Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) Unicamp (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),: Sistema Eletrônico de Editoração): Revistas
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GAMES, (MULTI)LETRAMENTOS E APRENDIZAGEM: UMA SEQUÊNCIA DE ATIVIDADES GAMIFICADAS PARA O ENSINO DE LEITURA E ESCRITA
Este artigo tem como objetivo discutir algumas relações entre os games, os letramentos e a aprendizagem, sob o ponto de vista teórico dos multi e novos letramentos, introduzindo um conceito que tem se sobressaído nessa área: o de gamificação. Na intenção de vislumbrar caminhos possíveis para o uso de games no ensino de língua portuguesa, apresentamos uma proposta de sequência de atividades gamificadas, criada para a pesquisa-ação de doutorado em andamento. O material didático, apresentado na forma de um site, é baseado em um jogo autêntico – Tomb Raider – no qual o aluno deve se colocar na posição de uma personagem e cumprir objetivos, a partir de uma narrativa proposta, na qual buscamos trabalhar com a leitura e a escrita de gêneros científicos e de divulgação científica. Com os dados gerados em aplicação de projeto piloto, por fim, nas considerações finais, discutimos brevemente sobre algumas reflexões preliminares
O MANIFESTO MARGINAL E AS SUAS MARGENS: UMA QUESTÃO DE REPRESENTATIVIDADE FEMININA
Ferréz, no início dos anos 2000, desenvolveu um verdadeiro manifesto literário em parceria com a Revista Caros Amigos e o grupo 1DaSul, dividido em três atos, o autor visava abrir espaço, em meio à hermética cena literária, para a inserção de artistas provindos de zonas periféricas urbanas e outras minorias sociais, como indígenas, sujeitos em condição privativa de liberdade e mulheres, adjetivados enquanto produtores de uma “Literatura Menor”. No entanto, partindo dessa proposta central de abertura polifônica na ficção brasileira, levanta-se o seguinte questionamento: a representatividade dos participantes dos volumes especiais da série “Literatura Marginal - a cultura da periferia” é igualitária? Central a este breve artigo, que, após averiguá-lo, intende analisar especificamente as vozes femininas partícipes, atentando-se, especificamente, às temáticas abordadas nas produções, às origens geográficas, a participação efetiva em algum movimento social ou mesmo músical de três delas, que são, respectivamente: Maria Conceição Paganele, Dona Laura e Elizandra Souza
Variedade rítmica do senário iâmbico como meio de expressão
Neste artigo, apresento algumas análises de certas passagens compostas em senários iâmbicos, versos designados para momentos sem acompanhamento musical durante a encenação da comédia romana, selecionadas da peça cômica Persa, do comediógrafo Tito M. Plauto (255-184 a.C.), tendo como objetivo demonstrar que a variedade rítmica encontrada na articulação métrica interna desses versos possui expressivo valor poético e dramático. Mais especificamente, pretendo argumentar que esse valor expressivo se deriva do fato de que a organização métrica interna dos senários não encerra apenas uma alegada prosódia prosaica ou cotidiana nem pode ser considerada indistinta ritmicamente a ponto de poder se confundir com a fala do dia a dia, estando, de fato, conectada muitas vezes de forma muito direta com o conteúdo dramático das passagens