Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences
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    TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE EM ADULTOS

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    Introdução: O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em adultos é uma condição neuropsiquiátrica persistente, caracterizada por sintomas de desatenção, impulsividade e, em alguns casos, hiperatividade, que se manifestam de forma distinta da infância. Em adultos, o transtorno está associado a prejuízos funcionais significativos, dificuldades acadêmicas e profissionais, instabilidade emocional e impacto negativo na qualidade de vida. Apesar de sua elevada prevalência, o TDAH em adultos permanece subdiagnosticado e frequentemente confundido com outros transtornos psiquiátricos. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura com base em artigos publicados entre 2015 e 2025, nas bases PubMed, SciELO e PubMed Central, em língua portuguesa e inglesa. Foram incluídas revisões sistemáticas, meta-análises, ensaios clínicos, estudos qualitativos e revisões narrativas que abordassem aspectos epidemiológicos, clínicos e terapêuticos do TDAH em adultos. Resultados e discussão: As evidências analisadas indicam que o TDAH persiste na vida adulta em uma proporção significativa dos indivíduos diagnosticados na infância, apresentando curso clínico heterogêneo e elevada taxa de comorbidades psiquiátricas. O manejo clínico envolve intervenções farmacológicas e não farmacológicas, com destaque para o uso de estimulantes, terapia cognitivo-comportamental e estratégias psicoeducativas, incluindo intervenções digitais e abordagens combinadas. Conclusão: O TDAH em adultos requer abordagem clínica integrada, individualizada e baseada em evidências, com foco na redução dos prejuízos funcionais e na melhoria da qualidade de vida

    FATORES CONTRIBUINTES AO SUCESSO DO TRANSPLANTE DENTÁRIO AUTÓGENO

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    Autogenous tooth transplantation (ATT) is a procedure that has been documented for decades, yet it remains underutilized in Brazilian dentistry. Its limited use stems from the historical stigma that only children and adolescents achieved good results, leading many professionals to disregard its application in adults. However, scientific and technological advancements demonstrate that, when properly planned, ATT can offer functional, aesthetic, and biological restoration without the use of artificial materials. The success of the treatment depends on multidisciplinary factors, involving systemic, periodontal, endodontic, surgical, and orthodontic analyses. The objective of this study was to identify, through a literature review, the main factors influencing the prognosis of autogenous transplantation, understanding the importance of pre-operative planning, surgical execution, and post-operative follow-up. It also sought to understand how different areas of dentistry correlate to ensure better outcomes. The methodology consisted of a bibliographic search in the PubMed database, including articles, systematic reviews, and case reports without exclusion criteria, prioritizing publications in English. Seventeen studies from various countries were analyzed, covering surgical techniques, pulp vitality, digital planning, the use of 3D models, and clinical risk factors. It is concluded that autogenous tooth transplantation is an effective and viable alternative for oral rehabilitation, especially in cases where implants are not indicated, such as in young patients or those with systemic contraindications. The success rate, reported in studies with large samples, reaches approximately 91% when proper planning is in place. The use of technologies, such as 3D printing and tomography, associated with a multidisciplinary approach, significantly increases the predictability of the procedure. Despite the promising results, more clinical studies are needed to standardize techniques and deepen the understanding of factors influencing long-term success.O transplante dentário autógeno é um procedimento documentado há décadas, porém ainda pouco difundido na odontologia brasileira. Seu baixo uso decorre do estigma histórico de que somente crianças e adolescentes obtinham bons resultados, o que levou muitos profissionais a desconsiderarem sua aplicação em adultos. Entretanto, avanços científicos e tecnológicos demonstram que, quando bem planejado, o transplante autógeno pode oferecer restauração funcional, estética e biológica sem o uso de materiais artificiais. O sucesso do tratamento depende de fatores multidisciplinares que envolvem análise sistêmica, periodontal, endodôntica, cirúrgica e ortodôntica. O objetivo deste trabalho foi identificar, na literatura, os principais fatores que influenciam o prognóstico do transplante autógeno, compreendendo a importância do planejamento pré-operatório, da execução cirúrgica e do acompanhamento pós-operatório. Também buscou-se entender como diferentes áreas da odontologia se correlacionam para garantir melhores resultados. A metodologia consistiu em um levantamento bibliográfico no banco de dados PubMed, incluindo artigos, revisões sistemáticas e relatos de caso sem critérios de exclusão, priorizando publicações em inglês. Foram analisados 17 estudos de diversos países, abordando técnicas cirúrgicas, vitalidade pulpar, planejamento digital, uso de modelos 3D e fatores de risco clínicos. Conclui-se que o transplante dentário autógeno é uma alternativa eficaz e viável na reabilitação oral, especialmente em casos nos quais implantes não são indicados, como em pacientes jovens ou com contraindicações sistêmicas. A taxa de sucesso, relatada em estudos com grandes amostras, alcança cerca de 91% quando há planejamento adequado. O uso de tecnologias, como impressão 3D e tomografia, associado a uma abordagem multidisciplinar, aumenta significativamente a previsibilidade do procedimento. Apesar dos resultados promissores, há necessidade de mais estudos clínicos para padronizar técnicas e aprofundar o entendimento dos fatores que influenciam o sucesso a longo prazo

    PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM FRATURA DE FÊMUR NO BRASIL: UM ESTUDO RETROSPECTIVO

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    A fratura de fêmur representa um relevante problema de saúde pública, especialmente entre idosos, estando associada a elevada morbimortalidade e a significativo impacto econômico para os sistemas de saúde. No Brasil, o envelhecimento populacional tem contribuído para o aumento das internações por esse agravo, tornando necessária a análise atualizada de seu perfil epidemiológico. O objetivo do estudo é analisar o perfil epidemiológico das internações por fratura de fêmur no Brasil entre janeiro de 2020 e janeiro de 2025. Estudo epidemiológico, observacional, retrospectivo e descritivo, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), obtidos no DATASUS. Foram analisadas internações por região brasileira, faixa etária, óbitos hospitalares e gastos hospitalares. Utilizou-se estatística descritiva, com cálculo de frequências absolutas, relativas e variações percentuais. No período analisado, registraram-se 630.687 internações por fratura de fêmur no Brasil, com predominância na região Sudeste (46,1%). Observou-se aumento de aproximadamente 26,3% no número de internações entre 2020 e 2024. As internações concentraram-se em indivíduos com 60 anos ou mais, especialmente na faixa etária de 80 anos e acima (28,4%). Foram registrados 20.208 óbitos hospitalares, correspondendo a taxa de mortalidade de 3,2%. Os gastos hospitalares totalizaram R$ 1,42 bilhão. As internações por fratura de fêmur apresentaram tendência crescente no Brasil, com predomínio em idosos e elevado impacto econômico, reforçando a necessidade de estratégias preventivas e de qualificação da assistência hospitalar

    Ressuscitação Hemodinâmica Guiada por Metas na Sepse: Revisão Narrativa de Literatura

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    Define-se sepse como uma das grandes síndromes clínicas, caracterizada por múltiplas alterações de ordem bioquímica, fisiológica e biológica, cujo resultado é a disfunção de órgãos e sistemas decorrente de um processo inflamatório exacerbado, desencadeado por uma infecção. Trata-se de uma resposta inflamatória sistêmica descontrolada que pode evoluir progressivamente para choque séptico e falência múltipla de órgãos, condição associada a elevada mortalidade. Diante desse cenário, no manejo do paciente séptico, a ressuscitação hemodinâmica assume papel central, visto que a correção das alterações perfusionais e circulatórias relaciona-se diretamente com a melhora dos desfechos clínicos. Nas últimas décadas, destacaram-se estratégias de ressuscitação hemodinâmica guiada por metas, em especial o Early Goal-Directed Therapy (EGDT), que propôs intervenções direcionadas à pré-carga, pós-carga e contratilidade cardíaca. Entretanto, evidências mais recentes apontam limitações dessa abordagem, sobretudo no uso de metas fixas, reforçando a necessidade de estratégias individualizadas. Assim, este trabalho consiste em uma revisão narrativa da literatura que busca revisar as evidências científicas sobre ressuscitação hemodinâmica guiada por metas na sepse, abordando seus componentes clássicos, a avaliação da responsividade volêmica, as estratégias de fluidoterapia e a associação com o uso de vasopressores

