Sistema de Revistas Eletrônicas - URI Santo Ângelo
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O CORPO IRREFLETIDO: APONTAMENTOS FILOSÓFICOS SOBRE NOSSO EU NO MUNDO
Este artigo propõe uma abordagem filosófica sobre o corpo. Nosso eu no mundo, o corpo se tornou alvo de um discurso midiático sem precedentes e se firma como objeto que deve ser cuidado para ser fotografado e exibido nas redes sociais. O objetivo do texto é resumir pontos importantes do pensamento ocidental sobre a experiência corporal, e alertar para o que podemos chamar de corpo irrefletido. O manuscrito é baseado em levantamento bibliográfico, e usa técnica interdisciplinar para associar temas da Filosofia à Comunicação Social.
A participação da família no contexto terapêutico em Unidade de Terapia Intensiva Adulto
Objetivo: analisar a importância da participação da família no cuidado de enfermagem a pacientes de uma unidade de terapia intensiva. Metodologia: estudo descritivo na modalidade relato de experiência. A descrição dos dados foi realizada com base na Metodologia da Problematização, tendo como referência o Método do Arco de Maguerez. Resultados: Seguindo o eixo norteador de humanização em terapia intensiva, observa-se como problemática, a ausência de um contato diferenciado entre familiares e pacientes que se encontram fora das possibilidades terapêuticas. Após refletir sobre o problema e elencar possíveis pontos chaves e determinantes que afetam o contexto no qual o problema ocorre, determinou-se as seguintes hipóteses de soluções: diferenciação do tempo de visitas; rodas de conversas semanais entre a equipe e família; levantamento do histórico pregresso do paciente; flayer explicativos; serviço psicológico; prestação de conforto físico aos familiares e direcionamento dos cuidados aos pacientes. Depois de analisar as hipóteses de soluções, adotou-se a que se considerou mais adequada para contribuir com o objetivo do estudo, sendo assim, foi desenvolvido um flayer com informações acerca da assistência multidisciplinar e rotinas especificas deste setor, para serem fornecidas aos familiares, com o intuito de proporcionar informações pertinentes e humanizar a relação Terapia Intensiva – família. Conclusão: A UTI é um local que necessita da humanização em todos os aspectos, porém, percebemos que um dos principais elementos no cuidado e na humanização é a família, pois diante do momento vivenciado, as mesmas também necessitam ser assistidas
Indicação farmacêutica de medicamentos isentos de prescrição para o tratamento da constipação intestinal
Introdução: A constipação intestinal é uma queixa muito comum e com definições variadas. Sua incidência está frequentemente associada à dieta inadequada e sedentarismo. As complicações incluem dor abdominal recorrente, incontinência fecal, sangramento retal, enurese e infecção/retenção urinária. Objetivo: Realizar uma revisão sobre a constipação intestinal e os medicamentos isentos de prescrição médica, eficazes no tratamento dessa patologia, facilitando a indicação pelo farmacêutico. Metodologia: Revisão bibliográfica, utilizando as bases de dados Google Acadêmico, Scielo e Pubmed para busca e seleção de artigos científicos utilizando os descritores: Constipação intestinal, laxantes e peristaltismo. Resultados: O tratamento da constipação intestinal baseia-se, na instituição de medidas dietéticas, incentivo à prática de exercícios físicos e estímulo do reflexo da evacuação. O uso de fármacos pode ser indicado em alguns casos, porém não se aconselha o uso por tempo prolongado. Quando se faz necessária a terapia medicamentosa, o tratamento consiste na utilização de medicamentos formadores de massa fecal, emolientes, estimulantes ou salinos-osmóticos. Conclusão: A constipação é um problema complexo que afeta uma porção significativa da população em geral. O farmacêutico deve orientar o paciente quanto ao uso de produtos laxativos, auxiliando-o na escolha do MIP mais adequado e promovendo seu uso racional.Palavras chave: Constipação intestinal, laxantes, peristaltismo
Conhecimento e atitude frente ao tratamento para hipertensão arterial e diabetes mellitus em pacientes de uma farmácia comunitária
