Portal de Periodicos - CESVA/FAA (Centro de Ensino Superior de Valença)
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Direitos sociais e desigualdades no Rio de Janeiro contemporâneo
O artigo discute a cidade contemporânea, caso específico, o Rio de Janeiro como foco central. O eixo temático aqui privilegiado entende a cidade como centro de convivência sócio institucional que aglutina interesses políticos, econômicos e culturais específicos, mas nem sempre tratados com o devido equilíbrio, principalmente equilíbrio político. Nesse sentido, a coisa pública, síntese dessa convivência institucionalizada no espaço urbano da cidade, é tratada pelas autoridades responsáveis de uma forma que não atende devidamente os interesses da população em sua totalidade, no caso específico e principalmente, as camadas sociais mais desfavorecidas. Objetivamente, o trabalho se volta para analisar a questão da justiça social no Rio de Janeiro, tentando demonstrar que o colapso é decorrência direta da ausência de uma política pública eficiente associada ao descaso e ao descompromisso social e cultural com as camadas pobres da população urbana
Itinerário da errância: a morte na obra cardosiana
Na polêmica obra romanesca do escritor mineiro, Lúcio Cardoso, o tema da morte aparece de modo privilegiado. É sobre este tema que este artigo tece considerações
Refl exões contemporâneas: corrupção
O fi lósofo esloveno Slavoj Zizek em sua obra Sobre la violencia: seis refl exiones marginales desenvolve três conceitos de violência que são importantes paraentendermos os equívocos das políticas de encarceramento e aumento das penas e controle sobre as pessoas. Zizek nos fala de três formas de violência:a) Uma violência subjetiva que representa a decisão, vontade de praticar um ato violento. A violência subjetiva representa a quebra de uma situação de(aparente) não violência por um ato violento. A normalidade seria a não violência, a paz e o respeito às normas (normalidade) que é interrompida por um ato de vontade violento.b) A violência objetiva, diferente da violência subjetiva é permanente. A violência objetiva são as estruturas sociais e econômicas, as permanentes relaçõesque se reproduzem em uma sociedade hierarquizada, excludente, desigual, opressiva e repressiva.c) A violência simbólica é também permanente. Esta violência se reproduz na linguagem, na gramática, na arquitetura, no urbanismo, naarte, na moda, e outras formas de representação. Para entendermos melhor, podemos exemplifi car a violência simbólica presente na gramática: em diversosidiomas os sobrenomes se referem exclusivamente ao pai ou ainda, o plural, no idioma português, por exemplo, sempre vai para o masculino. Assim, seestiverem em uma sala 40 mulheres e um homem, diremos: “eles estão na sala”. O plural para uma mulher passeando com um cachorro será: “eles estãopasseando”. A violência simbólica, assim como a violência estrutural, objetiva, atuam permanentemente. Assim, de nada adianta construirmos políticas públicas de combate à violência subjetiva sem mudarmos as estruturas socioeconômicas opressivas e desiguais (violentas) ou todo o universo de signifi cações e representações que reproduz a desigualdade, a opressão e a exclusão do “outro” diferente, subalternizado, inferiorizado.Um exemplo interessante: a escola moderna é um importante aparelho ideológico, reproduzindo a mão de obra necessária para ocupar os postos de trabalho que permitirão o funcionamento do sistema socioeconômico, assim como reproduzindo os valores e justifi cativas necessárias para que as pessoas se adequem e não questionem seriamente o seu lugar no sistema social (e no sistema de produção e reprodução). A escola, portanto, tem a fundamental função deuniformizar valores e comportamentos. O recado da escola moderna é: adeque-se; conforme-se; este é o seu lugar no sistema.Simbolicamente, a escola moderna diz diariamente isso aos seus alunos, por meio do uniforme. Sem o uniforme, a meia, a calça, a camisa e os sapatosda mesma cor, o aluno não pode assistir a aula. Durante muito tempo, e ainda hoje, em algumas escolas, uniformiza-se os cabelos, o andar, o sentar e, claro,mais um monte de outras coisas mais profundas como o pensar, o desejar e o gostar. A criança desde cedo deve se vestir da mesma forma, se comportar damesma maneira, palavras mágicas, sem as quais as portas não se abrem. Pois bem, vamos ao problema: a criança, mesmo que não seja dito por meio da palavra (o que também ocorre), simbolicamente percebe, diariamente, todo o tempo, que não há lugar para quem não se normaliza, uniformiza. O recado muito claro da escola moderna é: o uniformizado é o bom; não há lugar para o diferente (não uniformizado); para o que se comporta diferente, se veste diferente, ou de alguma forma não se enquadra no padrão. É claro que esta criança, processando o recado permanente (dito e repetido