    Psilocibina como ferramenta terapêutica em transtornos depressivos em adultos: uma revisão sistemática das evidências e impactos

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    Depressive disorders are among the leading causes of global disability, profoundly affecting emotional, social, and occupational functioning. Although conventional antidepressants are widely available, many patients experience insufficient response or limiting adverse effects, particularly those with treatment-resistant depression (TRD). Psilocybin has emerged as a promising therapeutic alternative due to its rapid, robust, and potentially long-lasting antidepressant effects when administered in a controlled clinical environment and combined with psychological support. This study aimed to synthesize recent evidence on the efficacy, safety, and clinical impact of psilocybin in the treatment of depressive disorders in adults, comparing its effects with placebo and standard therapies. This systematic review followed PRISMA guidelines, with searches performed in PubMed using MeSH descriptors related to psilocybin, depression, and therapeutic outcomes. Eligible studies included randomized clinical trials and observational research published between 2015 and 2025, involving participants aged 18 years or older. Exclusion criteria encompassed studies with pediatric or geriatric populations, preclinical research, narrative reviews, case reports, and studies lacking evaluation of depressive symptoms. Screening was conducted independently by two reviewers using the Rayyan platform, resulting in the inclusion of ten studies. The evidence demonstrates that psilocybin induces rapid and significant reductions in depressive symptoms and improves subjective well-being, quality of life, and social functioning. Reported adverse events were mild and transient, supporting a favorable safety profile when used under controlled conditions. Despite these encouraging findings, the literature still lacks large multicenter trials with standardized dosing protocols and long-term follow-up, which are essential to consolidate the clinical applicability, safety, and effectiveness of psilocybin in treating depressive disorders in adults.Os transtornos depressivos representam uma das principais causas de incapacidade global, afetando de forma significativa o funcionamento emocional, social e ocupacional dos indivíduos. Apesar da ampla disponibilidade de antidepressivos convencionais, muitos pacientes apresentam resposta insuficiente ou efeitos adversos limitantes, especialmente aqueles com depressão resistente ao tratamento (TRD). Nesse contexto, a psilocibina tem emergido como uma alternativa terapêutica promissora, por demonstrar efeitos antidepressivos rápidos, robustos e potencialmente duradouros quando administrada em ambiente clínico controlado e associada a suporte psicológico. Este estudo teve como objetivo sintetizar as evidências mais recentes sobre a eficácia, segurança e impacto clínico da psilocibina no tratamento de transtornos depressivos em adultos, comparando seus efeitos com placebo e terapias convencionais. Trata-se de uma revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com busca realizada na base PubMed utilizando descritores MeSH relacionados a psilocibina, depressão e desfechos terapêuticos. Foram incluídos ensaios clínicos randomizado e estudos observacionais publicados entre 2015 e 2025, envolvendo adultos com 18 anos ou mais. Foram excluídos estudos com populações pediátricas ou geriátricas, pesquisas pré-clínicas, revisões narrativas, relatos de caso e trabalhos sem avaliação dos sintomas depressivos. A triagem foi realizada por dois revisores independentes na plataforma Rayyan, resultando em dez estudos incluídos. As evidências demonstram que a psilocibina produz reduções rápidas e significativas nos sintomas depressivos, além de melhorar o bem-estar, a qualidade de vida e o funcionamento social. Os eventos adversos relatados foram leves e transitórios, reforçando um perfil de segurança favorável quando utilizada em condições controladas. Contudo, apesar dos resultados promissores, a literatura ainda carece de ensaios multicêntricos com amostras ampliadas, protocolos padronizados de dosagem e acompanhamentos de longo prazo, necessários para consolidar a segurança, eficácia e aplicabilidade clínica da psilocibina no tratamento dos transtornos depressivos em adultos

