Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) Unicamp (Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP),: Sistema Eletrônico de Editoração): Revistas
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    O ATO DE CUIDAR: PESQUISA ACADÊMICA DESDOBRADA EM REDES SOCIAIS

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    O artigo tem como objetivo compartilhar o desdobramento de pesquisa de doutorado: “O conceito de geratividade em Erik Erikson e os desafios para uma cultura do cuidado em narrativas de cuidadores idosos e adultos de meia idade”, (em andamento), vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Gerontologia (FCM-Unicamp) a partir do trabalho de campo expandido para redes sociais. A pesquisa investiga associações entre geratividade e o ato de cuidar, como uma expressão daqueles que cuidam, na intenção de construir um legado e eternizarem sua memória. O conceito de geratividade, foi estabelecido por Erik Erikson (1968), no contexto de uma teoria do desenvolvimento psicossocial de base psicanalítica, a qual considera a influência dos fatores culturais sobre o desenvolvimento da personalidade. No trabalho de campo, frente à riqueza das narrativas de idosos cuidadores – somado ao aprendizado em ações de pesquisa exploratórias em ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos) localizadas em Campinas –, a metodologia da pesquisa encontra nas redes sociais a possibilidade de aprofundamento sobre o universo do cuidador, especialmente os desafios vividos por famílias com idosos que necessitam de cuidados. A experiência nas redes, intitulada Escola de Cuidados permitiu até aqui alargar o conhecimento tanto acerca de como o cuidado está organizado no Brasil, como adentrar a questões da invisibilidade do cuidador de idosos no país e a necessária defesa de uma cultura de cuidados no envelhecimento na sociedade brasileira

    FICÇÃO CIENTÍFICA E SUPER-HEROÍNAS: ESTRATÉGIAS PARA DEBATER SOBRE A MULHER NA CIÊNCIA

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    Muitos são os temas que merecem – e precisam – ganhar espaço para debate na sociedade. Alguns deles, que consideramos muito importantes, são a ciência, o gênero e a ligação entre os dois. No entanto ainda que se saiba que tal assunto merece visibilidade, muitas vezes o desafio concentra-se em como fazê-lo. Neste trabalho utilizamos da ficção científica (FC) – literária e cinematográfica – como ferramenta para trabalhar esses assuntos com jovens adolescentes e pré-adolescentes, através de atividades de divulgação científica (DC). Esta, de acordo com Albagli (1996), seria a tradução da linguagem científica para outra mais acessível, permitindo que a mensagem atinja um número maior de pessoas. Aqui realizaremos breve comparação entre duas atividades realizadas pelo grupo Banca da Ciência, que desenvolve atividade de DC na cidade de São Paulo, Guarulhos, Boituva etc. A primeira realizada pelo grupo de São Paulo com as alunas(os) da unidade de Boituva e a segunda feita por este em duas escolas que atendem regularmente. Também será feita a análise sucinta das mesmas, buscando entender o papel da FC na aproximação dos jovens às temáticas científicas e debate de gênero

    DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NA UFU: AS AÇÕES QUE LEVAM AS PESQUISAS PARA FORA DA UNIVERSIDADE

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    O objetivo deste trabalho é relatar a experiência das servidoras da Divisão de Divulgação Científica, vinculada à Diretoria de Comunicação Social da Universidade Federal de Uberlândia (Dirco/UFU), com eventos que divulgam as pesquisas produzidas na universidade para a comunidade. Em 2018, foram promovidos, pela Dirco/UFU, três eventos de divulgação científica: o “I Comunica Ciência: Encontro Mineiro de Pesquisadores e Jornalistas”, o “Pergunte a um(a) cientista – Saúde Mental” e o “Ciência na Rua”. O primeiro reuniu profissionais e estudantes de Jornalismo e pesquisadores de diversas áreas para refletir sobre caminhos para a divulgação científica e o jornalismo científico. A segunda atividade foi realizada em parceria com o grupo Via Saber, da Universidade de São Paulo, e levou cientistas da área da saúde mental para o Parque do Sabiá a fim de esclarecer dúvidas da população sobre o tema. O último foi uma ação de divulgação científica, feita em Patos de Minas, para que pesquisadores expusessem seus trabalhos no Parque do Mocambo. A partir da realização desses eventos foram observadas, por meio de relatos de pesquisadores, suas dificuldades em traduzir a ciência para além de seus pares. A população demonstrou interesse na ciência, porém, foi possível perceber a ideia de distanciamento entre a ciência e o cotidiano. A Divisão de Divulgação Científica criou ainda, em novembro de 2018, um grupo de estudos em comunicação pública da ciência, cujo intuito é promover o diálogo entre a comunidade interna e externa à universidade. Concluímos que atividades como essas atendem ao interesse público, porque propiciam à sociedade o conhecimento sobre as pesquisas científicas que financiam e promovem a troca de saberes entre cientistas e comunidade

