Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
Not a member yet
5578 research outputs found
Sort by
EFFECTS OF OZONE THERAPY ON PAIN RELIEF IN PATIENTS WITH LOW BACK PAIN: CASE SERIES.
Ozone therapy is an integrative, complementary modality that employs a gas mixture composed of ozone at concentrations of up to 5 % and medical-grade oxygen (O₂) at up to 95 %. Because it is minimally invasive and associated with only rare complications, it represents a viable adjunct for several clinical situations, including immunomodulation, inflammatory disorders, metabolic dysfunctions and pain syndromes, particularly sciatica, by triggering endorphin release, activating analgesic pathways and reducing prostaglandin synthesis.
This study aimed to evaluate the effects of ozone therapy in nine patients with sciatic nerve pain caused by lumbar disc herniation (lumbosciatica). We conducted a prospective study enrolling nine individuals with sciatica. The protocol was approved by the Research Ethics Committee of Centro Universitário de Rio Preto (approval no. 5.543.403). Ozone therapy, administered subcutaneously and rectally, was used as an adjunct to each participant’s standard treatment. Data collection included clinical characteristics, medical diagnoses, laboratory test results and concomitant medication use.A ozonioterapia é reportada como terapia integrativa complementar que consiste em uma técnica que utiliza uma mistura constituída por gás ozônio (O3) na concentração de até 5% e o gás oxigênio medicinal (O2) na concentração até 95%. Por se tratar de um método minimamente invasivo e com raros casos de complicação, se torna uma alternativa viável, como complementar e integrativa em diversas condições, tais como aumento de imunidade, processos inflamatórios, alterações metabólicas e em processos dolorosos, particularmente em dor ciática, o que acarreta na liberação de endorfinas, mecanismo analgésicos e diminuição das liberações de prostaglandinas. O objetivo desse estudo foi de avaliar os efeitos causados pela ozonioterapia em dez pacientes com dor em nervo ciático devido a hérnia lombar, denominada lombocitalgia. O estudo foi do tipo prospectivo, com dez indivíduos com dor em nervo ciático. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário de Rio Preto com número do parecer: 5.543.403. A técnica foi utilizada como complementar aos tratamentos que os pacientes fazem uso. A pesquisa foi composta de dados clínicos, diagnósticos médicos, resultados de exames laboratoriais, estudo do uso de medicamentos, uso da ozonioterapia por via subcutânea e retal
O impacto neuropsiquiátrico das psicoses induzidas por substância e por medicamento
A psicose induzida por substâncias ou medicamentos é um quadro clínico caracterizado por delírios, alucinações e desorganização do pensamento, diretamente associados ao uso ou retirada de agentes químicos. Trata-se de uma condição de grande relevância na psiquiatria moderna, visto que seu diagnóstico diferencial com transtornos psicóticos primários, como a esquizofrenia, nem sempre é simples. O aumento do consumo de drogas psicoativas e a utilização de fármacos com potencial psicotogênico contribuem para maior incidência desses quadros. Este artigo tem como objetivo revisar os aspectos epidemiológicos, neurobiológicos, clínicos e terapêuticos, discutindo seus impactos neuropsiquiátricos e implicações prognósticas. Esta revisão de literatura foi conduzida a partir de publicações científicas localizadas em diferentes bases de dados, incluindo a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), o PubMed (Public Medline), o Portal de Periódicos da CAPES e a Scientific Electronic Library Online (SciELO), sem delimitação temporal. Além dessas fontes, também foram considerados documentos disponíveis nos sites oficiais do Ministério da Saúde, bem como materiais classificados como literatura cinzenta. As psicoses induzidas por substâncias e medicamentos representam condição clínica relevante, marcada por sintomas psicóticos que podem ser transitórios, mas com risco de cronificação em indivíduos vulneráveis. Seu impacto neuropsiquiátrico vai além dos sintomas agudos, comprometendo funções cognitivas, desempenho social e qualidade de vida. O diagnóstico diferencial com transtornos psicóticos primários exige abordagem criteriosa, considerando fatores de risco individuais e relação temporal com o agente causal. O tratamento precoce, envolvendo retirada da substância, uso de antipsicóticos e suporte psicossocial, é fundamental para recuperação. Novas pesquisas são necessárias para aprimorar estratégias terapêuticas e reduzir morbidade e repercussões a longo prazo
