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Inovação na gestão de arborização urbana: mapeamento colaborativo e quantificação de carbono em áreas verdes
O aplicativo em desenvolvimento, apresentado neste trabalho, representa uma inovação no campo do mapeamento e da gestão de arborização urbana. A plataforma oferece uma interface intuitiva e acessível, permitindo que cidadãos e gestores públicos cadastrem, visualizem e analisem informações sobre as árvores localizadas em áreas urbanas. A identificação de espécies arbóreas urbanas e o mapeamento de estoque de carbono podem auxiliar os planejadores urbanos na criação de sistemas
sustentáveis de gestão de áreas verdes urbanas (CHOUDHURY et al., 2020). O aplicativo em desenvolvimento diferencia-se ao proporcionar uma experiência singular aos usuários. Por meio do cálculo da quantidade de carbono sequestrado por cada árvore mapeada, oferece uma ferramenta eficaz para que os indivíduos compreendam o impacto de suas ações na sociedade. Além disso, a possibilidade de interagir e contribuir ativamente para o desenvolvimento de um banco de dados sobre a arborização urbana torna o aplicativo uma plataforma inovadora para o engajamento cidadão, promovendo o avanço de cidades mais verdes e sustentáveis
Desenvolvimento de um protótipo de aplicativo do Projeto Ser-Libras: uma ferramenta inovadora para a inclusão e ensino da língua brasileira de sinais
O presente trabalho visa demonstrar a colaboração entre estudantes de Ciência da Computação e o Projeto SER-Libras na criação de um aplicativo colaborativo (está em nível de protótipo ainda) para promover e democratizar o ensino de Libras (Sales, 2024)
Atelier de fantoches: costurando memórias
O trabalho apresenta a experiência do Atelier de Fantoches: Costurando Memórias, desenvolvido com a população refugiada no campus Visconde da Graça do Instituto Federal Sul Riograndense, após a calamidade climática de maio de 2024. A oficina foi promovida pelo Núcleo de Teatro da Universidade Federal de Pelotas e envolveu a construção, manipulação e produção de narrativas com fantoches. O objetivo foi utilizar os fantoches como ferramentas para ativar memórias, imaginação e expressão dos participantes, incentivando o relato de suas histórias de vida. A ação interdisciplinar favoreceu o processo de ensino-aprendizagem e a expressão artística, alcançando tanto o contexto acadêmico quanto a vida cotidiana, com ênfase no aspecto lúdico e acolhedor da prática
Contra-visualidades e artivismo: a cultura visual como ferramenta de resistência
Esta pesquisa examina as práticas artivistas do movimento feminista oito de março Pelotas ( 8M Pelotas), investigando como o movimento utiliza a cultura visual e a arte para promover visibilidade e justiça. Ao fazer isso, o movimento constrói contra-narrativas que desafiam as representações tradicionais do corpo feminino, propondo novas formas de empoderamento e expressão
Projeto Academia da Escrita: análise dos impactos de um grupo de responsabilização e suporte à escrita acadêmica
“Escrever é arriscar-se” (DINIZ, 2024, p. 147). Quando falamos da escrita acadêmica na pós-graduação, esses riscos aliam-se a diversas responsabilidades, e o tempo, tão escasso na nossa contemporaneidade atribulada, escorre pelas mãos. Assim, dividir-se entre vida pessoal e leituras, a produção de artigos para as disciplinas e para periódicos científicos (preferencialmente em revistas de alto impacto), tudo o que envolve nossas dissertações e teses, a participação e organização de eventos, a contribuição em comissões diversas - só para citar algumas responsabilidades - podem gerar uma sobrecarga mental significativa. Everton Garcia da Costa e Letícia Nebel (2018) demonstraram que, em um universo de quase três mil estudantes de pós-graduação, 74% sofrem de ansiedade e 25% com depressão, percentuais muito acima da média geral da população brasileira (5,8% e 9,3% à época, respectivamente). Dentre os fatores associados a esse sofrimento estão a instabilidade financeira dos estudantes bolsistas, o encurtamento dos prazos para a titulação (que impacta na avaliação de cursos pela
CAPES e pode implicar maior aporte de recursos, mas também maior cobrança) e o isolamento/falta de interlocução
Integração do WhatsApp no sistema Oxigênio para reduzir absenteísmo e proteger a comunicação entre alunos e pacientes nas clínicas da FO-UFPel
A inovação do presente trabalho consiste no desenvolvimento de um módulo integrado ao sistema Oxigênio, já utilizado na Faculdade de Odontologia da UFPel, com o objetivo de melhorar a frequência de pacientes nas consultas e também possibilitar comunicação entre estudantes/servidores da FO com os pacientes via WhatsApp de maneira mais segura e sem a necessidade de compartilhamento de números pessoais. O módulo permite a integração com a agenda da FO-UFPel cadastrada no sistema Oxigênio (DOS SANTOS & NUNES, 2024) e faz o envio automático de mensagens de confirmação que, conforme COUTO et al. (2022), contribui para a redução do absenteísmo de pacientes
