UniCEUB Centro Universitário de Brasília: Publicações Acadêmicas
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Associação entre sexo e mortalidade em pacientes com sepse em um hospital terciário do Distrito Federal
Apesar dos avanços nos métodos diagnósticos e na abordagem terapêutica, os mecanismos que dão base às diferenças entre os gêneros com relação às respostas imunes e hormonais induzidas pela sepse ainda são insuficientemente compreendidos. Trata-se de um estudo retrospectivo longitudinal, observacional, com análise quantitativa de pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva com o diagnóstico de Sepse entre janeiro-2016 e dezembro-2017 em um Hospital Terciário do Distrito Federal. Os pacientes foram divididos em 2 grupos com base na idade, sendo o primeiro grupo (Grupo 1) composto por pacientes entre 18 e 50 anos e o segundo grupo (Grupo 2) composto por pacientes com mais de 50 anos. Os subgrupos foram caracterizados em relação aos aspectos epidemiológicos, foco infeccioso, tempo de internação em UTI, escore APACHE-II e taxa de mortalidade. Foram incluídos no estudo 305 pacientes, sendo 69 entre 18 e 50 anos e 236 com mais de 50 anos. O grupo 1 foi composto por 29 homens e 40 mulheres, já o grupo 2 foi composto por 106 homens e 130 mulheres. No grupo 1, não houve diferença com significância estatística no Escore APACHE-II e no tempo de internação em UTI. Nesse grupo a taxa de mortalidade foi maior no gênero masculino com significância estatística (p 0,020). No grupo 2, o tempo de internação em UTI foi maior no gênero masculino (p 0,020). Não houve diferença no escore APACHE-II e na taxa de mortalidade nesse grupo. Conclui-se que, em nossa amostra, a taxa de mortalidade em pacientes entre 18 e 50 anos foi maior no gênero masculino. Todavia, essa diferença não foi observada no grupo com mais de 50 anos
Análise in silico do genoma de estirpes de Sars-Cov-2 para correlação entre variabilidade genética e dados epidemiológicos
O novo coronavírus ou SARS-CoV-2, que é um vírus pertencente à família Coronaviridae, que é um grupo de vírus com ácido ribonucleico de cadeia simples (RNA), envelopado de sentido simples. Esse nome tem origem do latim corona, que tem como significado “coroa” ou também "auréola" por apresentar espinhos que cobrem toda a sua membrana superficial. Este vírus tem sua transmissão acelerada que se sucede através de secreções ou por meio de superfícies contaminadas. Os danos que esse vírus pode causar em paralelo com a presteza que se dissemina é motivo de alerta e preocupação pelas autoridades sanitárias. Dessa forma, esse trabalho teve como objetivo analisar a variabilidade genética das várias estirpes de SARS-CoV-2 correlacionando com dados epidemiológicos para achar uma maneira de relacionar o perfil molecular dos tipos de coronavírus com possíveis padrões epidemiológicos. Assim, inicialmente, encontrou-se um genoma médio de 29.789 bp, com distribuições das bases nitrogenadas em 29,89% de A; 32,16% de T; 18,36% de C; e 19,62% de G, fato esse divergente ao analisar cada nacionalidade. Outro ponto importante é a baixa proporção de CG de 38%, em relação à Sars-CoV e Mers-CoV. Ao analisar as mutações no material genético, a taxa de transformação de citosina e guanina em timina é maior que as demais substituições, além de existir processos que transformam outra base nitrogenada em timina, assim, futuramente, aumentando a proporção de timina no genoma. Também cabe destacar que a maior parte das mutações ocorrem em regiões ORF1ab e na proteína estrutural spike (S), o qual tais mutações podem influenciar, respectivamente, na transmissão e infecção; e no aumento da carga viral. Além do exposto, utilizando enzimas de restrição nesse genoma foi possível identificar o aparecimento de 5 enzimas que não cortam a grande parte dos genomas, sendo coincidentemente essas enzimas encontradas na Venezuela, Índia, Itália. Acerca do exposto, foi possível identificar divergências no Sars-CoV-2 de acordo com a localidade, a prevalência das mutações, assim como, o local mais acometido do genoma e correlacionando essas mutações a possíveis dados epidemiológicos
