Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) Unicamp (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),: Sistema Eletrônico de Editoração): Revistas
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"O professor escreve sua história": uma análise discursiva de modos de identificação do sujeito-professor
Domínios prosódicos no português do Brasil: implicações para prosódia e para a aplicação de processos fonológicos
O fenômeno da intertextualidade na produção caetaneana: o intertexto como veiculador de sentidos
A leitura e a escrita como processos interrelacionados de construção de sentidos em contexto de ensino/aprendizagem de Português como L2 para Hispano-falantes
Cultura e Técnica: tentativa de uma reflexão não autocrática
Busca-se por um lado refletir sobre o tipo de relação desenvolvida com a tecnologia nas sociedades industriais – o que também é expresso nos objetos técnicos existentes – e, por outro, pensar quais outros agenciamentos seriam possíveis. A partir dos conceitos de auto-atividade (Marx); atividade técnica e tecnoestética (Simondon), volta-se para o saber-fazer de povos tradicionais, numa reflexão sobre as relações existentes e possíveis entre humanos e não humanos, entre Cultura e Técnica.
PROPOSTAS AO FORTALECIMENTO DA CULTURA CIENTÍFICA NAS AULAS DE LÍNGUA COM BASE EM LETRAMENTO CRÍTICO
O objetivo desta proposta é investigar orientações críticas em tarefas desenvolvidas por alunos nas aulas de inglês como língua estrangeira de modo a discutir a formação de uma orientação translíngue para a educação de línguas. Essa pesquisa justifica-se pela necessidade de práticas que reforcem e ampliem as perspectivas de mobilidade social e reflexividade. Como respaldo teórico, apresentam-se discussões em letramento crítico, com base em Mattos (2015), Rocha (2010) e Rojo (2012), apontando para a relevância de práticas sociais na escola que sejam capazes de promover debate, reflexão e modificações em contextos reais. A prática de sala de aula foi analisada em um período de oito semanas. As tarefas analisadas referiam-se a soluções de problemas e propostas de intervenções sociais. As tarefas foram realizadas em grupos, culminando em uma produção socialmente significativa. Os resultados são analisados a partir de um diário reflexivo e de rodas de conversa com alunos
Ciência ao Bar: sarau de divulgação científica como potencializador de uma cultura científica local
O Ciência ao Bar é um sarau bimensal de divulgação científica, realizado na cidade de Juiz de Fora, que tem como proposta levar professores e pesquisadores para bares da cidade para que conversem com a população sobre pesquisas científicas de assuntos variados relevantes para a sociedade. Os crescentes esforços dos divulgadores de ciência para popularizar o conhecimento científico são notáveis, no entanto boa parte desses empreendimentos é de caráter massivo e muitos são direcionados para revistas, jornais, blogs, ou ainda para o audiovisual e o podcast. O Ciência ao Bar busca suprir uma lacuna, visto que são poucas as iniciativas conhecidas e/ou divulgadas que promovam uma divulgação científica baseada no diálogo informal, na conversa em ambiente descontraído, na troca entre pesquisador e leigo. A proposta de ação é convidar os cientistas para se comunicarem além das salas de aula, dos laboratórios e dos periódicos especializados, e levá-los ao bar, para interagir com a população. Desse modo, este relato de experiência visa apresentar as inspirações que deram origem a esse evento, compartilhar um pouco das experiências que tivemos com as primeiras 18 edições; propor reflexões sobre a importância da divulgação científica e do potencial dessa ferramenta para a efervescência de uma cultura científica local; apresentar o modelo de funcionamento do Ciência ao Bar e projetar perspectivas de aprimoramento e crescimento da ideia original, possíveis desenvolvimentos de outros projetos complementares e a ligação em rede de apoio mútuo com eventos culturais de outra natureza que também são promovidos na cidade
Onde estão os Linguistas na Divulgação Científica Brasileira?
O que é a Linguística? Podemos dizer que esta é a ciência da linguagem, que possui o seu núcleo na pesquisa da estrutura fonológica, sintática e semântica da comunicação humana (linguagem), mas que também realiza suas interfaces com diferentes disciplinas como, por exemplo, a Sociologia (Sociolinguística), a História (Linguística Histórica), o Direito (Linguística Forense), a Psicologia (Psicolinguística), a Biologia (Biolinguística), a Neurociência (Neurolinguística) e a Computação (Linguística Computacional). Cada uma dessas subáreas tem seu próprio programa de desenvolvimento tecnológico e científico. Por outro lado, a resposta a essas perguntas são diversas a depender de quem são as pessoas questionadas. Através de um relato de experiência, busco revisar as principais reações do público desconhece a área e as medidas tomadas por linguistas para aproximar sua área desse público. Desse modo, o presente artigo tem o objetivo de estabelecer um rápido mapa das principais ações realizadas por linguistas e não linguistas na divulgação científica brasileira. Para isso, uso como base a definição de divulgação científica de Soares (2013) com ligeiras modificações para listar as principais ações de divulgação da linguística brasileira nos últimos dois anos, dentre eles, participações em festivais de divulgação, criação de revistas voltadas para o público não linguista, criação de conteúdo para blogs, podcasts e youtube