Saberes dos Agentes Comunitários de Saúde sobre prevenção do câncer de colo de útero
Introdução: o câncer de colo uterino é considerado um problema de saúde pública, e o agente comunitário de saúde ao estar no território é um importante aliado na sua prevenção. Objetivo: analisar os saberes de agentes comunitários de saúde sobre prevenção do câncer de colo uterino. Métodos: trata-se de uma pesquisa qualitativa com abordagem da pesquisa-ação, realizada em novembro de 2019, em uma Unidade Básica de Saúde da região sul do Rio Grande do Sul. Participaram da pesquisa dez agentes comunitários de saúde. Para a produção de dados utilizou-se um questionário para caracterização dos participantes e oficinas com participação ativa dos agentes comunitários. Para a análise de dados utilizou-se a análise de conteúdo temática. Resultados: a pesquisa indicou que os profissionais possuem saberes sobre o câncer de colo uterino, porém alguns apresentam insegurança para abordar o tema e orientar as mulheres para prevenção. Constatou-se que há fragilidades quanto à formação e educação continuada na atenção primária à saúde. Conclusão: há necessidade de promover espaços educativos para a reflexão crítica das práticas dos agentes comunitários a fim de fortalecer a prevenção do câncer de colo uterino
Desenvolvimento de membrana biocompatível de celulose bacteriana, óxido de grafeno e pentóxido de nióbio para cicatrização
A inovação desenvolve uma membrana biocompatível composta por óxido de grafeno (GO), pentóxido de nióbio (Nb₂O₅) e celulose bacteriana (BC), focada na regeneração da pele. A combinação de GO e Nb₂O₅ ao meio de cultivo bacteriano cria uma membrana flexível, resistente e altamente eficaz para aderir à pele lesionada e acelerar a cicatrização. O GO estimula a diferenciação celular, enquanto o Nb₂O₅ aumenta a produção de colágeno tipo I e a viabilidade celular. A celulose bacteriana também contribui como curativo ao oferecer suporte mecânico e promover a proliferação celular (SOLIMAN et al., 2021). A membrana, aplicada diretamente sobre feridas ou queimaduras, auxilia o processo de cicatrização ao reter umidade, agir como barreira física contra patógenos, e estimular a regeneração celular. O GO e a celulose bacteriana aceleram a cicatrização e
possuem propriedades antibacterianas (SOLIMAN et al., 2021), e o grafeno demonstrou destruir bactérias como Staphylococcus aureus. Ensaios laboratoriais mostraram que a membrana é eficaz contra patógenos como Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa, evitando infecções (MURRAY et al., 2019). A inovação é única pela combinação de materiais com propriedades complementares, que aceleram a cicatrização e oferecem proteção antibacteriana sem o uso de antibióticos, uma solução para o aumento da resistência antimicrobiana (ABAZARI et al., 2020). Além disso, a membrana é de baixo custo e fácil de produzir, destacando-se como uma solução versátil para o tratamento de feridas. A ausência de antibióticos na prevenção de infecções torna o produto promissor frente às soluções disponíveis no mercado (MURRAY et al., 2019)
A pessoa vivendo com o câncer: perspectiva teórica da incerteza da doença de Merle Mishel
O câncer é uma das doenças crônicas não transmissíveis, junto às cardiovasculares, respiratórias e ao diabetes, sendo responsável por muitas mortes precoces, especialmente entre 30 e 69 anos (DUARTE; SHIRASSU; MORAES, 2023). No Brasil, entre 2023 e 2025, espera-se a ocorrência de 483 mil novos casos de câncer, excluindo o de pele não melanoma. Entre as mulheres a maior incidência de câncer é o de mama, enquanto entre homens a maior incidência é o de próstata. A distribuição regional mostra o Sul com 17,1% do total dos casos no país (SANTOS et al., 2023)
A artesania pedagógica na Escola Dominical da IELB – (1970- 2000): reflexões iniciais
Este trabalho faz parte de uma pesquisa de doutorado em Educação, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pelotas. A tese em desenvolvimento tem como tema as Perspectivas Pedagógicas da Formação de Professoras da Escola Dominical da Igreja Evangélica Luterana do Brasil entre as décadas de 1970 a 2000. A IELB (Igreja Evangélica Luterana do Brasil), anteriormente conhecida como Sínodo de Missouri é uma instituição religiosa fundada nos Estados Unidos por imigrantes alemães. Instalou-se no Brasil, no sul do Rio Grande do Sul, em meados de 1900 (WEIDUSCHADT, 2007). As denominações luteranas tiveram, desde sua chegada ao Brasil, uma forte ligação com a escolarização de seus adeptos. Até a década de aproximadamente 1960 as escolas paroquias, que funcionavam junto das igrejas eram responsáveis por atenderem os filhos dos seus membros, com o enfraquecimento dessas escolas e o surgimento da educação pública em localidade mais remotas, a IELB pensou em novas estratégias para manter suas crianças próximas dos ensinamentos doutrinários religiosos, foi então que ganhou força a Escola Dominical