A Otimização do manejo da dor e recuperação pós-operatória em cirurgias abdominais de grande porte
This article reviews the scientific literature on optimizing pain management and postoperative recovery in patients undergoing major abdominal surgery, focusing on comparing different analgesic approaches and perioperative protocols, as well as their implications for clinical outcomes. The search was conducted in the PubMed, Scopus, and Web of Science databases, using the descriptors "Postoperative Pain Management," "Enhanced Recovery After Surgery," "Major Abdominal Surgery," and "Multimodal Analgesia." The analysis of the studies reveals that the implementation of Enhanced Recovery After Surgery (ERAS) protocols, combined with specific analgesic strategies, significantly influences the reduction in hospital stay, the reduction in complications, and the rapid recovery of bowel function. Multimodal analgesia, which combines different pharmacological classes (e.g., NSAIDs, paracetamol, gabapentinoids) to spare opioids, has been shown to be superior to analgesia based primarily on systemic opioids. Furthermore, regional anesthesia techniques, such as thoracic epidural analgesia and fascial plane blocks (e.g., transversus abdominis plane block - TAP), have been shown to attenuate the surgical stress response and provide more effective pain control, facilitating early mobilization. Recent studies also highlight the potential of adjuvants, such as intravenous lidocaine and low-dose ketamine, to reduce opioid-induced hyperalgesia and the incidence of chronic pain. Understanding these integrated approaches is essential for the development of safer and more personalized perioperative strategies capable of minimizing the physiological impact of surgery and accelerating the patient's functional recovery.
Este artigo revisa a literatura científica sobre a otimização do manejo da dor e da recuperação pós-operatória em pacientes submetidos a cirurgias abdominais de grande porte, com foco na comparação entre diferentes abordagens analgésicas e protocolos perioperatórios, bem como suas implicações nos desfechos clínicos. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, utilizando os descritores “Manejo da Dor Pós-Operatória”, “Recuperação Aprimorada Após Cirurgia”, “Cirurgia Abdominal de Grande Porte” e “Analgesia Multimodal”. A análise dos estudos revela que a implementação de protocolos de Recuperação Aprimorada Após Cirurgia (ERAS), associados a estratégias analgésicas específicas, exerce influência significativa na redução do tempo de internação, na diminuição de complicações e na rápida retomada da função intestinal. A analgesia multimodal, que combina diferentes classes farmacológicas (ex: AINEs, paracetamol, gabapentinoides) visando poupar opioides, demonstra ser superior à analgesia baseada primariamente em opioides sistêmicos. Além disso, técnicas de anestesia regional, como a analgesia peridural torácica e os bloqueios de planos fasciais (ex: bloqueio do plano transverso abdominal - TAP), demonstram atenuar a resposta ao estresse cirúrgico e proporcionar controle álgico mais eficaz, facilitando a mobilização precoce. Estudos recentes destacam ainda o potencial de adjuvantes, como a lidocaína intravenosa e a cetamina em baixas doses, para reduzir a hiperalgesia induzida por opioides e a incidência de dor crônica. A compreensão dessas abordagens integradas é essencial para o desenvolvimento de estratégias perioperatórias mais seguras e personalizadas, capazes de minimizar o impacto fisiológico da cirurgia e acelerar a recuperação funcional do paciente.