    A COMUNICAÇÃO PÚBLICA DA CIÊNCIA NOS PORTAIS DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS DA REGIÃO NORDESTE

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    Este artigo apresenta um segmento da nossa dissertação de mestrado, cujo objetivo foi diagnosticar ferramentas potenciais para comunicar a ciência ao público, nos portais das universidades federais da região Nordeste, de modo a identificar o uso de recursos das tecnologias digitais proporcionados pela internet para a Comunicação Pública da Ciência. Para isso, realizamos uma pesquisa exploratória na estrutura e nos conteúdos dos portais das instituições, documentando os resultados da forma mais exaustiva possível. Demos enfoque, neste texto, à pesquisa empírica que realizamos para subsidiar uma leitura geográfica das condições de produção da ciência e de sua comunicação pública, a partir do conceito de meio técnico-científico-informacional, de Milton Santos, associado a séries históricas de dados sobre o ensino de graduação e da pós-graduação no Brasil, entre os anos 1960 e 2015. Das 18 universidades federais existentes no Nordeste, apenas cinco possuem ações sistemáticas de CPC. Praticamente todas as demais promovem ações isoladas, carecendo de uma articulação estratégica com a comunicação institucional. Identificamos, por fim, que as condições de surgimento e manutenção das universidades contribuem para sua atuação na pesquisa, influenciando relativamente - mas não necessariamente - para a comunicação da ciência

    Ordem do discurso e Educação: Arquivos.

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    Foi em meados de 2014, durante a discussão do Plano Nacional de Educação (PNE) que certa ala da Câmara dos Deputados fez circular a expressão “ideologia de gênero”. A discussão aqui pautada se dava na época de Abril do referido ano, quando o poder legislativo se reunia em torno do Projeto de Lei nº 8035, de 2010, aquele que se tornaria a lei do Plano Nacional de Educação. A Ordem do Dia, do dia oito, trazia para a Casa a votação de duas propostas para a textualização de tal lei, a primeira encaminhada pela própria Câmara e a segunda encaminhada pelo Senado Federal. O que se empreende aqui é uma análise sobre sentidos de “ideologia de gênero” em funcionamento na reunião ordinária do dia 08/04/2014, entendendo o documento como um lugar onde funciona políticas de arquivamento e um lugar de disputa de memória. Palavras-chave: Ideologia de Gênero, Análise de Discurso, Arquivos

    Memórias apagadas: a maternidade solo como definidora de futuros infelizes

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    Este artigo tem como objetivo analisar o primeiro romance da escritora Julia Lopes de Almeida, Memórias de Marta (1888), sob o viés da marginalização da mãe solo, a qual é amplamente abordada pelo enredo. Trata-se de um livro sobre as memórias de uma jovem chamada Marta, cuja morte de seu pai quando ela era apenas criança impôs certos acontecimentos em sua vida e na de sua mãe. A partir dessa premissa, Marta narra sua formação em meio a uma sociedade que tanto a rechaça por ser mulher, solteira, inteligente, feia, pobre e órfã. Dessa forma, este trabalho parte de textos sobre o pensamento feminista e a história das mulheres para observar como as problemáticas que surgem com a maternidade solo estão intrinsecamente presentes em Memórias de Marta

    CINEMA E DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA: REINVENTADO A PERCEPÇÃO DA CIÊNCIA NO COTIDIANO

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    O presente artigo tem como objetivo apresentar o trabalho que foi desenvolvido com um grupo de dez alunos (uma bolsista e nove voluntários) entre o segundo semestre de 2018 e o primeiro do ano seguinte. O trabalho de pesquisa foi inspirado pela ideia de pensar o cinema, seja ele ficcional ou documental, através da crítica. Propomos como crítica o trabalho de criar a partir dos filmes escolhidos, e não como uma reação a um trabalho pronto. O propósito foi desdobrar a crítica como elemento fundamental da divulgação científica, pensando em não trabalhar com uma ciência pronta da qual cabe ao divulgador simplificar, mas sim, investir na complexidade das relações entre ciência, arte, filosofia, sociedade e mundo, criando conexões outras entre sons, imagens e palavras. Deste modo a noção de ficção e fabulação (DELEUZE, 1997) ganharam grande força nas oficinas e debates realizados, ao nos provocarmos pensar como que a ficção pode afetar o mundo para além da mera representação de uma verdade dada, preexistente a própria palavra. Falar de ficção foi também um contato com os afetos e os desejos, não como elementos de produção de uma individualidade, mas como potências políticas (SAFATLE, 2016), capazes de reativar a relação dos sons, imagens e palavras com o mundo