Avaliação da relação entre a cor e degradação da vitamina C em suco de laranja
A vitamina C é uma vitamina hidrossolúvel com papel vital para o bom funcionamento do organismo humano desempenhando funções antioxidantes, auxiliando na absorção de ferro e atuando no sistema imunológico e por não ser sintetizada pelo organismo humano necessita de um consumo diário. A laranja é um alimento fonte de vitamina C bastante conhecida e que pode ser consumida na forma de suco. Entretanto, durante a produção do suco de laranja e ao longo de sua validade pode ocorrer a degradação do ácido ascórbico, ocasionada por processos mecânicos, como o tipo de embalagem, temperatura de armazenamento, presença de oxigênio e luz, e pelo fato do ácido ascórbico ser extremamente termossensível, a temperatura é um dos fatores de maior impacto nessa degradação. O presente estudo buscou analisar se há relação entre a degradação da vitamina C e a cor do suco ao longo do tempo e se há interferência da temperatura de armazenamento neste processo. Para análise da concentração de vitamina C em suco de laranja do tipo pêra extraído de forma mecânica foi utilizado o método de titulação iodométrica e para a análise da cor do suco foi utilizado o site Adobe Color para leitura L*a*b* das fotos tiradas no laboratório multidisciplinar do Laboratório de Ciências da Saúde do Centro Universitário de Brasília Uniceub. As análises foram realizadas em três tempos em que o tempo 0 corresponde ao momento da extração do suco, tempo 6 decorridas 6 horas da primeira análise e tempo 12 quando completaram-se 12 horas após o primeiro registro de concentração da vitamina, o suco foi analisado tanto em temperatura ambiente quanto em temperatura refrigerada. Observou-se que há uma relação direta de proteção da degradação da vitamina C na temperatura refrigerada já que o ácido ascórbico do suco armazenado em temperatura ambiente sofreu uma queda maior ao longo do tempo, além disto há uma perda significativa da vitamina após 12 horas de extração tanto no suco armazenamento em temperatura ambiente quanto em refrigeração conforme demonstrado pelo valor de p menor que 0,05 - método ANOVA two way. Entretanto, não foi encontrada relação direta entre a degradação da vitamina C e o escurecimento do suco apesar do suco sofrer alteração na cor ao longo do tempo analisado
Impacto da interrupção diária de sedação na morbimortalidade de pacientes críticos
Assunto de fundamental importância em Medicina Intensiva, a infusão venosa desedoanalgesia permite manutenção confortável de pacientes críticos com indicação deventilação mecânica (VM). Acúmulo de publicações das últimas 2 décadas apontam paramalefícios com uso excessivo de sedativos, quando comparada à utilização de protocolos desedação focados na racionalização do uso e diminuição da infusão desses fármacos. Oobjetivo desse estudo foi avaliar o impacto de protocolo de interrupção diária desedoanalgesia em pacientes críticos, em VM, internados em Unidade de Terapia Intensiva(UTI), com sepse pulmonar. Foi realizado estudo observacional retrospectivo comparativoentre população submetida a sedação profunda contínua (n= 55) versus grupo que recebeuprotocolo de interrupção diária de sedação (n= 39). Os grupos foram homogêneos comrelação a sexo, idade e escore de gravidade. A análise estatística evidenciou resultadosfavoráveis ao grupo que recebeu o protocolo de interrupção diária de sedação (grupo PSed):diminuição do tempo de VM (11,56 ±8,03 vs 18,76 ±14,82 dias, p=0,008); redução do tempode internação em UTI (12,27 ±8,09 vs 18,76 ±15,69 dias, p=0,021); e redução da taxa detraqueostomia (21 (38,18%) vs 19 (48,71%), p=0,309). A chance do paciente do grupo PSedde receber alta da UTI foi 8 vezes maior que no grupo controle (Hazard Ratio= 7,88 (IC 95%2,39-25,91, p=0,001)). Apesar da queda da mortalidade em 12,96% favorável ao grupo PSed,não encontramos significância estatística nessa amostra (p= 0,156). Esse estudo reiterou oobservado em acúmulo de outras publicações sobre estratégias de diminuição da infusão desedoanalgesia em UTI, demonstrando benefício da aplicação de protocolos de sedação namorbidade de pacientes críticos em VM. Outros estudos precisam revisar esse tema