 
Análise da técnica de Osseodensificação para levantamento de seio maxilar em Implantodontia - Revisão de Literatura
Introdução: No contexto da implantodontia, o levantamento de seio maxilar em maxilas atróficas tem tido grande avanço já que, a osseodensificação surgiu como uma nova técnica que se utiliza de brocas especialmente projetadas que compactam e densificam o osso ao longo das paredes da osteotomia, aumentando assim a estabilidade primária do implante e facilitando a osseointegração no osso de baixa densidade. Objetivo: O presente estudo visa analisar a técnica de osseodensificação para o levantamento de seio maxilar abordando sobre a anatomia do seio maxilar, protocolos e materiais utilizados no método, vantagens e desvantagens,assim como suas indicações. Metodologia: No levantamento bibliográfico, foi utilizado como critério de inclusão os artigos publicados em periódicos internacionais e nacionais redigidos em portugues e inglês, como também, publicados nos últimos 5 anos, 2020 a 2025, e indexados nas bases de dados: Pubmed e Lilacs, utilizando de revisões de literatura e estudos clínicos randomizados. Foram excluídos os artigos que contenham casos clínicos e livros texto, publicados a mais de seis anos, não disponíveis na íntegra, bem como aqueles que fugiram do delineamento teórico e que obtiveram resultados fazendo experimentos em animais. Conclusão: A técnica de osseodensificação promove, portanto, vantagens clínicas significativas,tendo um melhor manejo do tecido ósseo, devido a sua menor taxa de deformação plástica óssea, redução de complicações e resultados mais previsíveis e satisfatórios para os pacientes, assim como um ganho satisfatório de altura e densidade óssea e melhor estabilidade primária
ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM AO PACIENTE COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
O estudo teve como propósito analisar a assistência de enfermagem ao paciente acometido por Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), considerando as ações desenvolvidas nas fases de emergência, internação e reabilitação. O tema justifica-se pela relevância clínica e social dessa condição, que permanece como uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular. O objetivo geral consistiu em refletir sobre as práticas assistenciais de enfermagem no manejo do IAM, destacando intervenções que favorecem a recuperação e a continuidade do cuidado. Metodologicamente, tratou-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter qualitativo e descritivo, realizada entre janeiro e setembro de 2025. As buscas foram conduzidas em bases de dados como SciELO, LILACS e PubMed, utilizando os descritores “infarto agudo do miocárdio”, “assistência de enfermagem”, “emergência”, “internação hospitalar” e “reabilitação cardíaca”. Foram incluídos dezenove estudos publicados entre 2020 e 2025. Os resultados apontaram que a atuação do enfermeiro é determinante para o sucesso do tratamento, sendo essencial na detecção precoce de sintomas, no uso de protocolos de emergência, na monitorização durante a internação e na reabilitação por meio da educação em saúde. A análise evidenciou convergência entre os autores quanto à importância da humanização, da capacitação profissional e da integração interdisciplinar. A assistência de enfermagem ao paciente com IAM deve ser técnica, empática e contínua, integrando dimensões clínicas e educativas para garantir a reabilitação integral e a redução das complicações cardiovasculares
Diagnóstico y tratamiento del Condrosarcoma de hueso temporal: Una revisión de la literatura.
