Revista Sítio Novo
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Educação, informação e tecnologia: dos processos de organização e recuperação da informação aos objetos e aprendizagem
Este trabalho é um esforço teórico de aproximar duas áreas do conhecimento: a Educação e a Ciência da Informação. Seu objetivo é discutir temas comumente estudados na Ciência da Informação a partir da problemática educativa, sendo eles: os processos de organização e recuperação da informação, o letramento informacional e os objetos educacionais. De natureza teórica e buscando os aportes na literatura concernente, o artigo se esforçou por evidenciar como as questões relacionadas à informação são fundamentais para se fortalecer a compreensão do fenômeno educativo. Ademais, conclui-se reforçando a natureza tecnológica da educação; a importância dos processos de recuperação e organização no processo de ensino; a necessidade de se desenvolver um letramento informacional de professores e estudantes; e a subutilização dos objetos de aprendizagem na educação
Educação Ambiental na visão dos concluintes da Licenciatura em Biologia da Educação a Distância de um dos polos da Universidade Federal do Tocantins/Universidade Aberta do Brasil
A Educação Ambiental (EA) é necessária para sensibilizar e ajudar a desenvolver o pensamento crítico dos cidadãos quanto aos problemas socioambientais, de modo que possibilite às pessoas realizar ações dentro e fora dos espaços escolares, de forma individual e coletiva, para a preservação e conservação dos recursos naturais. Objetivou-se com essa pesquisa analisar os conhecimentos e vivências sobre Educação Ambiental na graduação e nas práticas de estágios supervisionados dos concluintes da Licenciatura em Biologia da Educação a Distância (EaD) de um dos polos de apoio presencial da Universidade Federal do Tocantins (UFT) / Universidade Aberta do Brasil (UAB). Esta pesquisa é de abordagem qualitativa e descritiva, realizada com 10 participantes. A coleta dos dados foi realizada com a aplicação de um questionário via Google Forms contendo 14 questões, sendo elas objetivas e subjetivas. Os resultados reportaram que: a EaD contribui para a democratização do acesso ao ensino superior no Tocantins; a conceituação de EA pelos concluintes ainda se mostrou superficial; houve baixa participação dos concluintes em eventos de EA durante a graduação; a EA aconteceu predominantemente de forma disciplinar na graduação com a disciplina do 8º período Processos Emergentes e Biodiversidade: Problemas Ambientais e Educação Ambiental e nos estágios, nas disciplinas de Ciências e Biologia; os concluintes vivenciaram a aplicação de uma variedade de recursos e metodologias no ensino da EA; foram utilizados poucos ambientes não formais de aprendizagem no ensino de EA; há a necessidade de estimular a produção dos próprios recursos didáticos por meio da reutilização de resíduos
O pináculo da virtude: o mito da ineficiência pública e a virtude do setor privado
Nas últimas décadas, há um aumento no número de cobranças sociais e políticas para que o setor público imite técnicas de gestão do setor privado, sob o argumento de que aumentaria sua eficiência no atendimento às demandas de serviços públicos. O movimento denominado Nova Gestão Pública (New Public Management – NPM) agrega inúmeros aspectos dessa ideologia, em que a premissa é de que as organizações públicas são ineficientes, enquanto o mercado e as empresas privadas são o “pináculo da virtude”. Foi realizada uma revisão bibliográfica acerca desse mito, a partir da qual concluiu-se que sequer o mercado é um modelo de eficiência e tampouco suas técnicas de gestão serão necessariamente bem-sucedidas se aplicadas no setor público, principalmente sem que sejam consideradas as particularidades e complexidades inerentes à gestão estatal
Implementando Lean UX em uma pequena equipe com rotatividade no contexto de um grupo de pesquisa universitário: relato de experiência
Os métodos de desenvolvimento que consideram a experiência do usuário (UX) são cada vez mais evidentes nas organizações. No entanto, existe um contexto desafiador em pequenas equipes com rotatividade de membros, como ocorre em grupos de pesquisa universitários, em que as equipes geralmente são formadas por pesquisadores, alunos de graduação e pós-graduação durante o período de seus cursos e bolsas. Nessa perspectiva, aplicou-se o Lean UX a uma pequena equipe de um grupo de pesquisa universitária. O estudo visou a levantar melhorias para os projetos mantidos pelo grupo, adotando uma padronização de métodos de desenvolvimento. Duas versões de uma interface gráfica foram desenvolvidas de acordo com os procedimentos Lean UX. Foram utilizadas técnicas de observação e questionários para analisar os resultados. Como resultados, foram observadas melhorias no tempo de execução dos experimentos, bem como aumento da satisfação do usuário com a interface, que foi considerada mais intuitiva, ágil e limpa. Em relação à equipe, houve relatos de maior satisfação e engajamento no processo de desenvolvimento