A política ambiental edificada na atuação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA): contornos da competência comum delegislar sobre o meio ambiente e os desafios da formulação de políticas públicas
Esta pesquisa analisou a atuação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) naformulação da Política Ambiental brasileira. Várias pesquisas, no campo das Ciências Sociaise Jurídicas, deparam-se com os desafios da análise da Política Ambiental, contudo, poucos sepropõem examinar os meandros da formulação dessa Política. O propósito da pesquisa sedeu com análise das resoluções do Conama, com levantamento bibliográfico, comconstrução de tabelas, gráficos comparativos, bem como com entrevistas realizadas por meiode formulário. Com a confecção dos gráficos, foi possível obter uma linha de atuação de cadagoverno em relação a cada macrotema abordado nas resoluções do órgão ao longo dos anos,além de quantificar as resoluções propriamente ditas por período de governo. Não obstante,os parâmetros e as tipologias estabelecidas pelos órgãos ambientais e a própria aplicaçãodas Resoluções Conama têm sido objeto de questionamento pela via judicial. Em diversoscasos, a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário têm contribuído para adensar oentendimentos sobre o papel da Política Ambiental na proteção ao meio ambiente, pois,diante da inércia de alguns entes estaduais, nos mais diversos casos, tais atuações têmpermitido alcançar melhores resultados ambientais, apesar de seu alto custo operacional.Conjunturalmente, além de diversas críticas ao próprio órgão vindo de atores que atuaminternamente no Conama, restou-se incontroverso, dentre outros desenlaces, havercertamente influência ideológica no conselho do Conama, influência essa que restou aindamais evidente com a redução do número de conselheiros decorrente do Decreto 9.806/2019.Ademais, comprovou-se haver uma dificuldade de compreensão dentro dos atos do órgão,em razão do excesso na utilização de linguagem técnico-científica e jurídica, o que dificulta aparticipação de alguns conselheiros. Isso revela-se insustentável, ao legitimar que cadaconselheiro mantenha uma assessoria técnica, a fim de que tenha por finalidade prestaresclarecimentos ou que exista uma capacitação dos próprios conselheiros. Observou-se,também, uma carência no monitoramento das resoluções do Conama, o qual se faznecessário para os demais atos do Conselho, dentre eles, as moções, decisões,recomendações e proposições. Em suma, a pesquisa conseguiu alcançar seus objetivosanalíticos, realizando profunda pesquisa bibliográfica, documental e empírica da situação daPolítica Ambiental brasileira e concluiu que as competências do Conama podem ser divididasem dois grandes blocos, sendo o primeiro a competência como órgão normatizador, o qualestabelece critérios e padrões para uma adequada gestão ambiental, e o segundo assumindopapel político-estratégico de articulação de políticas ambientais e de promoção dos objetivosda PNMA
Transtorno do espectro autista em meninas: uma análise comparativa envolvendo estudos de gênero e possível sub reconhecimento na população feminina
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é definido por déficits na comunicação einteração social. A maior prevalência em meninos em relação a meninas sugere modeloscomportamentais diferentes, delineando um fenótipo autista feminino, caracterizado pelamaior capacidade social e menor externalização de movimentos estereotipados repetitivos,camuflando as dificuldades de interação. Esses fatores contribuem para um diagnóstico tardioou para o não diagnóstico de TEA em meninas. Existem estudos que sugerem a possibilidadede um viés masculino nos atuais instrumentos relevantes para a avaliação do TEA, haja vista apredominância de amostra masculina no primeiro fenótipo de TEA descrito. Assim, meninastendem a ter pontuação normal e apenas garotas com déficits graves de comunicação ecomportamento são