de várias formas) irá compreender que o padrão é bom e o diferente do padrão é ruim. No seu universo de signifi cados em processo de construção, o diferente deve ser excluído, afastado, punido, uma vez que o que foge ao padrão não pode assistir à aula, não pode sequer permanecer na escola. Logo, quando esta criança percebe alguém ou algo em alguém que, para ela, é diferente do padrão (o cabelo; uma roupa; a cor; a forma do corpo; da fala; do olhar) esta criança irá de alguma forma reagir à ameaça do diferente, excluindo e punindo o diferente “ruim”. Em outras palavras, a escola moderna ensina diariamente a criança a praticaro bullying. Vejamos então a inefi ciência das políticas de combate à violência, à discriminação, à corrupção que padecem, todas, deste mal. No exemplo descrito acima, a escola, o estado, os governos, criam políticas públicas pontuais de combate ao bullying (a tortura mental e agressão física decorrente da discriminação do “diferente”) ao mesmo tempo que mantém uma estrutura simbólica que ensina a discriminação (o bullying). Voltamos aos conceitos de violência: toda política de combate à violência; às drogas; à corrupção, serão sempre inefi cazes se não se transformarem as estruturas sociais e econômicas que permanentemente criam as condições para que esta violência subjetiva se reproduza, assim como o sistema simbólico que continua,da mesma forma reproduzindo a violência. Para acabar com a violência subjetiva só há uma maneira: acabar com a violência simbólica e objetiva. Para acabar com o bulling na escola só mudando as estruturas uniformizadoras e excludentes presentes diariamente na escola; para acabar com a corrupção, só transformandoo sistema social e econômico e de valores (condições objetivas e simbólicas) que reproduzem as condições para que esta (a corrupção) se torne parte da estrutura social e econômica vigente. Neste artigo pretendemos trazer algumas refl exões (preocupações) sobre a relação entre “ética, cotidiano e corrupção”, o que faremos a partir das premissas teóricas acima desenvolvidas. De nada adiantarão as constantes políticas pontuais de combate a corrupção na vida de nosso País, se estas políticas atacarem apenas os efeitos de forma repressiva e (ainda pior) com o direito penal, o aumento do controle e da punição. Os resultados serão enganosos, sempre, se não respondermos algumas perguntas: porque a corrupção? Quais são os elementos estruturais esimbólicos em nossa sociedade que reproduzem as condições para a corrupção
O significado comumente aceito do vocábulo jus
Na primeira leitura dos mais antigos escritos romanos, originários do período histórico, o vocábulo latino jus encontra-se precisamente delimitado: ele é evocado para se contrapor a fas (nefas). Essa contraposição não significa antítese entre o jus e o fas, entre a lex humana e a lex divina, pois o nexo cordinal entre o Direito e a Religião se põe de manifesto em todas as normas primitivas. Compreende-se o jus como direito profano e fas como direito sagrado. O fas é direito religioso, santo ou revelado e, por se fundar na vontade dos deuses, é imutável. O jus é de instituição humana, portanto, variável e sujeito a aperfeiçoamentos
Juscientificidade: uma proposta de renovação das características da metodologia e dos métodos aplicados ao estudo do direito
Este artigo apresenta uma breve introdução sobre a especificidade da ciência do Direito em relação às demais ciências sociais aplicadas, traduzida na própria discussão sobre seu conceito, sua cientificidade, bem como alguns dos pontos acerca de seus métodos e metodologias. Baseando-se, principalmente, na argumentação de Ferraz Junior do Direito como uma teoria da decidibilidade, busca-se provocar no leitor o questionamento sobre sua própria compreensão acerca do fenômeno jurídico e das possibilidades científicas de compreendê-lo
ASSOCIAÇÃO ENTRE NÍVEL DE EXERCÍCIO FÍSICO E ALTERAÇÃO DOS VALORES DE PRESSÃO ARTERIAL EM IDOSOS DA CIDADE DE VALENÇA/RJ
Objetivo: Correlacionar o nível de atividade física com alteração dosvalores de pressão arterial em idosos da cidade de Valença/RJ. Metodologia: O referente estudo quantitativo descritivo com delineamento transversal, foi realizado por membros da Liga Acadêmica de Medicina do Esporte e do Exercício, da Faculdade de Medicina de Valença/RJ.A amostra foi composta por 146 indivíduos, de ambos os sexos com idade superior a 60 anos. Os dados foram coletados no Mercado Municipal de Valença/RJ. A pressão arterial (PA) foi aferida através do método auscultatório, de acordo com as normas recomendadas pela Sociedade Brasileira de Hipertensão. Para verificar o nível de atividade física, foi realizada uma anamnese que apresentava pergunta sobre prática de exercício físico, sendo considerado praticante aquele que relatava conseguir realizar exercício pelo menos 3 vezes por semana. Para caracterização da amostra