O controle das doenças crônicas não transmissíveis é um desafio aos profissionais de saúde, devido à falta de conhecimento do paciente sobre a doença e o seu comportamento frente ao tratamento farmacológico e não farmacológico. Sendo assim o objetivo deste trabalho foi verificar o conhecimento sobre o tratamento e as atitudes de pacientes portadores de hipertensão e diabetes mellitus que frequentam uma farmácia comunitária. O estudo realizado foi quantitativo e transversal e a coleta de dados deu-se através do questionário The Indian Health Service (IHS), com modificações. As questões foram classificadas quanto a “adequada” ou “inadequada” de acordo com o conteúdo da resposta. Outras 3 questões possuíam como opção de resposta “sim” ou “não”. O estudo contou com a participação de 32 indivíduos, com a idade média de 63 anos e sendo 65,6% mulheres. A amostra foi composta por 100% de pacientes hipertensos e 65,6% relataram diabetes mellitus como comorbidade associada. Os medicamentos mais usados foram hidroclortiazida (56,2%), metformina (53,2%) e glibenclamida (37,5%). As questões “Por quanto tempo tomar”, “Que efeitos bons você pode esperar”, “Como sabe se este medicamento está funcionando?” Apresentaram maiores porcentagens de respostas inadequadas. Cerca de 90% dos entrevistados reconhece a importância do farmacêutico e 93,8% consideram a farmácia como estabelecimento de saúde. A orientação farmacêutica foi realizada a cada resposta inadequada emitida pelos entrevistados. Assim, conclui-se que é fundamental a realização da orientação farmacêutica dentro da farmácia comunitária a todos os usuários de medicamentos, principalmente aos portadores de doenças crônicas, pois possui esquemas terapêuticos complexos
O ATIVISMO JUDICIAL DIALÓGICO COMO FERRAMENTA SOCIAL PARA EFETIVAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS CULTURAIS
A presente pesquisa tem por finalidade efetuar a análise da discussão que permeia o exercício da jurisdição em meio ao ativismo judicial dialógico, dentro da lógica aristotélica da separação dos poderes e do mecanismo de freios e contrapesos. Diante do dever de dar evidência ao primado do Estado Democrático de Direito e, dessa forma, garantir a efetivação dos direitos fundamentais, notadamente no que concerne aos direitos sociais, o estudo volta-se para delinear a necessidade de proteção do patrimônio histórico-cultural. Para tanto, analisa a dinâmica do diálogo entre os poderes, a fim de que sejam encontradas soluções de fomento para as políticas públicas culturais. Por meio do método dedutivo, parte da premissa de que a cultura é bem jurídico pertencente a toda a coletividade, sem que haja o descarte do indivíduo enquanto sujeito de direitos, parte de um todo unitário ao qual está destinada a conservação da identidade de um povo, para esta e as futuras gerações. Utilizou-se, nesse espeque, pesquisa qualitativa, recorrendo à doutrina nacional e estrangeira. A pesquisa, portanto, pretende acirrar o debate acerca da necessidade de dar prioridade às políticas públicas voltadas ao universo cultural, apontando que cabe ao Estado a tarefa precípua de proporcionar seu acesso de qualidade
AS EXCLUDENTES DE RESPONSABILIDADE PREVISTAS NO TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL
Este artigo tem como principal objetivo abordar de maneira pormenorizada as excludentes de responsabilidade previstas no Estatuto de Roma. Para tanto, foram analisados diversos teóricos de Direito Internacional Penal, buscando-se sempre identificar o entendimento de cada um deles sobre as excludentes aqui abordadas. Após o estudo, foi possível concluir que, no que pese os diferentes matizes teóricos dos estudiosos, a doutrina internacional penal se mostra em relativa harmonia, apresentando problemas e críticas semelhantes. Foi possível notar, ainda, a pouca aplicabilidade concreta dessas excludentes ao longo da história do Direito Internacional Penal, ponto esse muito criticado pela doutrina como um todo
RESTITUIÇÃO DO PRODUTO DO ILÍCITO NO PROCESSO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL E DE FALÊNCIA
No contexto em que empresas envolvidas em esquemas de corrupção estão tendo seus pedidos de recuperação judicial deferidos, com consideráveis chances de haver convolação em falência, o presente artigo se propõe a analisar como deve se dar a restituição do produto do ilícito no âmbito dos processos de recuperação judicial e de falência, a partir do esclarecimento dos principais aspectos e efeitos do confisco sobre o direito falimentar, adequando-se os institutos da Lei nº 11.101/2005, sem afetar a coerência interna de sua sistemática. A partir dessa análise, conclui-se que o perdimento do produto do ilícito, que decorra imediatamente de sentença ou de ato negocial que transacione essa sanção, por representar verdadeira transferência de propriedade em favor do Estado, repercute na exclusão desses valores do âmbito de gerenciamento do juízo universal, devendo ser prontamente restituídos, seja por meio do procedimento análogo àquele disposto nos artigos 85 a 93 da Lei nº 11.101/2005
NORMAS DE PUBLICAÇÃO