    Benefícios da atividade física na dor, fadiga e linfedema em mulheres diagnosticas com câncer de mama

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    ABSTRACT Breast cancer represents one of the leading causes of female mortality worldwide and in Brazil, being associated with adverse effects resulting from treatments, such as fatigue, pain, and lymphedema, which compromise quality of life. In this context, physical exercise has emerged as an effective non-pharmacological strategy for managing these symptoms.This study aimed to evaluate, through an integrative literature review, the benefits of physical activity in controlling the side effects associated with breast cancer treatment, with emphasis on pain, lymphedema, and fatigue, as well as to identify the most effective types of physical activities for managing these conditions.The bibliographic search was conducted between September 2024 and February 2025 in the PubMed, Scopus, and BVS databases, using descriptors registered in DeCS/MeSH: “breast neoplasms,” “physical exercise,” “fatigue,” “pain,” and “lymphedema.” Articles published between 2020 and 2025 in English, Portuguese, and Spanish were included. After screening and methodological analysis, 36 studies were selected for the review.The results showed that fatigue was the most frequently addressed symptom, appearing in 61.11% of the articles, followed by pain (13.89%) and lymphedema (5.56%). Interventions with aerobic exercise, either alone or combined with resistance training, demonstrated consistent effects in reducing fatigue. Resistance and muscle strengthening protocols also stood out, providing long-lasting benefits. Regarding pain, modalities such as aquatic exercise, aerobic training, and scapular strengthening presented positive outcomes. Although less studied, lymphedema responded positively to functional, aerobic, and resistance exercises, without worsening of the condition.It is concluded that regular physical exercise exerts relevant therapeutic effects in reducing fatigue, alleviating pain, and controlling lymphedema in breast cancer patients, when properly guided. Thus, reinforcing the role of physical activity as a safe, effective, and complementary non-pharmacological strategy in the care of women with breast cancer. Keywords: Breast cancer. Physical activity. Fatigue. Pain. Lymphedema.El cáncer de mama representa una de las principales causas de mortalidad femenina en el mundo y en Brasil, estando asociado a efectos adversos derivados de los tratamientos, como fatiga, dolor y linfedema, que comprometen la calidad de vida. En este contexto, la práctica de ejercicios físicos se ha destacado como una estrategia no farmacológica eficaz para el manejo de estos síntomas. El presente estudio tuvo como objetivo evaluar, por medio de una revisión integrativa de la literatura, los beneficios de la práctica de actividad física en el control de los efectos secundarios asociados al tratamiento del cáncer de mama, con énfasis en el dolor, el linfedema y la fatiga, así como identificar los tipos de actividades físicas más eficaces para el manejo de estas condiciones. La búsqueda bibliográfica se realizó entre septiembre de 2024 y febrero de 2025, utilizando las bases PubMed, Scopus y BVS, con descriptores registrados en DeCS/MeSH: “breast neoplasms”, “physical exercise”, “fatigue”, “pain” y “lymphedema”. Se incluyeron artículos publicados entre 2020 y 2025, en inglés, portugués y español. Tras la selección y el análisis metodológico, se eligieron 36 estudios