identificadas. Objetivos: Descrever o perfil epidemiológico de pacientescom Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças de um serviço público de Brasília,dando enfoque a possíveis diferenças de gênero. Metodologia: Estudo realizado em 2 etapas.A primeira consistiu em uma análise retrospectiva de prontuários dos pacientes e a segundase deu pela aplicação de questionários direcionados aos responsáveis das crianças, avaliandoos critérios do DSM-5 e aplicando os instrumentos diagnósticos ASSQ, ABC e M-CHAT.Resultados e discussões: Não foram encontradas diferenças epidemiológicas entre os grupos.Nos critérios do DSM-5 foi observada distribuição diferente dos domínios entre meninos emeninas. No ASSQ, ambos os grupos obtiveram pontuação semelhante e no ABC, as meninasobtiveram maior pontuação. O M-CHAT -CHAT foi desconsiderado para análise, pois houveapenas 1 paciente elegível para aplicação. Considerações finais: Percebe-se que existemdiferenças no diagnóstico de meninas com TEA, sendo que nas meninas o predomínio doscritérios A e B do DSM-V (comunicação e interação social, padrões restritivos e repetitivos decomportamento), enquanto que nos meninos há uma distribuição mais homogênea nasintomatologia e na gravidade. Mais estudos sobre esse tema ainda muito desconhecido sãonecessários
Nível de conhecimento de mulheres nulíparas sobre a violência obstétrica de diferentes classes socias do DF e entorno – um estudo descritivo
Segundo a OMS, a violência obstétrica se caracteriza pela falta de humanidade, respeito e cuidado com a parturiente e seu bebê. Atitudes como maus tratos, xingamentos e procedimentos sem o consentimento da mulher nas instituições de saúde, são considerados como violência obstétrica, acarretando traumas psicológicos e físicos para a vida da gestante. Objetivos: Descrever o nível de conhecimento das mulheres nulíparas de diferentes classes sociais do Distrito Federal e do entorno, a respeito da violência obstétrica. Métodos:Trata-se de um estudo com método transversal descritivo, de abordagem quantitativa, com o objetivo de avaliar o nível de conhecimento de mulheres nulíparas acerca da violência obstétrica. A metodologia utilizada é a técnica de snowball, onde serão contatadas mulheres através das redes sociais e indicação sequencial e continuada de familiares e amigos. As participantes se-rão convidadas a participar da pesquisa e receberão todas as informações a respeito do es-tudo, bem como de sua participação no mesmo. Resultados: Observou-se um elevado número de estudantes com pouco conhecimento sobre violência obstétrica, principalmente nas ques-tões que envolvem o enema (lavagem intestinal) 44,6%, 32,7% de mulheres desconhecem a manobra de Kristeller como um tipo de violência obstétrica e 31,7% das mulheres desconhe-cem o uso de tricotomia 26,7% não concordam. A respeito da restrição de locomoção da par-turiente, 26,7% já ouviram falar, porém desconhecem e 13,9% não concordam. Conclusão: No âmbito geral, o presente trabalho mostrou uma maior ausência no conhecimento a respeito da violência obstétrica entre as mulheres nulíparas independente da classe socioeconômica
Doping no esporte de combate: uma análise epidemiológica da realidade brasileira
Dopagem (doping em inglês) é popularmente conhecida como a utilização de substâncias oumétodos proibidos capazes de promover alterações físicas e/ou psíquicas que melhoramartificialmente o desempenho esportivo do atleta (ABCD, 2021). No âmbito dos organismosnacionais e internacionais antidopagem, incluindo a ABCD, a definição de Dopagem é maisabrangente e está relacionada com a ocorrência de uma ou mais violações às regrasestabelecidas nos artigos 2.1 a 2.11 do Código Mundial Antidopagem (World Anti-DopingCode, 2021), que é o conjunto de normas que têm o objetivo de unir e fortalecer as políticasantidopagem adotadas por todos os países que aderiram à Convenção Internacional contra aDopagem no Esporte. O uso destas substâncias, além de ser desonesto, ocasiona mudançasem quem a consome, podendo até mesmo levar a óbito (ABCD, 2020). Sendo assim,procura-se demonstrar com este