1 A revista Direito e Justiça: Reflexões Sociojurídicas, elaborada pelo Curso de Direito da URI, campus de Santo Ângelo, publica artigos.2 Quanto à temática, os artigos deverão obedecer às linhas de instrumento de propagação das reflexões e construções do conhecimento acerca dos Novos Direitos, estimulando o debate, o questionamento e o desenvolvimento dos processos formativos dos operadores e investigadores jurídicos, como forma de integração entre a universidade e o mundo da vida voltada para a potencialização dos processos de constituição da cidadania e da democracia.3 Os trabalhos serão recepcionados pelo método double blind peer review, que possibilita a análise dos inominados artigos, garantindo segurança tanto para o(s) autor(es), quanto para os avaliadores. Esse método ainda exige a avaliação do artigo por dois ou mais avaliadores.4 O Conselho Editorial não se obriga a publicar nenhuma colaboração que lhe seja enviada e também devolver os originais. Somente serão devolvidos os textos ao(s) autor(es) em caso de mudanças ou correções sugeridas pelo Conselho Editorial.5 O envio espontâneo de artigos e a posterior aceitação para publicação implica, automaticamente, a cessão dos direitos autorais à Revista, tanto em versão impressa como eletrônica. Sua reprodução posterior, por qualquer meio, poderá ser feita somente mediante entendimento prévio entre a Revista e o autor e com a devida citação da fonte.6 Os conceitos e informações contidas nos textos são de inteira responsabilidade de seus autores.7 Os textos deverão ser inéditos e submetidos no site http://srvapp2s.santoangelo.uri.br/seer/index.php/direito_e_justica. Para envio e acompanhamento do texto, é necessário cadastrar-se na área de acesso.8 Os trabalhos devem:a) ser inéditos;b) conter título (na língua portuguesa e inglesa);c) resumo (na língua portuguesa e inglesa), com no máximo 200 palavras;d) palavras-chave (na língua portuguesa e inglesa);e) sumário (na língua portuguesa e inglesa);f) introdução, desenvolvimento, conclusão e referências;g) possuir de 10 a 20 laudas no formato Word;h) fonte Times New Roman 12, espaçamento entre linhas simples, espaçamento entre parágrafos simples, com margens superior e esquerda de 3cm, inferior e direita 2cm. 9 O nome do autor deverá ser colocado abaixo do título, por extenso, seguido de nota de rodapé com as devidas especificações, a saber: cargo, titulação, local de trabalho, grupo de pesquisa, e-mail e, se houver, a publicação mais relevante.10 Os textos deverão ser elaborados conforme as normas da Associação Brasileiras de Normas Técnicas (ABNT), adotado o sistema na forma de “AUTOR-DATA”, sistema numérico.11 As referências são apresentadas no final do trabalho, listadas em ordem alfabética e sem numeração, de acordo com a ABNT. Exemplo:a) ArtigoSOBRENOME, Nome. Título do artigo. Título do periódico em itálico, local de publicação, v. ano-ou-volume, n. número-ou-fascículo, p. página inicial-página final, data.Ex.: CIRNE-LIMA, Carlos. Ética de coerência dialética. Veritas, Porto Alegre, v.44, n. 4, p. 941-964, dez./1999.12 Os títulos das divisões e subdivisões dos textos devem ser escritos em letras minúsculas e negrito e numerados de forma progressiva.13 Os trabalhos deverão ser escritos em Língua Portuguesa, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Língua Francesa, Língua Italiana ou Lingua Alemã e a revisão será de responsabilidade do autor do texto.14 A revista fornecerá ao autor do texto um exemplar da edição.15 Anexos como figuras e gráficos dificultam a edição da revista, devendo ser evitados.16 Somente serão analisados trabalhos que estejam dentro das regras e que atendam às recomendações.17. Os autores serão notificados sobre o resultado da avaliação via e-mail
LAICIDADE E O ESTADO: AS DIFERENTES RELAÇÕES ESTADO-RELIGIÃO E AS MEDIDAS DA LAICIDADE
O presente trabalho visa, através de uma análise global e o emprego do método bibliográfico, realizar um estudo inicial sobre o significado da laicidade no Brasil. Para tal, inicia-se estabelecendo conceitos basilares de Estado, o que são religiões, e a relação histórica do último com as origens do primeiro. Passa-se a definir conceitos sobre o que é laicidade, diferenciando-se de laicismo e até mesmo secularismo, seguindo-se para uma tentativa, ainda que limitada, de se medir o processo de laicização e uma visão dos diferentes tipos de relação Estado-Religião. Com este fim, faz-se a leitura através do marco teórico de Roberto Blancarte Pimentel. Sendo impossível uma conclusão de tema tão amplo, finaliza-se com uma reconstrução sistêmica dos conceitos basilares para se que possa iniciar uma discussão sobre o processo de laicização, como algo continuo, sujeito a falhas, abusos e exercício de poderes e influências que deve sempre ser monitorado e aprimorado, mas que, para tal, necessita de um ponto inicial comum para discussão, que se espera germinar com o present