para la revisión. Los resultados evidenciaron que la fatiga fue el síntoma más abordado, apareciendo en el 61,11% de los artículos, seguida por el dolor (13,89%) y el linfedema (5,56%). Las intervenciones con ejercicios aeróbicos, de forma aislada o combinados con resistencia, mostraron efectos consistentes en la reducción de la fatiga. Los protocolos de resistencia y fortalecimiento muscular también se destacaron, proporcionando beneficios duraderos. En cuanto al dolor, modalidades como ejercicios acuáticos, aeróbicos y de fortalecimiento escapular presentaron resultados positivos. Aunque menos estudiado, el linfedema mostró respuesta favorable a la práctica de ejercicios funcionales, aeróbicos y de resistencia, sin agravamiento del cuadro. Se concluye que la práctica regular de ejercicios físicos ejerce efectos terapéuticos relevantes en la reducción de la fatiga, la atenuación del dolor y el control del linfedema en pacientes con cáncer de mama, cuando es debidamente orientada. De esta forma, se refuerza el papel del ejercicio físico como una estrategia no farmacológica complementaria, segura y eficaz en el cuidado de mujeres con cáncer de mama. Palabras clave: Cáncer de mama. Actividad física. Fatiga. Dolor. Linfedema.O câncer de mama representa uma das principais causas de mortalidade feminina no mundo e no Brasil, estando associado a efeitos adversos decorrentes dos tratamentos, como fadiga, dor e linfedema, que comprometem a qualidade de vida. Nesse contexto, a prática de exercícios físicos tem se destacado como uma estratégia não farmacológica eficaz para o manejo desses sintomas.O presente estudo teve como objetivo avaliar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, os benefícios da prática de atividade física no controle dos efeitos colaterais associados ao tratamento do câncer de mama, com ênfase na dor, no linfedema e na fadiga, bem como identificar os tipos de atividades físicas mais eficazes para o manejo dessas condições. A busca bibliográfica foi realizada entre setembro de 2024 e fevereiro de 2025, utilizando as bases PubMed, Scopus e BVS, com descritores cadastrados no DeCS/MeSH: “breast neoplasms”, “physical exercise”, “fatigue”, “pain” e “lymphedema”. Foram incluídos artigos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas inglês, português e espanhol. Após triagem e análise metodológica, 36 estudos foram selecionados para a revisão. Os resultados evidenciaram que a fadiga foi o sintoma mais abordado, aparecendo em 61,11% dos artigos, seguida pela dor (13,89%) e pelo linfedema (5,56%). Intervenções com exercícios aeróbicos, isolados ou combinados com resistência, mostraram efeitos consistentes na redução da fadiga. Protocolos de resistência e fortalecimento muscular também se destacaram, proporcionando benefícios duradouros. Quanto à dor, modalidades como exercícios aquáticos, aeróbicos e de fortalecimento escapular apresentaram resultados positivos. Embora menos estudado, o linfedema mostrou-se responsivo à prática de exercícios funcionais, aeróbicos e resistidos, sem agravamento do quadro.Conclui-se que a prática regular de exercícios físicos exerce efeitos terapêuticos relevantes na redução da fadiga, atenuação da dor e no controle do linfedema em pacientes com câncer de mama , quando devidamente orientada. Dessa forma, reforçando o papel do exercício físico como uma estratégia não farmacológica complementar, segura e eficaz no cuidado de mulheres com câncer de mama. Palavras-chave: Câncer de mama. Atividade física. Fadiga. Dor. Linfedema

