiva apresentar reflexões acerca do que pensam alguns professores de surdos em relação ao bilinguismo. Esta proposta educacional, consideramos ser a mais adequada para as pessoas surdas, entretanto sabemos que muitas lacunas precisam ser preenchidas para a alcançarmos de forma efetiva. Para este estudo em primeiro momento nos embasamos em autores da educação de surdos, especialmente aos que defendem o bilinguismo como caminho favorável para os surdos. Em segundo momento realizamos uma pesquisa de campo onde entrevistamos 4 (quatro) educadoras que atuam com surdos afim de buscarmos sobre o que pensam estas professoras. Como resultados, constatamos que estas entendem que a proposta bilíngue é o melhor caminho, porém a falta de tempo e de conhecimento sobre o bilinguismo são as maiores dificuldades para sua implantação. Verificamos ainda que muitas instituições não estão preparadas para o atendimento bilíngue, o que deve estar trazendo prejuízos para a educação dos surdos
MINICURSO: METODOLOGIAS DE ENSINO DE LÍNGUA INGLESA PARA ALUNOS SURDOS
Este minicurso tem como objetivo geral apresentar uma metodologia de ensino de língua inglesa para alunos surdos, planejada como sequência didática, baseando-se em autores que discutem estratégias para ensino de surdos como Lacerda, C. B. F. Santos L. F. Caetano (2013) e Campello, (2007); e Dolz, Noverraz e Schneuwly (apud PETRECHE e CRISTOVÃO, 2014, p. 243) que discorrem sobre sequência didática. O objetivo geral é, portanto, mostrar ao público uma metodologia de ensino contextualizado que contribui para o letramento de alunos surdos no que se refere à aprendizagem de uma língua estrangeira, que neste caso é a língua inglesa. O público alvo deste minicurso são os discentes dos cursos de licenciaturas, e demais interessados. Os conteúdos temáticos constam de um breve panorama histórico da educação de surdos no Brasil, a importância da pedagogia visual na educação de surdos e uma sequência didática usando como base o conto clássico “Chapeuzinho Vermelho”. A avaliação da aprendizagem dos participantes será feita com uma atividade prática em Libras
OFICINA DE TRADUÇÃO/INTERPRETAÇÃO LP-LIBRAS/LIBRAS-LP
A oficina objetiva apresentar técnicas de tradução/interpretação em Língua Portuguesa/Libras - Libras/Língua Portuguesa (LP-Libras/Libras-LP[1]), abrangendo os objetivos específicos de divulgar, sensibilizar e discutir aspectos linguísticos da Libras. A metodologia adotada é a apresentação de técnicas de tradução/interpretação a partir do desenvolvimento de atividades práticas de nível intermediário, caracterizando-se, pois como atividades para pessoas que já tem o domínio básico da Libras. Pretende atender a um público alvo de alunos, professores (surdos e ouvintes) e comunidade em geral com domínio básico da Libras, apresentando conteúdos como os classificadores e outros aspectos estruturais da língua que necessitam ser compreendidos para uma tradução/interpretação efetiva
MATEMÁTICA E LÍNGUA PORTUGUESA NO AEE: ALGUNS APONTAMENTOS
O presente trabalho é de natureza teórica e tem como objetivo apresentar reflexões sobre o ensino de Língua Portuguesa e Matemática para surdos entrelaçados ao Atendimento Educacional Especializado (AEE). Analisamos referenciais teóricos que evidenciam destacar as práticas visuais na educação de surdos e a contribuição do momento didático-pedagógico no AEE para o ensino da Língua Portuguesa de forma interdisciplinar com foco na leitura, na tradução e na interpretação de textos matemáticos. Propomos nesta pesquisa investigar quais as principais dificuldades da prática de ensino dos professores do AEE dos anos finais do ensino fundamental relacionadas aos surdos. Ressaltamos ainda a necessidade de compreender os principais métodos e práticas no ensino de Língua Portuguesa, como segunda língua, para o aluno com surdez no AEE constituindo uma oportunidade de ensino de qualidade. Assim, a relevância acadêmica e científica desta pesquisa se justifica pela importância de verificar os principais métodos e práticas no ensino de Língua Portuguesa, como segunda língua, perspectivando minimizar problemas consistentes das experiências de alunos surdos em escolas regulares. Concluímos que essa pesquisa vem contribuir significativamente, como uma ação inicial, a fim de propiciar aos surdos conhecimentos da linguagem matemática no momento de ensino de Língua Portuguesa no AEE