foi utilizada a estatística descritiva e a normalidade da amostra foi analisada através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Para buscar a relação entre as variáveis foi utilizado o teste de correlação point-biserial, considerando p ≤ 0,05 para significância. Na análise dos dados foi utilizado o pacote estatístico SPSS versão 20.0. Resultados: Não foram encontradas correlações entrea prática de atividade física e alteração dos valores de pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica em idosos da cidade de Valença/RJ. Conclusão: Os valores de pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica não apresentaram alterações quando correlacionados com o nível de atividade física de idosos, portanto, deve-se ressaltar que o grupo avaliado apresentou-se em sua maioria uma população ativa e com pressão arterial controlada, o que nos leva acreditar que o exercício físico realizado pelo menos 3 vezes por semana pode está contribuindo para o controle da pressão arterial em indivíduos idosos
SARCÓIDE EM EQUINO NO MUNICÍPIO DE VALENÇA-RJ: RELATO DE CASO
Na medicina equina as enfermidades que acometem a pele são vistas com frequência no atendimento do Médico Veterinário, estas lesões irão causar certo prejuízo econômico devido interferir na estética dos animais acometidos. As neoplasias cutâneas representam cerca de 50% de todos os tumores que acometem a espécie. O sarcóide equino é uma neoplasia de pele que apresenta o envolvimento da derme e da epiderme. Atualmente sabe-se que a causa do sarcóide em equinos é devido a infecção por vírus do papiloma bovino tipo 1 e tipo 2; é um tumor cutâneo benigno que acomete equinos, muares, asininos e zebras. Geralmente visto em animais jovens de 3 a 6 anos de idade sem predileção por sexo, pelagem específica. Objetivo: Objetivo deste trabalho é relatar o caso de um equino diagnosticado com sarcóide, atendido no Hospital Veterinário Escola da Faculdade de Medicina Veterinária de Valença- RJ. Relato de caso: Foi atendido no Hospital Veterinário Escola da Faculdade de Medicina Veterinária de Valença-RJ em fevereiro de 2017 um animal da espécie Equus caballus, macho, da raça Campolina, pelagem baia, com aproximadamente cinco anos de idade, apresentando massas tumorais na região das axilas e região auriculotemporal do lado esquerdo. Após exames complementares de histopatologia para confirmação da suspeita de sarcóide, foi instituído o tratamento por remoção cirúrgica das massas tumorais, através da qual o animal apresentou melhora clínica. Conclusão: Pode se concluir que o exame histopatológico é importante para o diagnóstico e a remoção cirúrgica uma opção com possibilidades de melhora clínica
HÉRNIA DE SPIEGEL – RELATO DE CASO
Introdução: A hérnia de Spiegel é uma entidade cirúrgica rara e benigna, geralmente associada ao esforço físico e com sintomas álgicos característicos mais comumente referidos pelo paciente, sendo menos comum estes pacientes cursarem com tumefação. As manifestações clínicas geralmente são pouco esclarecedoras e há um risco real de se transformar em uma emergência. É uma doença de difícil diagnóstico, não sendo incomum a necessidade de complementação com exame de imagem. Por cursarem com anel herniário estreito na maioria dos casos e o alto risco de estrangulamento, é de indicação cirúrgica absoluta. Pode ser abordada por via anterior, com ou sem inserção de tela, ou por via laparoscópica. Objetivo: Este artigo tem o objetivo de descrever um caso de uma hérnia rara, enfatizando os seus aspectos clínicos, diagnósticos, terapêuticos e o resultado obtido no pós-operatório. Relato de Caso: Paciente de 77 anos foi diagnosticado com hérnia de Spiegel com possível conteúdo intestinal em seu interior, e encaminhado ao centro cirúrgico. Foisubmetido à cirurgia onde foi visualizada uma hérnia projetando pela linha de Spiegel. Procedeu-se à redução do saco herniário, fechamento sem tensão do anel herniário e utilização de tela de polipropileno. O pós-operatório ocorreu sem complicações. Conclusão: Foi apresentado um caso de Hérnia de Spiegel, uma patologia considerada incomum na sociedade médica onde a abordagem cirúrgica foi eficaz
O Método Genealógico Nietzschiano e sua aplicabilidade para a Ciência do Direito
O presente estudo tem como objetivo apresentar o método genealógico nietzschiano como uma proposta de superação do clássico método positivista que ainda possui grande aplicabilidade no Direito brasileiro. O método genealógico permitirá analisar as bases históricas formadoras da ciência do Direito, para que se possa ser proposta uma reconstrução da ciência jurídica à luz de uma hermenêutica filosófica aplicada ao direito constitucional, em especial nos princípios constitucionais que irão sempre nortear toda e qualquer interpretação do Direito e assim permitir que se encontra a resposta constitucionalmente mais adequada