Introduction: Temporal bone chondrosarcoma is a rare skull-base cartilage tumor with slow growth and substantial morbidity due to its proximity to critical neurovascular structures. Objective: To synthesize evidence on epidemiology, imaging, pathology/biomarkers, treatment, and outcomes of temporal chondrosarcoma. Methods: PRISMA-guided systematic review of PubMed (1990–2025; English/Spanish). Adults with skull-base chondrosarcoma involving the temporal bone were included; original clinical/diagnostic/therapeutic studies were eligible. Results and Discussion: CT identifies a chondroid matrix with “ring-and-arc” calcifications; MRI shows lobulated, T2-hyperintense lesions; DWI (higher ADC) helps distinguish chondrosarcoma from chordoma. Pathology confirms conventional grades (G1–G3) and aggressive variants; S100/SOX9 positive and brachyury negative support diagnosis; IDH1/2, TP53, and HEY1::NCOA2 provide diagnostic/prognostic value. Surgery is first-line, prioritizing hearing and facial nerve (VII) preservation. When R0 would entail excessive morbidity, planned subtotal resection (R1) plus conformal radiotherapy achieves good control; proton therapy (± carbon ions) improves the therapeutic index vs photons by reducing dose to the brainstem, cranial nerves, and cochlea. IMRT is acceptable where particles are unavailable, following ESTRO-ACROP contouring. Chemotherapy has a limited role, except for mesenchymal/dedifferentiated variants. Conclusion: Optimal management is multidisciplinary, integrating advanced imaging, molecular pathology, tailored skull-base approaches, and precision radiotherapy; outcomes depend on grade, size, margin status, and RT modality.Introducción: El condrosarcoma del hueso temporal es un tumor cartilaginoso raro de base de cráneo, de crecimiento lento y morbilidad relevante por su vecindad neurovascular. Objetivo: Sintetizar la evidencia sobre epidemiología, imagen, patología/biomarcadores, tratamiento y resultados del condrosarcoma temporal. Metodología: Revisión sistemática PRISMA de PubMed (1990–2025; inglés/español), se incluyerin adultos con condrosarcoma craneobasal con compromiso temporal; estudios clínicos/diagnósticos/terapéuticos originales. Resultados y discusión: La TC identifica matriz condroide en “anillos y arcos”; la RM muestra lesiones lobuladas hiperintensas en T2; la DWI (ADC alto) diferencia de cordoma. La patología confirma grados convencionales (G1–G3) y variantes agresivas; S100/SOX9 positivos y brachyury negativo favorecen el diagnóstico; IDH1/2, TP53 y HEY1::NCOA2 aportan valor pronóstico/diagnóstico. La cirugía es primera línea con énfasis en preservar audición y VII par. Cuando R0 exige alta morbilidad, la resección subtotal planificada (R1) + RT conformada ofrece buen control; protones (± iones de carbono) mejoran el índice terapéutico vs. fotones al reducir dosis a tallo, pares craneales y cóclea. La IMRT es válida donde no hay partículas siguiendo ESTRO-ACROP. La quimioterapia tiene rol limitado salvo en variantes mesenquimal/desdiferenciada. Conclusión: El manejo óptimo es multidisciplinario, con imagen avanzada, patología molecular, abordajes individualizados y radioterapia de precisión; los resultados dependen de grado, tamaño, márgenes y modalidad de RT
Cirugía endoscópica en pacientes con colesteatoma congénito.
Introduction: Congenital cholesteatoma (CC) is uncommon and, when confined to the middle ear, transcanal endoscopic ear surgery (TEES) offers visual advantages in hidden recesses with minimal invasion. Objective: To review the efficacy, safety, and functional outcomes of TEES in CC, its optimal indications and limits versus conventional approaches, and the role of imaging in surveillance. Methods: Qualitative systematic review following the PRISMA 2020 model, based on studies indexed in PubMed between 2015 and 2025. Primary studies on TEES in CC were included, with outcomes on disease control, complications, and hearing. Results and Discussion: Thirteen studies were analyzed; pure TEES predominated in CC confined to the middle ear. Residual/recurrence rates were low to moderate and complications were rare, with favorable hearing outcomes (PTA/ABG). Comparative studies showed non-inferior performance of TEES versus microscopy in limited disease. Case selection is crucial; when there is extension to the antrum/mastoid, a combined or microscopic approach may be preferable, while