estudo a realidade brasileira atual sobre o cenário nacionalno esporte de combate identificando o conhecimento do atleta brasileiro sobre doping epara tanto definir, a nível nacional, quem são esses atletas e quais as principais substânciasutilizadas. Esta pesquisa caracteriza-se como um estudo descritivo de prevalência. A coletade dados foi realizada em âmbito nacional por meio de questionário eletrônicoauto-administrado. As variáveis numéricas foram analisadas quanto a presença dedistribuição normal utilizando o teste de Kolmogorov-Smirnov com correlação designificância de Lilliefors. Considerando a distribuição não normal das respectivas variáveis,os resultados foram apresentados utilizando mediana e amplitude interquartil. As variáveiscategóricas foram apresentadas em frequências (absoluta e relativa). O teste deQui-quadrado (c2) foi empregado na comparação de proporções entre as variáveiscategóricas. A análise estatística dos dados foi processada pelo software Statistical Packagefor Social Sciences (SPSS), versão 26, considerando-se um nível de significância de 5% (a =0.05). Foram realizados 126 questionários, em que 77% dos entrevistados sabiam a definiçãode dopagem e 50,8% reportaram conhecer a possibilidade de contaminação cruzada. Ainda,37,5% dos atletas referiram o uso de dopagem, sendo que 29,4% utilizaram mais de uma veze 50,8% reportou saber dos malefícios. Os médicos foram os principais prescritores dessesmétodos (16,7%) e 76% dos participantes responderam que não fariam uso de umasubstância para vencer uma competição muito importante mesmo que tivessem a garantiade não serem pegos. Conclui-se que o doping é uma realidade no esporte e, portanto, éfundamental expor e dialogar a respeito do assunto, a fim de promover a saúde do atleta, aequidade em competição e o esporte limpo
Avaliação do perfil de sintomas não motores e das características eletroneurofisiologicas em pacientes com distonia
A distonia é um distúrbio de movimento caracterizado por contrações musculares sustentadasou intermitentes que causam movimentos anormais, muitas vezes repetitivos, posturas ouambos. Os movimentos distônicos são tipicamente padronizados, torcidos e podem sertrêmulos (SALLEM, 2015). É, portanto, uma síndrome em que há co-contração muscularsimultânea sustentada ou intermitente de músculos agonistas e antagonistas (S. FAHN, 1998).Avaliar a prevalência dos sintomas não motores e características eletroneurofisiológicas empacientes diagnosticados com distonia em ambulatório de referência em distúrbios domovimento do Instituto de Gestão Estratégica do Hospital de Base. Foram avaliados doisgrupos de pacientes. Em um deles avaliou-se os aspectos não motores enquanto no outro ascaracterísticas eletroneuromiograficas. O primeiro fez -se por meio da aplicação dequestionário – NMSS, MOCA, HADS, YBOCS, FAB, - em pacientes com distonia primária,distonia secundária e grupo controle. Já a análise da neurofisiológica, no segundo grupo, foifeita por meio da realização de exames de eletroneuromiografia para análise do períodosilente. Em relação aos sintomas não motores obteve -se uma coorte de 60 pacientes, 60%(n=36) eram mulheres e 40% (n=24) eram homens. No que concerne as idades destespacientes, teve-se uma média de idade de 53,91 anos. Em relação aos tipos de distonia, 77%(n=46) são do tipo cervical e 23% (n=14) são do tipo facial, blefarospasmo. 80% (n=48) dospacientes tem como categoria, a distonia primária e 20% (n=12) tem distonia secundária. Ostipos de distonia por etiologia primária e secundária têm-se que todos os pacientes quepossuem distonia cervical são do tipo secundária, já dentre os pacientes com distonia primária29,2% eram do tipo facial e os demais são do tipo cervical (p= 0,033). A média de idade dospacientes por categoria foi de 58 anos para distonia primária e 48 anos na secundária 48 anos(p= 0,01). Em relação aos sintomas não motores, ansiedade e depressão apresentaram valoressignificativos na coorte (p =0,004). Já na coorte de análise do período silente, avaliou – se 72pacientes, sendo 38 mulheres (52%) e 34 homens (48%). Dentre as mulheres, 14 eram dogrupo controle, 20 distônicas primárias e 4 distônicas secundárias. Já entre os homens, 10eram grupo controle, 18 distônicos primários e 6 distônicos secundários. A média de idadesem relação a categoria de distonia, nos controles a média foi de 46,8 anos, na distonia primáriafoi de 51,8 e na distonia secundária foi de 52,6. Nos parâmetros de ENMG, houve aumento daduração do período silente. Ratifica-se a presença de sintomas não motores em pacientesdistônicos e possíveis alterações em exames eletroneuromiográficos podendo sugerir possívelmétodo diagnóstico