    Gestação Ectópica: Estratégias Diagnósticas e Terapêuticas no Manejo de uma Emergência Ginecológica

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    Ectopic pregnancy (EG) is characterized by embryo implantation outside the uterine cavity, with the fallopian tubes being the most common site. It represents a major medical emergency, with a high risk of rupture and hemorrhage, especially in atypical forms such as cornual, retroperitoneal, and cesarean section scarring. The prevalence varies between 1% and 2% of pregnancies, with significant mortality in the first trimester. Early diagnosis is based on the combination of transvaginal ultrasound and serial β-hCG levels. Treatment may be clinical, with the use of methotrexate, surgical, or expectant, depending on the patient's stability, location of the pregnancy, and reproductive desire. Complications include infertility, recurrence, and risk of maternal death. This article presents a narrative review of the clinical and epidemiological aspects, risk factors, diagnosis, and treatment of EG, with a special focus on atypical forms. An individualized approach and up-to-date knowledge are essential for safe and effective management.El embarazo ectópico (EG) se caracteriza por la implantación del embrión fuera de la cavidad uterina, siendo las trompas de Falopio el sitio más común. Representa una emergencia médica importante, con un alto riesgo de ruptura y hemorragia, especialmente en formas atípicas como la cicatriz cornual, retroperitoneal y de cesárea. La prevalencia varía entre el 1% y el 2% de los embarazos, con una mortalidad significativa en el primer trimestre. El diagnóstico precoz se basa en la combinación de la ecografía transvaginal y la determinación seriada de los niveles de β-hCG. El tratamiento puede ser clínico, con metotrexato, quirúrgico o expectante, según la estabilidad de la paciente, la localización del embarazo y el deseo reproductivo. Las complicaciones incluyen infertilidad, recurrencia y riesgo de muerte materna. Este artículo presenta una revisión narrativa de los aspectos clínicos y epidemiológicos, los factores de riesgo, el diagnóstico y el tratamiento del EG, con especial atención a las formas atípicas. Un enfoque individualizado y un conocimiento actualizado son esenciales para un manejo seguro y eficaz.A gestação ectópica (GE) é caracterizada pela implantação do embrião fora da cavidade uterina, sendo as tubas uterinas o local mais comum. Representa uma importante emergência médica, com risco elevado de ruptura e hemorragia, especialmente em formas atípicas como gravidez cornual, retroperitoneal e em cicatriz de cesárea. A prevalência varia entre 1% e 2% das gestações, com mortalidade significativa no primeiro trimestre. O diagnóstico precoce baseia-se na combinação entre ultrassonografia transvaginal e dosagens seriadas de β-hCG. O tratamento pode ser clínico, com uso de metotrexato, cirúrgico ou expectante, dependendo da estabilidade da paciente, localização da gestação e desejo reprodutivo. Complicações incluem infertilidade, recorrência e risco de morte materna. Este artigo realiza uma revisão narrativa sobre os aspectos clínicos, epidemiológicos, fatores de risco, diagnóstico e tratamento da GE, com enfoque especial nas formas atípicas. A abordagem individualizada e o conhecimento atualizado são fundamentais para um manejo seguro e eficaz

    Manejo Anestésico em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Grave Submetidos a Cirurgias Não Cardíacas

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    Introdução: O manejo anestésico de pacientes com insuficiência cardíaca (IC) grave representa um desafio clínico significativo, devido ao alto risco de descompensação hemodinâmica e complicações perioperatórias. A IC altera a resposta fisiológica ao estresse cirúrgico e anestésico, exigindo planejamento rigoroso e monitorização intensiva. A escolha da técnica anestésica e o controle preciso do volume intravascular e da contratilidade são fundamentais para otimizar o desfecho cirúrgico. Objetivo: Revisar as principais estratégias de manejo anestésico em pacientes com insuficiência cardíaca grave submetidos a cirurgias não cardíacas, destacando recomendações baseadas em evidências e diretrizes recentes. Metodologia: Foi conduzida uma revisão narrativa nas bases PubMed, SciELO e LILACS, incluindo publicações entre 2015 e 2025. Foram consultadas as diretrizes da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), da American College of Cardiology/American Heart Association (ACC/AHA) e da European Society of Anaesthesiology (ESA). Discussão/Resultados: O manejo anestésico deve iniciar-se com avaliação pré-operatória detalhada, incluindo otimização da função cardíaca, ajuste de medicações e controle de comorbidades. Beta-bloqueadores e inibidores da ECA devem ser mantidos, salvo contraindicações. O tipo de anestesia geral, regional ou combinada, deve ser individualizado conforme o procedimento e a estabilidade hemodinâmica do paciente. Durante o ato anestésico, a monitorização invasiva (pressão arterial contínua, pressão venosa central e, em casos selecionados, cateter de artéria pulmonar) é recomendada para guiar a reposição volêmica e o uso de drogas vasoativas. O uso de agentes anestésicos de rápida titulação, como etomidato ou opioides potentes, pode reduzir a depressão miocárdica. Estratégias de proteção miocárdica e ventilação cuidadosa, evitando hipoxemia e acidose, são essenciais. No pós-operatório, deve-se priorizar vigilância em unidade de terapia intensiva, controle rigoroso de volume e prevenção de arritmias. Conclusão: O manejo anestésico em pacientes com IC grave exige abordagem multidisciplinar, planejamento individualizado e monitorização hemodinâmica contínua. A adesão a protocolos baseados em evidências reduz complicações e melhora a sobrevida perioperatória. O envolvimento conjunto entre anestesiologistas, cardiologistas e intensivistas é determinante para o sucesso terapêutico