retaining endoscopy for inspection of recesses. Limitations. Predominantly retrospective designs, heterogeneity in staging, and relatively short follow-up. Conclusion: In limited CC, TEES is a first-line option due to its balance of disease control, low morbidity, and favorable hearing outcomes; standardized prospective studies are needed to consolidate the evidence.Introducción: El colesteatoma congénito (CC) es infrecuente y, cuando se limita al oído medio, la cirugía endoscópica transcanal (TEES) ofrece ventajas visuales en recesos ocultos con mínima invasión. Objetivo: Revisar la eficacia, seguridad y resultados funcionales de TEES en CC, sus indicaciones y límites frente a abordajes convencionales, y el papel de la imagen en la vigilancia. Metodología: Revisión sistemática cualitativa modelo PRISMA 2020 a travez de estudios de la base de datos PubMed entre el 2015 y el 2025. Se incluyeron estudios primarios sobre TEES en CC con desenlaces de control de enfermedad, complicaciones y audición. Resultados y discusión: Se analizaron 13 estudios , predominó TEES puro en CC confinado; las tasas de residual/recidiva fueron bajas a moderadas y las complicaciones raras, con resultados auditivos favorables (PTA/ABG). Los estudios comparativos mostraron desempeño no inferior de TEES frente al microscopio en enfermedad limitada. La selección de casos es determinante; en extensión a antro/mastoides, un abordaje combinado o microscópico puede ser preferible, manteniendo la endoscopia para inspección de recesos. Limitaciones: diseño retrospectivo, heterogeneidad en estadificación y seguimientos cortos. Conclusión: En CC limitado, TEES es una opción de primera línea por su balance entre control de enfermedad, baja morbilidad y buenos resultados auditivos; se requieren estudios prospectivos estandarizados para consolidar la evidencia
INFERIOR PHRENIC ARTERY EMERGING FROM THE PHRENIC-ADRENAL TRUNK: A RARE ANATOMICAL FINDING
Introduction: The inferior phrenic arteries (IPAs) are small, paired vessels that most commonly arise from the abdominal aorta and celiac trunk. However, a wide spectrum of anatomical variations has been described, including origins from the renal, left gastric, hepatic, and gonadal arteries. These variations have relevant clinical and surgical implications, especially in procedures involving the diaphragm, adrenal glands, liver, and upper abdominal organs. Case Report: During a routine dissection of a female human fetus at 33 weeks of gestational age, an unusual origin of the right inferior phrenic artery (RIPA) was observed. The vessel emerged from a common trunk with the right inferior suprarenal artery, herein designated as a phrenico-adrenal trunk, which originated from the right renal artery. The trunk measured 1.16 mm in length and 1.1 mm in diameter, located 2.55 mm from the lateral surface of the abdominal aorta. From this trunk, the RIPA ascended anteriorly to the right diaphragmatic crus toward the inferior surface of the right hemidiaphragm, while the inferior suprarenal artery supplied the ipsilateral adrenal gland. No additional vascular anomalies were identified. Conclusion: This case describes a rare anatomical variant of the RIPA arising from a phrenico-adrenal trunk originating from the right renal artery. Awareness of such variations enhances anatomical knowledge and supports safer and more effective clinical, surgical, and radiological interventions in the upper abdomen
Transtorno Obsessivo-Compulsivo: Aspectos Neurobiológicos, Diagnósticos e Avanços Terapêuticos
Introdução: O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é uma condição psiquiátrica crônica caracterizada pela presença de obsessões, pensamentos, impulsos ou imagens intrusivas, compulsões e comportamentos repetitivos realizados para reduzir a ansiedade. Afeta cerca de 2% da população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo uma das principais causas de incapacidade psiquiátrica. No Brasil, diretrizes da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) destacam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento integrado para reduzir o impacto funcional e emocional da doença. Objetivo: Discutir os principais aspectos neurobiológicos e diagnósticos do TOC, bem como os avanços terapêuticos recentes, com base em evidências clínicas e recomendações de sociedades médicas nacionais e internacionais. Metodologia: Realizou-se uma revisão narrativa da literatura nas bases PubMed, SciELO e LILACS, além de consulta a diretrizes da ABP e da American Psychiatric Association (APA) publicadas entre 2015 e 2025. Foram selecionados artigos e revisões sistemáticas sobre fisiopatologia, diagnóstico e tratamento do TOC. Discussão/Resultados: Estudos de neuroimagem indicam que o TOC está associado à hiperatividade nos circuitos córtico-estriado-tálamo-corticais, especialmente no córtex orbitofrontal, giro do cíngulo e núcleo caudado. Alterações nos sistemas serotoninérgico, dopaminérgico e glutamatérgico também desempenham papel relevante na fisiopatologia. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, devendo-se diferenciar o TOC de transtornos de ansiedade, espectro autista e transtornos de tiques. O tratamento de primeira linha inclui inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), como fluoxetina e sertralina, frequentemente em doses mais altas que as utilizadas na depressão. A terapia cognitivo-comportamental (TCC), especialmente com exposição e prevenção de resposta, é altamente eficaz e pode ser combinada ao tratamento farmacológico. Em casos refratários, a estimulação cerebral profunda e o uso de moduladores glutamatérgicos, como a memantina, vêm sendo estudados com resultados promissores. Conclusão: O manejo do TOC exige abordagem multidisciplinar, integrando aspectos farmacológicos e psicoterapêuticos. O avanço nas pesquisas neurobiológicas tem ampliado o entendimento dos circuitos cerebrais envolvidos e favorecido o desenvolvimento de terapias mais direcionadas, oferecendo melhor qualidade de vida aos pacientes
Evaluación de la reserva ovárica posterior a cistectomía y ablación del endometrio.
Introduction: Endometriosis surgery can affect ovarian reserve; endometrial ablation is effective for bleeding, but its effect on reserve biomarkers remains unknown. Objective: To determine the impact of ovarian cystectomy and endometrial ablation on ovarian reserve and to identify the clinical–surgical factors associated with its variation. Methodology: Systematic review in PubMed, 2015–2025. Inclusion: studies reporting ovarian reserve measurements after endometrioma cystectomy or endometrial ablation. Results: Cystectomy reduced AMH by 30–55% at 1–6 months with partial recovery by 12 months; the decline was greater with bilaterality, larger cysts, low baseline AMH, and reoperation. Non-thermal hemostasis and CO₂ vaporization preserved reserve better than bipolar coagulation; AFC improved particularly with conservative methods. No pre–post AMH/AFC data were found for endometrial ablation. Discussion: Effects depend on biology and technique; standardizing non-thermal hemostasis and selecting CO₂ in appropriate cases may mitigate damage. The absence of biomarker data for ablation is a priority evidence gap. Conclusion: Indicate surgery with strict criteria, personalize technique to minimize thermal injury, and align decisions with the reproductive plan; investigate the biological impact of endometrial ablation.Introducción: La cirugía por endometriosis puede afectar la reserva ovárica; la ablación endometrial es efectiva para el sangrado, pero se desconoce su efecto en biomarcadores de reserva. Objetivo: Determinar el impacto de la cistectomía ovárica y de la ablación endometrial sobre la reserva ovárica e identificar los factores clínicoquirúrgicos asociados a su variación. Metodología: Revisión sistemática en PubMed 2015–2025. Inclusión: estudios con medición de reserva ovárica tras cistectomía por endometrioma o ablación endometrial. Resultados: La cistectomía redujo AMH 30–55% a 1–6 meses con recuperación parcial a 12 meses; el descenso fue mayor en bilateralidad, quistes grandes, AMH basal baja y re-cirugía. La hemostasia no térmica y la vaporización CO₂ preservaron mejor la reserva que la coagulación bipolar; el AFC mejoró especialmente con métodos conservadores. No hubo datos pre–post de AMH/AFC para ablación endometrial. Discusión: Los efectos dependen de biología y técnica; estandarizar hemostasia no térmica y seleccionar CO₂ en casos apropiados podría mitigar el daño. La ausencia de biomarcadores en ablación es una brecha prioritaria. Conclusión: Indicar cirugía con criterios estrictos, personalizar técnica para minimizar daño térmico y alinear decisiones con el plan reproductivo; investigar el impacto biológico de la ablación endometrial