    MOBILIZAÇÃO POPULAR, EDUCAÇÃO E COMUNICAÇÃO: UMA ANÁLISE SOBRE A REABERTURA DO OBSERVATÓRIO MUNICIPAL ASTRONÔMICO DE DIADEMA A PARTIR DA EDUCOMUNICAÇÃO

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    A ciência está onipresente no cotidiano contribuindo para a manutenção e desenvolvimento da sociedade, atuando em diversos setores que vão desde o econômico, passam pela saúde, até ao social. Mais do que chamar a atenção para esse papel central da ciência na história da humanidade, é necessário que a sociedade seja capaz de pensar, atuar e questionar sobre os aspectos científicos presentes em seu cotidiano. A Educação Científica e a Divulgação Científica tem um papel central nessa proposta. Para a construção e manutenção do processo de criação de uma cultura científica, ambientes em que estejam presentes uma comunicação em que a dialogicidade é favorecida ou seja, em que o ato de comunicar não seja unidirecional, mas construído em conjunto com a população são capazes de proporcionar espaços para a promoção dessa cultura. Neste trabalho, nós analisamos como a Educomunicação está presente na construção de uma comunicação para a ciência feita pela população no entorno do Observatório Municipal Astronômico de Diadema.

    A VOZ DO CIENTISTA NA POLÍTICA ATRAVÉS DA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA UM RELATO DA EXPERIÊNCIA COM O ESPECIAL “CIÊNCIA E POLÍTICA” NO BLOGS DE CIÊNCIA DA UNICAMP

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    Os pesquisadores vêm enfrentando uma realidade alarmante no Brasil atual. Além dos inúmeros problemas políticos e financeiros (que também afetam a ciência), eles precisam se preocupar com a quantidade de informações erradas ou fora de contexto disseminadas pela internet, as fake news . Isto é, além das atividades pertinentes ao pesquisador - como o desenvolvimento da suapesquisa, publicação em revistas científica de qualidade, participação em eventos e submissão para editais de financiamento - o pesquisador também precisa contribuir e acompanhar como a comunicação de sua área de conhecimento é feita para a sociedade, i.e, realizar divulgação científica.O portal Blogs de Ciências da Unicamp é uma iniciativa de divulgação científica desde 2015. Semestralmente publicamos edições especiais com o propósito de reunir os blogueiros da rede, com seus olhares diversos, sobre um mesmo tema. No contexto das eleições federais e presidenciais de 2018, lançamos o especial “Ciência e Política”. Neste artigo, analisamos o especial lançado apontandoo engajamento do público e a busca, por parte dos pesquisadores, em estabelecer um canal de comunicação e diálogo sobre política e ciência em diferentes áreas, como forma de combater a proliferação de fake news

    Gênero e sexualidade na cena enunciativa: a normatização dos desejos em textos de divulgação de conhecimento sobre a anatomia feminina

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    Embasando-se na Semântica do Acontecimento de Eduardo Guimarães (2017, 2018), este artigo se propõe a apresentar e analisar as cenas enunciativas de cinco textos disponíveis na internet que se pretendem informativos sobre a anatomia feminina. O estudo revelou que os textos do corpus podem ser divididos em duas categorias: aquela formada pelas revistas femininas que, do lugar social de dizer de alocutores-mulheres projetam alocutários-mulheres em sua interlocução, e aquela formada pelos textos inclinados à divulgação científica, que se dirigem a alocutários-homens. Nos dois casos, os alocutários são idealizados como pertencentes a um binário de sexos, pressupondo uma ordenação heterossexual do desejo sexual: ou os alocutários são mulheres, aquelas que possuem a vagina que será penetrada, ou são homens, aqueles que desejam penetrar os corpos femininos. Assim, conclui-se que, nas cenas enunciativas analisadas, os desejos e os prazeres continuam normatizados

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