    Melanoma Cutâneo: Diagnóstico Precoce, Abordagem Terapêutica e Perspectivas Prognósticas

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    Introdução: O melanoma cutâneo é o tipo mais agressivo de câncer de pele, originado dos melanócitos, e representa uma importante causa de mortalidade dermatológica. Embora menos frequente que os carcinomas basocelular e espinocelular, o melanoma é responsável pela maioria dos óbitos por neoplasias cutâneas. A incidência tem aumentado nas últimas décadas, especialmente entre indivíduos de pele clara e alta exposição solar. O diagnóstico precoce é determinante para o prognóstico e a sobrevida, tornando fundamental a conscientização populacional e o rastreamento clínico. Objetivo: Revisar os principais aspectos relacionados ao diagnóstico precoce, às opções terapêuticas e às perspectivas prognósticas no manejo do melanoma cutâneo, com base em evidências atuais e diretrizes oficiais. Metodologia: Foi realizada uma revisão narrativa nas bases PubMed, SciELO e LILACS, incluindo publicações entre 2013 e 2025. Foram consultadas diretrizes da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e da American Academy of Dermatology (AAD). Discussão/Resultados: O diagnóstico clínico do melanoma baseia-se na regra do ABCDE (assimetria, bordas, cor, diâmetro e evolução), complementado pela dermatoscopia e, quando indicada, pela biópsia excisional com margem estreita. O estadiamento segue o sistema AJCC, considerando espessura tumoral (índice de Breslow), ulceração e presença de metástases. O tratamento primário é cirúrgico, com margens de segurança conforme o estágio. Nos casos avançados, terapias adjuvantes como imunoterapia (nivolumabe, pembrolizumabe) e terapias-alvo (vemurafenibe, dabrafenibe) têm ampliado a sobrevida global. A detecção precoce aumenta as taxas de cura, enquanto diagnósticos tardios mantêm elevada mortalidade. A prevenção, baseada na fotoproteção e no rastreamento populacional, continua sendo a principal estratégia de controle. Conclusão: O melanoma cutâneo exige vigilância clínica rigorosa e diagnóstico precoce para reduzir a mortalidade associada. Os avanços terapêuticos, especialmente com imunobiológicos e terapias-alvo, transformaram o prognóstico da doença avançada. A educação em saúde e o acompanhamento dermatológico periódico são pilares essenciais na redução do impacto do melanoma na saúde pública

    Análise da frequência de internações hospitalares por osteossíntese de fratura do complexo órbito-zigomático-maxilar no estado do Piauí entre 2019 e 2024: um estudo baseado nos dados do SIH-SUS

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    Objetivo: Quantificar as Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) aprovadas para o procedimento de osteossíntese de fratura do complexo órbito-zigomático-maxilar (COZM) no estado do Piauí, no período de 2019 a 2024, além de analisar os padrões de internações, a evolução temporal e a distribuição geográfica dos atendimentos em relação à presença de centros hospitalares de referência em cirurgia bucomaxilofacial. Métodos: Estudo quantitativo e retrospectivo, baseado em dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS), disponibilizados pelo DATASUS. Foram coletadas informações no período de julho de 2025, referentes às AIHs aprovadas para o procedimento de osteossíntese de fratura do COZM entre 2019 e 2024 no estado do Piauí. As variáveis analisadas foram: município/local de internação, ano de atendimento e quantidade de procedimentos realizados. Resultados: Entre 2019 e 2024, foram registradas 1.780 internações hospitalares no Piauí, concentradas principalmente em Teresina (48,6%), Parnaíba (25,2%) e Floriano (19,8%). Observou-se tendência de interiorização da assistência, com crescimento expressivo em Parnaíba e Piripiri, enquanto Teresina apresentou queda significativa após 2021. Conclusão: A centralização dos atendimentos ainda é marcante, mas os resultados indicam expansão regional da capacidade assistencial. A limitação do estudo está no uso de dados secundários, sujeitos a falhas de registro

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