Sustentabilidade: programa de desenvolvimento sustentável e panorama dos indicadores aplicados em serviços de alimentação
Os Serviços de Alimentação possuem extrema relevância para a população, ajudando tantona economia, como também na saúde pública, já que a alimentação é capaz de mudar paramelhor a saúde gerando bem-estar da população. Porém, ainda hoje há incompreensão arespeito da gravidade dos problemas ambientais no mundo. O crescimento econômico,apesar de benéfico, favorece o uso insustentável de recursos não renováveis, o que trazseríssimas consequências. Os restaurantes sustentáveis estão relacionados à gestão daqualidade por meio de um conjunto de instrumentos, que visam proporcionar um processode mudança contínua da qualidade ambiental dos serviços e produtos. O objetivo destetrabalho consistiu em avaliar e implementar os indicadores de sustentabilidade nos serviçosde alimentação do Distrito Federal. De início, buscou-se restaurantes do Distrito Federal, quefossem liderados por profissionais nutricionistas, para participarem da avaliação de práticassustentáveis. Depois, foram verificadas as atividades mais problemáticas das unidades, eentão, após levantamento de dados iniciais, 12 serviços de alimentação foram convidados aimplementar atividades sustentáveis por meio de oficinas presenciais, a fim de resolver osprincipais pontos críticos de cada local. Esta coleta foi realizada por meio de questionário dotipo checklist validado, e todos os locais que participaram, voluntariamente, concordaramcom o termo de aceite institucional. Ao final, esta pesquisa foi realizada em 97 Unidades deAlimentação, contendo creches filantrópicas, hospitais, escolas, restaurantes comunitários erestaurantes comerciais. Após verificar os principais problemas das unidades e convidá-los aparticipar do programa de desenvolvimento sustentável, as oficinas sustentáveis foramcriadas e implementadas por meio de dinâmicas variadas sobre uso racional de água,economia de energia, importância da coleta seletiva e uso integral dos alimentos para contero desperdício. Por fim, o questionário aplicado inicialmente foi reaplicado nas unidadesparticipantes do programa, para avaliar a eficácia das oficinas. Além disso, foi criado um novoquestionário, sendo este para avaliar a percepção dos nutricionistas perante a mudança deatitudes dos funcionários. O questionário inicial mostrou como resultados que apenas 17,5%das empresas reaproveitam a água das chuvas e/ou dos balcões para uso em determinadasatividades, e que apenas 4,1% das empresas possuíam metas para redução do uso do gás decozinha. Em contrapartida, 73,2% utilizam fichas técnicas de preparação, evitando odesperdício alimentar. Depois das oficinas, 33,3% das empresas passaram a ter metas para ouso racional de água. Outro ponto positivo foi que 33,3% das empresas passaram a realizar acoleta seletiva. Por fim, 66,6% das empresas passaram a ter uma política com fornecedor quefavorece a aquisição de produtos locais para alimentos processados na unidade. Sobre oquestionário criado para avaliar de maneira geral a evolução da unidade, 100% dosentrevistados responderam que as oficinas sustentáveis foram importantes e geraramreflexão e mudanças entre os funcionários. Para finalizar, foi possível observar a importânciado desenvolvimento de oficinas sustentáveis em Unidades de Alimentação e Nutrição comoestas, pois verificou-se na prática que essas ações contribuíram para mudanças benéficas queirão afetar positivamente o futuro desta e das próximas gerações