Estudo de viabilidade de usina de biogás para geração de energia elétrica em Sítio Novo do Tocantins
No mundo, as necessidades energéticas, bem como a disponibilidade de fontes potenciais de geração de energia elétrica, tornam-se evidentes à medida que novas fontes de energia elétrica são descobertas e investimentos são canalizados para a ampliação e diversificação da matriz energética local. O aproveitamento da energia solar na geração fotovoltaica é um exemplo dessa realidade. Outro exemplo se observa no uso de biogás para geração de energia elétrica na região amazônica: as condições favoráveis quanto ao insumo e as dificuldades para eletrificação rural tornam a proposta ainda mais promissora. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é a elaboração de um estudo de viabilidade para implantação de um biodigestor para a produção de energia elétrica a partir de dejetos suínos. No estudo é realizada a determinação da quantidade de animais, dejetos, resíduos sólidos, biogás e de energia elétrica que pode ser gerada para uma planta na Fazenda Bom Jesus, localizada no município de Sítio Novo do Tocantins, Brasil. A metodologia descrita no trabalho permite a elaboração e subsequente implantação de projetos de biodigestores para outras necessidades. A viabilidade para implantação desta proposta em uma granja suína é comprovada ao final do trabalho
Repartição de riscos nas parcerias público-privadas: uma análise de concessões administrativas em Alagoas
Este artigo busca investigar a eficiência na repartição de riscos existentes nas parcerias público-privadas na modalidade administrativa como uma inovação para manutenção do equilíbrio econômico-financeiro e analisa sua viabilidade conforme as cláusulas de dois contratos de concessão administrativa em Alagoas, firmados pela Companhia de Saneamento de Alagoas – Casal, a saber: o de implantação, manutenção e operação do sistema de esgotamento sanitário da parte alta da cidade de Maceió, e o de construção, operação e manutenção do novo sistema adutor do Agreste. Nesse sentido, é feita uma breve exposição conceitual da parceria público-privada, do seu marco regulatório e de seus modelos, com apresentação de detalhes da concessão administrativa como um híbrido da concessão comum e da empreitada. Para tanto, apresentam-se as cláusulas essenciais previstas na Lei nº 11.079, de 30 de dezembro de 2004, especialmente o compartilhamento com a Administração Pública dos ganhos econômicos e repartição de riscos, mostrando suas vantagens para ambos os parceiros, especialmente pelo êxito na execução de obra e prestação de serviço público, atratividade financeira para investimento por parceiros privados e desoneração do Estado. Por fim, conclui-se com a consecução bem-sucedida do exemplo alagoano de concessão administrativa, com garantia de equilíbrio econômico e repartição de riscos
As comissões regionais de transportes e trânsito como instrumentos de participação popular em Belo Horizonte: uma análise da percepção dos representantes e participantes
A Constituição Federal de 1988 introduziu diversos instrumentos de participação social na gestão pública brasileira. A descentralização e a autonomia dos municípios possibilitaram a ampliação da participação popular nas questões públicas, particularmente naquelas de maior interesse social, como saúde, educação, transportes e segurança. Em Belo Horizonte, foram criadas as Comissões Regionais de Transportes e Trânsito, instrumentos de participação popular com características semelhantes aos demais conselhos municipais, com a finalidade de promover a articulação entre a sociedade e o poder público na gestão dos transportes e trânsito da cidade. Entretanto, a articulação entre sociedade e poder público ocorre de diversas maneiras, oscilando de acordo com o governo do momento, mas também conforme as condições de participação e atuação da população. Nesse sentido, o objetivo principal desta pesquisa foi analisar as Comissões Regionais de Transportes e Trânsito como instrumentos da participação direta da sociedade na gestão e nas políticas de transportes e trânsito de Belo Horizonte. A pesquisa é de natureza qualitativa, realizada a partir das técnicas de aplicação de questionários, entrevistas semiestruturadas e observação não participante. Os dados foram tratados por meio da análise de conteúdo. Os resultados apontaram para um perfil de representantes semelhante ao expresso na literatura sobre o tema. A participação, a representação e a atuação das comissões foram consideradas adequadas e satisfatórias na percepção de seus participantes e representantes, sendo consideradas instrumentos de participação da sociedade na gestão pública